Neste eterno suave entardecer,
respiro o luar vindo do mar
que meu ser reanima e faz viver,
com um breve suspiro de ar.
Amor! Eu te estou a perder,
sucumbo à paixão deste dia,
em troca do desejo de te quer,
nesta tarde única de magia:
teimando ser qualquer fantasia.
O ar que respiro já é pouco,
pressinto que vou enlouquecer.
Mas que importa se fico louco,
por ouvir o chegar do anoitecer,
no fôlego que ainda resiste,
de quem já não está só nem triste,
salvo pelo olhar que o está a ver.
Chamei por ti, não sei se ouviste!
este débil sopro foi pura realidade,
neste sonho de tarde de saudade.
Você me deixa na mão,
Escorrega em desculpas,
Depois, pede perdão.
O ciúme acabou... Escuta!
Você mata aos poucos,
Uma linda paixão.
Você quer mandar demais.
Faz-me de gato e sapato.
Sentimento de amor está no fim.
Eu já não suporto essa solidão.
Carinho vem mastigado,
Implorado como lágrima no chão.
Pense, como era o nosso amor?
Era loucura de amantes.
Juras apaixonantes...
E tudo isso expirou.
Agora, amor vive distante.
Nosso namoro há muito está em coma.
Já não tem emoção.
Nosso sentimento entristeceu.
Não pulsa forte o desejo no coração.
É como brasa sem fogo.
Virou cinza, se apagou.
O que resta é um triste adeus.
Osmar Soares Fernandes
Revelas em tua bela poesia,
Beleza d’uma vida de paixão,
D’ arte maior vivida com maestria,
Em versos guardas a recordação.
Eternidade, amor que a extasia,
Versos do profundo do coração
E vemos que não é mera fantasia,
Pois saem de tua alma com emoção.
Resplandece em nós como magia,
Encanto sublime em eclosão,
Imagens em vida de galhardia,
Revividas em notas dessa canção,
Em nós ressoam a tua nostalgia
E faz-nos sentir a tua solidão...
********************************************************************
2. Inspirado em "OS ÓRFÃOS"...
"Suavemente o apertou em meu peito, suas mãozinhas segurando as minhas,
E tentou apagar a devastadora dor, ninando-o, cantando-lhe uma doce canção,
Dando-lhe coragem e cobrindo-o do terno amor de uma mãe por seu filho..." Marisa Dinis.
**********************************
DEUS GUARDE MEU NETINHO!
Ó bela musa encantada internacional!
Ouvindo essa triste música meu netinho
Acordou sob esse acorde sensacional,
Percebi que estava um tanto assustadinho.
Não sei se por reação ao acorde musical,
Ou radiação que eu transmitia ao pequeninho,
Ou da inspiração deste estímulo espiritual,
A acordar várias vezes o meu menininho.
Será que por receber a radiação virtual,
Ou por sentir a vibração de seus amiguinhos,
Ou por sentir a mesma sensação residual,
Do seu avô que tenta responder ao órfãozinho,
Como tu poetisa e grande musa transcendental.
Doem em minh’alma as mortes desses pobrezinhos.
Enviado por Sonia Delsin em Ter, 25/03/2008 - 13:46
FLAMEJANTE
Nas entrelinhas dizes...
Quando te calas...
Dizes.
Quando falas... dizes.
Dizem de amor os teus ardentes olhos.
Dizem da paixão.
Contam do que desperto em ti.
Desejo.
Desperto em ti o que julgavas perdido.
O verdadeiro sentido.
Do viver.
Sentir a alma ferver.
O corpo arder.
É isto que desperto em ti.
A vida flamejante.
Ah! Quem me dera...
Agora nessa hora
Beber um copo de vinho
Chorando baixo, bem baixo
Só choro baixinho...
A saudade que sinto do seu amor.
Ah! Quem me dera, chorar assim como um chorinho
Afinado, afinadinho...
Suplicando por teus beijos quentes
Por todo meu corpo, meu corpinho
Por um dia, uma hora,
Um minuto, um minutinho
Trazer prazer ao meu coração...
E eu chorando bem baixinho
Me extasiu simplesmente
Nesse choro de amor-canção.
Só, eu vou chorando o amor
Num chorinho de paixão
Com notas doces e suaves
Que como um diapasão
Apertando e calibrando suave
Fortaleço as frágeis cordas
Do meu lasso coração.
S. CaraMelo - dieritos autorais reservado, criado em 22/03/2008.
Dia de acordar
de ver meu rosto sem ver o teu,
a penumbra não mais oculta o presente,
não mais aquece meu corpo,
não mais é meu alimento.
Olhar para meu corpo sem sentir o teu
onde libera pensamentos,
que por momentos foi uma paixão
sem ser razão, sem ter noção,
da realidade que espera
da solidão que impera.
Dia de acordar,
sem ter que viver a vida,
sem aquecer a ferida,
sem clamar por amor,
mesmo que isto traga a dor.
Sem querer em teus braços
esquecer o cansaço
sem pensar que a mente
faz brotar contundente
o direito de ser, de ter,
sem enganar a gente,
sem sufocar brutamente
como um tufão esmagador,
sentimentos apenas querido,
tempo jamais existido.
Dia de hoje,
dia que faz sentido,
não há vencedor nem vencido
não há nada a esperar.
A imagem não reflete nada,
das pupilas muda e calada
apenas o vazio vaga
apenas eu e mais nada
Nosso encontro é uma cerimónia transcendente
Uma panóplia de emoções para além das constelações
Na fantasia que nossa mente persegue abertamente
O céu cai e bebe da tua pele o infinito de sensações
Um banquete dos deuses num jardim de belas flores
Com aromas que tentam imitar a tua beleza impar
Numa primavera de momentos tão cheios de cores
Seduzo a lua que te atrai a mim com o meu luar
O sabor a nós é mel com fartura de nós presentes
Despertando uma aurora de cheiros que aromatizam
Nossa voz de amigos autênticos a caminho de amantes
Além fronteiras de dimensões livres que valorizam
O nosso roçar de lábios que é uma lua-cheia em verso
Fazendo nos sentir um calor de uma noite de verão
Num rodopiar vaiados de prazer sobre o universo
Em alegres sinfonias de prazer ponderadas no coração
Por paixão que dormita pelas ruas dos nossos desejos
Sonhos reais que nos atingem elevados num grito
Vindo de uma garganta solta na evidência e ensejos
Que nos chamam povoando tudo em que acredito
Tanto que nos momentos sem ti há silêncio profundo
Tão profundo que consigo ouvir a voz dos sentimentos
Usando o melhor que há em mim para declamar o mundo
O meu mundo de fadas onde entras ao colo dos ventos
Num convite da alma que minhas mãos sopram suaves
Na musa que és ao enfeitar todas as minhas letras de amor
Não sou mero homem nem por acaso o teu poeta, tu sabes
Quanto és bela, quanto és mulher a brilhar no meu esplendor
Enviado por pétala rosa em Sáb, 22/03/2008 - 02:30
POEMA PARA CELEBRAR O DIA DA POESIA 21 MARÇO 2008
E, QUE NÃO SE CALEM OS POETAS !!!!!!
SER POETA
O poeta
fala com o coração
e semea palavras de paixão.
O poeta
Sente a injustiça e acarinha o amor.
O poeta
Vive a paz, e a luz entornada no
desafio da tua voz.
O poeta
Vive as emoções
escritas em lágrimas de dor e fantasia.
O poeta
Semeia a paixão em pétalas duma canção ao cair
da noite.
O poeta
Enfeita a felicidade duma loucura
com labareda nas veias.
O poeta
Tem a verdade acesa nas estrelas do infinito
e o arco-iris no coração.
O poeta
Passeia em caminhos de espinhos
na escultura dum tempo incerto.
O poeta
É um pássaro faminto na
liberdade dos dias.
O poeta
Desfolha no coração uma esperança, uma alegria
Um sonho, uma saudade.
O poeta
sente o calor do sol escorrendo
entre os dedos.
Serei eu poeta?
Sentindo arabescos de ternura
na alma faminta de ilusões?
Serei eu um poeta??
Chegas tão bela Primavera meu amor
Ajoelho-me apaixonado pelo teu fascínio
Vergando todo o meu talento a teus pés
Primavera madrinha do nascer do dia dos amantes
És poesia das cores que os pássaros cantam
A magia das flores que me encantam
Um poema escrito com os olhos na tua fonte
Jorrando as maravilhas do paraíso pelos campos
Adormecidos pelo Inverno que agora parte triste
Deixando seus versos na pétala de uma flor
Rimando abraços com passos nas fragrâncias vivas
Num quadro que contempla a voz dos poetas
És musa que me acorda no bailado das ervas frescas
Uma sinfonia de alimentos á vida da terra
Chegas capital ás vénias da tua filha paisagem
Mãe sorridente dando á luz o florir das árvores
Vestidas com o branco virgem e ficam noivas
No altar do sol que as honra com amor da natureza
Para seres vitamina e avó lírica de novos frutos
Ah Primavera que inveja desse teu poder lindo
O teu ar dá privilégio á harmonia das coisas belas
Depositadas no olhar e desaguadas nos sentimentos
Se fosses mulher era contigo com quem casava
E fazíamos amor sobre um colchão de utopias
Em lençóis de rosas formando letras de paixão
Entre o cantar de novos tons á luz da lua
Num coro de cigarras ao luar dos sonhos
Primaveris na cortina da inspiração nascente
No cintilar das estrelas nos teus abraços
Que rendam a vida de muita vida Primavera