Redação

Foto de João Victor Tavares Sampaio

Meu Espelho

- Quem é Você?
- Quem você é?
- Você é meu nome, meu nome é espelho, espelho o quê? Espelho Você?
- Você é meu amigo, diante da minha presença, que espelha o que sou?
- Sou simplesmente, a imagem do rosto do Sol invadindo o quarto pela fresta da janela de mais uma manhã sozinha.
- Você, que é a minha cara surpresa, de um novo dia, responderia se o meu futuro reserva um lugar à minha, sua sombra?
- Antes de teu futuro em minha sombra, terás a sombra de não sei o quê, e não sei se a sombras te darão futuro.
- Se a sombra do meu futuro, e seu, me dará sobras da sombra alheia, ou não, não sei, mas que Sol brilhará, no espelho, e assim me ajoelho, espero.
- E brilha o Sol no espelho, mostrando tua imagem, espelhadamente inconsistente, banhada de duvidas, e por fim nos abraçaremos, eu, futuro, e tu... e tu quem és?
- Sou a face da sua vida. Sou a vida na sua face. Sou o seu brilho aqui refletido.
- És um Brilho apagado, és a vida entrelaçada à nossa morte. Vida esta, que resiste agonizante por um simples sinal de uma saudade de algo que ainda não conhecemos.
- Há sempre sinais de vida na futura morte. Eterna, externa, resistente à própria fatalidade.
- Há sempre sinais de morte no presente medo. É tudo medo! É sempre o medo de não haver vida nas fatalidades.
- Há sempre sinais de esperança no medo de não haver futuro, há sempre o medo de se perder as forças no meio do caminho.
- Há sempre caminhos, mas há sempre o medo de não haver amor no final do percurso.
- Há sempre um perguntando qual o caminho para a paz, e há sempre um respondendo que a paz é o caminho.
- Há sempre uma verdade, mas a pressa para alcançá-la sempre mente.
- Sempre existe um nunca, para o qual nunca desistimos sempre.
- Haverá sempre ambigüidade. E será que sempre teremos que escolher a resposta mais justa, ou a mais emocionada?
- Sempre teremos de nos perguntar, e escrever entre o bem e o mal.
- Sempre teremos que escrever enquanto só sabemos desenhar, como crianças com um pedaço de tijolo de construção que rabisca a rua depois da chuva de verão?
- E sempre teremos que construir, com o lápis da vivência, a obra-prima de existir? Espero que sim.
- Pois a vida é uma redação de exame do ensino-médio, mas a escreveremos como poesia de amor, e a ilustraremos, como os mais distantes sonhos, e as mais sinceras emoções.
- Romancearemos a tragédia, encenaremos o que temos, colocaremo-nos à prova da trova do destino que nos reserva ao fim em não nos preservar.
- Bailaremos sozinhos, as valsas tristes, mas com um sorriso no rosto pintaremos as lagrimas vazias, com amarelo, azul ou até mesmo o vermelho. Ainda que sozinhos estaremos acompanhados por nossas poesias, por nossa arte.
- Como a chuva tem o seu prisma, a cisma solar irrompe sobre os pensamentos nublados, na dança das nossas escolhas, na nossa trilha de sons e rumos.
- Desenharemos com palavras, e escreveremos com sentimentos gritantes. Faremos das noites os dias mais claros, e o Sol será mais um amigo, mais um mensageiro da paz, que apenas imitará a meus raros e sinceros sorrisos poeticamente inexistentes.
- Poesia é risco, no céu ou na terra, no caderno ou na lápide.
- Pois o mundo foi feito por algum poeta, que andava triste, ou desiludido por algum amor infiel, e resolveu chorar pra criar mares maiores que as terras, e desenhou e pintou, e ao fim resolveu escrever mais uma poesia, e a intitulou Vida.
- Esse poeta, criador, nos deu a chance, sem nos condenar, de nos descobrir como somos.
- E descobrimos que somos também criadores, poetas, artistas, palhaços. Com um caderno antigo chamado vida, e na mão uma pena que ainda pinga a tinta de nossas vivências, pena esta chamada amor.

(Poesia escrita em conjunto ao meu amigo Allan Sobral.)

Foto de Allan Sobral

Meu Espelho

- Quem é Você?
- Quem você é?
- Você é meu nome, meu nome é espelho, espelho o quê? Espelho Você?
- Você é meu amigo, diante da minha presença, que espelha o que sou?
- Sou simplesmente, a imagem do rosto do Sol invadindo o quarto pela fresta da janela de mais uma manhã sozinha.
- Você, que é a minha cara surpresa, de um novo dia, responderia se o meu futuro reserva um lugar à minha, sua sombra?
- Antes de teu futuro em minha sombra, terás a sombra de não sei o quê, e não sei se a sombras te darão futuro.
- Se a sombra do meu futuro, e seu, me dará sobras da sombra alheia, ou não, não sei, mas que Sol brilhará, no espelho, e assim me ajoelho, espero.
- E brilha o Sol no espelho, mostrando tua imagem, espelhadamente inconsistente, banhada de duvidas, e por fim nos abraçaremos, eu, futuro, e tu... e tu quem és?
- Sou a face da sua vida. Sou a vida na sua face. Sou o seu brilho aqui refletido.
- És um Brilho apagado, és a vida entrelaçada à nossa morte. Vida esta, que resiste agonizante por um simples sinal de uma saudade de algo que ainda não conhecemos.
- Há sempre sinais de vida na futura morte. Eterna, externa, resistente à própria fatalidade.
- Há sempre sinais de morte no presente medo. É tudo medo! É sempre o medo de não haver vida nas fatalidades.
- Há sempre sinais de esperança no medo de não haver futuro, há sempre o medo de se perder as forças no meio do caminho.
- Há sempre caminhos, mas há sempre o medo de não haver amor no final do percurso.
- Há sempre um perguntando qual o caminho para a paz, e há sempre um respondendo que a paz é o caminho.
- Há sempre uma verdade, mas a pressa para alcançá-la sempre mente.
- Sempre existe um nunca, para o qual nunca desistimos sempre.
- Haverá sempre ambigüidade. E será que sempre teremos que escolher a resposta mais justa, ou a mais emocionada?
- Sempre teremos de nos perguntar, e escrever entre o bem e o mal.
- Sempre teremos que escrever enquanto só sabemos desenhar, como crianças com um pedaço de tijolo de construção que rabisca a rua depois da chuva de verão?
- E sempre teremos que construir, com o lápis da vivência, a obra-prima de existir? Espero que sim.
- Pois a vida é uma redação de exame do ensino-médio, mas a escreveremos como poesia de amor, e a ilustraremos, como os mais distantes sonhos, e as mais sinceras emoções.
- Romancearemos a tragédia, encenaremos o que temos, colocaremo-nos à prova da trova do destino que nos reserva ao fim em não nos preservar.
- Bailaremos sozinhos, as valsas tristes, mas com um sorriso no rosto pintaremos as lagrimas vazias, com amarelo, azul ou até mesmo o vermelho. Ainda que sozinhos estaremos acompanhados por nossas poesias, por nossa arte.
- Como a chuva tem o seu prisma, a cisma solar irrompe sobre os pensamentos nublados, na dança das nossas escolhas, na nossa trilha de sons e rumos.
- Desenharemos com palavras, e escreveremos com sentimentos gritantes. Faremos das noites os dias mais claros, e o Sol será mais um amigo, mais um mensageiro da paz, que apenas imitará a meus raros e sinceros sorrisos poeticamente inexistentes.
- Poesia é risco, no céu ou na terra, no caderno ou na lápide.
- Pois o mundo foi feito por algum poeta, que andava triste, ou desiludido por algum amor infiel, e resolveu chorar pra criar mares maiores que as terras, e desenhou e pintou, e ao fim resolveu escrever mais uma poesia, e a intitulou Vida.
- Esse poeta, criador, nos deu a chance, sem nos condenar, de nos descobrir como somos.
- E descobrimos que somos também criadores, poetas, artistas, palhaços. Com um caderno antigo chamado vida, e na mão uma pena que ainda pinga a tinta de nossas vivências, pena esta chamada amor.

(Poesia escrita em conjunto ao meu amigo João Victor Tavares Sampaio.)

Foto de Sempre-Viva

Maiúsculas

Maiúsculas
(extraído do Manual de Redação da PUCRS)

A letra maiúscula é um recurso gráfico utilizado para dois propósitos: assinalar o início do período (em oposição ao ponto final, que o encerra) e dar destaque a uma palavra, seja ela um substantivo próprio ou não. Uma vez alfabetizados, não temos dificuldade em utilizar a maiúscula para o primeiro propósito, mas temos dúvidas freqüentes sobre quando dar ou não destaque à palavra.

O Formulário Ortográfico de 1943, que rege a matéria, não foi suficiente explícito quanto ao estabelecimento de normas.
Além do mais, dá margem à flexibilidade, quando permite o uso de inicial maiúscula por "especial relevo", por "deferência, consideração, respeito", quando "se queira realçar", ou na designação de "alto conceito", "altos cargos, dignidades ou postos." Assim, sempre se poderia justificar o uso de maiúsculas pela "ênfase" ou "destaque".

O que se observa hoje em dia são as seguintes tendências:

1. As grandes companhias jornalísticas criam, para vários casos, normas próprias e acabam criando uma tendência.
2. O emprego de maiúsculas em excesso, os negritos, os sublinhados ou os destaques estão caindo de moda, já que "poluem" o texto.
3. A tendência é, pois, a seguinte:
- mais formalidade, mais deferência, mais ênfase: maiúscula;
- mais modernidade, menos "poluição" gráfica, mais simplicidade: minúscula.

Nunca se pode esquecer, no entanto, da regra taxativa que preceitua o emprego obrigatório de letra inicial maiúscula nos substantivos próprios de qualquer natureza.

Quando devo usar maiúscula, obrigatoriamente?

1. No início de período ou citação.
Exemplos:
- Ao longo de sua existência, a PUCRS atingiu uma posição de destaque entre as instituições de ensino superior mais conceituadas do Brasil.
- O Ir. Norberto Francisco Rauch, reitor da PUCRS, declarou, ao lançar o Plano Estratégico da PUCRS 2001-2010: "A aspiração da PUCRS é tornar-se referência pela relevância de suas pesquisas e excelência de seus cursos e serviços, conforme descrito na sua Visão de Futuro."

Observação: Se, depois dos dois pontos, vier um simples desdobramento da frase ou uma enumeração (e não uma citação direta), a palavra começará com minúscula. Exemplo: O contexto do ensino superior brasileiro apresenta, entre outras, as seguintes grandes tendências: expansão acelerada e interiorização de ensino superior, consolidação da pós-graduação e melhoria da qualificação do corpo docente.

2. Nas datas oficiais e nomes de fatos ou épocas históricas, de festas religiosas, de atos solenes e de grandes empreendimentos públicos ou institucionais.

Exemplos: Sete de Setembro, Quinze de Novembro, Ano Novo, Idade Média, Era Cristã, Antigüidade, Sexta-Feira Santa, Dia das Mães, Dia do Professor, Natal, Confraternização Universal, Corpus Christi, Finados.

Observação: empregue letra minúscula em casos como os seguintes: era espacial, era nuclear, era pré-industrial, etc.

3. Nos títulos de livros, teses, dissertações, monografias, jornais, revistas, artigos, filmes, peças, músicas, telas, etc.

Observação: escrevem-se com inicial minúscula os artigos, as preposições, as conjunções e os advérbios desses títulos.

Exemplos: O Catecismo ao Alcance de Todos, Pilares da PUCRS, O Racional e o Mitológico em Wittgenstein, Os Sentidos da Justiça em Aristóteles, Introdução a Estudos de Fonologia do Português Brasileiro.

4. Nos nomes dos pontos cardeais e dos colaterais quando indicam as grandes regiões do Brasil e do mundo.

Exemplos: Sul, Nordeste, Leste Europeu, Oriente Médio,etc.

Observação: Quando designam direções ou quando se empregam como adjetivo, escrevem-se com inicial minúscula: o nordeste do Rio Grande do Sul; percorreu o Brasil de norte a sul, de leste a oeste; o sudoeste de Santa Catarina; vento norte; litoral sul; zona leste, etc.

5. Nos nomes de disciplinas de um currículo ou de um exame.

Exemplos: Introdução à Bíblia, Teologia Moral V, Língua Portuguesa I, Filosofia II, História da Psicologia, Matemática B, Cirurgia IV, Mecânica Geral,etc.

6. Nos ramos do conhecimento humano, quando tomados em sua dimensão mais ampla:

Exemplos: a Ética, a Lingüística, a Filosofia, a Medicina, a Aeronaútica, etc.

7. Nos nomes dos corpos celestes.

Exemplos: Terra, Sol, Lua, Via-Láctea, Saturno, etc.

8. Nos nomes de leis, decretos, atos ou diplomas oficiais.

Exemplos: Decreto Federal nº 25. 794; Portaria nº 1054, de 17-9-1998; Lei dos Direitos Autorais nº 9.609; Parecer nº 03/00; Sessão nº 01/00; Resolução 3/87 CFE, etc.

9. Em todos os elementos de um nome próprio composto, unidos por hífen.

Exemplos: Pró-Reitoria de Ensino e Graduação, Pós-Graduação em Finanças, etc.

10. Nos nomes de eventos (cursos, palestras, conferências, simpósios, feiras, festas, exposições, etc.).

Exemplos: Simpósio Internacional de Epilepsia; Jornada Paulista de Radiologia; II Congresso Gaúcho de Educação Médica; Técnicas de Ventilação em Neonatologia, etc.

11. Nos nomes de diversos setores de uma administração ou instituição.

Exemplos: Reitoria, Pró-Reitoria de Administração, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, Pró-Reitoria de Extensão Universitária, Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários, Gabinete da Reitoria, Assessoria Jurídica, Assessoria de Comunicação Social, Gerência de Web, Conselho Departamental, Departamento de Jornalismo, Centro de Pastoral Universitária, etc.

Observação: Na designação das profissões e dos ocupantes de cargo (presidente, vice, ministro, senador, deputado, secretário, prefeito, vereador, papa, arcebispo, cardeal, princesa, rei, rainha, diretor, coordenador, advogado, professor, engenheiro, reitor, pró-reitor, etc) empregue-se letra minúscula, apesar de a norma oficial determinar maiúscula para os "altos cargos, dignidades ou postos". Exemplos: reitor, vice-reitor, pró-reitor, chefe de gabinete, assessor, diretor, vice-diretor, coordenador, professor, etc.

12. Nos nomes comuns, quando personificados ou individualizados.

Exemplos: O Estado (Rio Grande do Sul), o País, a Nação (o Brasil), etc.

13. Nos pronomes de tratamento e nas suas abreviaturas.

Exemplos: Vossa Excelência, Vossa Senhoria, Senhor, Senhora, Dom, Dona, V. Exa., V. Sa., etc.

14. Nos acidentes geográficos e sua denominação.

Exemplos: Rio das Antas, Rio Taquari, Serra do Mar, Golfo Pérsico, Cabo da Boa Esperança, Lagoa dos Quadros, Oceano Atlântico.

Observação: Segundo a norma oficial, escrevem-se com minúsculas: rio Taquari, monte Everest, etc. Acontece, no entanto, que tal procedimento poderá trazer confusão quando o acidente geográfico faz parte integrante, indissociável do nome próprio: Mar Morto, Mar Vermelho, Trópico de Câncer, Hemisfério Sul, etc. Se a opção for sempre pela maiúscula, a grafia, neste caso, ficará mais fácil.

15. Nos nomes de logradouros públicos (avenida, ruas, travessas, praças, pontes, viadutos, etc.).

Exemplos: Avenida Farrapos, Rua Vicente da Fontoura, Travessa Fonte da Saúde, Parque Farroupilha, Praça São Sebastião, Praça Dom Feliciano, etc.

Saiba Mais

Que letra empregar no início de itens de um texto, depois de dois-pontos?
Há, na verdade, três opções:
• Iniciar cada item com letra minúscula e terminar com ponto-e-vírgula, com exceção do último item, que acaba com ponto final.

"Art. 4 - Constituída pela comunidade de professores, funcionários e alunos, a Universidade tem por finalidades:
I. manter e desenvolver a educação, o ensino, a pesquisa e a extensão em padrões de elevada qualidades;
II. formar profissionais competentes nas diferentes áreas do conhecimento, cônscios da responsabilidade e do compromisso social como cidadãos;
III. promover o desenvolvimento científico-tecnológico, econômico, social, artístico, cultural da pessoa humana, tendo como referencial os valores cristãos;
IV. estender à comunidade as atividades universitárias, com vistas à elevação do nível sócio-econômico-cultural."
• Iniciar cada item com maiúscula ou minúscula e terminar sempre com ponto final.
Exemplo:

"Algumas dicas podem ser úteis para o tratamento de paciente violento:
1. Não brigue com o paciente, respondendo com raiva ou, por outro lado, sendo condescendente. Demonstre firmeza sem ser rude.
2. Não toque o paciente ou o assunte, nem o aborde subidamente sem aviso (...)".

FRITSCHER, Carlos Cezar et al. Manual de urgências médicas.Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002, p. 521.

• Iniciar cada item com minúscula ou maiúscula e terminar sem nenhuma pontuação.
Exemplo:

"As manifestações clínicas usualmente encontradas na insuficiência respiratória aguda (IRA) são:
- Dispnéia
- Dificuldade em articular frases ou palavras
- Cianose periférica ou central
- Confusão mental (...)"

FRITSCHER, Carlos Cezar et al. Manual de urgências médicas.Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002, p. 468.

Foto de Osmar Fernandes

Que amor é esse?

Eu te amei de um jeito tão puro, tão lindo, que não se pode explicar... Virei meu mundo do avesso para viver esse amor. Deixei minha vida para viver a tua. Deixei os meus sonhos para viver os teus. Tudo o que fiz, foi por amor verdadeiro. Mas, foste embora, partiste, e me deixaste tão só, infeliz.
Que amor é esse, que, por uma briga banal, vai embora sem dizer adeus? Tantos anos de amor jogados no lixo da solidão. Não pensaste em mim, nem nos filhos; em nada. Foste embora, e agora, voltas arrependida, pedindo perdão.
Tarde demais meu bem! A fila andou... O mundo deu voltas, a solidão passou, a tristeza foi embora... O meu amor não morreu, mas o joguei ao vento e o vento levou... Não adianta chorar, nem lamentar; tudo acabou.
A vida é assim, segue seu rumo, trilha nova estrada... Perdoar é um ato de amor... Mas, nesse caso, foi desrespeito, e isso, não tem perdão. O tempo é o senhor da sabedoria, é o remédio da frustração, da agonia; desperta a razão.
Nosso casamento não existe mais. Terminou. Já pedi divórcio... Estou curado de ti. Tu quiseste assim. Sigas teu caminho e deixa-me em paz. Tudo na vida passa. Um relacionamento se finda, inicia-se outro... Eu te amei demasiadamente, mas descobri que me amo muito mais... Anulei os meus sonhos para viver os teus... Agora chega! Basta! Vou me dar o valor que mereço... Nossa história foi a redação perfeita, teve começo, meio e fim.
Cada um paga o preço de sua atitude. Vivemos tantos temporais, mas ninguém nunca havia abandonado o barco... Que sejas feliz na tua nova empreitada. Que Deus te abençoe!
Agora, por favor, vás embora! Preciso me arrumar para sair com a minha namorada.

Respeite os direitos autorais

Prof. Osmar Soares Fernandes

Foto de fernando gromiko

Sou a imagem refletida de mim mesmo

Baseado em uma questão que assombra a humanidade desde o inicio dos tempos, é que escrevo esta redação, pois é de nossa natureza a curiosidade, a questão a qual me refiro é: Quem somos nós? No entanto não irei responder a tão desafiadora questão, mas sim tentarei ao menos explicar, ou ainda entender, quem sou eu.
Dizer quem sou eu não é simplesmente dizer qual meu nome, data de nascimento ou ainda apresentar o número do meu RG. Pois o nome não revela, nem demonstra quem realmente somos o nome é apenas uma forma de chamar um ser, lhe excluindo a essência... A essência que é, o que realmente importa, torna-se obsoleta, quando definimos alguém por simples caracteres, como Fernando Gromiko.
Eu sou em termos gerais a imperfeição mais perfeita que existe, um erro tão necessário quanto o próprio ar, sou o nada de um todo, talvez eu seja, a salvação da humanidade, ou ainda o ceifador dela, talvez seja apenas mais um, apenas mais um mero mortal disfuncional, um ser que apenas existe, no entanto creio que o que vale é o que quero ser, pois somos e sou o que quero fazer com que os outros pensem que sou, e quero que os outros pensem que sou alguém que tem um papel, de suma importância, mesmo que não saiba dizer qual. Talvez agora o meu papel para a sociedade, para o mundo em geral seja apenas uma lacuna, entretanto creio, que neste mundo tão paradoxal a verdadeira função de um ser é a ele apresentado na hora certa, o difícil é saber qual é a hora certa, mas por incrível que pareça todos sabem quando ela chega.
Considerando que todo ser, tenha seu papel, exemplo Jesus, segundo a crença Ele salvou a humanidade, teoricamente temos antagonicamente a Ele, Adolf Hitler, no entanto se esquecermos o que o Primeiro ou o segundo fez, e os considerarmos apenas como seres humanos, seria correto afirmar que ambos nasceram predestinados a fazerem o que fizeram, ou em algum momento de suas vidas tiveram a oportunidade de efetuarem, executarem papeis diferentes? Por exemplo, papéis inversos? As respostas que lhes dou, é Sim ambos em algum momento de suas vidas decidiram seguir em frente e fazer o que achavam ser certo. Porque se considerássemos que eles estavam predestinados, não seria correto de nossa parte julgar e afirmar que Jesus fez o correto e que Hitler foi o louco, pois ambos não tinham escolhas, estavam destinados a fazer o que fizeram, logo não teríamos o direito de dizer que um foi herói e o outro um inimigo, afinal não fazia parte do seu ser, o direito de escolha.
Enfim o que caracteriza quem sou, e qual o meu papel, é o que eu posso fazer para melhorar, piorar ou ate mesmo destruir o mundo no qual vivo, e estas características são optativas, ou seja, são escolhas que em algum momento de minha vida terei que fazer, e em algum momento quando me perguntarem: Quem é você? Responderei: “Eu sou, a escolha que fiz”.

Foto de Graciele Gessner

Aprendendo a Segunda Língua. (Graciele_Gessner)

Sinceramente, achei ridículo este acordo de “melhora” ortográfica. Já me contento por não terem mexido na gramática. Eliminem a trema definitivamente, coloquem RR e SS no lugar do hífen, retirem as acentuações em algumas palavras e tantas outras. Como gostam de complicar!

Ao invés de simplificar, deveriam ter acabado com a acentuação em todas as palavras. Nosso português já não tem mais as mesmas características, já perdeu a sua particularidade brasileira. Já reparou nas novas regras do hífen? Já constatou que não se acentuam palavras paroxítonas terminadas em “o” duplo? Observou que não se usará mais o acento circunflexo na terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos? Eu já reparei e fiquei aterrorizada. E você? Enfim, está declarada a bagunça ortográfica na Língua Portuguesa.

Veja bem! Não estou aqui me promovendo, mas sim, expondo a minha opinião. O acordo ortográfico está assinado e aprovado, precisamos nos adaptar. Já não gostei da “ideia” de não levar o seu devido acento agudo. Teremos que tomar cuidado quanto ao acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas que também foram abolidas. Precisamos é reaprender, ou melhor, aprender a segunda língua.

Não estou generalizando, mas convenhamos, para quem tem o hábito de escrever já sentiu na pele a mudança. A transformação é tamanha, que ainda há dúvidas em muitas novas regras propostas. A escrita não é mais familiar, tornou-se algo desafiador.

A única boa novidade nessa declarada bagunça, é a unificação da língua. E espero que isso não vire marmelada, que seja realmente praticada. Quem vai ganhar com tudo isso são as editoras na hora de reimprimir os livros com a nova ortografia. (“Que inveja!”).

O grande desafio será igual à matemática, teremos que praticar; será preciso ler muito mais e nos empenhar.

É claro que eu já estou correndo atrás para saber o que mudou, mas o que falar daqueles que não estão nem um pouco preocupados? Será maravilhoso fazer uma entrevista de emprego e solicitar uma redação como forma de classificação e constatar os erros ortográficos.

Então? Vamos aprender a segunda língua?

Boa leitura! Bom aprendizado!

03.01.2009

Escrito por Graciele Gessner.

* Se copiar, favor divulgar a autoria. Obrigada!

Foto de Anjo Gc

Os professores da vida

A vida não é simplesmente busca as magias, mais sim busca as realidades da vida.
Temos nossas vidas profissionais, onde temos que aprender com os professores onde aprendemos:
A fazer cálculos
Onde descobrimos a raiz quadrada de grandes números.
Onde fazemos teorias
Praticamos a ciências
Vivendo na historia
Reagindo na geografia
Relacionamos-se com a biologia
Descobrimos a química
Saboreamos a língua Portuguesa.
Damos sempre atenção ao mundo!
Onde:
Quebramos a cabeça
Com problemas de trabalho
Com estudos
E assuntos de provas.
E acabamos esquecendo de nossas vidas sociais.
Não ligamos e sempre deixamos o tempo passar?
Às vezes se preocupamos em aprender:
O que a escola tem a ensinar!
O que os patrões têm a explicar!
Mais não lembramos?
Que dentro da vida existe uma escola onde devemos aprender com nossos erros,
Onde vivemos em situações, difícil e sempre deixamos passar como um barco que segue ritmo de sua meta.
Fico pensando se busco realmente a realidade da vida!
As vezes acreditamos em querer voar?
Mais sentia em segura!
Então aprendo que na vida temos que crescer!
Não só vivendo na vida profissional e sim na vida social.
Então pela manhã, o sol sempre me acordava! E eu nunca ligava.
Apenas acordava apressada e com medo de se atrasar na escola ou no trabalho.
Mais quando um dia resolvi cai em mim!
Então senti algo de bonito a me tocar, e um brilho a iluminar o meu sorriso.
Parecesse que tivesse nascido novamente!
Em viver a vida intensamente.
Ao anoitecer a lua brilhava como nunca!
E para minha surpresa descobri a magia que só sentir naquele dia.
Parecia realmente um sonho, onde sentir a vida, viver a vida descobri a vida.
Fosse uma experiência de química!
Que em calculo, não sei da resultado, não sei demonstra. Mais pode perceber a importância de viver cada segundo!
De se apaixonar por mim a cada hora.
A surpresa de mim descobri, foi um encanto de se encantar, e não possuir rivais e nem uma duvida na minha alma.
Sentir que tinha aberto a chave que prendia minha alma, e foi libertada pelo poder do amor.
Onde descobri que viver a vida social é praticar um exercício na alma.
Onde transmite a força que o sonho sempre a fazer planos para o futuro.
Parei diante da vida, fiquei a imaginar:
Doces de algodão doce
Picolé
Balas
Pipocas
Imaginei vivendo como uma criança, que realmente senti a vida doce.
E fazer cada sorriso crescer, a procurar de um amanhecer.
Então ao chegar na escola a profª foi logo pedindo uma redação dos sentimentos, desejos, planos e conhecimentos.
Então fiquei logo a pensar!
E fiz a redação da pratica?
Onde escrevi dizendo:
Praticar a vida é um conforto de se entender comigo mesmo.
Imaginar e querer subi, é o sinal que a vida te ensina a crescer.
Sentimentos é a companhia do meu silencio!
Em certos tempos passo agiam como um bebê.
A se comporta como um bebê.
Então os anos passam?
E passo a viver como uma criança
A sorrir que nem uma criança.
O tempo passou e passei a ser adolescente
A sentir adolescente
A viver como adolescente.
O tempo voou, passei a se preocupar com a vida.
A viver como mulher
Chorar como mulher.
Sofrer que nem uma mulher.
Ficando ausente do destino, se comunicando com telepatia e descrevendo as confidências dos meus caminhos.
Fiquei me envolvendo na vida!
Onde acalmavam o desespero e deixavam o vento a soprar para o lado da
felicidade.
Então descobri que deixei de ser menina e hoje sou uma incrível mulher.
Deixei de brincar com pedaços de bonecas!
E aprendir a brincar de ter a amor a vida.
Deixei de ser a mocinha!
Por virar a mulherzinha.
Deixei de pratica a escola!
Por compreender o que é a vida.
Ficavam em desespero em saber que logo, logo irei voar.
Sentindo o sorriso de uma criança que sempre me veio na lembrança.
Hoje sabendo que 15 anos se passou, e para a vida os meus sonhos me levou.
Ao entender que o coração passou a se apaixonar e seja preciso de eu namorar.
Ao ficar confusa, rebatia tontura que queria me atormenta.
Ao entender e descobri que não é preciso querer aprender sobre:
Ciências, matemática, geografia, historia, E.D.G, química, física, biologia, sociologia, redação, artes, e religião enfim as disciplina que participa da nossa vida profissional e sim aprender com nossas vidas sociais e fazer cada dia uma mensagem de
Otimismo um instante mágico e um momento marcante para essa vida. E fazer a historia de erros e acertos, dificuldades em um aprendizado.
Pois tudo que passamos não é um terremoto que passou, e nos caímos em
Seguida sentimos o fracasso.
E sim é um aprendizado que crescemos e a amadurecemos para a vida e
Desfrutamos o sabor que a vida nos dar.
Ao fazer essa caminhada na vida, fiquei a saborear o gosto dos problemas e pode
Apreciar o quanto aprendi e tenho que aprender com a vida, afinal o mundo é meu professor.
Nunca esqueço o sentido de viver e ficar a se encantar por saber que é
Caindo que aprendo a levantar.
É perdendo que aprendo a vencer!
É descendo os degraus, que aprendo a voar!
É errando que sei superar.
Afinal é jogando que sei viver.
Nada melhor do que escrever e dizer que nessa vida aprendemos as dificuldades e os desafios.
Fazendo nós crescer e voar logo que o dia amanhecer e saber que venci só para crescer.
O mundo é minha escola!
E foi assim que fiz a redação em saber o que é realmente a vida.

Foto de Drica Chaves

O Amor Existe

No ar perfumado da grande floresta
Nos cânticos românticos
Descobri que o amor existe,
Sim, um dia na floresta, debaixo de uma árvore bonita e ouvindo um velho rádio de pilha, mas ouvindo as canções; descobri que o amor existe.
E pousou na minha memória
- o amor inocente -
Um amor de todos nós.
E passarinhos no ar, ao som de uma leve melodia alegraram-me com minha descoberta:
- Uma descoberta bonita! -
Que todos nós nos amemos,
Pois o Amor existe!

Drica Chaves.

Direitos autorais reservados.

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Fiz este poema quando cursava a 7ª série do Ensino Fundamental.
Uma das questões de uma Prova de Redação era fazer uma composição sobre o tema"Amor". E assim ele nasceu...

Foto de KarlaBardanza

Etc e Tal

Quero poetizar borboletando.
Silenciar falando.
Iniciar terminando.
Quero um rumo em mim mesma,
uma resma de flores de papel,
todas as luas do teu céu.
Quero o caminho do meio,
pousar meus medos no teu seio
e me deixar levar pelo que creio.
Quero a complexidade do haicai,
a completude que não se esvai,
esse amor que me atrai.
Quero medir a água do mar,
encher um balde pra nadar,
fazer dessa linha um lar.
Quero uma redação coesa,
teu amor sem luzes acesas,
me prender e não estar presa.
Quero os cantos do teu encanto,
beijar-te em qualquer canto,
te cantar enquanto canto.
Quero essa coisa paradoxal...
o etc e tal...
que te faz mágica e fenomenal.

Karla Bardanza

Foto de Fernanda Queiroz

Conto Uma tarde de Domingo

A Arte da Escrita será o tópico do encontro dos poetas, figurando como uma oficina de redação.

Bom a idéia já vem de longe, acredito que será tão importante quanto agradável nos exercitar em conjunto uma idéia, segmentada por mentes diferentes em construção de textos que poderão vir a ser contos, até mesmo editados.

Escrever não é difícil, mas também não é tão fácil, queremos através deste, justamente resgatar a ampliar o dom já existente em cada um dos poetas de Poemas de Amor.

Vamos começar com Contos.
Um Conto é mais difícil de escrever que uma novela, isto porque em um determinado espaço ele tem que se desenrolar com principio meio e fim, isto é dando a idéia inicial a qual seguida de uma narrativa que finaliza o enredo, então poderemos dizer que ele tem três partes.

Aqui neste exemplo vamos usar um dos temas sugeridos no V Concurso.

Uma tarde de Domingo.

Lendo o título podemos pensar em: Apartamento -Visitas – Impacto – Praça – Animais – Sorvete – Obstáculo – Jardim - Flores -De 3 a 5 Personagens

Então já temos as palavras que irão nos auxiliar nesta construção de texto.

Agora faremos um exemplo de narrativa: Narrar é como escrever olhando para os lados, observando todos os pormenores que podemos explorar na palavra a ser trabalhada, como por exemplo.
Uma praça, esta pode ser: Grande, arborizada, florida, iluminada, escura, abandonada, solitária, etc.

Baseando nestas informações podemos construir um parágrafo, o que daria origem a um conto narrativo.

Uma tarde de Domingo

Ao atravessar a rua, fazia um enorme esforço para não pisar nas poças ali deixadas pelo temporal que caíra, o tempo ainda estava úmido deixando a ruela mal iluminada mais soturna que realmente era. Andei mais depressa, queria chegar logo a enorme Praça que ficava a duas quadras do meu apartamento.

Um carro que passava sentido contrário iluminou com teus faróis a pequena distância, foi com grande alívio que pude sentir o delicioso aroma de jasmim, decididamente há três anos atrás, foi exatamente este aroma que me fez optar pela compra do meu sonhado apartamento.

Nascida e criada na zona rural, o que mais sentia falta era do contato com a natureza, a Praça dos Jasmins, era como se fosse a extensão de minha casa, era lá que eu passava grande parte do dia, entre frondosas árvores ou debaixo do solitário caramanchão, onde podia abrir minha cesta e tricô, recostada na pilastra de pedras polidas.

Balançando minha inseparável capa de chuva, pisando no meio fio para fugir, da lama que se acumulavam ao redor do passeio, mostrando claro desleixo das autoridades locais em manter os devidos cuidados sanitários ao município, entrei a direita, mesmo sabendo que era o caminho mais longo, mas certamente o mais agradável, pois passaria pela fonte onde os jasmins floriam em maior profusão.

Passo a continuidade a poeta Izaura Dias.

Obrigada Iza.

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