Paixão

Foto de Carmen Lúcia

Nem sempre fora assim

Nem sempre fora assim...

Cores suaves floriam seus caminhos,
Contos de fadas traçavam seu destino,
Sonhos encantados eram derramados
Em cantos escondidos a serem desvendados.

E sorria...E cantava...E sonhava...
Rodopiava por entre jardins...
Rastreava fragrância de flores,
Era a criança que havia em si.

Nem sempre fora assim...

As cores suaves ficaram marcantes,
Os contos tornaram-se insinuantes,
Perderam-se em cantos, as fadas madrinhas,
A criança se foi, não quis ficar sozinha.

Nem sempre fora assim...

Tudo se transforma...É a norma...
Tornou-se mulher, descobriu a paixão...
Abriu as portas do amor, desafiou a razão...
Teve o bem que mais quis e viveu...Foi feliz!
Deu de cara com a dor...Desabou! Infeliz!

(Carmen Lúcia)

Foto de Henrique Fernandes

QUERO REPETIR O NOSSO ENCONTRO

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Suspirei fascínio ao tocar teus olhos
Com o meu olhar expectante e atento
Descobrindo-te como nunca te imaginei
E fui catapultado para a tua beleza interior
Exposto nos maravilhosos traços do teu rosto
Que se exibe singelo numa maravilha viva
Que desenvolveu em mim a relevância
Por onde se passeia o teu fantástico olhar
Ao tocar-te a face com um beijo simples
Senti nos meus lábios seres verdadeira
Jamais esquecerei o teu primeiro olá
Confirmando a flor que brota do teu ser
Cobrindo-me de deliciosas sensações
Que acolho no peito com paixão pura
Senti ao de leve um toque na minha mão
Do teu dedo num sem querer breve
Mas que naquele momento eu senti
O suficiente para te sentir no pensamento
Fundindo a respeito os sentimentos
Misturando amizade e paixão no meu sorrir
Que ao ver teu sorriso aumentou o meu desejo
De conhecer-te um pouco mais
E reconhecer a quão bela és em mim
Nos sonhos que me fazem acordar tímido
Em desabafos soltos de alegria
Sobre o nosso encontro naquela noite
E reparei nos teus passos a meu lado
Respirei a minha vaidade
Na companhia da tua elegância
Quero repetir o nosso encontro

Foto de Miraene

NOSSA HISTÓRIA

Lembro de nós deitados na cama abraçados a nos observar
Lembro da mesa que balançava quando a gente estava a se amar
Lembro da lágrima que descia do meu rosto toda vez que começávamos a brigar
Do beijo molhado e carinhoso que dávamos a nos encontrar
Dos dias de chuva que junto estávamos
Dos chamegos, sorrisos e amassos
Lembro de mim e de Você
Da paixão e do querer
Do desejo de te ter
Insaciável loucura
Entre amor e ternura
Estávamos nós dois
Impacientes, Inconseqüentes
Duas crianças querendo viver
Na agonia de vencer
Perdeu tanto eu quanto você
E cantamos a solidão
Choramos a separação
Mas ninguém voltou
Vendo os olhos tristes de nosso amor
Vivemos hoje falando ao nada
Que nossa história que ficou marcada
Jamais será lembrada, como um dia ruim.

Foto de Henrique Fernandes

BEM-VINDA Á MINHA CAMA

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Aconchego-me e aqueço a alma
Na temperatura agradável do teu corpo
Ao entrares na minha cama com convites
Que sugerem a minha entrega ao fim do mundo
Porque tudo lá fora deixa de existir
Na minha cama aquecida pela nossa volúpia
E os lençóis deixam de ser lençóis para serem nuvens
De paixão onde sonhamos ajustados
Ao prazer que se transforma num corpo de amor
De dois corpos largados pelas suas almas
Que de estrela em estrela ao som de um violino
Dançam pela galáxia numa bússola romântica
E nossos corpos ali fundidos em matéria física
Homenageiam os sentidos de quem ama
Olhando a sensualidade com o charme de ambos
Que nos enche os olhos com fogo de artificio
De fantasias expostas no tecto do meu quarto
Ouvindo a delicadeza do som ao beijarmo-nos
Que no bom nosso silêncio soa como sinos
Batendo as horas que confirmam a nossa união
Sentindo o tacto ao pormenor do nosso toque
Honrando cada curva dos nossos corpos adormecidos
Na primavera hilariante dos sentimentos fieis
Que partilhamos nesta entrega sem pudores
Saboreando o néctar da vida nas nossas salivas
Contempladas em nossas línguas desejosas
De mais e mais querer saborear gulosamente
Mortalmente pecando a gula do nosso amor
E satisfeitos respiramos o sopro dos suspiros
Soltos na minha cama onde és bem-vinda meu amor

Foto de Rose Felliciano

COVARDIA

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"José sofria o abandono e Maria também
Viviam assim distantes e choravam por um alguém...
O destino os uniu e um grande amor floresceu
A dor de ambos foi embora e a felicidade aconteceu.

Viveram uma paixão alucinada
Um amor que invejava...
De repente, José teve medo de sofrer novamente
E num repente, abandonou Maria e foi embora...

O ser humano é mesmo complexo
E quantas vezes fazemos o inverso
Do que queríamos realmente fazer...

Quem entende esse temor??!!!...
Lutamos tanto pelo amor e o deixamos se perder...
E sofremos, por um medo enorme de sofrer...." (Rose Felliciano)

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*Mantenha a autoria do poema*.

Foto de NiKKo

Foi um sonho

Esta noite sonhei que você estava ao meu lado como antes
e por momentos senti meu corpo ser aquecido pelo teu.
Senti minha alma ser despertada do casulo da tristeza
recuperando por instantes a alegria que há muito se perdeu.

Naqueles instantes que em minha fantasia eu lhe tinha
senti meus lábios roçam os seus com desejo.
Minha pele se arrepiou ante ao seu toque suave
denunciando a saudade presa, mas revelada em um beijo.

Com suas mãos envoltas em meu corpo eu dancei
ao som de uma musica nunca antes, por mim ouvida.
abraçada a você volitei e fui no mais alto do infinito
de onde eu via, em flash resumo de toda a minha vida.

Sentindo o calor de teu corpo no meu como outrora
sem medo admiti que ele ainda sente falta do teu.
E me entreguei como antes eu fazia, sem traumas
querendo para sempre ficar nos braços de Morfeu.

E sentindo minha alma agora repleta de alegria
em versos e poesias, meu amor mais uma vez lhe declarei.
Fiz do meu coração um jardim regado com lagrimas de esperança
onde rosas vermelhas, açucenas e jasmim eu plantei.

E deste sonho que me devolveu a alegria de viver, eu acordei
sentindo em meu rosto um toque como beijo doce de paixão,
que por instantes fizeram a minha realidade ser diferente
pois senti que dava adeus a tristeza e a solidão.

Mas era apenas vento da madrugada que soprava
trazendo ate a minha cama, seu perfume através do ar.
Fazendo com que o som do mar que se quebrava nas pedras
parecesse seu nome em meu ouvido, lentamente pronunciar.

E após ter de fato acordado desse sonho maravilhoso
aproximei–me da janela, e vi que a noite estava toda iluminada.
Olhei ao meu redor e deparei-me só com minha solidão,
e percebi que muito amei, mas não fui amada.

Foto de Sonia Delsin

O FANTASMA DA SALA

O FANTASMA DA SALA

Quando menina eu sempre ficava com minha mãe na sala aguardando a chegada de papai. Ele saía todas as noites, fizesse tempo bom ou ruim. Era um hábito que tinha, e do qual só se livrou quando eu já estava com quinze anos de idade.

Ficávamos um tanto inseguras na casa sem uma presença masculina, porque morávamos numa chácara.

Minha mãe era uma mulher corajosa e depois de ter trabalhado o dia inteiro ainda contava lindas estórias para nos distrair, todas as noites. Hoje eu me pergunto onde ela conseguia tanta força para suportar tudo o que suportou.

Ouvíamos o nosso velho rádio. As radionovelas... mas a minha paixão eram as estórias de fadas, princesas, príncipes encantados. Eu poderia ouvir mil vezes Cinderela (morria de pena da borralheira e vibrava com o final da estória) e ainda assim queria ouvir de novo. E "Joaninho Pequenino"!... Esta meus irmãos queriam ouvir mais e mais.

Eu nunca ia dormir antes papai chegasse. Minha mãe embalava um a um até que dormisse e eu ficava "firmona". Aguardava-o porque ele sempre trazia doces e também porque o amava tanto e queria vê-lo ainda uma vez antes de pegar no sono.

Enquanto o aguardávamos ficávamos as duas na sala, minha mãe e eu, e foram as melhores horas de minha vida (aquelas horas tão nossas).

Não sei depois de tantos anos se estávamos sugestionadas pelo ambiente, ou se pela ausência de papai, pelas nossas cabeças tão capazes de fantasiar... mas o fato é que minha mãe e eu víamos um fantasma.

Verdade mesmo! Ele se esgueirava rente a parede da sala e adentrava pela porta semi-fechada do quarto da nona. Usava um chapéu na cabeça e logo que ele entrava no quarto a impressão que tínhamos era que a noninha conversava com alguém.

No outro dia ela dizia: O "Queco" veio me visitar de novo esta noite.

Cresci assim, com aquele fantasma passando rente a parede e nem o estranhava mais. Ele fazia parte das nossas noites. Nem nos assustava.

Confesso que sentia mais medo quando as folhas das bananeiras balançavam-se com o vento do que com aquela figura que lentamente passava por nós.

Não conheci pessoalmente este meu avô, pois que faleceu bem antes de meu nascimento. Mas o vi, o senti, ou sei lá o quê. Ele fez parte de minha infância. Não foi um fantasma assustador, foi uma presença fluídica que ficou entre as tantas e tantas incógnitas que não decifrei em minha vida.

Foto de Sonia Delsin

O TEMPO E O VENTO

O TEMPO E O VENTO
Sonia Lencione

Vem, encosta teus dedos
em meus dedos.
Deixa que se eletrizem
com o contato.
Coloca teus olhos
em meus olhos.
Vamos deixar nossas almas
conversando.

Vem, cola tua boca
em minha boca.
Vamos ao jardim das delícias.
Deixa que tuas mãos eletrizadas
caminhem
por meu corpo inteiro.
Que nossas almas se fundam
num abraço.
Vamos desfrutar nosso amor.

Na casa do amanhã talvez
não haja
mais tempo para nós.
Aproveitemos o agora.
Vem, deixa que o toque
de nossas mãos
nos leve ao paraíso.
Enquanto o vento não nos arraste
para caminhos adversos.

Vem, sente como bate este
meu coração cansado.
Ainda por ti e sempre.
Nunca mais outro
baterá assim
tão forte.

A paixão já fez estragos
em nossas vidas.
Carregou-nos para precipícios.
Vem, enquanto há tempo
para nós.
Cola teu corpo em meu corpo.
Não permita que o vento
nos separe.

Vem, ainda nos resta
um pouco de tempo.
Vem, beija-me
uma vez mais.
Entrelace teus dedos em
meus dedos e solte-os
agora, de leve.

Adeus, já é tempo!
Sinta como o
vento
nos carrega.
Acabou-se!
Já é amanhã
para nós...

Foto de Sonia Delsin

ESDRAS...

ESDRAS...

É um sonho. Um louco sonho.

A estrada é de pedras. Esdras caminha só.

Esdras é um lobo solitário. Sonha amores, sonha paixão. Sonha um encontro.

Esdras é um homem que deseja adormecer nos braços de uma mulher. Descansar todo seu cansaço, sem palavras inúteis.

No sonho ele caminha em busca de emoção, e mais que isso. Busca uma maneira de amortecer a solidão.

Ele está perdido em suas lembranças, em seus anseios. Em sua estrada de pedras.

As pedras lhe doem sob os pés e Esdras sabe que o caminho é longo e ele deve encontrar um caminho só de flores um pouco à frente.

Ele confia na sua forte intuição de que tudo vai mudar, que a história vai se reverter, porque seu coração de menino lhe diz que um novo sol a cada dia trará um novo tempo.

Um céu colorido de papel crepom entra no sonho. Nuvens coloridas lhe recordam algodão doce. Algodão de tantas cores.

O pôr-do-sol do sonho possui mais que as cores do arco-íris. Milhares de cores lhe estonteiam.

Uma mulher lhe abre uma janela, uma janela dentro de um outro tempo, de uma dimensão que Esdras não compreende bem; mas lhe faz sentir tanta emoção. Ele deixa que a forte atração o leve a caminhar por caminhos antes não percorridos.

Ela o faz sentir-se vivo. Dá-lhe asas para voar ao seu lado, porque é uma mulher alada. Umas destas mulheres de outro planeta, outro tempo. Uma mulher borboleta, que voa e revoa sobre a matéria que consegue entender e viver. Sem ignorar a matéria nua e crua, ela vive num mundo particular, só seu, e leva Esdras para caminhar um pouco ao seu lado.

Ela o convida para sonhar o sonho dos mortais e dos imortais e o lobo solitário a segue, a busca.

Ele a encontra e não sabe que ela surgiu do nada... de um sonho, de uma estrada que começa dentro de um tempo que não se compreende. Só se vive e se revive... sem entender.

Foto de Henrique Fernandes

CADA INSTANTE

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Cada instante
Que conquisto tua atenção
Impulsiono-me
Num vácuo que me enche de eterno
O sorriso que te provoco
Faz-me acreditar na imortalidade
Desperto homem
Na tua voz de mulher e respeito
Tuas palavras
Que apontam meus defeitos
Com modéstia aceito
Teus elogios atentos e ouço
Entenderes
O que quero que ambiciones de mim
Afeiçoado ao teu ser
Que fascina e me veste de paixão
Armazeno todos meus sentidos
Nas palmas das mãos
Guarnecidas com o dom
Dos deuses protectores do amor
Caio nas carícias
Que distribuo pelo teu corpo
Numa entrega que me prega á felicidade
Mesmo que te tenha longe é uma hora de ponta
Enfrascando emoções e sensações
Que domam o meu tempo
No dorso de uma força
Sedutora que me atrai a ti
Elevo-me numa vontade colossal
De levar a ti o meu enlaço
Com a paixão de nunca no nosso todo-o-sempre

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