Pinga

Foto de Zami

Paixão

O sol queima lá fora

Meus neurônios sofrem por te esperar
O calor do meu corpo pinga prazer
Ao lembrar dos teus beijos

O brilho do sol energiza minha mente
E tudo fica claro
Invade-me o desejo da paixão
Correndo nas veias como feixe de luz
Tornando-me vigorosa

Amo amar
Amar com vigor
Sem temer fogueiras
Com olhos abertos
Viver é melhor que sonhar

Foto de BRUCE ALEX

Se...

Se toda água estiver em uma gota
Se o todo se esgota
Se já não mais escorre e sim pinga
Se passa a ser incontínua
Se encharcava agora molha
Se a borda não transborda
Se o que abre fecha
Se voltava... Se foi embora!

Foto de carlosmustang

PERISTILIOS

Pinga pinga pingando
Em toda fresta, molhando!
Escorre na fresta, Anil
Pinga tomadores, Brazil

Chora, critica, ferro na roda
E direitos, serena, ferido!
Pinga, pinga, ignora
Paixão sublime, contido!

Burlou, a serentoia
Deixou, arregaçada exposição
Vingou, a dividendo, separou, é dor.

Pinga, pinga, arengou?
Sem poder, insígnia dor!
Disposição, em combate, mente só.

Foto de Melquizedeque

Profundo

Faço o que não quero...
O que quero nunca faço!
O mar negro que me abstêm
Vejo a neblina em seu abraço
Fujo do que me faz bem
Teu mau sempre me detém

No fundo do oceano estou ancorado
Fujo do amor. Um pescador de sonhos!
Sinto a dor com um sabor de mel recém tirado
Nunca limpo as teias do telhado
Que me enfeitam tão obscuramente
Como um assassino desalmado

A gota pinga, esfria, desfalece!
O afeto cresce com o chegar da tua fragrância
Mas sinto que não é essa a minha herança
Já sou parte do sepulcro inerte e lacrado
No reduto de velhos, de astutos magos
Vejo o mundo com novos sentidos

Nem sempre algo bom produz coisas boas,
Mas às vezes coisas não boas trazem bens necessários
Como os cavaleiros vitimados na guerra infernal
Que pintaram a história, com a tinta escarlate
Fortes! Gritos de adendo ecoam-se no mar
Um sedento nadador que não se pode saciar.

(Melquizedeque de M. Alemão, 21 de julho de 2011)

Foto de Marilene Anacleto

Jesus é Mesmo Meu Lume

Tudo escuro. Janela aberta
Não sei se é a hora certa
Para descrever pensamentos.

Chuva que pinga na calha, vários plim-plim, um alento.
Ao olhar pela janela, nada vejo, sinto o vento.

O pensamento voa com velocidade da luz.
De repente já estou lá nos tempos de Jesus.

O povo ali procurando, como sempre, um socorro,
Como hoje ainda acontece, todos querem o tesouro.

E Jesus vai atendendo o pedido de todo mundo
Sabe que têm mentes duras, necessário explicar tudo.

Sabe ainda Jesus, que eles não querem mudar
A lei dele é o Amor, seu exemplo veio dar.
Deixou claro que primeiro é preciso acreditar.

Lá vai Ele pelas ruas cercado pela multidão
Alguns querem a palavra, outros esperam pão.

E Jesus já nem descansa, apesar de ser humano
Nunca reclama de nada em qualquer lugar tira um sono.

Acordado pelas crianças, abraça-as sorridente
“Deveis proteger a vida, são a continuação da gente”.

Nas montanhas empoeiradas, estava eu ouvindo Jesus
Até hoje ainda me dói aquela lembrança da cruz.

Ele diz que isso é passado, que não há o que sofrer
Ressuscitou e agora vive no coração de quem crê.

Na montanha estou de novo, a ouvir atentamente
Passaram-se vidas e vidas, nada se perdeu no tempo.

Agora estou retornando ao meu quarto lentamente
O pingo de chuva na calha diz que cheguei normalmente.

A doce lembrança do Cristo e o Seu doce perfume
Marcaram-me todas as vidas. Ele é mesmo o meu Lume.

Foto de Marilene Anacleto

Sina

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A casa de quincha
Abriga a moça ranzinza.

Nem sequer adivinha
Que é Centelha Divina.

Alegria, nunquíssima.
Amargura, pretíssima.

Leva e traz para a missa
Mas se cura na pinga.

Por muitos, tão desejada
Por si mesma desprezada.

No lúpulo se vinga
De ter nascido tão linda.

Marilene Anacleto

Foto de Diario de uma bruxa

Copo cheio de paixão

Um copo cheio de desejo
São chamas de paixão
Escorregando pelos dedos

Pinga lagrimejando pelo chão
Essência da virtude de um amor
Que não tem coragem de se expor

Esconde-se na escuridão
Procura abrigo... Luz
Mas a coragem foge
Como num grande estalo de trovão

Quer se abrir
Quer gritar
Medo
Injuria
Difamação

Que bobeira
O amor explora a dor
Mas é na canção
Que o coração amolece

E ao inicio volta
Mas com o copo cheio de paixão.

Poema as Bruxas

Foto de João Victor Tavares Sampaio

Meu Espelho

- Quem é Você?
- Quem você é?
- Você é meu nome, meu nome é espelho, espelho o quê? Espelho Você?
- Você é meu amigo, diante da minha presença, que espelha o que sou?
- Sou simplesmente, a imagem do rosto do Sol invadindo o quarto pela fresta da janela de mais uma manhã sozinha.
- Você, que é a minha cara surpresa, de um novo dia, responderia se o meu futuro reserva um lugar à minha, sua sombra?
- Antes de teu futuro em minha sombra, terás a sombra de não sei o quê, e não sei se a sombras te darão futuro.
- Se a sombra do meu futuro, e seu, me dará sobras da sombra alheia, ou não, não sei, mas que Sol brilhará, no espelho, e assim me ajoelho, espero.
- E brilha o Sol no espelho, mostrando tua imagem, espelhadamente inconsistente, banhada de duvidas, e por fim nos abraçaremos, eu, futuro, e tu... e tu quem és?
- Sou a face da sua vida. Sou a vida na sua face. Sou o seu brilho aqui refletido.
- És um Brilho apagado, és a vida entrelaçada à nossa morte. Vida esta, que resiste agonizante por um simples sinal de uma saudade de algo que ainda não conhecemos.
- Há sempre sinais de vida na futura morte. Eterna, externa, resistente à própria fatalidade.
- Há sempre sinais de morte no presente medo. É tudo medo! É sempre o medo de não haver vida nas fatalidades.
- Há sempre sinais de esperança no medo de não haver futuro, há sempre o medo de se perder as forças no meio do caminho.
- Há sempre caminhos, mas há sempre o medo de não haver amor no final do percurso.
- Há sempre um perguntando qual o caminho para a paz, e há sempre um respondendo que a paz é o caminho.
- Há sempre uma verdade, mas a pressa para alcançá-la sempre mente.
- Sempre existe um nunca, para o qual nunca desistimos sempre.
- Haverá sempre ambigüidade. E será que sempre teremos que escolher a resposta mais justa, ou a mais emocionada?
- Sempre teremos de nos perguntar, e escrever entre o bem e o mal.
- Sempre teremos que escrever enquanto só sabemos desenhar, como crianças com um pedaço de tijolo de construção que rabisca a rua depois da chuva de verão?
- E sempre teremos que construir, com o lápis da vivência, a obra-prima de existir? Espero que sim.
- Pois a vida é uma redação de exame do ensino-médio, mas a escreveremos como poesia de amor, e a ilustraremos, como os mais distantes sonhos, e as mais sinceras emoções.
- Romancearemos a tragédia, encenaremos o que temos, colocaremo-nos à prova da trova do destino que nos reserva ao fim em não nos preservar.
- Bailaremos sozinhos, as valsas tristes, mas com um sorriso no rosto pintaremos as lagrimas vazias, com amarelo, azul ou até mesmo o vermelho. Ainda que sozinhos estaremos acompanhados por nossas poesias, por nossa arte.
- Como a chuva tem o seu prisma, a cisma solar irrompe sobre os pensamentos nublados, na dança das nossas escolhas, na nossa trilha de sons e rumos.
- Desenharemos com palavras, e escreveremos com sentimentos gritantes. Faremos das noites os dias mais claros, e o Sol será mais um amigo, mais um mensageiro da paz, que apenas imitará a meus raros e sinceros sorrisos poeticamente inexistentes.
- Poesia é risco, no céu ou na terra, no caderno ou na lápide.
- Pois o mundo foi feito por algum poeta, que andava triste, ou desiludido por algum amor infiel, e resolveu chorar pra criar mares maiores que as terras, e desenhou e pintou, e ao fim resolveu escrever mais uma poesia, e a intitulou Vida.
- Esse poeta, criador, nos deu a chance, sem nos condenar, de nos descobrir como somos.
- E descobrimos que somos também criadores, poetas, artistas, palhaços. Com um caderno antigo chamado vida, e na mão uma pena que ainda pinga a tinta de nossas vivências, pena esta chamada amor.

(Poesia escrita em conjunto ao meu amigo Allan Sobral.)

Foto de Allan Sobral

Meu Espelho

- Quem é Você?
- Quem você é?
- Você é meu nome, meu nome é espelho, espelho o quê? Espelho Você?
- Você é meu amigo, diante da minha presença, que espelha o que sou?
- Sou simplesmente, a imagem do rosto do Sol invadindo o quarto pela fresta da janela de mais uma manhã sozinha.
- Você, que é a minha cara surpresa, de um novo dia, responderia se o meu futuro reserva um lugar à minha, sua sombra?
- Antes de teu futuro em minha sombra, terás a sombra de não sei o quê, e não sei se a sombras te darão futuro.
- Se a sombra do meu futuro, e seu, me dará sobras da sombra alheia, ou não, não sei, mas que Sol brilhará, no espelho, e assim me ajoelho, espero.
- E brilha o Sol no espelho, mostrando tua imagem, espelhadamente inconsistente, banhada de duvidas, e por fim nos abraçaremos, eu, futuro, e tu... e tu quem és?
- Sou a face da sua vida. Sou a vida na sua face. Sou o seu brilho aqui refletido.
- És um Brilho apagado, és a vida entrelaçada à nossa morte. Vida esta, que resiste agonizante por um simples sinal de uma saudade de algo que ainda não conhecemos.
- Há sempre sinais de vida na futura morte. Eterna, externa, resistente à própria fatalidade.
- Há sempre sinais de morte no presente medo. É tudo medo! É sempre o medo de não haver vida nas fatalidades.
- Há sempre sinais de esperança no medo de não haver futuro, há sempre o medo de se perder as forças no meio do caminho.
- Há sempre caminhos, mas há sempre o medo de não haver amor no final do percurso.
- Há sempre um perguntando qual o caminho para a paz, e há sempre um respondendo que a paz é o caminho.
- Há sempre uma verdade, mas a pressa para alcançá-la sempre mente.
- Sempre existe um nunca, para o qual nunca desistimos sempre.
- Haverá sempre ambigüidade. E será que sempre teremos que escolher a resposta mais justa, ou a mais emocionada?
- Sempre teremos de nos perguntar, e escrever entre o bem e o mal.
- Sempre teremos que escrever enquanto só sabemos desenhar, como crianças com um pedaço de tijolo de construção que rabisca a rua depois da chuva de verão?
- E sempre teremos que construir, com o lápis da vivência, a obra-prima de existir? Espero que sim.
- Pois a vida é uma redação de exame do ensino-médio, mas a escreveremos como poesia de amor, e a ilustraremos, como os mais distantes sonhos, e as mais sinceras emoções.
- Romancearemos a tragédia, encenaremos o que temos, colocaremo-nos à prova da trova do destino que nos reserva ao fim em não nos preservar.
- Bailaremos sozinhos, as valsas tristes, mas com um sorriso no rosto pintaremos as lagrimas vazias, com amarelo, azul ou até mesmo o vermelho. Ainda que sozinhos estaremos acompanhados por nossas poesias, por nossa arte.
- Como a chuva tem o seu prisma, a cisma solar irrompe sobre os pensamentos nublados, na dança das nossas escolhas, na nossa trilha de sons e rumos.
- Desenharemos com palavras, e escreveremos com sentimentos gritantes. Faremos das noites os dias mais claros, e o Sol será mais um amigo, mais um mensageiro da paz, que apenas imitará a meus raros e sinceros sorrisos poeticamente inexistentes.
- Poesia é risco, no céu ou na terra, no caderno ou na lápide.
- Pois o mundo foi feito por algum poeta, que andava triste, ou desiludido por algum amor infiel, e resolveu chorar pra criar mares maiores que as terras, e desenhou e pintou, e ao fim resolveu escrever mais uma poesia, e a intitulou Vida.
- Esse poeta, criador, nos deu a chance, sem nos condenar, de nos descobrir como somos.
- E descobrimos que somos também criadores, poetas, artistas, palhaços. Com um caderno antigo chamado vida, e na mão uma pena que ainda pinga a tinta de nossas vivências, pena esta chamada amor.

(Poesia escrita em conjunto ao meu amigo João Victor Tavares Sampaio.)

Foto de João Victor Tavares Sampaio

Fraqueza/Franqueza

Em todas as pessoas
Todos os cantos
São tantos os quebrantos
Sem simular
Sem similar doçura
De se enfrentar
Na mais pura ternura
O pressionar;
Gole de pinga dura
Impulsionar
Os carros nas lagoas
Ratificar
Impressionar é pouco
Aos hospitais:
Não há nenhum limite.

Um grito mais que rouco
Toma os plurais;
Não há vergonha mais
No estado que fico
Não há mais precipício que delimite
Na gana de ganhar que identifico
Diante dos senhores
Só resta voar
Diante dos amores
Só resta voar
Sem asas e sem tempo de se explicar
Porque a vida é isso.

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