Olhos

Foto de nelllemos

Incontrolavel

Um desejo incontrolável
Uma loucura
Uma vontade de mim que te invadiu
Você desatinou
Não pensou em mais nada
Só no tal desejo
Naquela vontade te corroendo
Tirando-te o juízo
Fazendo o errado parecer certo
E o certo ficar perdido
Um desejo que me comeu com os olhos
Todos os olhos eram seus
A me comer
A me engolir
Mastigar-me
Deglutir-me
Fazendo-me seu
Naquele momento que era nosso
Castiga-me com o teu prazer
Vem me ter
Meter em mim você
Inteiro completo sem restrições
Um desejo sem delongas
Sem meio termo
Tão cúmplices que somos um
Quando um é do outro
Como somos siameses
Como somos tão iguais
Nós nossos lençóis
Somos carne fogo e paixão
Somos sem duvida
O melhor da melhor parte
Dessa loucura tão pura e sã

Nell Lemos

Foto de Cecília Santos

JÁ NÃO CONSIGO

JÁ NÃO CONSIGO
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Já não consigo, olhar nos seus olhos,
e dizer eu te amo.
Já não consigo, beijar sua boca.
e sentir a mesma paixão.
A essência que havia entre nós dois,
está se desfazendo no ar.
Do nosso amor, que era mais meu, que seu,
está restando apenas a desilusão.
É triste ver o sonhos de distanciando,
anunciando a solidão.
É triste ver-te indo embora, sabendo que
uma parte minha, vai com você...
De que adianta, tê-lo ao meu lado,
mas tão distante do meu coração?
De que adianta amar-te tanto,
se não sou importante pra você?
O amor tem que ser vivido a dois,
não posso amar por nós dois.
Não posso sentir sozinha o amor,
a paixão, o desejo, a cumplicidade...
Pra sentir tudo isso, eu preciso de você comigo,
mas, já não o sinto ao meu lado.
Não posso amar por nós dois...
mas posso te guardar pra sempre,
dentro do meu coração.
Sozinha posso abraçar a solidão,
chorar baixinho sem ninguém ver.
Sozinha...! não estarei, tão sozinha...!
Terei suas lembranças, pra viver comigo.

Direitos reservados*
Cecília-SP/06/2007*

Foto de Sonia Delsin

OBSERVANDO

OBSERVANDO

Estou sentada numa varanda.
Observando.
Estou sentada numa cadeira macia.
Estou olhando.
Estou aqui a olhar.
Não só o que se descortina diante de meus olhos.
Vejo mais.
Vejo o tempo.
Escorrego pros meus primeiros anos.
Que delícia!
Nos balanços vou tão alto.
Meus pés quase tocam as nuvens.
Rio.
Corro pelas terras.
Sou a dona das borboletas azuis.
As que aprisiono e as que ficam soltas.
Agora sou uma menina-moça.
Mas que dor no coração!
A mocinha não pode colocar o pé no chão.
Pronto, ela se libertou...
Mas o tempo passou.
Outro mundo ela encontrou.
Vejo dois enamorados.
Rio de novo.
Tão apaixonados.
Vejo uma mulher madura.
Uma uva...
Um vinho tinto.
Vejo um céu azulado.
Um céu ficando acinzentado.
Vai chover?
Não... já choveu... a cântaros.
Agora brilha o sol...
Um raio vai bater bem na pedra branca do jardim e reflete no espelho do tempo.

Foto de Sonia Delsin

AONDE ANDARÁS?

AONDE ANDARÁS?

Aonde andarás, menino lindo?
Num lugar eu sei que estás.
No passado.
É uma relíquia, uma jóia rara, um tesouro que tenho cuidadosamente guardado.
Tem dias em que me sento a olhar as coisas.
Fico olhando tudo que me rodeia.
Minha alma desta forma se incendeia.
Porque tudo me toca. Tudo me emociona.
Menino.
Naqueles tempos nós dois corríamos no pátio imenso.
Será que era tão grande como eu penso?
Será?
E as escadarias?
Nós subíamos e descíamos de mãos dadas... correndo.
Éramos o terror das freiras.
Mas éramos lindos.
Teu nome eu guardo. Teu rosto lindo. Teus olhos e cabelos negros.
E o calor da tua mãozinha estreitadinha a minha.
Tínhamos pouca idade e toda pureza do mundo.
Falávamos que quando crescêssemos íamos nos casar.
A vida é engraçada, menino.
Logo a vida veio nos separar.
Partiste.
Nem sei pra aonde.
Nunca mais soube de ti.
Mas o coração nunca esqueceu.
Um amor puro que um dia entre duas crianças nasceu.
Naquele pátio do colégio ficaram nossos risos, nossas estripulias.
Hoje, do que fomos, eu ainda construo algumas poesias.

Foto de Cecília Santos

MANHÃ SEM SOL

MANHÃ SEM SOL
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Pela manhã, ao abrir minha janela.
Um vento frio e úmido beijou-me a face.
Prenúncio de que o dia seria um caos.
O sol não rasgou as nuvens,
seus raios não vieram iluminar meu dia.
A garoa fina se transformou e o céu deixou,
sua tristeza transparecer em forma de chuva.
Tal qual essa manhã triste, e melancólica.
Meu coração e minh’alma, entristeceram também.
Meu pranto rolou pelo meu rosto.
Como eu queria que minhas lágrimas.
se fundissem com a chuva.
Se tornando forte o bastante,
pra levar essa dor embora.
Como eu queria voltar o tempo,
e ser feliz novamente.
Como eu queria olhar o mundo,
com olhos de bem querer.
Mas nada pode atenuar meu sofrer.
A sua presença era, como uma luz na minha vida.
Ocupando todos os espaços.
Seu amor guiava meu caminhar,
me mostrando a direção.
Amar você era tão simples... quanto sorrir,
caminhar, cantar, respirar...
Mas, você foi embora, me deixando,
completamente perdida...
De repente, não mais sabia,
se era inverno ou verão, se era dia, ou noite.
Me perdi na sua falta, no fato, no acaso.
E nesse caos, que se tornou minha vida.
Todo dia, é mais um dia, pra eu lembrar de você.

Direitos reservados*
Cecília-SP/07/2007*

Foto de Vanessa F.

Perdida...

Caminho escuro e de difícil retorno
Aquele que me fazes percorrer.
As vozes do silêncio tomam conta de mim
Como as amarras que me prenderam a ti.
De voz e coração atado,
Caminho por atalhos clandestinos
Na esperança de encontrar milagres
Que me desprendam de tudo o que me sufoca…
De tudo o que odeio sem amar
E do que amo sem querer.
Feridas que não tendem a sarar
Choram por ti na noite fria e agreste.
Que de tão escura
Cega os olhos e gela o coração que
Arde por ti,
Que te implora por luz que te recusas a dar
Para o caminho escuro iluminar.

Foto de Liperrrr

Adimirável Olhar

Adimirável olhar seus olhos
e poder enchegar sentimento,
Semtimento que me Deixas louco
que me tornas um bobo,
que sinto vontade de sorrir
Cada vez mais e mais...

COnhecendo,
Desfrutando,
Aprendendo e
Vivenciando
Cada olha seu,
que ao olhar pra mim
sinto me presente no seu mundo
de modo que cada expressão sua
retrate em meu coração força inesquecida.

Um dia vc vai enchergar me, e dizer:

Eu quero... quero... esse Loiro.

Se basta querer...
-Com o seus olhos eu quero te olhar Paloma...

Ass: Loiro Nd convencido

Foto de Sonia Delsin

APRISIONADA

APRISIONADA

Um dos lustres está apagado.
As teias de aranha emaranhadas.
Um dos lustres está enferrujado.
Passou o tempo.
O outro até que acende duas lâmpadas.
De cinco acendem duas.
Mas também emite uma claridade fraca.
O cômodo todo está mofado.
Tudo aqui faz parte do passado.
Eu entro, abro a porta, respiro fundo.
Dói a lembrança.
Dói.
Tudo dói em mim.
Vou caminhando rente a parede.
Temo o que encontrarei.
E mesmo assim me arrisco.
Trombo com um vaso onde uma rosa morreu faz tempo.
Ela desabou...
Tudo aqui tem cheiro e gosto de fim.
E quero ver tudo mesmo assim...
Vou olhando os quadros dependurados na parede.
Vou olhando os móveis cobertos de pó.
O casarão ficou tão só.
Encontro uma cadeira onde me balançava.
Vou me sentar.
Não. Eu posso daqui nunca mais escapar.
Tento abrir uma janela.
Está emperrada.
Ouço uma risada.
Tanto tempo...
De quem é este riso?
Eu sei, mas finjo não saber.
Pra não sofrer.
Preciso sair daqui.
Estou asfixiada.
Deus, eu vivi aqui.
Quando?
Tanto tempo faz.
Vou sumir...
As lâmpadas fracas ameaçam apagar de vez.
Estou me afundando num mundo estranho.
Que loucura vir aqui. Que insensatez!
Era tão conhecido antes.
Mas tudo mudou.
Eu mudei.
Ou não?
Estou enlouquecendo.
Preciso sair.
Chego à porta.
Está também emperrada.
E eu no passado fico aprisionada?
Não, não aceito ficar presa.
Abro os olhos...fecho...volto a abrir.
Pronto.
Estou num lugar tão iluminado.
Meu quarto.
Minha fortaleza.
Meu lar.
Aquele é só um lugar...
De sonho...um lugar...

Foto de Vanessa F.

Amor Roubado

Aproximou-se de mansinho,
Lenta e suavemente,
Muito devagarinho
Escondido pela sombra de um sorriso.
Sem sequer saber
Assaltou o coração
Que nunca devia de lhe pertencer.
Saqueou e apunhalou tudo o que no ego lhe cabia.
Magoou de maneiras que não sabia ser capaz de magoar,
Mesmo sem saber o que fazia.
Lágrimas derramadas,
Escorriam-lhe pelo rosto.
Confuso, elaborava perguntas simples
Cujas respostas certas eram tão complexas
Que não queria respostas vagas.
O amor era-lhe negado.
Todo o sentimento fora brutalmente roubado
Numa batalha sem fim,
Onde os vencedores se dão por vencidos
E o brilho dos seus olhos…
Esse para sempre desvanecido.

Foto de LordRocha®

Soneto da morte

Na gélida sensação;
Inerte, o corpo se entrega;
Nos braços forte do luto;
No seio terno da sepultura.

Com cheiro frio e úmido;
A escuridão nos olhos;
A face imaculada;
E um sorriso débil.

Viaja ao encontro do infinito;
De uma certeza que outrora;
Ainda que não desejada;
Era inerente e inoportuna.

Voa nas asas do vento;
Ao encontro do desconhecido;
Da surpresa eterna e divina;
Livre, leve e solto.

Um número a menos;
Uma lembrança a mais;
Esquecido por alguns;
Imortalizado por outros.

Derradeiro suspiro da vida;
Entrega do compromisso de viver;
Vitória de uma vida plena;
Marcada por um fim certeiro.

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