Amanheceu o dia
E o sol já raiou
As pétalas da flor se abriram
Sem brilho e sem cor
Nem parece o mesmo jardim
Pela falta do Beija-Flor...
O pássaro está ferido
sem asas e com muita dor,
por estar longe do ninho
sozinho, acompanhado apenas
pela saudade da FLOR.
O vento que é bondoso
Leva em rajadas as pétalas
Para bem longe do jardim,
Para aonde o Beija-Flor chora
Conta história,
E espera ver do capítulo o fim,
Que no meio do percurso, foi interrompido
Por uma grande ilusão.
As quais transformaram seus dias
Na maior sofreguidão...
Pássaro ferido
Teus olhos refletem o Céu,
Tuas asas refletem a Lua
E tua voz reproduz a verdade nua e crua
Pássaro ferido
Que da Flor és parte da história
És dela a máxima vitória,
Sua grande paixão.
O sol já se pôs
E a Flor recolheu suas pétalas
Sem brilho sem cor,
No coração só a saudade
Na saudade a esperança
Na esperança te espero
Com meu AMOR...
Enviado por Sonia Delsin em Qui, 27/03/2008 - 23:06
DOIS DIAMANTES
Teus olhos são dois diamantes.
Tenho pena quando os fecha.
Parece que o mundo escurece.
Teus olhos são a coisa mais linda.
São tão queridos.
Teus diamantes me fitam.
Rosa bonita.
Dança matutina.
Criança pequenina.
Teus olhos são resposta para o arco-íris que me encanta.
Para o crescer da planta.
Teus olhos são os primeiros que fitei na vida.
Neles eu me perco e me encontro.
E digo.
Foram farol no meu existir.
Conseguiram me mostrar para onde eu devia seguir.
Enviado por Sonia Delsin em Qui, 27/03/2008 - 23:02
DE MIGALHAS E SORRISOS
Ela vive de migalhas e sorrisos.
Dirão.
É uma louca.
Eu digo.
É uma mulher.
Sob os trapos se esconde uma mulher que sonha.
Ou não?
Maltrapilha.
Mas há algo nela.
Será que é só eu que vejo?
Está nos olhos.
São ardentes.
De migalhas e sorrisos...
E o mundo é resposta para tudo.
Escolhi perde, entre minhas feridas
Estava meu coração que já lutava
Para manter-se desperto das tuas
Promessas falsas, sobrevivi dos
Escombros desse amor tão frio.
Corri para longe, busquei socorro
Fora do teu abraço inerme, olhos
Famintos por afagos, solicito de
Afeto em nós.
Te busquei,
Me perdi,
Feri, estou ferida também.
Esse amor me cala! Passiva,
Rendida, perdida entre teu
Mundo e meus olhos. Te dei
Muito mais do que tinha, incondicionalmente
Vivi pra te senti profundo, do
Profundo nada em mim.
Pra entender enfim que no fim,
Você restou muito mais desses restos.
Enviado por Sonia Delsin em Qua, 26/03/2008 - 13:20
SÓ O TEMPO...
Só o tempo colocará tudo no lugar.
Só o tempo tua ferida irá curar.
Só o tempo...
Lentamente abrirás os olhos e as manhãs serão outras.
Mais amenas.
Mais suaves serão as vozes que guardaste.
Ainda mais suaves.
E palavras pronunciadas voltarão.
Palavras que serão como peças de um quebra-cabeça.
E reconstruirás.
Com as lembranças uma manta farás.
E sob ela dormirás.
Então... a dor da separação será compreendida.
Verás o sentido da morte, o sentido da vida.
Só o tempo.
E ele tem este dom.
De amenizar.
De repente a alegria fez-se em pranto...
O meu riso emudeceu
e entre lágrimas e espanto
deparo-me com o adeus!...
Tudo agora é sofrimento
e a dor real da ausência
junta-se a este lamento!...
Ouça minha sofrida insistência
para que não guardes mágoa!...
Leve contigo meus olhos rasos d’água...
Os meus sonhos... O meu amor!...
Deixe comigo a sua dor!...
Siga numa estrada branca
Pavimentada por fios de luar!...
Em cada violeta encontrada neste caminho
colha a minha saudade e o meu carinho
e a minha eterna promessa
de sempre te amar!...
Vá... A felicidade logo ali te espera
e o envolverá em brilhante esfera
tramada em raios de sol matinal
por um ente angelical!...
Ouvirás na voz do vento
o meu lamento!...
E o meu triste adeus
no ritmo dos passos teus!...
Mesmo sem abrir os olhos eu te vi ao meu lado.
Senti minha pele se incendiar de desejo com o seu calor.
Instintivamente minhas mãos procuraram teu corpo,
minha boca faminta, em beijos lhe declarou meu amor.
O calor de nossos corpos juntos revelou a urgência
quando se entregaram na ânsia de se completar.
Suores, fluidos e sussurros se misturaram,
dois corpos feitos um, na forma de se entregar.
Com medo de acordar, eu não abria meus olhos,
pois ter você comigo desta forma, eu sempre sonhei.
De olhos fechados lhe dei meus carinhos mais sinceros
misturando meus sonhos e meu cotidiano, me realizei.
Confesso que não sei se foram minutos ou horas
que fiquei absorta nesse mundo quase irreal.
Minha alma levitava sobre o céu noturno e particular
e por amor, realizava vôos impossíveis para um mortal.
Nesses vôos meu mundo se coloriu e se perfumou.
Flores de todos os tons enfeitaram meu jardim.
Sem medo pelo universo do amor livre voei;
Perdi-me dentro dele, a angústia que sentia teve fim.
Se foram dias ou meses eu confesso que não sei.
Apenas hoje tenho consciência de tudo o que vivi,
pois enfeitiçada pela felicidade, eu abri meus olhos
e o brilho de um olhar triste e meigo eu vi.
E ao sentir neles tanto carinho e desejo, eu sorri,
porque depois de tanta busca, finalmente pude perceber.
Que com meu sonho, construí a minha realidade
pois hoje em seus braços, tranqüila eu posso adormecer.
Enviado por Sonia Delsin em Ter, 25/03/2008 - 13:46
FLAMEJANTE
Nas entrelinhas dizes...
Quando te calas...
Dizes.
Quando falas... dizes.
Dizem de amor os teus ardentes olhos.
Dizem da paixão.
Contam do que desperto em ti.
Desejo.
Desperto em ti o que julgavas perdido.
O verdadeiro sentido.
Do viver.
Sentir a alma ferver.
O corpo arder.
É isto que desperto em ti.
A vida flamejante.