Sol

Foto de Cecília Santos

CINZAS AO VENTO( VÍDEO POEMA)

CINZAS AO VENTO

Pedra Grande, a cidade inteira, à seus pés,
Vento cantando, e o sol intenso a brilhar.
E nesse recanto tranüilo, e mágico que a natureza criou.
Você se transformou, em milhões de pontos cintilantes.
Cada partícula de cinza, do que se transformou seu corpo,
Foi levado pelo vento, livre e solto pelo ar.
Nas asas transparentes, de um anjo lindo à voar.
E recebendo os raios do sol, ia se transformando.
Em milhares de borboletas coloridas, que voavam pelo céu.
Nesse lugar lindo, e imenso, que quase se mistura ao céu.
Com certeza você, vai continuar a voar,
por entre as nuvens brancas de algodão.
Por entre as pedras esculpidas, pelo força da chuva, e do vento,
Vai cantar e dançar, com a brisa leve, e perfumada.
Fará parte do dia, da noite, do sol, e será arco-íris colorido.
Depois que a chuva cair, como uma gigante gota transparente,
Flores nascerão, por entre as pedras.
E a vida vai permanecer, sobre esses rochedos.
Assim como as ervas daninhas, e as flores, você também viverá.
Pois o espírito não morre nunca, é eterno.
E no espaço, e no tempo, você se eternizou.
Reluzirá em cada raio do sol, todos os dias.
E cada estrela do céu, terá o seu brilho.
A brisa será leve, e perfumada como seu riso.
As chuvas que caírem, serão suas lágrimas,
que apagará o pó, e aliviará a alma sofrida!
Você será isso, e muito mais...!
Você será a própria existência...!

Direitos reservados*
Cecília *Poema feito p/minha filha Fernanda em 10/04/07*

Foto de Fernanda Queiroz

Apenas por um momento...

Apenas por um momento...

Apenas por um momento
Eu queria acreditar
Que o sol da liberdade entoada em hino
Iria brilhar neste instante
Que a igualdade que se diz penhor
Seria conquistada por pernas fortes
E há liberdade um dia bradada
Seria desafio até a morte
Pátria, amada
Brasil!

Que o sonho intenso vivido
Em 180 milhões de corações
Em amor e esperança
Resplandecesse no céu
Onde o azul infinito desponta
As estrelas resplandecem
E que o gigante por natureza
Belo, forte fosse mesmo virtuoso.
E não desrespeitasse tua grandeza
De terra adorada
Pátria amada.
Brasil!

Mas caminhando placidamente pelo gramado
Ao som onisso de um brado profundo
Entregastes a taça do hexa
Deixando de ser campeão do mundo
Impondo que a Bandeira em haste
Seja enrolada por mais quatro anos
Onde teus campos de matas verdes
O verde tornou-se dólar
De um bosque sem vida
De um amarelo com cor de ouro
Onde as maiores estrelas
Perderam o brilho que cegava os olhos
Que umedecidos acompanharam os abraços
De um acordo bem feito
Que fez doer dentro do peito

Mas amor será nosso eterno símbolo
E nossos corações serão as estrelas
Onde um tapete verde aguarda tua chegada
Mesmo amarelados pela omissão
Do compromisso com tua Nação
Relembraremos glórias passadas
E jamais fugiremos a luta
Adoraremos-te até a morte
Porque és tu Brasil
A minha Nação
País do meu coração
Mesmo que por um momento
Tenha sido esta enorme decepção.

Fernanda Queiroz
Direitos Autorais Reservados

Foto de Fernanda Queiroz

Eu... Você...

Eu... Você...

Eu
Você
No sonho
Ou realidade
No abstrato
Ou no fato
No calar
No relato
No sol
Na chuva
Na brisa
No ciclone
No riso
No pranto
No doce
No amargo
Do dia
Da noite
De magia
De medo
De sonhos
De pesadelos
No grito
No silencio
Na vida
Ou na morte
No verso
Ou reverso
Por um momento
Ou pela eternidade
Eu e você.
Juntos.....

Fernanda Queiroz
Direitos Autorais Reservados

Foto de Carmen Lúcia

Reminiscências

De repente bateu-me a saudade.
Viajei pelo túnel do tempo e me vi criança.Feliz, esperançosa, risonha, saudável.
Andava por um caminho ladeado de frondosas árvores.Altas, tão altas que alcançavam o céu.Circundavam-nas florinhas de todas as cores, todos os tamanhos, todas as fragrâncias.
O ranger de um carro-de-boi...e a expectativa de um passeio diferente para mim.Sonho realizado!Acomodei-me nele como se fora um carro-de-boi-alado.
Um riacho murmurava lânguidas canções que pareciam apaziguar o gado, que bem pertinho dali, pastava serenamente.Uma cachoeira despencava pelas montanhas, num festival de águas cristalinas, qual grinalda de noiva.
Pássaros, em grande profusão, ornamentavam o pequeno rincão e faziam algazarra; festa para os corações.Pousavam nos galhos e voavam pra todos os lugares, como se brincassem de esconde-esconde.
Quando passava por uma casinha branca de telhado quase grená, eu não resistia.O cheirinho de doce de cidra e de abóbora, anunciado pela fumacinha de uma chaminé, me fazia descer do carro-de-boi e pedir uma porção à doceira, pessoa que sempre me encantava com suas
histórias fantásticas de duendes,fadas e assombrações.Ali eu permanecia, deslumbrada pela magia de seus contos e saciada da vontade de seus deliciosos doces.
Ao soar o sino de uma capelinha de arquitetura rústica, construída no alto de uma colina, eu e todos os que habitavam o lugar, íamos, como em romaria, fazer nossas orações, pedir alento e agradecer a Deus por tudo que nos havia concedido.Eram momentos de graça.Hora da Ave-Maria.
Antes do sol se pôr, um berrante chamava o gado, que obedecia docilmente, parecendo estar cônscio de ter desempenhado sua função diária.E ia descansar lá no estábulo.
À noitinha, da janela de meu quarto, eu me sentia pertinho das estrelas, vendo-as mudar de lugar, chamando a atenção da lua, que sorria de suas traquinagens.
Na varanda, verdejante por samambaias em xaxins, sentados numa namoradeira, meus pais trocavam juras de eterno amor, iluminados pelo prata do luar.
Volto ao hoje.Tais lembranças adocicaram minha alma,apesar da realidade triste que reina no local do lindo rincão.
A tecnologia acabou com tudo, dando lugar à modernidade de fábricas poluentes,barulhos incessantes,pessoas irritadas, subordinadas a horários, regras, burocracias e competições descabidas.A luta desleal pelo poder.
A auto-destruição do homem.

Foto de NiKKo

Vem pra mim.

Vem, me sente! Me enlace
com suas pernas me abrace.
Faça-me tua sem preconceito.

Vem e me tire a sensatez,
porque não quero apenas uma vez
perder-me em você.

Não me diga que não devo,
o seu desejo eu percebo
no brilho desse seu olhar.

Quero do seu beijo, o sabor.
Quero mil noites de delírio e amor
A seu lado poder desfrutar.

Então não tente me enganar
Pois você como eu, está a desejar.
que esse nosso desejo se consuma.

Não me importa se não posso e não devo
pois os carinhos que de ti recebo
fazem-me acreditar

que o dia pode ser de céu noturno
que a brisa do mar por seu turno
pode um rosa desfolhar.

Mas que tudo hoje é diferente
porque você me desperta e me sente
com todos os meus anseios de mulher.

E nossos momentos são tão especiais
nos fazem dois seres irreais
que rompem a distancia como um véu

E por se encontrarem assim tão ligados
Como eternos namorados
brilham como sol, no infinito azul do céu.

Foto de Nennika

Vem comigo !

Fecha os olhos... Vem comigo!
Quero passear com você,
Esquece que esse amor é proibido
Quero que conheça um lugar.
Vê essas flores?
Sinta o perfume de alfazemas no ar
Vem! Segura na minha mão
Vou te mostrar os sonhos que desenhei
Cuidadosamente para te mostrar...
Não se preocupe ninguém poderá nos ver
Aproveite... Olha o sol se pondo...
Propositadamente pintando o céu assim
Pra que nunca possamos esquecer
Esse final de tarde...
Sinta essa brisa suave tocar sua pele
A brisa que tantas vezes desejei ser
Só pra tocar seu rosto...
Vem! De um sorriso!
Porque está tão serio?
Tem medo de enlouquecer?
Vamos ser loucos por um instante!
Já que amantes não podemos ser...
Que importa se é loucura ou não?
Se só assim posso ter você
Nesse passeio pelo irreal...
Que nos faz tão cúmplices por um momento
Que chego a sentir teu cheiro...

Foto de Soninha Porto

EU M U L H E R....

Eu mulher...
Sou braço e abraços
a enlaçar meus filhos
dar-lhes brilho
a adiantar seus passos.

Eu mulher...
dou calor e acarinho
os meus seios a alimentar
afagá-los em meu ninho
sou a origem e as raízes.

Eu mulher....
tal qual guerreira
a guerrear nos campos
a lutar em outros tantos
é preciso trabalhar!

Eu mulher
de sol a sol, como lavradora
de almas, de corpos, de vida
o meu possível, até o impossível
vitoriosa, protetora... Sou imbatível!

Eu mulher
olhos nos olhos
pensamentos e impressões
saudades e esperanças
mágoas e dissabores do viver.

Eu mulher...
num corpo que parece ágil,
às vezes temerosa, outras valente
mesmo sem ser nada, sigo em frente
com dores, desamores bem frágil.

Eu mulher...
tal qual rosa perfumada
entrego-me ao amor amante
que me cheira e em suspiros
prova deliciado meu mel adocicado
é meu destino, ser assim delicada.

Eu mulher...
aquela que se desdobra
sem medo da própria sorte
que se dobra frente à morte
cala o ontem, trilha o agora
à espera do amanhã que aporte.

soninha porto

Foto de amarvtd1

O crepúsculo visto da janela do coração.

Matizes do amarelo atrás das montanhas.
Os Dois Irmãos espreitam mudos o solenes.
É o dia que finda, levando embora a luz do sol e trazendo a noite fria e solitária de Ipanema.
A solidão nem sempre é má. Às vezes nos reaproxima de nós mesmos. Vemos dentro.
Reflexão. Paz. Silêncio...
(E a luz se esvaindo...)

Num canto qualquer, crianças gritam,
No céu, pássaros ainda voam
E na cabeça, pensamentos correm, saltam, e pairam. Estagnados até tornarem-se certezas.
Frivolidades ou decisões vitais: Todos juntos ao som da música que não pára de se repetir, hora perceptível, noutra não mais, até se fazer ouvir novamente.

Nuvens riscam o céu, trazidas pelo vento da noite, mas ainda refletindo os resquícios daqueles matizes que, suavemente, ao longe, se vão apagando...

Nada substitui a luz do sol, que clareia pensamentos e caminhos.
Nada substitui a companhia de nós mesmos. Interlocutores da alma.
Os mais sinceros.

É noite.

Foto de elcio josé de moraes

MINHA SORTE

Amor! Eterno amor!
Que eu sempre irei amar.
Tu és a minha paz,
Meu sol e o meu luar.

O sonho que eu sonhei.
Voce é minha vida.
Quem adoro tanto.
A sorte que encontrei.

Escrito por elciomoraes

Foto de cathy correia

Sobre a Amizade

Isto de ser amigo de alguém a sério, tem muito que se lhe diga.
Ser amigo pode ser uma de muitas armadilhas do destino, pelo menos para aqueles que são amigos a valer!
Lembrei-me de falar nisto depois de uma conversa que tive há tempos atrás, numa mesa de café, com alguém que considero um amigo de verdade, daqueles sinceros sem interesses dissimulados e que não se importam de mostrar o seu ponto de vista, mesmo que não o partilhemos!
Sim… porque amigos há-os para todas as ocasiões:
- Os amigos da “copofonia” – aqueles que duram enquanto dura a “bezana”!
- Os amigos dos jantares – enquanto se come de graça, “tá-se bem”!
- Os amigos do dinheiro – enquanto tiveres “guito”, és o maior!
Existem miríades de amigos, um para cada ocasião: os amigos da gargalhada, do alheio (estes serão mais inimigos…!), da ocasião (também não serão os melhores!), da onça (ufa! ufa!)... Enfim!... Amigos para todos os gostos e feitios!
No fim, e depois de bem vistas as coisas… ficamos reduzidos a 2 ou 3 amigos… esses sim – dos verdadeiros!
Daqueles com quem se pode contar para tudo e que tudo farão para tornar melhores os nossos dias, quaisquer que sejam… quer chova ou faça sol!
Um amigo é um tesouro que se deve ter o cuidado de manter e guardar! Para cimentar uma amizade é preciso mimá-la, fortalecê-la e prestar-lhe atenção todos os momentos da nossa vida.
Ser amigo é saber dar espaço e deixar que aqueles que consideramos amigos nos ponham de parte quando tiverem vontade de o fazer e que se aproximem quando sentirem necessidade disso.
Ser amigo verdadeiro obriga-nos a adiar a nossa vida pessoal porque frequentemente os amigos nos exigem toda a nossa atenção e carinho.
Quando se é amigo vive-se a loucura contagiante do outro e aproveita-se ao máximo cada momento porque a vida é fugaz e devemos aproveitá-la junto daqueles que mais amamos!
Ser amigo é amar, de forma sincera, sem pretensões ou interesses subjacentes, uma vez que o verdadeiro amigo não usa disfarces, dá-se por inteiro… tentando encher de sol e sorrisos todos quantos o cercam!
Bem hajam os amigos!
Nunca se esqueçam deles e não deixem para amanha o que podem fazer agora! Peguem no telefone e falem com aquele amigo que não contactam há séculos… não adiem esse sentimento tão bonito!... Se essa amizade for daquelas de pedra e cal, verdadeira… vão ficar surpresos com a resposta do outro lado da linha, porque as palavras… também podem sorrir!

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