Solidão

Foto de Marta Peres

Hora da Morte

Hora da Morte

Reza o ato de contrição
E expunge de tua alma suas nódoas.
Venturosos são os que,
Fortalecidos na graça do perdão,
Se alinham no caminho do bem,
Quando, então, suas almas conhecerão afinal,
O Reino dos Céus.

Livra minhas culpas por misericórdia,
Estou arrependida e hoje sou penitente...
Me encontro nos estertores da morte
Levando minha cruz,
Neste cruento Calvário.
Misericórdia Senhor!

Humildemente rogo ao Filho de Deus como
O fez o bom ladrão...
Sim, pequei e me arrependo...
Mereço o perdão!

Minha cruz é pesada, amarga
Vivo na solidão deste agreste Calvário...
Olho a Cruz mais alta, choro
Vendo sangue gotejar sobre as urzes
E transformando em contas de rosário.

Porém, luzes dela se expandem...
Novamente vi Cristo
Morrendo solitário
E eu me contorcendo e gemendo...
Fito o céu, arrependida também
Entrego minha alma.

Marta Peres

Foto de Marta Peres

Vila Rica

Vila Rica

No ventre das montanhas, cenário alpino,
Torres são erguidas e apontam para o céu...
Vila Rica, burgo pequenino, subindo a encosta,
É um luminoso véu, a entrar no ventre seco...

Da janela tudo vejo e vejo tudo, vejo brasões
De ouro e festas e apogeu, ouço o bimbalhar do sino
E a velha Vila Rica no esplendor do sol a pino,
E arcos de pedras erguidos, as pedras de cal...

Da janela que tudo vê e vê tudo, vê tirania entre
Grandezas, botas batem nas pedras, pedras caiadas
De cal, coches reais rolando com altezas, pendões ao vento,
Em corsos triunfais, e os arcos de pedra afiada,
Somente pó e matéria nas mãos operárias...

Nada restou além das montanhas e das pedras...
Fim a tanta gala! Liberdade! Fulge e se perde...
Feriu ferida funda e o sangue correu...
Conspira a solidão da montanha e sangue sugando
A serra, velando a alma exilada nos caminhos da
Montanha...

Marta Peres

Foto de Flower Medeiros

Hei Você !

Hei você, só vim dizer que já não sofro mais.
Hei você, a tortura já não me acompanha mais.
Hei você, só para ficar tudo certo.
Já não te amo mais.

Passei muito tempo na companhia da solidão,
Ela não fez nada bem, só chorei, só me amargurei.
E você agora já não faz mais falta.

Sou livre já posso sorrir, me olhei no espelho,
Vejo quanto tempo perdi,
Desejo-te muita sorte na vida,
Pois agora vou atrás da minha.

Penso até em me apaixonar outra vez,
Quem sabe.
Mas desta vez não me entregarei tão fácil não,
Você me ensinou muito, reconheço.
Ensinou que eu tenho meu valor

E não errarei mais,
Eu venho em primeiro lugar agora,
Fico feliz por você está feliz,
E sou mais feliz ainda porque sou bem feliz agora.

Foto de HELDER-DUARTE

Os cisnes

O que sou?!...
Já que só estou.
Sou eu...
Só, neste ser meu.

E este eu...
É ainda amigo, teu.
Estando nesta solidão,
Se deixares, te darei a mão...

Para animo, darmos,
Aos brancos cisnes...
Para com eles, juntos nadarmos...

Em lago este. E às aves, cantarmos.
Novos cânticos rítmicos...
Para que nadem firmes, os cisnes!

HELDER DUARTE

Foto de Gracivaldo

Saudade Eterna

Hoje vivo na pura e eterna solidão
Tendo em mente somente tua lembrança
Onde choro feito criança por não ter
O teu coração.
Ainda assim vive a minha esperança
Independente de qualquer cobrança
A procura da sua paixão
Estou triste infeliz e amargurado
Não tenho mais a tal felicidade
E por mais que eu procure na cidade
Jamais ficarei tão apaixonado
Esta e a mais pura realidade por
Onde não me falta à crueldade de ficar
Por toda vida angustiado vou chorar
Sorrindo pela emoção, pois quando
Penso no paraíso vem na mente o teu
Sorriso alegrando o meu coração,
........serás sempre o meu amor
Amigo, meu único e eterno verdadeiro
Amor te amo.

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"RETOMADA"

RETOMADA

Acordei estranho...
Acreditei que estaria arrasado...
Mas cantarolei até na hora do banho...
E isto acabou me deixando preocupado!!!

Você foi indo embora...
Apostando no meu completo fim...
E que faço eu agora...
Se a alegria insiste em tomar conta de mim!!!

Como administrar este complexo de culpa...
Ao me sentir mais aliviado...
Será que esta vida que é tão maluca...
Decidiu que não quer mais você do meu lado???

Sábado ainda nem chegou...
Um novo perfume já comprei...
Estou pronto de novo para o amor...
E do passado nem se quer lembrei!!!

Vejo o sol, vejo a lua...
Tudo me parece muito novo...
Minha vida não é mais sua...
Comecei a respirar de novo!!!

No abandono eu encontrei a estrada...
Na solidão eu achei carinho...
A lua agora e minha namorada...
E o horizonte é o meu padrinho!!!

Foto de elcio josé de moraes

MERA ILUSÃO

Ser enganado,
É bem melhor
Que estar sózinho.

Mesmo sendo
Amor fingido.
É melhor que a solidão.

Melhor se iludir
Que é amado,
Que ficar amargurado,
Sem ninguém no coração.

Viver a vida,
É mesmo deste jeito,
Existe amor perfeito?
Ou é mera ilusão?

Escrito por elciomoraes

Foto de Izaura N. Soares

O Universo Te Espera

O Universo Te Espera

Quando você saiu do meu caminho
Eu senti a tristeza que envolvia sua áurea.
Há muito você queria partir.
Mas protelava cada minuto, cada instante.
Eu cheguei a pensar: que loucura é essa
Que me envolve num mar de sentimentos
Sem nenhuma esperança aparente.
Percebi que já estava na hora de mudar.
Mudar o tempo, deixar de sentir saudades
E partir para um novo recomeço.
Mas com meus sentimentos confusos,
Chego a confundi tristeza com solidão,
Amor com paixão, insensatez com razão.
Mas tudo começa, tudo termina...
Mais um lampejo de esperança se inicia...
Mais um dia amanhece em minha vida!
Vasculhei o universo a procura de uma
Estrela que representasse você.
Encontrei várias estrelas brilhantes.
E não consegui te ver.
Persistir na busca e avistei uma
Estrela tão pequena, isolada naquele
Imenso universo, sozinha, mas ela não
Estava triste, ela apenas observava
A vaidade das estrelas brigando entre si
Para saber qual delas brilhava mais.
Mas dentro de meu coração já tinha
Minha estrela preferida mesmo pequenina
Brilhava todo o universo.
Pena que a vaidade das outras não
Permitiram que elas vissem o brilho de luz
Que aquela pequena estrela radiava em
Torno do Mundo.
Com a sabedoria do meu coração pude
Enxergar o pequeno astro cintilante
Cintilava como nunca, como jamais visto.
Essa estrela é você!
Brilhe... Que o universo te espera!

Respeite os direitos autorais

Foto de Fernanda Queiroz

Voar...

Voar...

A paisagem passa depressa
Patas velozes rasgam o caminho com flecha
Diminuindo a distância entre mim e o mundo
Meu corpo se eleva em ritmado balanço
Pés firmes desprovidos de açoite
Mãos apertadas junto ao cabresto livre
Desprovido de freios
Ganhando liberdade
Correndo para o mundo
Ou do mundo fugindo
Correndo contra o tempo
Ou do tempo fugindo
Fugindo de mim
Ou do que restou de mim
Apenas vultos em minha paisagem
Cores se confundem
Cinzentas se agitam ou gritam
Como se tivesse vozes na cor
Como se entendesse de dor
A velocidade aumenta
Voar é minha meta
Mais depressa
Tenho pressa de chegar
Mesmo que seja o abismo
Meu destino certo
Onde tudo é incerto
O ar que foi brisa
Tornou-se vento
Que mesmo em tormento
Calça-me de coragem
Tira a dor de minha bagagem
Preciso continuar
Fugindo de mim
Ou do você que existe em mim
Do meu passado presente
Ou do meu presente passado
Do meu vazio intenso
Onde transborda solidão
Apenas por um momento
Senti a sensação
Que seguravas em minha mão
Mas eram as rédeas do destino
Que se encarregou de atá-las
Que fecundas como as marcas
Batentes cravadas no solo
Impõe-me o peso real
Da realidade mortal.
Eu não posso voar.....

Fernanda Queiroz
Direitoa Autorais reservados

Foto de Fernanda Queiroz

Qual estação?

Qual estação?
Que me deixastes?
Em qual das estações perfurastes meu peito
Ou em qual foi que me abandonastes?
Meu corpo esquecido e inerte
Não sabe dizer se é inverno
Pois o tremor de antes habita o agora
Sem que eu saiba do tempo ou da hora.
Ou seria o verão?
Que nem a calma agita
Nem o vermelho em profusão
Que trás a brisa suave
Em forma de rendição
Mas não!
Se o meu corpo transpira
É de pura insolação
Que aloja minha solidão
A procura de outra estação.
Quem me dera que a primavera
Despontasse meu mundo colorido
E provar que poderia ter sido
Tudo que a gente espera
Da beleza da estação
Mas você pintou de cinza
Por onde podia passar
E depois deixou o verde
Talvez para fazer sonhar.
E quem sabe ao outono chegar
E este poder declarar
O que eu tenho que enxergar
Que mesmo sem folhas mortas
A realidade é imposta
Tal qual este meu abrigo
Que totalmente indefinido
Não me dá nenhuma razão
Para acreditar que me deixou
Qualquer de uma estação.

Fernanda Queiroz
Direitos Autorais Reservados.

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