Sempre

Foto de Sirlei Passolongo

Tantas coisas

São tantas coisas
Gravadas para sempre
Em minha memória
Carinhos, palavras
Datas e objetos
Que escreveram
Nossa história

Ah! São tantas coisas
Carinhos, que imploro
Por não recordar
Mas meu corpo insiste
Em desejar
Palavras que gostaria
De esquecer
Porém, sua voz ecoa
Em meus ouvidos
Contra o meu querer.
Objetos, que um lado
De mim, teima em não
Se desfazer.
Datas que anseio por
Apagar,
Em vão, pois todos os
Dias me lembram você

Ah! São tantas coisas
Coisas que metade de
Mim implora por
Esquecer
E metade de mim
Insiste em reviver
Coisas que me dizem
Que loucamente...
Ainda amo você!

Foto de ederator

Impassível diante do dragão

Há quanto tempo nos conhecemos?
Sei la.....
Eu vinha, você ia.....foi um encontro comum, casual.
Milhares ja se encontraram assim,
Depois eu comecei a sentir algo,
Talvez uma saudade sem razão,
sei la....
Não era tristeza, não era alegria,
Era uma indecisão de amar você,
E eu passava momentos, olhando para a frente,
Desligado, sem ver nada.
Engraçado!rsrsrs, Olhava e não via!!!!
Estava absorto, parado, consumido por mim:
Uma verdadeira estátua em introspecção!
Estava "Encucado"
"Encucado" com ausência que era presença.
De repente, a interrogação indecisa foi evaporando,
E eu vi dentro de mim que era amor.
Você estava enquadrada no que eu queria,
Desde o sorriso até as lagrimas.
Você era o sim diante do altar,
Você era a mão certa na escada incerta
Você era o horizonte nitído....o agazalho....
Mas eu cometi um erro....(alias Varios);
Não perguntei se eu tambem era tudo isso para você.
E a verdade é que não era.
Eu não estava enquadrado no que você queria,
Eu era o não
Não era sorriso, não era agazalho, não era nada....
Era um ser andante maravilhosamente invisível para você.
De repente, a exclamação veio em "Closed"
E eu fiquei afirmando seus defeitos,
Fiquei procurando tudo o que você fazia de errado,
E como sempre analisando...você não fazia nada.
Fiquei torcendo para você me decepcionar.
Afundei-me como arqueólogo nas ruinas da sua imagem adorada,
E você permaneceu intacta.
Eu quis desmanchar a ilusão,
Quis vomitar um amor que me assentava bem,
E torci para você me decepcionar.
Eu queria tanto sentir raiva de você,
òdio!
No entanto, você se manteve a mesma,
Impassível diante do dragão em que me transformei.
Então, me decepcionei comigo,
Porque não compensei o que queria
Como o que sentia.
E ontem, numa noite não muito longe,
Resolvi selar a carta da despedida.
Fechei os olhos,
As lagrimas pingaram uma a uma,
E eu adormeci, sonhando o sonho da aceitação!!!!

Foto de MARTE

MAGIA DO AMOR

Sinto o amor no ar,
Estampado no teu olhar…
Quero beijar perdidamente,
Percorrendo suavemente,
Os lábios da tua boca,
E deixar-te completamente louca...
Tocar nos teus cabelos,
Faze-los em novelos,
Deslizar no teu peito,
Senti-lo o meu leito...
Descubrir o teu imenso coração,
Sentir a sua tentação,
Em elevar o nosso momento,
No espaço e no tempo...
Desnudo o infinito céu,
E tiro o teu véu,
Sinto o teu olhar,
Na essência do verbo amar...
Percorro as tuas suaves formas,
Sentindo o calor das nossas chamas,
Ficamos mais próximos,
E sinto que nos amamos,
Que somos felizes,
Criamos no amor as nossas raizes...
Soltamos o amor na noite,
Sinto-o perdidamente,
No amanhecer,
No nosso querer,
Sinto-te menina mulher...
No nascer da minha aurora,
No tempo..na hora,
No nosso despertar,
Neste meu andar,
Eu quero sempre te amar!
Foi tudo o que eu sentia,
Nesta madrugada de magia...

Foto de Paulo Gondim

O trem errante

O trem errante
Paulo Gondim
10.06.2006

Para onde corre esse trem?
Como expresso do fim do mundo
Empoeirado, sujo, desbotado
Cheio de graxa, de carvão, imundo
Com apito rouco, mórbido
Sobre trilhos tortos
Numa viagem sem volta
Que se faz fora da rota

E me vejo entre os viajantes
Como mero retirante
Fugindo de mim,
Sempre errante

E não sei porque nele embarco
Mesmo sem saber se quero ir
Algo me arrasta e com ele vou
E me apressa com ele a partir
Como mais um passageiro do além
Em qualquer classe, seja como for
Lá vou eu a reboque desse trem

E o trem corre e percorre
Caminhos tão incertos
Em horizontes desertos
Levando tanta gente, tanto sonho
No burburinho da segunda classe
Estonteando quem por ele passe
É o expresso do fim, do abandono
Que não tem destino, nem dono
Apenas corre, sem saber pra onde

Foto de jgdearaujo

Romance

Maria Rita de Cássia,
Cabloca d’olhos de mel,
Cabelos como os da Mãe D’água,
E boca feita a pincel;
Faz tempo, andava taciturna,
Nas mãos carregava um papel
Olhava que olhava, e não lia
A mensagem que viera com um anel.
Logo, duas lágrimas azuis,
Escorriam dos olhos de mel
E as feições bem feitas de Cássia,
Ganhavam contornos de céu,
Por mais doce fosse seu sorriso,
Tinham, agora, gosto de fel.

É que o José da Farmácia
Mulato bem posto e fiel,
Vira Cassinha na rua,
Na festa da Mãe do Céu
E seus olhos pretos como noite
Embriagaram-se daquele mel.
A boca imaginou o gosto
Dos lábios feitos a pincel.
E o olfato gravou o cheiro
Dos cabelos sob o véu.
O coração bateu forte
Firme feito nó de cordel
Agora e sempre seria Zezinho escravo
Daqueles olhos de mel.

Rápido, foi Zezinho ao boteco,
Pediu caneta e pincel.
Rabiscou meia dúzia de versos
Juntou a eles um anel.
Molhou com água de cheiro,
Chamou o moleque Chechéu.
Disse c’os olhos marejados,
Passando ao moleque o papel:
Entregue à cabocla Cassinha,
Aquela d’olhos de mel.
Diz que é o Zé da Farmácia,
Quem manda bilhete e anel.
Daqui ficarei reparando,
Os pensamentos ao léu

Correu ligeiro o moleque...
Cassinha recebeu o anel.
Sorriu feito noite de lua
Com medo, abriu o papel,
Mas os seus olhos não viam
A mensagem que trouxera Chechéu...
É que Cassinha, coitada
Nunca experimentara um pincel,
Nunca fora a uma escola,
Nunca lera nem cordel.
Por inteligente que fosse,
Jamais decifraria o papel...
Por isso, os olhos que olharam Zezinho,
Não transmitiam o seu mel.

Cassinha voltou pra roça
Nas mãos sempre o papel...
Então foi pedir ajuda
À Professora Isabel,
Que logo pegou o bilhete
E viu que não eram letras ao léu:
“Cassinha, cabocla bonita,
Encantei-me pelos teus olhos de mel.
Como prova do meu encanto,
Envio-te um beijo e um anel,
Que uses na mão esquerda
E juntos construiremos nosso céu”.

Cassinha olhou o bilhete,
Olhos vidrados no papel.
Como que enfeitiçada,
Segurou as mãos de Isabel.
Pediu que lhe ensinasse os segredos
De como decifrar o papel.
E daquele dia em diante
Tornou-se a aluna mais fiel...

Hoje, passados seis meses
Cassinha não larga Isabel.
Conhece já alguns segredos,
Da caneta e do papel,
E até escreveu um bilhete
Que mandou junto a outro anel.
Quem entregou pro Zé da Farmácia,
Foi o moleque Chechéu:
“José, você é bonito,
Brilha como as estrelas do céu...
Ah! Eu trago todos os dias,
Na mão esquerda aquele anel”

Foto de jgdearaujo

De pele

Um quase toque...
Lábios macios em sintonia
Respiração rápida
Percorrendo o corpo, sem tocar
Hálito quente. No pescoço
Sob os cabelos.

Os olhos... o olhar no olhar.
Olhos vendo mais do que olham
Firmes. Profundos
Pensamentos transmitidos
Os olhos e a boca
Sedenta. Suculenta
Um quase beijo. Desejo!

As mãos... medrosas.
Quase tocam. Percorrem
O corpo, sem tocá-lo
Seguem as curvas
Observam os segredos
Desejam os seios...
Quase tocam. Quase...
O olhar no olhar...

As mãos que procuram as mãos
Mãos que decidem, mãos que obedecem.
Confundidas, fundidas, cúmplices.
Agora o toque. Leve
O tecido leve, branco
Erguido pelo toque...
A cintura dentro das mãos.

O olhar sempre no olhar
As mãos no rosto, ombros
Tocando agora.
A boca, sem resistência
Bocas se fundem. O beijo
Desejo!
Lábios, línguas, boca
Intenso, total, um beijo.

E um abraço, forte.
Um laço. O tecido leve
Tão leve que flutua quando cai
E aparece o corpo. A pele de bronze
As curvas, os seios.
Ah! Os seios...

Os lábios exploram o corpo
Cada centímetro, beijos
Toques: pescoço, colo
Seios, barriga, umbigo
Coxas... virilha...
Beijos medrosos. Respeitosos
Beijos e beijos. De admiração.

Agora a pele confundindo-se
Fundindo-se...
Sem controle, com fome.
A pele na pele, cada centímetro.
E...
O que palavras não podem mais descrever...

Foto de Lorenzo

Em Ti

No teu sorriso
Encontrei a sinseridade
E na tua presença
Tive a segurança que desejava
No teu conselho
Segui o caminho certo
Dentro dos teus olhos
Vi um novo "eu" refletido
No brilho da tua face
Encontrei a verdade
No teu abraço
Aprendi o significado de calor humano
No teu beijo
Aprendi, conheci o amor
E em ti, como um todo...
O que é uma companheira
Não só por um dia ou uma noite
Mas para todo o sempre
Por toda minha vida.

Foto de Zedio Alvarez

Viva! a Literatura de Cordel

Faço história no Cordel
O qual muito me encanta
Meus poemas não são tão belos
Mas são muito singelos

Sofro a influência Nordestina
Estou cumprindo a minha sina
De uma literatura cordelizada
Meio esteriotipada

Os versos não são fenomenais
São até meios bestiais
Mas acho muitos normais
Por isso são especiais

Não vamos banalizar
E dizer que cordel é brega
Pois acontece muito entrega
Qual a diferença de: Pro mode de quê? Ou Para quê?

Temos a coragem de alçar vôos rasteiros,
Sempre a procura de versos
Para mim tanto faz
Temos que ser audaz

A Linguagem literal, é universal
Você pode escrever: Olá! Tchê
Ou ainda versar: Oh! Trem Bão
Ele vai pra estação do coração

Foto de Mell_22

Uma folha em branco

O amor começa assim
linhas a serem preenchidas,
mas nem sempre apagadas,
nós escrevemos a nossa historia,
abrimos o nosso coração,
mostramos a nossa alma,
dividimos aoenas um caminho,
pensamentos, momentos ...
pessoas nao preenchem o meu vazio,
eu te espero,
eu te sinto,
eu te chamo,
mas você não vem,
é estranho estes sentimentos,
por mais que eu tente eles permanecem,
não aguento mais me sentir assim,
você me marcou em vidas passadas,
cruzou os nossos corações,
entrelaçou as nossas mãos,
espero que saiba o que esta fazendo
o tempo nos pertence,
a caneta esta em nossas mãos,
a folha a nossa frente,
mas ainda nao estamos juntos...
e isso sempre dói...

Foto de Zedio Alvarez

Sarau dos Poetas

Chamaram-me para uma festa
Onde só tinha figuras ilustres
Fui a todos, apresentado
Fiquei feliz por ter sido convidado

Castro Alves me chamou para ir ao cais
Bradou!: “Navios Negreiros” ainda existe e vai chegar
Monteiro Lobato me fez um convite:
Vá ao "Sítio" me visitar

Vi José de Alencar
Com sua linda “Índia Poty”
Ele pediu a Carlos Gomes
Para entoar “O Guarany”

Machado de Assis, falou: Alvarez!
Vamos jogar uma partida de xadrez
Cecília Meireles perguntou:
Porque escreves tanto sobre amor?

Julio Ribeiro se explicou
Da realidade da “Carne”
Vinicius de Moraes, me interpelou
Itapoan ainda tem tarde?

Gonçalves Dias trouxe um vídeo
Mostrando uma floresta com palmeiras.
Ouvindo os cantos dos sabiás
Há! que saudades dos tempos de lá

Encontrei-me com Cora Coralina
Ela sempre sorridente
Ficou muito emocianada quando confidenciei
Que era filho de Petrolina

Olavo Bilac, dando autógrafos, recitou:
“Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício”

Quando terminou o sarau
Todos vieram me cumprimentar
Falaram que já iam voltar para o além
Convidaram-me para ir também

Subitamente acordei,,,
Conectei “Poemas de Amor”
Na página principal tinha uma mensagem
Dos nossos mestres Junior e Fernanda , que dizia:
“Continue entre nós falando da arte do amor”

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