SONETO DA VIDA
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A vida é...
Uma saudade já vivida.
Um beijo muitas vezes roubado.
Abraço forte e apertado.
Um mistério a ser desvendado.
Mas também é...
Uma palavra não dita.
Uma ilusória alegria.
Um sonho não sonhado.
Um desejo não realizado.
Um amor não correspondido.
A vida é...
Amar sem pedir nada em troca.
Um cantar e dançar de alegria.
Um sorrir e chorar por alguém.
Amar e ser feliz sempre.
Mas também é...
Um canto sem encanto.
Um ir sem voltar.
Uma lágrima de dor.
Um adeus fora de hora.
Mas afinal o que é a vida?...
Que nos toma pelas mãos.
Nos guiam na escuridão.
Nos dá risos e alegrias.
Nós dá os melhores momentos.
Nos dá as mais gostosas gargalhadas?
Mas também...
Nos abandona à própria sorte
Nos traz tristezas infindas.
Nos dá algo, mas pega de volta.
Coloca um mar de água salgada
dentro dos nossos olhos!
Ah vida!!! és um doce mistério!!
Um mistério inexplorável,
indecifrável, mas tão vivido
e tão desejado!!!
Nos olhos do chacal
tu se fez bela ninfa de volúpias
entre cantatas de riachos, florestas
transmontando altaneira, divinal
árvores de pele rubras,
troncos sinuosos, carmesins
transformando-se, ora em sereia aliciante
Ora em loba coleante,
sensual
Nos olhos do chacal
Seu lábios de matiz escarlate,
Seu corpo de canela, híbrida cinderela
Me engolfa entre uivos, silvos e susurros,
como um ensandecido animal
Nos olhos do chacal,
sua imagem encerrada em lua nua, toda cheia
toda sua, embebida em jasmim,
ao espargir sua fragrância, bela flor da azaléia
do sono, erguem as cabeças em uníssono,
embevecida, sai em disparada a alcatéia
No olhos do chacal
ora és maviosa brisa tépida,
deslizas n’alma suas asas, qual anjo sideral
Ora, com olhos de fogo, corpo sinuoso, dentes afiados
arrebata-me para tuas sendas do mal
No espelho,
dos meus olhos de chacal,
resta-lhe contemplar,
galvanizado, seus encantos haurir
nada me solicita, mas felinamente,
parece tudo determinar,
seduzir.
Enviado por Ana Botelho em Dom, 23/03/2008 - 20:46
EDUCAÇÃO É A ÉTICA QUE RESIDE NOS DETALHES
Não podemos nunca pensar que os nossos atos individuais não afetam o todo, que somos apenas um e que não fazemos a diferença, porque as nossas ações se somam a milhares de outras iguais a elas, formando a mudança positiva que precisamos com tanta urgência para engrossarmos as fileiras voluntárias ao nosso próprio bem.
A ética se caracteriza a partir das coisas pequenas. Só a mentira e a ignorância justificarão a falta de conhecimento disso. Temos que entender e aplicar a ética nas pequenas coisas, porque são os atos isolados e individuais que, somando-se uns aos outros, formarão o modelo ético de cada indivíduo, depois o de alguns e, finalmente, o de todos, até se tornar uma cultura, a cultura de uma nação. Ou continuaremos adeptos da "ética pequena", aquela conveniente aos nossos egoísticos interesses. Cegos, surdos, mudos e negligentes ao fato simples de que basta um pouco de fermento para levedar toda a massa.
Precisamos aprender a agir acreditando que:
Um papelzinho de bala no chão é lixo mesmo;
Uma garrafa pet, uma só, entope o bueiro e gera uma grande inundação. Um colchão, um pneu velho, ou um saco de lixo faz o córrego transbordar;
Uma árvore derrubada sem ser substituída é desmatamento;
Um animal silvestre abatido é uma ameaça à extinção de espécie ( nossa inclusive);
A fumaça do nosso cigarro afeta a saúde do outro, imagina a nossa;
Um barulho alto na nossa casa perturba a soneca do vizinho. Assim como falarmos alto com os outros, ou ao celular em casa, em locais de trabalho, ou de lazer, perturba as pessoas em volta;
Um xingamento no trânsito agride a nossa imagem, a do outro motorista e provoca a vontade de ele também nos agredir;
Aqueles "gorós" a mais, ou aquela "saideira", que nos deixa bêbados e incapacitados para dirigir, assim como aquela ultrapassagenzinha rápida na curva em faixa dupla, ou dirigirmos acima da velocidade permitida vão nos matar, os demais ocupantes do nosso carro e ainda os do carro de quem vier em sentido contrário;
Uma mentirinha magoa muito os amigos, a esposa, ou marido e principalmente o filho;
Uma pequena interferência, ou adiamento em um caso, ou num processo pode prejudicar outros envolvidos;
A falta de atenção com nossas obrigações profissionais afeta o cliente, os fornecedores, nossos colegas de trabalho e a sociedade como um todo, os resultados da nossa organização é a nossa chance de continuarmos empregados;
Fazermos vistas grossas aos contrabandos , ao tráfico nas ruas, ao excesso de velocidade, à documentação vencida, às pixações de propriedade privada e pública, ao direito do menos favorecido e vendermos como favores o direito público é mau uso de autoridade;
Colocarmos só um parentezinho no gabinete, votarmos em lei sem nem conhecermos no que votamos, seguirmos a maioria em vez de nossa própria consciência, esquecermos a Constituição e a isonomia deixando que iguais sejam tratados como diferentes, fazendo da coisa pública apenas uma "coisa" e o erário como "limite do cheque especial" é faltarmos com respeito ao voto de confiança recebido;
Chamarmos de preto, quatro olhos, baleia, deixa que eu chuto, furúnculo, de japona, turco, favelado, pivete, não é engraçado, é um ato de violência. E violência de qualquer tipo gera mais violência;
Ocuparmos os lugares reservados para pessoas especiais no transporte coletivo, ou em qualquer outro local é desrespeito com o mais necessitado. Assim como não cedermos espaço a quem precisa mais do que nós também o é;
Não darmos preferência ao idoso e não tratá-lo como se fosse nosso pai ou avô, mãe ou avó, é repetirmos a mesma falta de respeito que os nossos sofrem e que vivemos reparando e reclamando;
Chegarmos atrasados em horários combinados é atraso sim, que atrasa a vida de todo mundo. E ninguém quer pedido de desculpa, quer sim, pontualidade;
Darmos tapas e chamarmos de burro e de outros adjetivos medíocres é agressão, não é jeito de educarmos ninguém.
Enquanto não resolvermos ser éticos nas pequenas coisas de forma individual e cotidianamente, o que acontecerá na prática com a nossa sociedade?
Ela continuará condenada a viver na ilusão de que os problemas não residem em nós, colocaremos sempre a culpa nos outros, passando a repetir os mesmos padrões vergonhosos que ouvimos dos menos esclarecidos: "é os omi... é os cara lá di cima... é tudo ladrão e incompetenti qui não si importa co’a gente...não tem jeito mermo...fazê o que se tudo tá perdido?...isso é coisa de disocupado..."
A educação é, antes de tudo, a mola propulsora do progresso, da paz e do respeito mútuo e que deverá funcionar em nossa vida como uma viga-mestra bem estruturada para que ao construirmos os nossos atos, eles sejam fortes e decisivos, verdadeiros diferenciais arrastando muitos dos que nos cercam ao caminho do bem.
...................."Você tem um jeito sedutor neide, meu corpo ja pode sentir a sua falta mesmo ainda não tendo ele, preciso conversar com você ter o seu toque das suas mãos, ver o brilho de seus olhos carentes, pois todoas as noites minha vida vem sendo uma angustia em viver sem ter você ao meu lado, sentir o gosto do seu beijo o cheiro do seu corpo o calor da sua alma tudo e um sonho a realizar es um pecado que hoje desejo em realizar, você e tudo o que mais sempre quis em toda minha vida, e sei que alem de proibida es um pecado meu onde poderei errar se não ter você para mim, ti quero por tudo em minha vida e em meus caminhos, queima o meu fogo me desejas e me encaixa em seu coração na sua vida, e ai seremos iguais de corpo e alma um ao outro, ti quero te amo es um pecado desejado meu"..........................
E la ia eu olhando pela janela...
As arvores desfilavam rapidas ante meu olhar...
Uma linda tarde a nossa espera...
Todos prontos a versejar!!!
O paraiso é aqui...
Dentro do trem encantado do Poeta Marcelino...
Eu ,a Gracie o Albino e a Ceci...
Todos parecendo meninos!!!
A cada apito...
A alegria irrompia no peito...
Palavras jogadas ao vento em um longo grito...
Ah, viajar com esta galera, estou mais que satisfeito!!!
A cada Estação...
A cada centena de dormentes...
Saía um poema em forma de canção...
Para o doce deleite dos presentes!!!
E la na frente...
O maquinista Marcelino...
Jogava lenha na fornalha...
Para chegarmos ao nosso destino!!!
Mas eu particularmente...
Acho que esta viagem encantada nunca vai terminar...
Com tantos Poetas presentes...
A poesia nunca vai acabar!!!
De parada em parada...
Uniremos todos continentes...
Visitaremos muitos Paises...
Puxa, como estou contente!!! (EDSON MILTON RIBEIRO PAES )
O vapor forma uma nuvenzinha fina!
Mas desta vez estou dentro do trem.
Acompanhando aquela menina,
E a apóio para não cair no vaivém,
Do trem! Pois, agora é mui grã-fina!
Senhora do interior com seu neném.
Formosa e radiante não se amofina
Com nada, pois, sabe que a mantém.
Um marido que a ama e se fascina,
Com seus olhos verdes que o entretém
E que a segura, amarra e o domina.
Viajam assim sem pensar em ninguém.
Ali está a representação divina
Da família: “pai, mãe e mais alguém”. (Dirceu Marcelino
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ENCANTO POÉTICO
Oh! Minhas caras amigas poetisas
Chamei-as de Musas n’outro instante
Por versejares essa arte que as extasias
E nos proporcionares algo importante.
Como a bela personagem fictícia
Dos meus sonhos, ouço o som excitante
Das sinfonias das músicas que irradias,
Embora cantes de urbes tão distantes.
Chamei-as de Rosas n’outro instante
Por exalares perfume que inebria
A alma destes que de ti são carentes
E inspiram-se com a luz que envias,
Pelo vento ou ondas virtualmente
Propagadas por ocultas aerovias. ( DIRCEU MARCELINO )
NB. Este vídeo-poema é uma homenagem a todos Poetas, Poetisas e Musas, residentes em Portugal e, também, aos amigos ferroviários daquele país, onde nasceram meus ascendentes. Homenageio, também, ao meu pai - ferroviário - que sequer teve a oportunidade de ver, como nós, pelos vídeos esses Comboios Portugueses e nem ouvir a linda canção portuguesa, com certeza, APITA COMBOIO, a cujo autor parabenizo e peço permissão para utilizar, pois, ela fará eternamente parte do cancioneiro popular da língua portuguesa, como o "Vira-vira" e faz o mundo rodar, girar, como consta da música "Trenzinho Caipira" do brasileiro Heitor Villa Lobos. Obrigado a todos.
Como não amar
teu oceano de encantos,
e a deriva em tuas vagas de volúpias,
não temer afogar-me no mar de esmeraldas
que só teu par de lindos olhos possui?