Sol

Foto de Hanilto josé Da Silva

VINHO DE CANAÃ

Soberbo amor
debulhando o trigo,
a massa do pão na
carícia do amanhã
embriaguez do vinho
de canaã,navalha na carne.

Que retalha,dor que agasalha
que convence o amor e o amor
vence.

Amor vencido comovido
entregue acolhido,é sangue
que corre nas veias,palpitar
que campeia o instante em
um só momento que treme
ternura de ambas criaturas,
bocas que procura.

É inferno de carinho
de braços abraçados
mutilados,em contos
de alegres risos desse
céu tão preciso.

Sol de lilas esplendor
num mundo de amor,
tocante com amarelo berrante
rosadas faces de murmúrios
amantes.

Cálida rosa
de ébrio furor
pétalas em sonhos
alada agônia fecundada
em susurros de uma bela poesia.

É a lei do amor
na nossas mãos
de juiz,nossa
setença é ser
feliz.

Hanilto 18 08 2011

Foto de Joaninhavoa

Uma flor

*
Um poema
*

«A estrada da vida
tem árvores e campos
tem urze na terra
cravada no chão e cheiros
das minhas mãos
A estrada da vida
tem sol e luz
e energia qu`entrenha
nas veias e sangreia
em cada um de nós
como algo qu`anseia
a vida inteira
Uma flor! Um poema».

Joaninhavoa
(helenafarias)
18/08/2011

Foto de Marilene Anacleto

Uma garrafa. Uma fotografia. Um poema.

Preparei uma carta
Para enviar ao amado
Já fazia muito tempo
Que não estava ao meu lado.

Junto, uma fotografia
Emoldurada em sorriso
Para que ele lembrasse
Que eu sou seu paraíso.

‘Vem de novo ser feliz,
Não deixe passar a idade.
Conheço bem teu querer,
A nossa felicidade.

Juntos, criamos outro eu
Cheio de luz e calor,
Feito anjo de uma asa.
Só vamos chegar ao céu
Se estivermos os dois.

O mar é nosso amigo
Desde sempre, a vida inteira.
E nos traz a brisa fresca
E o calor das fogueiras.

Sabes bem que esta foto
Não diz tudo que eu sou
Mas sabes ler minha alma
Pelo olhar que te dou.

E sabes ler a alegria
Indiscreta nos olhos descrita
Só tu conheces meu beijo
Implícito no largo sorriso.

Vem querido me buscar
Navegaremos no teu céu
Entre gotas de suor, pulular
Na dança do nascer do sol.’

Coloquei em uma garrafa,
Entreguei a um velho pescador.
A barca avançou no mar
E o meu amor a encontrou.

Foto de Delusa

As minhas asas são do sonho

As minhas asas são do sonho
As que tu me vieste dar
Tão leves que me fazem voar
Em espaço outrora medonho

Se deste pairar eu disponho
Nunca mais quero pousar
Para não perder este voar
Que é a realidade num sonho

Sou mais que ave alada
Veloz a cruzar o vento
Tão alto perto do sol

Ouço a música sonhada
Nas cordas do sentimento
A melodia dum rouxinol

Delusa

Foto de André Toledo

Humildade dourada

A flor que tenta imitar o sol,
depois de crescer e tornar-se
vislumbrante e dourada,
se curva
ciente de sua beleza
e humilde existência.

Foto de DeusaII

Não me leves...

Não me leves para o lado negro
Eu não quero ir...
Deixa-me ficar na luz... minha guia, minha consolação.
Não quero pertencer ao mundo das trevas
Onde o sofrimento e a dor domina.
Deixa-me ficar neste mundo....
Quero viver... sentir o sol sobre minha pele...
Sentir o cheiro das flores...
A alegria do que é a vida...
Quero sentir todas as sensações
Que me arrepiam a pele...
Deixa-me ficar deste lado...
Onde tudo renasce, e nada morre...
Onde tudo é difícil de conseguir
Onde é preciso lutar, para seguir em frente....
Prefiro ficar aqui....
Não quero nada fácil... não quero o caminho mais curto...
Quero os meus obstáculos... quero a minha dor...
Porque é ela que me faz sentir viva...
Por isso, meu amor...
Não me leves contigo para o lado negro...
Não mates minha alma
Não tires o brilho dos meus olhos...
Não quero ir para esse lado...
Porque deste lado... é onde tudo acontece.

Foto de Marilene Anacleto

Fio Invisível

Fio invisível,
No dedo da mão direita,
Traz-me Pégasus ao cenário,
Circula minha cabeça.

E dança na minha linha,
Tornando-me calmaria,
Faz-se a dança sonora:
Serenidade e alegria.

Entra então a mão esquerda:
Juntas, formam borboletas,
Vão ao chão, sobem às flores,
Depois pousam na estrela
Instalada em minha fronte.

Nas linhas retas, robôs,
Movimentos enrijecidos
Tanto curtos quanto longos,
Espaços desconhecidos.

E o amor? Em que céu
E em que sol se encontra?
Em que fio invisível se esconde?
Porque chamo e não me responde?

Por fios invisíveis sustentada,
Sigo em malabarismo mundo afora,
Ora borboleta, ora luz-estrela,
Ora robô, enrijecida e morta.

O fio do amor encontrará a hora
De surgir radiante, em alegria e flor.
Borboleta, robô ou luz-estrela,
Sigo pela vida com meu bom humor.

Foto de Rute Mesquita

À beira-rio

Estou perdida,
em pensamentos…
sou uma ninfa iludida
em jumentos.

Pergunto-me se o sol fará sentido,
se em ti não posso os meus olhos pousar…
Estará este meu mundo revertido
ou simplesmente conjugo o verbo amar?

Dou por mim, fixando um ponto
e a abandonar o meu cortiço.
Na mente vou escrevendo este conto,
enquanto nele delindo o que preciso.

Mistura-se saudade,
ao que se junta o vazio.
Só pode resultar felicidade
ou solidão a beira-rio.

Juntando todo o meu desencorajo,
toda a minha carência
acabo vendo aquele forjo
correndo com reverência.

Saudou-me assim aquele rio que corre,
brotando carregados, desilusões, desgostos…
Pedindo-me que a minha alma nele se afogue
e que juntos completemos os seus gostos.

Foto de Paulo Gondim

Cordel absurdo

CORDEL ABSURDO
Paulo Gondim
13/0/08/2011

Naveguei os sete mares
Com remos de girassol
Corri quase duas léguas
Num jogo de futebol
Vi você naquela rua
Se desviando da lua
Que quase encobria o sol

Tomei um chá de cebola
Me banhei na camarinha
Um sujeito me acordou
E perguntou o que eu tinha
Disse a ele: tava sujo
Fedendo mais que sabujo
De ciúmes da vizinha

Deixei o barco na praia
Os remos botei num vaso
Olhei a lua no céu
Cai num buraco raso
Nem era dia nascido
Sai dali escondido
Escapei por mero acaso

Foram três dias de luta
Acabei num cemitério
Na festa de aniversário
Do coveiro Eleotério
Mais de três almas penadas
Andavam pelas calçadas
Desfazendo seus mistérios

A vizinha quando soube
Que dela tinha ciúme
Foi falar com o coveiro
Que lhe vendeu um perfume
E perguntou pela lua
Descoberta, quase nua
Quebrando qualquer costume

Aquele chá de cebola
Me fez doer a barriga
Vi a nudez da vizinha
Que vive a fazer intriga
Comprou três cachorros pretos
Pendurou em dois espetos
E o milho já deu espiga

Eu parei de navegar
A vizinha foi embora
Os cachorros se afogaram
Um morreu de catapora
O coveiro ficou surdo
Com esse verso absurdo
Que chegou fora de hora.

Foto de annytha

CONFLITO DE UM POETA!!!

CONFLITO DE UM POETA

Na tua sanidade, nos teus devaneios, quiseste me poetizar, porém não conseguiste. Porque será? Já te perguntaste o motivo para não conseguires me poetizar, uma vez que sou tão frágil e tão cristalina! Será que não foi o amor que sentes por mim não ter sido o suficiente para eternizar-me através dos teus poemas? Ou será que sou tão insignificante ao ponto de não fazer a tua imaginação de poeta viajar através dos teus delírios ao ponto de te frustres por não conseguires intuir a tua ispiração, se o sentimento que tem um poeta já é uma ispiraçao?

Não precisas refletir, que a noite traz escuridão, que toma o lugar do sol que ilumina a vida, que o navio rompe e rasga, as águas do mar e que o raiar da Aurora, tinge de azul o infinito do céu, e sendo tu poeta, tem tanta facilidade de me poetizar, não precisa se preocupar, porque se tu me amas de fato, fica tudo mais fácil de falar, não precisa criar, não precisa te intuição, porque eu já sou a tua própria fonte de inspiração.

Sim! A lua, com as suas variações, também inspiram os poetas, a sua luminosidade, parece acender mais o fogo da paixão, por isso que dizem que ela pertence aos namorados,
As flores verdadeiramente são frágeis assim como também sou, mas tu se esquece que elas têm seus espinhos como mecanismo de defesa para se proteger dos brutos que tentam lapidá-las? E se até os pássaros voam pela floresta declamando lindos versos, e depois que tu dizes tudo isso, ainda me diz que não consegue me poetizar, tu que já é um nato poeta de valioso calão? Acho que tu te sub-estima, ou cobra-se demais porque acha que não consegue ver que tudo isso já me poetizou?

Acho que não preciso dizer mais nada, porque tu mesmo já encontrou a resposta:
-Que tu és um ser humano, não podes atingir-me para poetizar-me, porque como tu mesmo percebeste, eu já sou a própria poesia!

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