Olhos

Foto de Observador.Pensador

Noites vazias

É com o meu coração batendo forte
que saiu a te procurar...

ludibriado com a alquimia moderna
de um whisky com energético...
...caio no abraços das noites solitárias

Olhos abertos
Fechados
Cegos...

Beijos sortidos numa única boca

Bocas sem nomes
lábios sem gosto
com gosto de antes
com sabor de depois...

Gosto sem gosto nenhum...

Queria eu... te procurar em outros lugares
Em outros rostos
Outras bocas

Mas meus olhos já serrados
não mais encontram o caminho....

Perdido... sem mais saber...
qual lábio beijar
em que olho te procurar...

Fico só

Pena...
Que um dia alguém quis...
Com os meus olhos olhar

Pena
que não viu direito

E dando-se por sabida
ficou perdida na ilusão
de um cenário montado

Cortesã para sempre
Do achar...
...pensar...
e imaginar...

Foto de M.Veríssimo

Palavras Cruas

Gostaria de te morder
Para sentir o teu sabor
Intenso
Esvaíres-me nos meus olhos
Selvagem
Emaranhada, só
Escrevo para ti, palavras cruas
Cruas como nós…
E tu sabes que sim
Só tu
Amarrada em mim, possessa
Em demoníacas correntes
Devassos grilhões…
Na fuga do real te perco
Desejo perder-te
Ficar sem o que nunca tive
Bêbado de desejos imateriais
Minimais
Agrido-te com o verbo
Amo-te com a palavra
São as minhas únicas armas
Impotentes
Castradas
Tudo em mim és tu
Destruo-me no intuito
De te destruir
Mato-me
Para te matar
Para te apagar
Mas como posso eu apagar
O meu próprio pensamento.

Foto de M.Veríssimo

Lágrimas

Vejo-me em teus olhos como grandes gotas,
escorrendo-te pela face num triste bailado...
exaurido de forças e extremamente cansado
acaricio-te lentamente em lágrimas soltas...

Acompanho-te desde sempre, sem que o saibas,
nessa doce tristeza...nesse triste chorar,
saio de teus olhos para a tua boca beijar,
mau grado o meu, com a língua me esmagas...

O sal de meu corpo, em delicias de sabor
derrete em tua boca, não resistindo ao calor
deste meu caminhar em teu sofrer.

E embora me doa, não sinto a dor...
pois alegra-me esta forma de morrer...
por esse beijo fugaz de prazer...!

Foto de M.Veríssimo

Esse amor que encontrei

I -

Esse amor que encontrei,
na forma subtil do teu corpo...
na subtileza das tuas formas,
na inspiração divina da tua alma
que absorvi em êxtase.

Deste-me a respirar
a tua essência nectarina
doce, afável
e na tua pele melódica
me transcendi,
limpo de mácula.

II -

Apaixonei-me, confesso...
quando finalmente descansei
no teu regaço...
quando a minha cabeça
acaricias-te, enquanto me
sussurravas ao ouvido as
palavras que te iam
na alma...
pura...!

Os deuses espelharam-se em ti...
perfeita...!

III -

Corremos então...
mão na mão, pela praia
da imaginação etérea
e fundida das nossas mentes,
pelos mundos que criámos
os dois, onde o meu horizonte
eras tu.

Mundo palpitante esse,
formado por arco-íris
de cores garridas, mares
de azul celestial, onde a
chuva era seca e morna,
e o tempo não existia.
O tempo éramos nós...

IV -

Poeticamente metamorfoseados
de juras, nos saboreámos
em algodão abrangente e doce,
desfeitos em pequenos
pedaços de açúcar
e mel, que provámos
ansiosos como crianças pequenas.

Endiabrados fomos então,
na fusão inequívoca
dos nossos invólucros
terrenos e humanos,
em plena descoberta mútua,
numa ânsia infinita pela
procura dos nosso eus.

V –

Encontrámo-nos enfim,
juntos em plena comunhão,
num sorriso aberto, escancarando
a porta da alma...
feliz e gracioso.

Penetrei-te os olhos e o que
vi lá dentro, foi exactamente
o que tu viste quando penetras-te
dentro dos meus,
amor, carinho e harmonia...!

Foto de Anjinhainlove

Medo

Quando a serpente mortífera
Nos percorre a espinha,
E o coração bate ao ritmo do terror.
Quando as mãos tremem e suam
E os olhos se enchem de água.
Quando o medo se apodera da nossa mente
Como se num infinito abismo tivéssemos caído
E a respiração fica mais ofegante.
Não quero voltar a senti-lo.
Rouba-me cada gota de sangue
E aperta meus pulmões até extrair
A última molécula de ar
E o meu sangue parar.
Sentir a morte segurar-me a mão
E a eternidade beijar-me o rosto.

Foto de fer.car

O amor existe em mim

As pessoas podem não comprrender o amor
Podem sentir o amor ou podem nunca acreditar que ele exista nos dias atuais
Um coração que sente o amor é o meu
Sei o que é uma alma calejada por amar demais
O que é sofrer por não mais poder estar ao seu lado
Não se trata de simples presença, um beijo, ou palavras belas
Falo daquilo que me faz sentir viva, plena, forte e sonhar
Você meu amor, me deu o melhor dos sentimentos
Acreditou no nosso amor acima de tudo e de todos
Estendeu suas mãos quando ninguém poderia curar a minha dor
Fez de mim sua mulher, sua amiga, sua razão de existir
Como não amá-lo? Seria impossóvel, ou quase desumano não lhe amar
Seu rosto ... o rosto mais terno, mais belo
Nos seus olhos vi uma luz brilhando somente para mim
E no seu corpo a magia de poder me encostar para matar a saudade
Amor, as pessoas podem ser tão más e destruir tudo
Mas cabe a nós decidirmos o que fazer de nossas vidas
O que poderia ser mais sublime que aquilo que sonhamos?
Que pode ser mais real do que o que explode no peito e nos encobre de um manto de paz?
O que é o amor?
Simplesmente o que eu sinto por você, amor de minha vida
Amor de muitas vidas
Porque o amor é benigno, é justo e se faz humilde
O amor que vc me entregou
O amor que vc me disse existir
Hoje vejo que é raro entre os seres humanos
Amor este que é meu e de mais ninguém
Retribuo na mesma intensidade e magnitude
Leve-me para junto de seus braços
Porque longe de você não sei mais viver
O amor, simplesmente o amor...
Capaz de tudo, de mover montanhas
De curar a mais profunda ferida
De saciar a minha alma de prazer
De dar brilho aos olhos
O amor....

Foto de Sacana Honesta

Quando Nasceu o Amor

Onde ontem havia caos, hoje se fez luz
No peito antes vazio, reside uma emoção
Olhos que se buscam, vencem a solidão
E o que era sem rumo, seguro se conduz.

Longa fez-se a noite, mil estrelas a brilhar
Têm anjos flutuando, dançando pelas ruas
Mil sereias a sorrir, e ninfas semi-nuas
Chove flor e algodão-doce, há música no ar.

Acabou-se o sofrimento, a carne é indolor
Há só sonho e beleza, em todos esses dias
Perfume, beijo e mel: a vida está perfeita.

A mente não se cansa, o corpo se deleita
Tudo é só calor, em mãos que já foram frias
Há mais cores no arco-íris...enfim, nasceu o amor.

Por Bruno Henrique Lima Horst, meu namorado, relativa ao dia em que nos conhecemos.

Foto de Sacana Honesta

O Beijo

No encontro dos olhares
Um beijo carinhoso
Bocas que se estudam
Línguas que se buscam
Mãos entre os cabelos
Olhos voltados um para o outro
Você como que encantada
E eu provando teu batom
Nossos corpos ainda leves...
Frisson.

E da troca dos fluidos
Um beijo alucinado
Bocas se engolindo
Línguas que se enroscam
Quatro mãos a deslizar
Pálpebras semicerradas
Você pulsando arrepiada
E eu explodindo em ereção
Nossos corpos comprimidos...
Paixão.

E na força dos abraços
Passou-se ao beijo ardente
Bocas que se comem
Línguas que se lambem
Mãos analisando coxas
Olhos fechados pro mundo
Você já descontrolada
E eu sem dominar a situação
Nossos corpos se unificam...
Tesão.

E da fúria da libido
Um beijo mais ousado
Bocas se mordendo
Línguas que se colam
Carícias mais profundas
Os olhos revirados
Você já toda molhada
E eu querendo te invadir, com dor
Nossos corpos preparados...
Pro amor.

Por Bruno Henrique Lima Horst, meu namorado

Foto de Zepoeta.com

O templo.

O templo.
De: José dos reis santos.

Eu agora sou um templo,
Que nas paredes brancas,
Impregnadas da textura da tez,
E da cor de tua pele.
Forma nos meus olhos imagens dos teus,
Que, como estrelas, reluzem na minha alma.

O ouro que cobre os corrimões das escadas,
O lustre do mais fino cristal
Que ostenta exuberância, o mármore puro,
Tem as formas de teus carinhos.
Não há como me deixar, o templo é teu retrato,
Cheios das essências de seus sentidos...

Agora sou um templo, vazio e cheio.
Sou sem ti, mas por ti é que vivo.
Como templo, romperei todos os tempos,
Transgredirei a memória, ficarei na história,
Minhas paredes não sumirão o branco,
E teus passos, meu coração jamais esquecerá...
**********

Foto de Ana Cris

A Sua Espera

Pés descalços...mãos vazias...coração despido de sentimentos.
A cada ida e volta desse mundo insano,
Metade dos anjos de Deus caídos na mediocridade terrestre;
Metade dos seres humanos
Lutando entre si como antigos gladiadores
Na busca desesperada de mais uma vitória
Que significará a continuidade da sua existência.
Enquanto eu, deitada em meu leito solitário,
Absorvo a fumaça cancerígena de mais um cigarro.
De olhos fechados, não observo o céu ou as estrelas
Que aliás, deixaram de existir no meu universo.
Onde agora, só restam sombras difusas e sem sentido
De um passado que creio que não haja sido o meu...
Na lembrança de um beijo que já nem sei se aconteceu...
Presa a um sonho que nunca me pertenceu.
Enquanto eu, absorta em meus próprios pensamentos,
Vivo a espera de alguém que possa curar todos os meus tormentos,
De um anjo que faça calar todos os meus lamentos...
De você!: o único ser capaz de devolver,
Todos os meus sentimentos...

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