Olhos

Foto de Marta Peres

Leitura

Leitura

Ando com os olhos cansados
Das leituras dos jornais,
Infectam mentes esclarecidas
Ou não, deixam olhos sem esperança!

Vejo as águas do rio correndo para o mar,
Flores que crescem no jardim, matas
campinas e nas pedras das montanhas,
O céu azul e o verde das árvores e relvas
E samambaias da varanda, a renovação
Das montanhas.

De nada vale leituras sarcásticas!
Perco tempo deixando de ouvir o cantar dos
Pássaros, notícias que os pombos nos trazem,
O vôo das andorinhas, anúncio em folhas verdes
Das minhas mangueiras.

Não quero informações perniciosas,
Pervertidas e mentirosas,
Cansei-me de notícias enganosas!

Marta Peres

Foto de Marta Peres

Esperança

Esperança

Dia cinzento, chuvoso e triste,
Minha dor é maior do que o céu...
O caule de minha roseira está amarelado
pelo botão que dele nasceu e não quis ficar, partiu.
Minha rosa murchou, já não tem o viço nem
Alegria floral, meu quintal está triste e sem vida.
Tudo nele chora solidão que sangra...
Não me é permitido receber das nuvens do céu
Gotículas do orvalho no seio da minha flor,
Nem seguir os caminhos da água no canteiro
Que me leva ao caule a fim de entranhar-me na terra,
Buscar a raiz... padeço, ando debilitada, meus olhos
Morrem aos poucos...
Quero renascer!
Meu pensamento é forte, mais fundo que o mar,
O azul das águas irá se misturar ao cinza do dia
E sorverá a névoa triste, minhas pétalas se abrirão
E minha roseira irá respirar cheia de esperança,
Que a tristeza se transforme em alegria...

Marta Peres

Foto de Sirlei Passolongo

Amor dividido

Vá! Não olhe para trás...
Não sinta pena de mim
Vá viver teu novo amor!
E quando nos braços dela estiver
sei que não pensará
nos meus braços que ficaram
vazios, com muito frio
E toda vez que os lábios dela beijar
também não se lembrará dos meus
que impregnou com teu gosto e os
embeveceu...
E nos teus olhos, não verás os meus
que banham meu rosto que de tão
vermelhos já não se olham no espelho...
mas vá!...Não aprendi a dividir
o amor de ninguém.

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora

Foto de Chel Falce

Antes de você...

Antes de você os dias eram eternidades
As noites eram mais escuras, mais frias sem você
Tua ausência doia em mim...
Mas enfim, você chegou, como um raio em minha vida
Me resgatou, me tirou do vazio de não ter você...
E a cada segundo percebo que você,
Só você pode me fazer feliz!
Com seus beijos, seus carinhos, seu amor...
E olhando nos seus olhos
Vejo que será para sempre...
O nosso sempre,
Eu e você

Foto de Cecília Santos

TUDO PASSA...

TUDO PASSA...
#
#
#
Sei que vai chegar uma hora.
Em que a saudade vai se apossar
do seu coração.
E nesse momento seus olhos de
lágrimas vão se banhar.
Quando isso acontecer, lembre-se
Que te amei...
Feche seus olhos, mire-se
em seus sonhos.
Estarei bem dentro deles a te fitar.
Me fizeste sofrer, bem sei é verdade!
Mesmo assim te amei...
Momentos houve, em que eu
chorava e você sorria.
O mundo era nosso, mas só eu
nele vivia.
O tempo passou, como tudo passa
em nossa vida.
Vejo-te ao longe, distante de mim.
Me olhas com olhar de carinho, de amor.
Pra que? Hoje não resolve mais!
Quando eu quis ver esse amor
em seus olhos.
Eles estavam fechados pra mim.
Mas mesmo assim lembre-se
Que um dia te amei...
Hoje não te amo mais...!

Direitos reservados*
Cecília-SP/01/2007*

Foto de Marcelo Roque

Oração ao amor

Que os olhares ...
Não reflitam apenas a rubra cor do desejo ...
Que entre nossos beijos ...
Caiba muito mais que duas línguas apaixonadas ...
Que todas as noites ...
Possam nos envolver com o íntimo perfume da cumplicidade ...
Que cada instante de silêncio ...
Seja preenchido com o encontro mágico de nossos pensamentos ...
Que toda palavra não dita ...
Venha a se calar no momento certo ...
E que toda ferida aberta ...
Receba os cuidados cicatrizantes de um atento perdão ...

Que todas as dúvidas existentes ...
Surjam apenas para ressaltar as certezas ...
Que tudo que for belo ...
Esteja ao alcance de nossos olhos ...
Que os mais inspirados poemas ...
Nos acolham em suas entrelinhas ...
Que a carne então fraquejante ...
Possa se fortalecer com a clareza de nossas lembranças ...
E que a morte de um de nós dois ...
Não signifique o fim ...
Mas sim ...
A junção desse imenso amor ...
Em um único corpo ...

Foto de Wing0Angel

Sonhador -A Porta Das Estrelas-

Quando olho para o céu
Escuto apenas o triste som do lamento
Um puro e gentil assobio
Que foi carregado para longe pelo vento

Decidi não fugir, ficar ao seu lado
Para sentir o seu calor

Sem desviar meus olhos
Eu guardarei tudo em meu coração
Se esta canção soar verdadeira
Eu seguirei em frente
Para além da porta das estrelas...

Em meio ao som da interminável chuva vermelha
Passos ensurdecedores, dos quais não lembro
Se eu suavemente tocar sua mão
Poderei sentir seu pulso

Nós estamos conectados, não nos separaremos jamais
Deixe a luz das estrelas continuar a nos iluminar

Se alguma coisa mudar
E você abrir seus braços
Para ela, essa é a Verdade
Fique ao meu lado e jamais me deixe
Eu abrirei a porta para você...

Foto de helo Paulinha

Visita da Saudade !

Vejo um sorriso brotando nos meus labios
no momento exato em que lembro do teu beijo e dos teus abraços.
Paro o que faço e tento em horas reviver aqueles doces segundos,
fecho meus olhos e começo em instantes improvisados
reviver beijos delicados,toques aveludados .

Sinto teu olhar em meu corpo aprofundar,
lembro dos suspiros e desejo novamente a ti amar,
meu querer é te beijar, e com muito prazer
com meus labios te acaraciar .

Percebo neste instante que a saudade veio me visitar,
e com prazer alguns minutos eu quero com ela sonhar .

Foto de fer.car

SOMENTE DE AMOR NÃO SE VIVE, É PRECISO MUITO MAIS...

O tempo passou para nós
Foram beijos e abraços calorosos
Mas hoje não o vejo mais aqui
Entre nós, apenas um espaço
Um fim, que história linda tivemos
Realmente nunca sabemos a razão de tudo
Apenas que a separação foi inevitável
Tantas diferenças, tantas faltas a serem supridas
e por mais que meus olhos chorem
E lágrimas rolem, saudades abalem
Não posso pensar em tê-lo novamente
Porque juntos via que sem rumo estávamos
Porque a verdade é dura e cruel
E amor por amor apenas não se vive
Precisa de luta, de crescimento, de amparo
Amor que vive de dependência do outro não é amor
Uma doação desmedida para alguém que se acomodou na vida
Entre nós vejo o breve espaço do desejo e do beijo
Uma ãnsia de estar em sua companhia
Mas uma angústia não ver futuro na relação
Tantas diferenças, tantas faltas a serem supridas
e por mais que meus olhos chorem
E lágrimas rolem, saudades abalem
Não posso pensar em tê-lo novamente
Porque juntos via que sem rumo estávamos
Porque a verdade é dura e cruel
E amor por amor apenas não se vive

Foto de Lou Poulit

LASO, Cia. de Dança Contemporânea

UMA EXPERIÊNCIA LINDA

O bailarino/coreógrafo/ator/professor CARLOS LAERTE, seus intérpretes e assessores, foram uma das mais felizes surpresas da minha vida.

Estava expondo minhas pinturas no Corredor Cultural do Largo da Carioca. Derrepente chegam um mulatinho e uma mulher, ambos lá pelos trinta. Perguntam quanto tempo eu levava para pintar uma daquelas telas (série Bailarinos Elementais). Descrente, respondo que dependia do grau de elaboração, uma hora... um dia... Eles se entreolham e depois o mulatinho pergunta se me interessava por apresentar meu trabalho num espetáculo de dança contemporânea e quanto cobraria. Confesso: além de não acreditar, na hora também não entendi. Nunca soube que espetáculos de dança apresentassem pintores trabalhando ao vivo!

Acertamos cachê, marcamos data e hora. Me pegariam de van em Copacabana, onde tinha ateliê, e estaria embarcando para Campos, cidade aqui do estado conhecida pelas muquecas e peixadas, onde faríamos uma apresentação no dia seguinte. Só acreditei quando a van chegou, trazendo uma penca de bailarinas tímidas e a tal mulher, que parecia saber todas as respostas mas não era a deusa. O deus era o tal mulatinho, bem quetinho no canto dele.

Pois bem, a gente nasce com dois olhos e ainda assim é muito pouco. Íamos fazer um ensaio técnico de véspera e estava prestes a conhecer um trabalho artístico maravilhoso, seríssimo e cativante. Fizemos aquela apresentação no Teatro Municipal de Campos, depois fui novamente convidado e fizemos outras, no Espaço Sérgio Porto, no Centro Coreográfico da Tijuca... A cada dia tinha a impressão de reencontrar uma aura registrada no meu sangue e da qual não me lembrava mais. Explico para que entendam: minha avó paterna, Nair Pereira, fora bailarina no tempo do teatro de revistas. E dessa história só restava, até há pouco tempo, a madrinha de batismo de meu pai, hoje falecida, Henriqueta Brieba. Também pelo lado paterno, meu bisavô que não conheci em vida, Antônio "Paca" Oliveira, fora homem de circo: o maluco (me perdoe o linguajar moderno) foi o primeiro homem-bala do Brasil, num tempo em que se fazia isso para matar a fome. Só podia ser! E sem seguro?! Em troca de meia-dúzia de cobres e o aplauso de meia-dúzia.

Na hora da apresentação ficava pintando no palco e de costas para o balé, mas durante os ensaios aquela gente me impressionava. Assim descobri o talento inequívoco do coreógrafo Carlos Laerte, a sua memória fantástica de um trabalho artístico que usa vários recursos simultaneamente, e ainda tem registrados todos os pequenos erros das últimas apresentações para que não se repitam. Até eu, que estava ali assim, como vira-lata caído do caminhão, também mereci uma crítica para melhorar o desempenho!

Os intérpretes estimulavam a minha adimiração. Carol, Simone, Yara, Bianca e Rodolfo, o espírito da arte habita, com certeza, todos eles. Não se pode compreender aquela gente de outra forma. Repetem infinitas vezes seus movimentos, perseguindo pequenas eficiências. Tornam-se íntimos do cançasso e, não é exagero dizer, da dor física. Controlam o próprio ego para que o coreógrafo corrija a interpretação de outro bailarino, já que precisam estar sincronizados, e isso é uma espécie de ginástica psíquica. Outra deve ser a nacessidade de por temporariamente na gaveta os problemas de casa, filhos, maridos/namorados, para não perder a concentração.

E tudo em troca de cerca de cinqüenta minutos. Esse é o seu tempo. O tempo em que os intérpretes são os senhores do momento, da luz que explode em seus corpos húmidos, da linguagem do movimento, do ritmo do qual nem o cosmo pode prescindir, enfim, da emoção que paira sobre e em todos, profissionais e expectadores, como uma hóstia artística que paira sobre o cálice do sacrifício e da adoração. Nessa hora a arte é a deusa e o espetáculo me parece uma grande comunhão, porque nos faz comuns uns aos outros, porque amamos isso e nos oferecemos para construir e transmitir a emoção. Incrível isso, eles constróem sua arte complexa em muitas horas de dureza. Ao final é como o velho exercício de imagens feitas de areia colorida nos mosteiros do Tibet, como alusão à transitoriedade da vida humana: o mestre passa a mão na imagem pronta, perde o momento, e nos liberta dela para que possamos recomeçar, com o mesmo amor, a reconstrução do nosso próximo momento. Uma pintura minha pode ser feita por dias consecutivos e depois guardar aquela emoção por décadas, talvez um século. Por isso me parece tão menor do que a arte que esse pessoal faz.

O espetáculo "Caminhos" fala exatamente disso: reconstruir sempre. Recomendaria aos expectadores de primeira viagem que se vistam condignamente. Aos homens que não deixem de fazer a barba e se pentear. Às mulheres que não usem saias demasiadamente curtas, pintem-se com sabedoria, cuidem do andar e do falar. Porque talvez estejam indo na direção de um grande e insuspeito amor. Se em minhas palavras houver poesia, não há mentira. No meu caso particular, como no de muitos outros, esse amor atravessou várias gerações".

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