Olhos

Foto de Cecília Santos

MEDO

Tenho medo de tudo acabar,
repentinamente.
Medo de fechar meus olhos,
e não mais te ver.
Medo do desconhecido.
Mas morro um pouquinho,
mais à cada dia.
Na dor da,sua falta...
Na saudade,que você deixou...
Na sua ausência,que é mais que presença...
Mas tento renovar,todos os dias.
e em todos os minutos que tenho.
No amor que ainda,guardo no meu coração...
Na vida,e na esperança,que mantem
a chama acesa.
A vida é,uma transmutação
Hoje sou corpo,
Amanhã serei pó...
Hoje sou grito,
Amanhã serei eco...
Hoje sou vida,
Amanhã serei saudade...

Foto de ando sozinho

Declaração

É lindo e não te sei explicar

Sinto-o e vou-te demonstrar

Como em poucas linhas

Me poderia declarar

Declarar inocente a maneira de te falar

Pelo simples facto do teu espírito me encantar

Conseguis-te sim, até me atrapalhar

Não me estico muito com medo de te tocar

De tal maneira que os teus olhos me fazem corar

O meu coração bate e até parece que vai falhar

Com tanta vontade mas receio de te encontrar

Tremo dos pés à cabeça de sozinho contigo ficar

Disfarçadamente ponho-me a cantar

Para pensares que estou a delirar

OH!! Que faço!! Só da tua presença estou a suar

Neste momento a conversa podia encarrilar

Em tão bonito momento sinto-te a chorar

Porquê então esse medo de

COMPARTILHAR

São poucas palavras

E foi a ti que as quis dedicar
É tão lindo e não te sei explicar.

Foto de tathaaa

Noite fria

A lua está tão linda
O vento tão frio, triste!

Meus olhos seguram uma lágrima
Meu coração apertado chora!

As estrelas se escondem,
O vento frio me assusta
O silêncio me afringe!

O seu amor vai pra longe
Vôa cada vez mais
A sua volta eu não sei, desconheço!

Tenho frio, medo, mais ninguem!
Cadê você, onde está?

Será que está pensando em mim?
Sentindo o vento?
Olhando a lua?
Procurando as estrelas?
Aonde você está?

Foto de Flower Medeiros

Sonho

Ontem eu tive um sonho.
Sonhei que voava e lá do alto vi campos floridos.
Vi pessoas que andavam apressadamente, nem notavam que eu estava ali a olhá-los.
Vi pessoas sossegadas, pessoas alegres, satisfeitas pelo dia que se seguia.
Olhei em todos os lugares por onde voei, olhei , olhei, e não consegui te achar.
E procurei por muito tempo.
Parei para descansar, fechei meus olhos e ali estava você, como sempre esteve.
Então fiquei ali por muito mais tempo só te admirando.
Imaginei você sorrindo, senti ternura ao fazer isso.
Imaginei você dançando, me deu alegria.
Imaginei você me beijando, meu coração bateu mais forte....
Gostei disso e passei a imaginar coisas além disso,
Imaginei sua pele, senti seu cheiro no ar,
Imaginei tocando seu rosto, imaginei seus abraços, cada vez mais apertados, cada vez mais íntimos.
E porque não imaginar nossas carícias, nossos beijos, e assim passei a escutar nossos suspiros.
Foi ficando mais alto, foi ficando mais intenso, mais gostoso, mais enlouquecido.

Parei abri os olhos para que meu sangue pudesse percorrer meu corpo mais lentamente.
Enquanto a euforia passava,
Pensei o quanto era bom sonhar com você, mas muito triste saber que é apenas sonho, bem real, mas, só sonho.
Acordei com uma sensação nada boa, fiquei sem sono olhei para o lado e você não estava lá.
Então terminei a noite tentando sonhar de novo com você para terminar o que havíamos começado.

autora: Flower Medeiros

Foto de Carmen Lúcia

"Minha rua"

Lá na minha rua eu podia ser tudo...
Bandida,mocinha,princesa,rainha...
E quando vencia qualquer brincadeira,
Eu era aclamada de "a heroína"!!!

Lá na minha rua eu podia ser tudo
Ter asas,voar,ser um passarinho...
Em árvores pousar,construir o meu ninho,
Cair,machucar e voltar a sonhar.

Ser bruxa malvada,uma feiticeira,
Pular e gritar ao redor da caldeira
Ver olhos de espanto de uma criançada,
Fugindo correndo da tal caldeirada.

Lá da minha rua eu podia ver tudo,
Um céu pintadinho de estrelas-cadentes,
A lua pertinho do final da rua,
Piscando,sorrindo,mostrando-se nua.

Lá na minha rua deixei registrada
Uma infância feliz,onde podia tudo,
Rua de pedrinhas,de luz,de brilhantes...
Rua dos meus sonhos,meu marco,meu mundo!!!

Foto de Carmen Lúcia

"Minha rua"

Lá na minha rua eu podia ser tudo...
Bandida,mocinha,princesa,rainha...
E quando vencia qualquer brincadeira,
Eu era aclamada de "a heroína"!!!

Lá na minha rua eu podia ser tudo
Ter asas,voar,ser um passarinho...
Em árvores pousar,construir o meu ninho,
Cair,machucar e voltar a sonhar.

Ser bruxa malvada,uma feiticeira,
Pular e gritar ao redor da caldeira
Ver olhos de espanto de uma criançada,
Fugindo correndo da tal caldeirada.

Lá da minha rua eu podia ver tudo,
Um céu pintadinho de estrelas-cadentes,
A lua pertinho do final da rua,
Piscando,sorrindo,mostrando-se nua.

Lá na minha rua deixei registrada
Uma infância feliz,onde podia tudo,
Rua de pedrinhas,de luz,de brilhantes...
Rua dos meus sonhos,meu marco,meu mundo!!!

Foto de Fatima Cristina

Camisa Branca!

Assim que cheguei à porta de casa percebi que estavas lá dentro. Rodei lentamente a chave na fechadura e nessa fracção de segundos fui assaltado por mil pensamentos. Estarias mesmo ali? Ao fim de tantos meses, depois de um silêncio tão grande? Claro que sim! O aroma do teu perfume é inconfundível e desde que cheguei ao Hall que fui invadido por ele.
Lentamente abri a porta e, como eu desejava, à minha frente estavas tu. Exactamente como sempre te imaginei. Tinhas a minha camisa branca vestida. Adoro ver-te com ela. E tu sabes disso, por isso a escolheste. As mangas levemente dobradas deixam ver a candura da tua pele, os botões, meio abertos, meio fechados, insinuam a curva do teu peito, a brancura do tecido deixa ver os contornos do teu corpo. Atrás de ti, e devido à claridade que entrava pela janela, visualizei a tua lingerie preta, as tuas pernas, e lá estavam as meias-ligas (huumm que sempre achei tão sexys).
Olhei-te nos olhos e percebi que lias os meus pensamentos. Tive vontade de te tirar a camisa branca, de te despir, de fazer amor contigo ali, no hall de entrada, e matar assim, todos os desejos, todas as saudades que tinha tuas. Mas tive medo de te assustar… (talvez por também eu estar assustado).
Aproximei-me, abracei-te com suavidade, com medo que fosses uma miragem e que eu estivesse a delirar. Com medo de te apertar com força e que tu te dissipasses como uma bola de sabão. «- É bom ter-te aqui.» Foi a única coisa que sussurrei enquanto senti o meu rosto tocar no teu. Senti o teu corpo tremer. Nunca percebi se tremias de frio, porque lá fora a neve baptizava os incautos que passeavam na rua, e tu vestias apenas a minha camisa branca, se tremias de emoção por me sentir ali tão perto. Não sei quanto tempo durou aquele abraço, mas senti que podia continuar assim o resto da noite… o resto da vida… e enquanto o abraço durasse, sabia que não ias voltar a partir.
Desprendeste-te do meu abraço e levaste-me para a cozinha. À minha espera estava uma mesa requintadamente preparada. Não esqueceste a elegância da toalha, a magia das velas, o meu vinho e o meu prato favoritos. Durante o jantar falaste de trivialidades e eu olhava-te sorridente e conversadora, com a minha camisa branca, e senti que não te podia voltar a perder, e que o teu lugar era ali.
Fui preparar o café. Continuei a observei-te e percebi que apesar do teu corpo estar ali tão perto, o teu espírito tinha-se ausentado. Vi o teu olhar perdido na janela, observando a Vida a fluir lá fora. Num flashback recuperei a memória dos dias em que te perdias na paisagem da minha janela.
«- É bom voltar a estar aqui.» Disseste, parecendo regressar. Por um momento senti a tua voz embargada e pensei que estivesses a chorar. Olhei-te novamente. Lá estavas tu, debruçada sobre a janela, com a minha camisa branca… e à contra luz voltei a ver os contornos do teu corpo…a tua lingerie preta… a renda das tuas ligas…Como uma trovoada inesperada de Agosto, aproximei-me de ti e tomei-te de assalto. Não pedi licença, não me fiz anunciar, tomei o teu corpo, no meu corpo, porque é meu, porque me pertence, porque ardia em desejo, porque quis fazer amor contigo desde que te vi ao entrar. E tu, entregaste-te como sempre fizeste, sem perguntar como nem porquê, deixaste-te ir como um rio que corre para o mar, como a folha que se deixa guiar pelo vento. E enquanto a neve gemia ao tocar nos vidros lá fora, tu gemias de prazer nos meus braços.
Fizemos amor ali, na mesa da minha cozinha, com a minha camisa branca a testemunhar aquela união dos nossos corpos. Levei-te para o quarto, para aquela cama tão fria desde que foste embora. Fizemos amor o resto da noite, como se quiséssemos recuperar todo o tempo perdido, como se tivéssemos medo que o tempo ainda nos voltasse a separar.
Adormeci exausto. Adormeci feliz. Estavas ali outra vez, em minha casa, no meu quarto, na minha cama, protegida pelos meus lençóis.
De manhã acordei… sozinho… uma brainstorming assolou os meus pensamentos. Teria sonhado contigo? Terias realmente estado ali? Teria feito amor contigo? Sinto tanto a tua falta que já não distingo os sonhos daquilo que é a realidade… mas parecia tão real… Fechei os olhos na esperança de voltar a sonhar contigo, aninhei-me no teu corpo imaginário, deslizei as minhas mãos pelo espaço que naquela cama te pertencia e senti, debaixo da almofada algo que me era familiar… Esbocei um sorriso. Levaste novamente o teu ser, o teu corpo, a tua alma, mas deixaste o teu perfume… na minha camisa branca.

Foto de Paulo Zamora

Dois Poemas

Instante
Do alto do morro desse coração chamo por você, mas sou simples noite fria; que percorre o espaço, um homem sem o universo, um sol procurando a lua para namorar.
Vê se corre para meus braços, eu sou feliz quando tenho você, no aperto dos braços que rodeiam meu corpo sinto que nada é tão importante como o instante em que sinto você em mim.
No sangue percorrente em minhas veias, não dispenso uma paixão vulnerável, o que eu sinto por você é maior do que o meu limite poderia alcançar... sente-se perto de mim, toque em mim como se fosse agora o primeiro instante.
Voe! Me encontre quando abrir os olhos, sufoque minha boca no suspirar de um beijo enlouquecente.
Já estou acordando, você não está, até mesmo eu não estou... o instante também não se encontra presente, me perdi em meio a mim, e não encontrei outra vez você querendo ser amada como uma flor na madrugada.
Do alto do morro desse coração ninguém me vê; você não vê... nem mesmo o instante.
(Escrito por Paulo Zamora em 14 de junho de 2007)

Neblinas
Na pior das noites, perdido entre as neblinas, são horas de uma madrugada, eu ainda acordado, pensando...
Do céu para mim nada veio e ainda estamos inteiros como sempre fomos, mas falta algo na alma.
Não mandou me avisar que estava indo embora, não me deixou recados na caixa postal; nem deixou beijos em meu coração. As neblinas molham meus sentimentos, passo a ser a relva frágil e sensível; uma vez mais, outra vez estou sozinho na lucidez e no desequilíbrio, mas vou seguindo pensando...acordado, na pior das noites; sentindo solidão.
O barulho do trovão toma conta do meu quarto, já é uma tempestade, é verdade que delírios tomam conta de mim; não sei o que vou fazer para viver sem ter você.
As neblinas falam, choram, sorriem, elas querem perturbar deixando a noite ainda mais escura que o meu próprio coração.
Noite... neblinas... tempestade... solidão e apenas um coração que suporta tudo, de frente ao mundo, de costas para a felicidade, um homem pensando, caminhando entre as neblinas da escuridão de uma vida; da minha...
(Escrito por Paulo Zamora em 19 de Junho de 2007)

Foto de Anja Mah

Meu Tudo

O que tenho de você
pode parecer um nada,
mas que ao mesmo tempo é meu tudo.
Não tenho seu corpo físico,
mas sua imagem não sai da minha mente.
Não tenho sequer seu rosto,
mas o tenho tocado, carinhosamente.
Não tenho seu olhar,
mas sinto seus olhos sempre me fitarem.
Não tenho sua boca,
mas sinto seus lábios sempre me beijarem!
Não ouço sua voz,
mas escuto suas juras de amor.
Não tenho suas mãos,
mas sinto-as em meu corpo, com calor.
Não tenho seus braços,
mas, louca, sinto forte o seu abraço.
Não tenho seu peito,
mas nele me deito, se me vem o cansaço.
Não tenho sua pele, seu corpo,
mas sinto seu cheiro, seu calor.
Não tenho, enfim, nada de você,
mas sinto seu amor.
O que tenho de você
pode parecer um nada,
mas que ao mesmo tempo é meu tudo
Se você soubesse...
Eu passaria noites e dias
escrevendo...só pra você,
pra mantê-lo mais perto
...é um meio incerto...
mas é o que tenho.
E por isso venho...
Estou aqui.
Procuro palavras,
coisas e fatos,
que nos meus relatos
te façam sonhar.
Que não o deixem
esquecer a doce magia
que nasceu um dia,
num simples teclar.
Se você soubesse ler
o que tento dizer,
viria sem medo,
em passos espertos,
pra estes braços abertos
que tanto desejam você

Te amo
MCL

Foto de Vera Silva

De Olhos Fechados

De olhos fechados senti-te!
As tuas mãos, macias,
Percorriam o meu corpo...
O prazer era o limite
Nas noites que de vazias
Nada tinham... Tempo morto
Não existia!
Naquela cama desfeita,
Preenchida apenas com paixão
Inconsequente, acalmia...
Onde o pecado se deita
Em perfeita união
Com o nosso amor.
Estendo os braços
E quase te consigo tocar!
Recuso-me a esta dor...
Afastada dos teus abraços
Proibida de te amar.

Páginas

Subscrever Olhos

anadolu yakası escort

bursa escort görükle escort bayan

bursa escort görükle escort

güvenilir bahis siteleri canlı bahis siteleri kaçak iddaa siteleri kaçak iddaa kaçak bahis siteleri perabet

görükle escort bursa eskort bayanlar bursa eskort bursa vip escort bursa elit escort escort vip escort alanya escort bayan antalya escort bayan bodrum escort

alanya transfer
alanya transfer
bursa kanalizasyon açma