Olhos

Foto de Hirlana

Pensando em você...

Apaguei a luz...ainda não contente com a escuridão, fechei meus olhos e pensei em você
Ví teu olhar profundo e teu sorriso doce a tomar conta da minha alma...
Ouvi tuas palavras ditas de maneira tão suave... que aos meus ouvidos uma música se iniciou e meu corpo ficou leve, como se estivesse sendo levada por essa música em meus pensamentos...
Pensei em você... Pensei em nunca te perder...
Me deliciei com teus beijos... senti teus abraços, teu perfume forte, tuas mãos...
E foi naquele silêncio, naquela escuridão que o vazio que habitava em mim se foi... eu não estava sozinha, deitada em um quarto escuro... eu estava pensando em você, eu estava sonhando acordada, juntando todos os momentos que passamos juntos, os segredos e planos que dividimos, os nossos sentimentos...
Aqui estou, escrevendo essas poucas linhas... com o sorriso no rosto e o brilho no olhar que você me deixou. Não estou sozinha... te trago comigo em meus pensamentos, meu coração, em meu corpo, na minha alma.
Eu amo você!

Foto de Foxylady

Masmorra

Final de tarde.
O vermelho no céu anunciava o calor que passara e se iria sentir no dia seguinte.
A luz fugidia desvanece e mal se vislumbram as sombras naquelas paredes semi- rebocadas.
Entram sons quase imperceptíveis pelas grades da pequena entrada, vejo pés que passam e outros que se cruzam indeléveis no caminho a percorrer.

Tento sacudir a cabeça na tentativa falhada de não entrar sangue nos olhos, em vão me debato, o mesmo escorre em gotas finas lânguidas e demoradas e já o saboreio...Posso reparar que pousa nos meus peitos desnudados e hirtos pela frescura do tenebroso lugar.

Virou costas e saiu.
Permaneço imóvel, imutável, imobilizada, mortal...
Desesperadamente indefesa.

A sós com os meus pensamentos encurralada entre 4 paredes decadentes, a ferrugem das grilhetas corrói-me a pele, estremeço no receio e na incerteza do futuro...

Rodas guincham num derradeiro esforço, entra uma mesa putrefacta com uma toalha preta disfarçando o rude artefacto.
Mais relevante o que nela jaz pousado: chibata, correntes...palmatória... venda...Gag...os punhais...velas vermelhas e pretas qual aparato satânico que faz ranger os dentes e elevar cada pêlo do corpo...

Não me atrevo a chiar um "ai". Observo apenas.

Levanta a mão, dirige-se num gesto para mim, calculo que vá aliviar minha dor, da coroa de espinhos que me martiriza mas em vez disso puxa por meus cabelos misturados de vermelho e atira minha cabeça com força para trás na cruz que me segura...

Quer me ouvir a implorar, caso ceda sofrerei torturas.

Meu mestre permanece calado, inamovível, inabalável de sua missão, limpar meus pensamentos de luxúria pecaminosa que me invadem os sonhos e me soltam a voz enquanto durmo, cheiro de mulher para mim estava off limits porque ele assim o ordenava.

De palmatória em riste, olhar maquiavélico que me cega, defere golpes em meu sexo.
Nada posso fazer senão respirar fundo a cada investida, dolorosa, que me arreganha as entranhas e me faz entregar assim de maneira inteira.
Afasta meus lábios, e agora acende a vela, a chama eleva-se majestosa e começa a soltar gotas que me marcam e ferem a fenda humedecida por um turbilhão de emoções, uma amálgama de sentimentos que me faz perder os sentidos.

A cera misturada com meus sucos cai no chão enquanto mais continua a cair em mim, estremeço ainda com cada gota, cada gota me arrepia e ferve o sangue cá dentro na ânsia e receio de o sentir.

Palmatória outra vez, castiga-me friamente, sua respiração denuncia o prazer animal e grotesco que suga de todo o cenário.

Os lábios inchados cobertos de cera começam a ser revelados à medida que a cera vai caindo a cada investida, ora nos mamilos hirtos do frio da noite que nos abraçou.

Engulo os queixumes, debato-me em vão, ele aumenta a intensidade...
Não aguentando mais perco os sentidos, o sentir mata-me aos poucos e colapso no escuro.

Acordo (quanto tempo terá passado?), o seu corpo aperta-me e um punhal no pescoço trava-me um hipotético gesto. Com a lâmina faz pequenos golpes no meu pescoço que chupa sofregamente, eu mal me atrevo a respirar horrorizada pelo seu olhar encerrado naquele capuz hediondo. Respiro tremulamente, dificilmente me lembro do frio, somente sinto o fio que corta minha pele enquanto me aperta cada vez mais.

Sinto seu membro encostado ao interior de minhas coxas, sofro por senti-lo...

O mestre respira ofegante, sinto seu perfume que me entesa mais ainda.
Sem contemplações nem avisos, de uma só golpada sinto-o todo vibrante dentro de mim...A cada investida enterram-se mais os espinhos que me ornamentam a fronte.
Largou do punhal e arranca-me a gag por onde fios de saliva escorrem para me dar a mão inteira na boca antes de poder gritar.
Ferrei com a força toda que advinha do prazer, sei que ele gosta que eu sofra e que me perca nos meandros das sensações do meu corpo...

Banhada na loucura o calor imenso que me sufoca e sobe corpo acima até me deixar desfalecida em seus braços enquanto ele me presenteia com o seu auge...

Beijou-me.
Soltou minhas mãos, beijou cada uma com devoção.
Soltou meus pés, beijou cada um com igual devoção.
Levou-me ao colo, deitou-me num banho quente com sais...

– Agora és minha Rainha, sirvo-te eu!

Foto de Ediel Caldas

Sonho

Sonho
(Ediel Caldas)

Gostaria de acordar e descobrir,
Descobrir que apenas dormia,
Que tudo não passou de sonhos e pesadelos,
E que nada era real,
Poder ter a certeza de que nenhum ser humano seria capaz de machucar alguém,
Principalmente alguém que o ama com a força da vida,
E jamais sentiria de verdade meu coração doer tanto,
Nem mesmo as cicatrizes deixadas na minha alma estariam lá,
Então eu teria certeza de que amar vale a pena,
E que valeria a pena me entregar de corpo e alma ,
Não hesitaria em andar com os olhos vendados e os ouvidos tampados,
Pois teria a certeza que o amor não me apunhalaria,
Mas sim me guiaria num caminho seguro,
Em direção a felicidade.

Foto de Mitchell Pinheiro

Olhos afogados

Olhos surdos na janela
Não há mais som
Olhos mudos
Não há mais voz
Olhos cegos
Não há mais paisagem
Olhos vazios
Não há mais duas faces na moeda
Olhos abandonados
Não há mais nós
Olhos que só enxergam o passado
Olhos esperando um futuro melhor
Olhos molhados
Olhos afogados.

Foto de InSaNnA

Borboleta

Observo uma borboleta,
brincando no meu jardim,
suas asas tão coloridas,
um misto de amarelo ouro
e vermelho carmim..
Observo-a extasiada ,
diante de tanta beleza
esquecida de mim...
Agora,o meu alimento,
é contemplar-te !!
e no teu agitar de asas,
vôo junto em pensamento..
Pousas em uma flor,
e logo sais..
uma brisa te indica um caminho
para onde vais?
Será que o vento te mostra
algo imperceptível
aos meus olhos?
Ha..deve ser a felicidade!
Talvez ela saiba o caminho..
Mas eu não sou uma borboleta !!
Então, nunca saberei...

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Quando observamos a natureza,não ocorre uma sensação de que elas guardam os melhores segredos?

Meus doces poetas,Boa sexta -feira para vcs!É muito bom estar aqui..
Beijocas carinhosas!

Foto de Ricardo felipe

Silêncio amor

Silêncio.
Silêncio.
Ouve o som dos olhos.
Os carros apressados, as ruas, as paradas, as esquinas, a lua tardia.
Silêncio.
Ouve minha lágrima formando-se.
Meu desejo, meu corpo, minhas mãos conversando com as tuas,
as luzes se apagando, as televisões solitárias ao longe.
Silêncio.
Ouve nossos mais profundos medos desaparecendo.
Nossa moral, nossa vergonha, nosso orgulho,
adormecidos, quando nossos perfumes se confundem.
Silêncio.
Ouve o silêncio da nossa única verdade.
Nossa historia não contada, nossa felicidade negada, nosso pobre sonho de ser feliz partindo.
Silêncio.
É só a noite, o vento e a neblina, são só os passaros, as flores da madrugada,
os cantos da escuridão, nossa dispar natureza conversando, nossa única pureza, nosso maior pecado de termos nos amado contra tudo.
Silêncio amor.
Silêncio.

Foto de franciscotorres

Thiefs

Os campos verdes perseguem a luz
A luz que persegui.
O sol radiante persegue o brilho
O Brilho que persegui.

As montanhas perseguem sorrisos
Sorrisos que persegui.
As árvores perseguem olhos
Os olhos que persegui.

Os rios perseguem momentos.
Os momentos que persegui.
A água persegue lágrimas
Lágrimas que eu persegui

As palavras perseguem a caneta
A caneta que eu persegui.
Gente já não existente perseguem opapel
O papel que eu persegui

A fotografia persegue-me
Porque fui eu que vivi.

Foto de Aldinho Neto

Eu Procuro Um Amor (SEGREDOS)

Eu Procuro Um Amor,
Que Ainda Não Encontrei
Diferente de Todos Que Amei...

Nos Teus Olhos Quero Descubrir
Um Razão Para Viver,
E as Feridas Desta Vida eu Quero Esquecer...

Pode Ser Que eu a Encontre Numa Fila de Cinema...
Numa Esquina, Ou numa Mesa de Bar...

E Eu Vou Tratá-la bem
Pra que Ela Não Tenha Medo
Quando Começar a Conhecer os Meus Segredos

Pode Ser Que eu Gagueje
Sem Saber o Que Falar...
Más Eu Disfarço E Não Saio Se Ela de Lá

Foto de Lorenzo

Imaginação

Nunca imaginei alguém assim
Que mesmo sem encostar
Pudesse tocar em mim
Nesse início de um belo fim

Tão pequeno é o tempo que te conheço
Menor é o que tenho pra conhecer
Mas sufoca esse medo de me machucar
E acabo querendo fugir
Pra não correr risco de sofrer

Nem sei mais o que faço
Meus amigos dizem que eu sou fraco
Por não falar o que sinto pra ti
Então tento desatar os laços
Que me prendem ao passado
Pra não querer ver você aqui

Preciso de você
Preciso precisar de você
Sabe-se lá de onde vem esse querer
Parece até uma sana loucura
Desejar alguém que mal conheço
Mas vai que esse desejo
Pra tanta dor que me corroi é uma cura

Quero ser teu abrigo
Teu amigo, teu escudo
Te carregar nos braços
Escutar músicas juntos
Ver o Sol nascer nos avisando
Que nossa conversa demorou demais
E no brilho dos teus olhos ver
Que não importa mais o "mas"

Foto de pedacinhos de mim poemas

Desilusão

A desilusão é um cálice de fel
que transborda queimando a ilusão
escorre e faz poça no coração
afogando a nossa satisfação.

No ápice do desgosto, remôo
Rumino e trago o seu gosto amargo
Rejeitando, ponho-me em choro
Sinto-me mártir perante os algozes.

Em farrapos contemplo-me
Vejo-me com olhos invertidos
De uma alma pelo avesso
Sem chão, sem ar, sem brio.

Sinto-me frágil como criatura
Decadente, descontente...
Quem dera poder trocar minha pele
Como fazem as serpentes.

Célia Torres

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