Olhos

Foto de Cecília Santos

AREIAS DO TEMPO

AREIAS DO TEMPO
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Sou eterna cativa das
minhas recordações.
Sinto que posso fazer meu brado
ser tão alto sem punir os ouvidos.
Pois esse meu grito faz parte
da minha vida.
Alando meus desejos, saio
domando o vento.
No tempo envolvente.
Ao encontro do nada.
Ao encontro de tudo.
Marcas antigas do que fui.
Quase soterradas pelas areias do tempo.
Hoje ainda sobrevivem em leve sopro.
Marcas de uma vida, que o tempo passou
mas não apagou de vez.
E pra reviver o ontem, hoje é só cerrar os olhos.
Nuances, pinceladas que a vida um dia coloriu.
Se tornou cinza pálido, mais ainda tem, a mesma
força de um vulcão em erupção.
Que lança saudades em abundância.
Calafrios que arrepia a pele, ainda sinto.
Incandescia que queima o coração,
Mas não tira as recordações.

Direitos reservados*
Cecília-SP/01/2008*

Foto de patrick_bange

A BRUSCA POESIA DA MULHER AMADA III (à maneira de Vinicius)

O corpo da mulher amada é sagrado.
Súbito como um susto, voraz como a carne vermelha.
O toque à sua superfície angelical é leve,
tem de ser silencioso como uma oração,
íntimo infinitamente.
Pelo corpo mergulha-se na mulher amada,
procura-se a aurora de seu ser, a luz secreta,
o silêncio celeste de sua matéria impalpável.
Haverá a hipótese do suor quente:
beber o vinho de sua alma e deslizar pelos caminhos úmidos,
salgados e vermelhos de suas curvas de ouro.
Para ouvir a mulher amada respirar, tem-se que fechar os olhos,
porque há nisso qualquer coisa de divino,
de eterno, de graças à vida.
A voz da amada é o canto de cem mil harpas em harmonia uníssona.
Seu sorriso guarda o espanto de uma noite estrelada,
olha-se para seus olhos como para uma flor vermelha,
rara, hipnoticamente bela.
E cai-se dentro deles como em uma alegre armadilha.
Não há coisa mais bonita e azul que a mulher amada.
Segurar suas mãos como a duas porcelanas chinesas,
e beijá-las como a um filho que nascera.
Comer a Poesia da mulher amada,
fazê-la água fria no deserto, agasalho no inverno,
alimento para toda a vida.
Entregar-se como a um deus bom,
cantar-lhe as incomensuráveis ternuras que nela explodem.
A vida da mulher amada é o princípio da minha,
também o meio, também o fim.
E como prova final de amor eterno ao ser da mulher amada,
escrever-lhe um poema simples,
sussurrá-lo em seu ouvido à noite
e selar o infinito com um beijo morno:
uma luz infinda que ilumine duas escuridões.

Foto de Sirlei Passolongo

Tecemos o amor

Gosto de tecer versos
enquanto tuas mãos
tecem meu corpo...
costuram
cada pedaço de mim,
e meus olhos
tecem seus segredos
desvendando cada intenção
dos teus dedos... e logo,
dos versos esqueço,
o amor quebra o silêncio
e juntos tecemos
o mais completo
de todos os poemas.

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora

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Foto de Raiblue

À luz dos teus olhos índicos...

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Vem...
A noite me preparou para ti
Despiu-me
Banhou-me em um óleo
Escuro e finíssimo
Feito de vento
Com gotas de lua
E aroma afrodisíaco...

Vem...
Cai sobre meu corpo
Agora!
Estrela cadente
Riscando um verso
Incandescente
Em minha carne
Molhada pela tinta vermelha
Do desejo...

Vem...
Adentra minha íris
Enquanto meu corpo todo treme
Ao mínimo contato
De sua língua solar
Queimando minha pele
Sem doer
Incendiando a noite...

Vem...
Meu eterno poente
Põe o sol dentro da noite
Põe-se dentro de mim...
E grávida ficarei
Da luz que vem de ti
Em direção ao meu jardim...

Vem...
Sou seu banquete
Ofertado pelos deuses
Nesse espaço
Fora do tempo
Espécie de transe
À luz dos seus olhos Índicos
Hipnose
Destino...

Vem...
Nosso mantra é profano
Feito de notas de um orgasmo insano
Invoco seu prazer, de joelhos
Sugo seu néctar, celebrando a festa!
Saciamos a fome
Entre ritos e rezas
Sob o manto azul celestial
Nosso gozo transcendental!

(Raiblue)

P.S.:Todos os meus poemas estão registrados na Biblioteca Nacional.Lembre-se de que plagiar é crime!

Foto de Maria Goreti

AMOR SELVAGEM

AMOR SELVAGEM

Era platônico...
E era tão lindo!

Os campos,
A relva úmida,
As flores
Olhares de soslaio...

O toque das mãos
Através da vidraça...
Sinais,
Sorrisos,
Os vaivéns de beijos...

O piquenique,
A toalha sobre o relvado,
A cesta de quitandas...
As sombras das árvores,
Os trinados dos pássaros...
O volitar das borboletas...

O encontro,
As mãos entrelaçadas,
O toque ousado e sutil
Dos pés por sob a mesa...
Velas, cristais, vinho e sobremesa...
Rompem-se as tramas das sedas,
Transbordam as taças... (Maria Goreti Rocha)

O desejo...
Os corpos suados, calientes
Se enroscam como no cio as serpentes
Se acariciam por inteiro...
Sugam os poros, a respiração
Aceleram as batidas do coração
Se amam como dois selvagens animais

Os olhos
explodem num brilho estelar!
Os gritos...como de um lobo
Defloram os ouvidos
Fazem perder os sentidos..
Fazem ir aos céus e voltar
E aí, no auge do êxtase, do deleite,
Alimentam-se o corpo, a alma
com o leite do prazer! (Benvinda Palma – Bemtevi)

©Maria Goreti Rocha & ©Benvinda Palma

Foto de carlosmustang

'''SONHOS'''

Quando eu olhar pra fora da janela...
Mesmo que meus olhos se ofúsquem pela luz
E toda uma nova força que conduz
Solitárias celulas fez juntar-se!

E apenas eu, somente eu...
Com tantas experiências sobre as costas
Sem nada entender, sem respostas
E talves ter que fadar-me a um só caminho!

Oh, tantas perguntas...
Umas confusas, outras absurdas.
Mas estou sozinho!

E me atrevo a não te amar
Porque se és um sonho!
Eu vou acordar.

Foto de Cezanne

Amor sombrio...

Nesta vida sombria que vivo, o sangue
Corre em meu coração, levando toda
A felicidade e deixando a destruição.

Nesta vida sombria que vivo,
Não existe amor, carinho, perdão,
Somente as trevas, ódio e rancor.

Nesta vida sombria que vivo,
Eu vejo tristeza, mágoa e angústia
Nos corações dessas almas perdidas.

Afasta-te espírito do mau!
Não agüento mais isto, meu coração
Já está se dilacerando por dentro
E ficando com a aparência negra por fora.

Afasta-te, pois assim já nao posso mais viver!
Tento fugir para outros lugares, mas você me acha.
Tento achar a paz e alegria nos corações de outras pessoas
Mas só encontro a violência na alma e a tristeza.

Arranca meus olhos, pois não quero mais te ver.
Arranca minhas mãos, pois não quero mais te tocar.
Arranca meus braços, pois não quero mais te abraçar.
E, enfim, arranca minha alma, pois nao quero mais te amar.

Pois, assim, não posso mais viver...

Foto de Sirlei Passolongo

Gosto de amar você!

Gosto do jeito de me olhar
Diz com os olhos...
O que poeta algum
seria capaz de descrever

Gosto de sentir seu perfume
Embriaga até minh’alma
Quase a me enlouquecer

Gosto de ouvir você...
Canta desafinado aos meus ouvidos
fazendo charme, como quem ainda
precisa me convencer

Gosto de beijar você...
Beija a minha boca
E ao céu leva todo o meu ser.

Gosto de amar você!

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora.

Foto de Carmen Vervloet

A AREIA E SEUS MISTÉRIOS

A AREIA E SEUS MISTÉRIOS

Branca e silente areia...
Mistérios não revelados...
Pelo ardente sol, incinerados...
Espalhados pelo vento...
No seu contentamento...
Rencanto da natureza...
Suave como os olhos da lua...
Maciez que se insinua...
E convida...
Ao doce encantamento...
Caloroso acasalamento...
De amores escondidos...
Corações embevecidos...
Corpos que se tocam
Num bailado louco...
Resplandecente porto...
Molhados pelos beijos do mar...
Suados no conjugar do amar...
Que se colam...
No vértice da paixão...
Esquecidos da razão...
Num vai e vem de prazer...
Bendizer do desejo... do amor.
Milhares de fragmentos
Em selvagem abrasamento...
Na pele nua... becos e ruas...
Que levam a volúpia do querer...
O outro ser...

Olhos brilhando... cheios de cor...

E o mar engolindo os segredos ...
Carregando em seus longos dedos...
Os mistérios da paixão...
Perpetuada no seu aveludado chão...
Carmen Vervloet

Foto de Marcelo Roque

Divã do amor

Eu vou me perder ...
Me encontrar ...
Vou mentir para mim mesmo ...
Me revelar ...
Vou jurar não ser ...
Desjurar o que disse ...
Me apegar a razão ...
Ser vencido pelo coração ...

Eu vou rasgar minhas cartas ...
Reescrevê-las de novo ...
Desviar meus olhares ...
Procurar outros olhos ...
Respirar mansamente ...
Me sentir ofegante ...
Renunciar minha vida ...
Suicidar minha morte ...

Vou fingir não ouvir ...
Ser todo ouvidos ...
Enganar meus sentidos ...
Ser enganado por eles ...
Negar o meu beijo ...
Saborear outra lingua ...

E assim ...
Me expôr ...
No divã do amor ...

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