Sol

Foto de Sonia Delsin

O SEMEADOR E O VENTO

O SEMEADOR E O VENTO

O nome do sujeito era João. João ia com um saco na mão, um saco de sementes.
Ventava forte naquela manhã e ele se encaminhava para um terreno íngreme e ia assoviando.
Usava um roto chapéu de palha e na mão carregava um cigarro que de vez em quando rolava entre os dedos.
Ele o enrolara ao cair da tarde do dia anterior, quando seu coração era puro amor.
Levava um bornal dependurado no ombro.
Ali por certo ele carregava a bóia.
João parecia contente, mas o vento soprava forte e os dois ficavam brigando.
Pronto, o cigarro caiu quando ele tentava segurar o chapéu.
Entredentes um resmungo.
Abaixar e pegar o cigarro e deixar o chapéu voar? João optou pelo chapéu, pois faria falta quando o sol esquentasse.
Ele chegara ao tal terreno íngreme e sabia que jamais alcançaria o chapéu se saísse voando.
Virgem Santa! Aquilo parecia uma escada pro céu e o rapaz seguia com dificuldade.
Um arbusto. Pronto. Dependurou o bornal e pegou a ferramenta que ficara guardada, pois na véspera estivera trabalhando ali por várias horas.
A terra não era das melhores não e até dava pena de jogar o grão, mas era seu o chão.
Plantar o milho. Esperar crescer. E colher.
João assoviava.
Sementes jogava e com o vento brigava.
__ Vento dos diabos.
Uma ave de rapina passava voando e ele se distraia olhando.
O chapéu da cabeça escapava, pelo morro rolava.
João com o vento gritava.
Sol escaldante, cabeça exposta.
Um olhar pro céu. Cadê resposta?
Duas horas depois João ia até o arbusto, abria a marmita gelada. Parecia até piada.
Um arroz oleoso, um pedacinho de carne seca, esturricada. Num saquinho à parte uma laranja descascada. Amargara... coitada! Há horas que tinha sido cortada.
João lembrava de Tereza à mesa. De Tereza ao tanque, de Tereza na cama.
Tudo é lindo quando a gente ama.

Foto de @nd@rilho

Nuvens

As nuvens se dissiparam,
O sol brilha intensamente,
A nevoa que nos cercava,
Acabou...

Seus olhos voltaram a brilhar,
E a me fitar com seu jeito maroto,
Você voltou a sorrir,
E a alegrar os meus dias,

Não há mais fantasmas,
Nos assombrando,
Mas ainda me falta...
Seus beijos e abraços,

Seu corpo queimando junto ao meu,
Seu cheiro, Perfumando o quarto,
Seu gosto, em meus lábios,
Mas isso é questão de tempo,

E quando essa hora chegar,
Teremos todo tempo do mundo,
Para saborearmos,
O doce gosto do amor!

Foto de Poeta Desastrado

já fiz

Eu já ri até a barriga doer,
Já nadei até perder o fôlego,
Já dormi nu,
Já tive uma borboleta pousada na minha mão...
Já fiz cocegas na minha irmã só pra ela parar de chorar,
Já me queimei brincando com velas,
Já fiz bola de chiclete e sujei todo o rosto
Já conversei com o espelho,
Já quis ser astronauta, medico, mágico, caçador e professor.
Já chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado,
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei seca por telefone,
Já quis ser uma ave e voar bem alto para longe...
Já tomei banho de chuva,
Já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro para ela que não me quis
Já confundi sentimentos,
Já peguei atalhoss errado e continuo andando pelo desconhecido...
Já raspei o fundo da panela de arroz...
Já me cortei a fazer a barba apressado,
Já chorei por dentro ouvindo música no autocarro... (tanta vez!!!)
Já tentei esquecer algumas pessoas,
mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. (como eu concordo!)
Já tentei pegar estrelas,
Já caí da escada de cu..
Já conheci a morte de perto e agora anseio por viver cada dia...
Já fiz juras eternas, (que acabam por durar pouco tempo...)
Já escrevi no muro da escola, nas carteiras, no chão... (é mau exemplo mas já...)
Já chorei sentado no chão do banheiro,
Já fugi de casa pra sempre e voltei no outro instante...
Já saí pra caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ouvindo estrelas...
Já corri pra não deixar alguém chorando,
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só...
E isso sempre acontece...
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado,
Já me atirei na piscina sem vontade de voltar,
Já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, (n foi wisky...)
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar...
Já senti medo do escuro,
Já tremi de nervoso,
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua,
Já gritei de felicidade,
Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade... ( a culpa é daqueles cabronnes dos homens!!!!)
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol,
JÁ CHOREI AO VER AMIGOS PARTINDO...
Já descobri que a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção,
guardados num baú, chamado coração...
E agora um formulário me interroga,
me encosta na parede e grita:
'- Qual sua experiência?'
Essa pergunta ecoa no meu cérebro:
' Experiência... experiência..' Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência?
Não???
Talvez eles ainda não saibam colher sonhos...

(autor desconhecido)

Foto de Inês Santos

Queria...

QUERIA…

Queria ser, o Sol para iluminar…
O vento, para te arrepiar…
Desejava, ser furacão, para afastar…
Ó mar, desejava rolar contigo…
Enlaçar as mãos, és meus amigo…

Suspiro como o vento para te ver…
Mar infinito, fazes-me temer…
Cândida sou…
Quando, perto de ti estou…

Queria ir contigo e devastar…
Todo o Mundo, (estragar…)
Quero contigo consumir…
A terra quero ver sucumbir…

Mar estóico, forte…
Ameaças a vida…
Condenas à morte…
Mas, és a minha preciosa guarida…
Mar…
De azar…

Inês Santos

Foto de Sirlei Passolongo

Sob um véu de estrelas

Sob um véu de estrelas

No entardecer,
o sol dança com a chuva
e um arco-íris
no horizonte tinge...
Espera a lua surgir
e entre as nuvens
uma estrela luzir.
Depois, a Terra sorri
quando na noite escura
o céu clareia...
Um véu de estrelas
abraça a lua cheia...
O poeta fecha os olhos
e sente o poema
correr em suas veias.
A lua deita no mar
e o sol, novamente
beija a areia.

(Sirlei L. Passolongo)

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"BOM DIA"

BOM DIA

O galo canta...
O sol se levanta...
E o mar se agita!!!

A chaleira aquece...
O dia amanhece...
E o despertador grita!!!

A vida começa...
Todos têm pressa...
E as horas avançam!!!

O rio segue seu curso...
O homem acerta seu rumo...
E o tempo vira cúmplice!!!

O trabalho se desenvolve...
A morosidade não resolve...
Tudo que tem para fazer!!!

O dia passa depressa...
O ontem e o amanha não interessa...
O hoje é puro viver!!!

Foto de Deoleones

Como me sinto

Não sei!!!
sinto-me triste.
como passaro preso
sem poder cantar
com asas cortadas
sem poder voar!
Todos me falam
não oiço ninguém.
Quero estar só
não ver,nem ouvir,nem falar.
quero parar meu pensamento.
olhar o Sol
não !
sentir a chuva.
não!
Também não!!!
não sei!
estou confusa,
sinto-me triste...
as palavras saem sem sentido,
sobre tudo,
sobre nada,
amontoam-se sem rumo.
Completamente perdidas,
no caminho a que se
dá o nome de
Vida!!!

Foto de Sonia Delsin

NÃO SINTO MAIS VOCÊ

NÃO SINTO MAIS VOCÊ

Não sinto mais você na flor que está desabrochando.
Nem no pássaro cantando.
Da minha vida você foi se afastando.
Não sinto você na manhã fresca que vem chegando.
No sol que meu quarto está banhando.
Não sinto você na rua que estou andando.
Não sinto você na canção que estou cantando.
Aos poucos eu fui lhe esquecendo.
Tudo foi morrendo.
Quando tomo meu banho e ensabôo meu corpo não penso nas suas mãos tocando-o.
Engraçado, você foi em outro tempo a razão do meu dia.
Minha maior alegria.
Mas a vida é estranha.
Levou-o para outros caminhos.
Acabaram-se os carinhos.
E um dia nos descobrimos distantes.
Nós que éramos tão unidos antes.
A vida é assim mesmo.
As coisas mudam...
Não sinto-o, porque você já não faz parte de mim.

Foto de Inês Santos

Queria...

QUERIA…

Queria ser, o Sol para iluminar…
O vento, para te arrepiar…
Desejava, ser furacão, para afastar…
Ó mar, desejava rolar contigo…
Enlaçar as mãos, és meus amigo…

Suspiro como o vento para te ver…
Mar infinito, fazes-me temer…
Cândida sou…
Quando, perto de ti estou…

Queria ir contigo e devastar…
Todo o Mundo, (estragar…)
Quero contigo consumir…
A terra quero ver sucumbir…

Mar estóico, forte…
Ameaças a vida…
Condenas à morte…
Mas, és a minha preciosa guarida…
Mar…
De azar…

Inês Santos

Foto de lancelot30

Solidão parte 1

Vejo a chuva pela janela
E a bordo da minha imaginação
Bordo em meu peito um outro coração
Simbólico podem independente do mundo atual
Pela estrada desta viagem meu coração sorri
Invade minhas veias e torturam minha cabeça
Este mesmo coração frágil e só, transconfigura a própria existência
Imploro ao sol que brilhe um tantinho a mais em minha vida, frágil vida
Um pobre choro é ouvido pôr toda parte
Sou eu que em silêncio passo a diante um acalanto de revolta e involuntários lamentos
Pobre de mim, que pôr mil anos sofro pela mesma inconseqüência que um dia se fez morada em meu pálido e cansado coração....

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