Sempre

Foto de MIRZA

À espera do fim

Cada parte de mim é dor, cada parte de mim é lamento
A angústia me toma por refém, ameaçando minha lucidez
Cada parte do meu ser é você, causa mor do meu sofrimento
As horas passam e me reduzo a nada no todo de sua ausência
Tomei consciência do fim, agora sei que não tem mais volta
Sou obrigada a matar meus sonhos, te tirar da minha mente
Acabar com mais da metade de mim que é toda você
Sepultar para sempre esse relacionamento intermitente
Partir do princípio de que agora tudo acabou
Tolo coração, que se entrega e acredita! Merece a desilusão!
Sangrará sua dor sozinho, sem amparo e sem ninguém
Morrerá em meu peito ao provar o veneno da decepção
Pagará o preço alto (e justo!) por amar o impossível
Retorno ao abandono,a luz no fim do túnel se apagou...
O breu me envolve, fez-se noite eterna em meu viver
Suplico aos deuses que me levem e acabem com essa dor
Trancada em meu quarto procuro a paz que não tenho
Sonhei demais e perdi minha vida em busca do amor
Hoje meu caminho não me leva a lugar algum
E nada quero além de você... nada espero além do fim

Foto de pardal

lagrimas

Nada nos deixa mais frustrados,
Que ver a pessoa amada em planto
Sua desmotivação é minha ruína
E eu incapaz de conversar contigo
Sua dor me coroe

Pior que a morte
É ver que ama chorando
Pior que uma tortura é ver
O desespero nos seus olhos
E por pura falta do que disser
Ou até mesmo não saber o que disser
Fiquei calado

Quando precisei de ti você esteve lá
E quando precisou de mim
Apenas abaixei a cabeça

O pior de tudo isso
É alem de não te ter ao meu lado
É saber que eu fui um incapaz
Estou sentindo suas dores
Choro em saber que tu estas triste

De todas as coisas que me aconteceram
Você foi a melhor
E hoje descobri
Amo você mais que tudo nessa vida
De tal modo que,
Faria qualquer coisa para tirar essa lagrima do teu rosto

Queria eu ser aqueles príncipes
Dos contos de fadas
Belos e sempre protegendo a pessoa amada
Mais pelo contrario não fui capaz
De te proteger e cá estou
Chorando por te ver chorar

Foto de Smacc

Em memoria de dois amigos

Zé Domingos...
Adeus meu amigo
tua subita doença nos feriu
e Deus levou-te consigo
levou-te
da tua mulher da tua filha
dos teus pais dos teus amigos
nós te amava-mos mesmo estando longe
amava-mos-te
sentiamos que estavas sempre ali
com o teu sorriso
a tua alegria de viver
e agora os gritos de dor
as lagrimas de odio
e dor
no meu coraçao
na minha humilde existencia
vão ficar para sempre
tal como ainda estao essas mesmas lágrimas
esses mesmos gritos que ha tempo
ainda não muito tempo
partilhamos quando ele nos levou
o teu irmao João
quero que saibam
que nunca vos vou esquecer
vão estar sempre dentro do meu coração
e peço a Deus
a esse mesmo Deus que vos chamou
que olhe por vós e vos proteja
quanto a nós....
Até um dia
havemos de nos encontrar e voçes dois
estaram la a Seu lado
para nos receber
um beijo
um grande beijo
daqueles bem do fundo do meu coração
para ti Zé
e para ti João
até sempre

Foto de amasol

Turbilhão de emoções

Confusão de pensamentos
Desorientação espacial
Estaria vivendo aquela mulher
Na Insanidade...
Ou jogada a um turbilhão de emoções contraditórias

Escutara sua própria voz gritando
Fuja...saia... enquanto há tempo

Mãos puxavam-na para uma possível salvação

Não...Não estava louca
Nunca o fora...

Precisa sair, ruir o passado
Corajosamente no presente
Continuar a ser o que sempre fora

Normal...

Foto de Zedio Alvarez

Identidade Poética

As minhas rimas são iguais as tuas
A literatura abastece o meu coração
Sempre quando vejo tua poesia toda nua

O sol voltou a brilhar junto com a alegria
Quero viver esse momento de outrora
Vamos curtir tudo que puder agora

Foto de angela lugo

Os poetas

Dizem que todos os seres na terra
Tem um anjo para iluminá-los
Os poetas são privilegiados
Pois não tem apenas um...
E sim vários em sua vida.
Um que está sempre a inspirá-lo
E centenas deles que estão a lê-los
Poetas vocês são como raios de luz
Na vida das pessoas que quando lêem
Emocionam-se com vossas palavras
Até aqueles que esqueceram de como é...
Maravilhoso sonhar!
Em prosas, versos, sonetos e poemas...
Demonstram vossa inspiração
Sempre escrevendo como ainda é possível
As vivencias de um grande amor
Suas conquistas e até mesmo...
Como esquecer mesmo que seja pela dor
Um grande amor que passou por suas vidas
Entre caminhos pedregosos deixando a dor
Cantam quando a voz se cala ao amor
Contam que ainda é possível...
Ouvir as melodias das águas
Ver a claridade do sol a iluminar
A beleza do céu numa noite escura
As luzes das estrelas que cintilam
Lembrando uma imensa árvore de Natal
As fases da lua com sua beleza singela
Os mares que sussurram ao entardecer
Com suas ondas espumantes e borbulhantes
E que ainda é possível sonhar... Amar
Enquanto ainda existe vida em cada coração
Escrevem também sobre confraternização
De amigos que perto ou longe...
Sempre serão nossos amigos
E nada melhor que uma data histórica
Como o Natal... Para aquecer nossos corações
E nos lembrar... O quanto o amor é importante
Na vida de todos nós...
A paz que tanto procuramos e que está...
Bem dentro dos nossos corações!
Poetas não deixem nunca de sonhar
Não deixem suas inspirações passarem
Para que cada ser nesta terra ainda possa lembrar...
De sonhar... De amar... E da felicidade encontrar
É só sondar vossos corações que tudo encontrará
Muitas vezes não precisamos muito caminhar
Está diante de nossos próprios olhos
Tudo que precisamos para sermos felizes

( Dedico a todos os poetas que vivem de suas inspirações, fazendo todos sonharem com vossas palavras)

Foto de Jorgejb

E de um poema, nasceu…

Foram muitas as palavras, trocámos poemas e comentários, avolumou-se a caixa postal. Cada vez, as palavras faziam mais sentido, olhava cada frase, cada poema e só sabia que todos os dias, ia querendo mais e mais. O gosto da cumplicidade preenchia os nossos tempos, e percebemos que tínhamos criado algo único e pessoal onde só nós podíamos entrar, como os cantos secretos dos adolescentes, onde o mistério e o segredo animam cada fracção do nosso corpo. Tremia só de pensar nela, percebia nas palavras dela, a mesma intimidade, a mesma necessidade de algo diferente e especial, que só cada um de nós podia dar ao outro.
Um dia acabamos por ir mais longe, trocamos telefones e e-mail, soubemos como era o aspecto físico um do outro (como se isso interessasse), e combinámos encontrar-nos. O medo e a ansiedade iam tomando conta de mim, já sabia quem eras, quanto esse teu coração podia entregar, a profunda sensibilidade que criavas em cada poema, a forma como sentias a vida. Decidi abandonar-me a esta paixão, nascida da emoção das palavras, sem qualquer destino, sem qualquer certeza. Apenas como se o mundo fosse um recanto ingénuo, onde nos faríamos felizes, para além de qualquer coisa. Decidimos encontrar-nos.
Olhei-te demoradamente, como se já te conhecesse, como se o teu olhar estivesse para além de ti, da tua forma, da tua roupa. Pousei meus olhos nos teus lábios, segurei tuas mãos, sentindo nelas a força da tua escrita, e quis meu peito contra o teu, como se já fosses minha e te abandonasses sem receios.
A verdade de um beijo formal e um “como estás?”, parecia não fazer parte do nosso quadro, mas foi assim que aconteceu. Procurámos uma esplanada, agradecendo a mesa que nos dava a distância suficiente a nos entendermos, e tentámos começar a conversa, que no nosso canto era tão fácil e fluida. Percebemos rapidamente o nosso embaraço. O nosso desejo contido pela formalidade física, as nossas limitações do outro lado da vida. Formais e inquietos, entregávamos sorrisos tímidos, perguntas esbarravam com os tiques nervosos – tu meneavas o cabelo, eu arrependia-me quanto podia, de ter deixado de fumar.
Acabámos por começar a conversa, acerca do teu poema que escolheras não sei para onde, o tal que me pediras ajuda. E depois foram conversas sobre mais um e mais outro, a vida começava a fazer sentido outra vez. Perdemo-nos nas horas, nos compromissos, fomos papel e caneta, escrita a dois, poemas inventados, a felicidade de nos termos, e por fim um poema em cima da mesa, que copiaste numa letra soberba e me entregaste. Já não sei se nos despedimos ou ficamos, se nos beijamos ou nos amámos.
Essas são as memórias que o nosso canto irá guardar para sempre, como nós dois guardámos esse poema que só nós, sabemos dizer de cor.

Foto de Jorgejb

E de um poema nasceu 2

Deixou um poema em cima da mesa e saiu. Sabia que ela, ao sentir o frio do outro lado da cama, saltaria pronta, procurando onde tinham feito amor, a mesa nua e fria, ainda quente do seu corpo, sulcos de si própria espalhados nela, e assim, perceberia a folha cheia, acolhendo palavras para si.
Não, não era um recado, nem uma justificação, nem concerteza razões expressas de forma polida e omnisciente, desculpando-se. Era um poema, zurzido da consciência do impossível, dos pedaços dos dois, que ainda ontem pareciam não conseguir se despegar, iluminados da loucura que os prazeres quando libertados, emprestam aos corpos e lhes dão aquele brilho, que só os amantes sabem contar e explicar dentro dos seus corações.
Uma dolorosa e delicada expressão de amargura, empalideceu seu rosto, sentindo a solidão dos amantes traídos; olhou de lado a sua cama, desarrumada, os lençóis descaídos e soltos, as roupas espalhadas pelo chão, como um mapa, com pontos demarcados e uma história apensa a cada um.
Já sentada na beira da cama, contida no seu próprio corpo, escondendo seus seios em seus braços, as pernas geladas, vermelhas, unidas na estupefacção do seu próprio ruído interior, procuraram nas palavras uma nova força, um destino, uma alma.
Encontrou-o mais uma vez. Como sempre, arquitecto de palavras, demasiadamente doce para a sua manhã, o rosto dele na sua memória - definhando, e foi lendo, e lendo, sem compreender onde chegava.
Era a carta de um homem com medo do amor, como se não lhe tivesses deixado os seus portões abertos para entrar, era a carta de um homem preso ao espaço e à resignação do mundo que trouxera atrás de si, como se ela alguma vez tivesse ousado tocar em seus haveres, ou pronunciado a palavra passado. Era ele e seu mundo, e a irrazoável forma de dizer adeus cobardemente, como se num último rebate, abandonasse a prancha mais alta e recusasse o salto para um mar maior e mais azul.
Ela sorriu, arrumou o quarto, tremeu de frio, e percebeu o quanto tinha estado nua, agasalhou-se sentindo o conforto do seu xaile de seda, onde tantas vezes repousara o seu amante, e sorrindo mais uma vez, abriu a janela que dava para o meio da rua, o rio entrando pelas suas narinas, extasiado do fresco ar húmido e salgado que a abraçava, e convidando o Sol a entrar, escutou no seu rádio a sua música favorita, trauteando um novo canto, sem saudade, sem rancor. O amor, o seu amor haveria de chegar outra vez.
Ele, parado no meio da rua, queria perceber o que tinha escrito, a impulsividade que o dominava, o medo de magoar, de prolongar sonhos sem esperança. Doía-lhe o peito e a saudade dos lábios dela. A manhã não lhe dava tréguas, de ter sido acordada tão cedo, enregelou-lhe os ossos, como querendo que ele voltasse ao leito que tinha deixado. Sentia o perfume dela, abraçando-o, mas soube que a outra história devia estar destinado. Final de história, os passos levavam-no em frente. Sorriu na compreensão, do quanto ela ficaria no seu peito, na sua memória, e amou esse momento na plenitude de um grande final e do quanto os momentos são diferentes na medição do tempo e dos seus segundos. Veio-lhe à memória a mesma canção, que tocava em todas as janelas abertas, a sua canção, espalhada por todos os rádios, esperando que ela também o tivesse ligado, trauteou baixinho para ela, que o amor nunca irá partir, um dia o amor, o seu amor haveria de chegar outra vez.

Foto de lookoutss

Dias Normais

Estava tudo normal, um dia como qualquer outro
Fora o fato que acordei sem coração... Não se assuste
Ele estava lá batendo e enviando o sangue para todo o corpo como de costume.
Mas era com se não o tivesse, sentia um vazio...
E Para preencher este vazio tinha de achar um olhar,
Cruzar um olhar ao ponto de dilatar a pupila.
Não consigo lembrar quantas vezes te vi.
Por quantas vezes conversarmos sobre trivialidades, foram tantas.
Então por que logo neste dia tão normal em que eu acordei sem coração, pode senti-lo batendo vivo, batendo de novo, ao cruzar um simples olhar?
Será que sempre foi você, ou será que só agora eu posso compreender que não existem dias normais, e nenhum é igual ao outro, os dias, nos é que os fazemos triviais por não perceber a importância dos acontecimentos,
Mas só agora passeia a pensar assim,
Isto porque pode ver dias lindos, refletidos no seu olhar,

Foto de BCF

O anjinho RAFAEL agora mora em nossos corações...Até!

A morte sempre nos alcança, às vezes, cedo demais...
Neste caso, a morte representou o fim de toda dor, angústia e desespero de uma corajosa criança, que mesmo tão pequenina nos deu uma lição de força e resiguinação.
A morte, hoje eu sinto, foi o NASCIMENTO de um ANJO que vai morar em nossos corações, nos aconchegando com lembranças engraçadas e curiosas... O anjinho RAFAEL.
Riu quando lembro deste pequeno, tão carismático.
Estou feliz porque o sinto dentro de mim...
No meu coração ele corre e ri muito, nas minhas lembranças ele sua e brinca...LIVRE!!!
Corado como sempre foi...
Mistura-se ao meu coração, só sendo visto pelo contraste das asas brancas que todos os anjinhos têm...
Nossas brincadeiras e bons momentos nunca morrerão... Eles estarão aqui...
Fechem os olhos...
Sintam o nosso anjinho rindo e correndo com vento batendo em seu rosto e seu cabelinho esvoaçando....
Descanse em paz minha eterna criança...
Brincaremos livremente no mundo do amor...onde agora pra você tudo é seguro e possível.
Se tiver um tempinho entre uma brincadeira e outra, cuide dos que te amam...
Fortaleça nossos corações...
Tenha meu coração como o seu Parque de Diversões... Vamos brincar durante os meus sonhos....
UMA CUSPIDA EM SUA TESTA!!!

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