Solidão

Foto de JGMOREIRA

O AMOR QUE ACABA

O AMOR QUE ACABA

O amor que acaba
produz vazio,
cratera de canhão.
Urgem sertralinas
na fuga de endorfinas
remédios para o coração.

O amor que acaba
amor não era
que amor fica
amor resta
presta atenção no amor
pronto para qualquer dor.

O amor que acaba
era amor que não amava
que amor não esquece
Se o amor desaparece
se ausenta do duplo
permanece vivo nos unos

que amam em separado
guardando cada um
um amor isolado
que nunca esquece o amado
Que seu fim seja torvelinho:
do amor que é amor fica o carinho.

O amor que não acaba
é o amor que suporta
que se esconde atrás da porta
dá sustos nas noites ardentes
que brinca de paciência
nos dias de ausência

O amor que acaba
deixa apenas solidão
Rasga a carne
enfia as unhas em desespero
puxa entranhas
para matar o desejo

Quando o amor acaba,
sei bem, urgem sertralinas
que o amor, minha cara
é pura química
que a gente não entende
a ciência não explica.

Quando o amor termina
ficam os vazios repletos
as noites no deserto
nebulosas no universo
que astrônomos não atingem
a poesia não define.

Quando acaba
silencio na sala
frio no quarto
dores do parto
perda da cria
vida vazia

Foto de JGMOREIRA

NÃO SÃO TRISTES OS QUE AMAM EM VÃO

NÃO SÃO TRISTES OS QUE AMAM EM VÃO

Não são tristes os que amam em vão
Mãos suadas
Testas peroladas
A gemer pelos cantos da casa
Na ânsia de uma ausência
Que nunca se recheará.

Não. Não são tristes
Com seus olhares oblíquos
Lábios dormentes
A fumaça dos cigarros
A matá-los
– pena não seja de uma só vez.
Lamentam.

Não são tristes. Nem infelizes.
Que a tristeza é a ausência do amor.
A infelicidade, a não existência dele.
Se não são tristes
Se não são infelizes
O que serão os que amam em vão?

Com suas vozes recuadas
As gargantas embargadas
Se em solidão.
As pistolas sempre engatilhadas
Renda envolvendo punhais de prata.

Não são tristes esses tresloucados
Que sem o menor alento
Repousam em santa astenia
Sobre lençóis amarfanhados
De uma noite de solidão
Quando dormiram sono vão.

Não são infelizes
Os que jamais serão felizes
Por amarem em vão.
Com suas caminhadas a esmo
Em pânico pelas ruas
Quase desmaiando
Invejando os que amam
Que caminham enamorados
Com gargalhadas que lhes ruem a emoção.

Será que amam os que amam em vão
Ou apenas sofrem
Por ser o sofrimento o concreto
Contido no abstrato amor quando é em vão?

Notebooks, CIAs, câmaras, assembléias,
Grandes empreendimentos
Celestiais construções
Seminários, submarinos
São, todos, provas do amor em vão.
Não que seja vão o amor com
Que os constroem ou os detonam,
Sendo apenas provas do amor vão.

Ternos impecáveis
Lúgubres moradas
Palácios, trincheiras
Em qualquer lugar encontra-se exemplar
De quem ama em vão.

Insistentes esses recrutas,
Continuam a amar.
Mesmo sabedores de que é em vão.
Será que sabem?
Será que é em vão?
Que força impulsiona esses estóicos
A prosseguirem nessa direção?

Não. Definitivamente, não são infelizes
Os que amam em vão.
O amor os redime
O ser em vão os sublima
Para que passem, gasosos
Pelas tristes lâminas
Que sangram os infelizes
Que amam em vão.

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"QUADROS NA PAREDE"

QUADROS NA PAREDE

Ah, frias paredes...
Nuas, cinzentas, impessoais...
Silenciosas e cúmplices de minhas angustias...
Testemunhas de tristezas...
Companheira de solidão...
Conselheira incompetente parceira do frio da minha alma!!!

Trocarei tua cor...
Tingirei tua memória com as cores da alegria...
Pendurarei em teu peito gelado...
Ornamento colorido e quente!!!

Colocarei quadros...
De flores, de amores e de esperanças...
Não serás mais ombro...
Serás amiga e sorridente anfitriã!!!

Foto de Cecília Santos

PÁGINA VIRADA

PÁGINA VIRADA
#
#
#
O passado, são as marcas,
Vividas no presente.
Cicatrizes, que não se apagam jamais.
É saudade de um alguém distante,
Que foi embora, ou simplesmente,
Nos deixou na solidão.
E chorar de saudades de tudo.
Que já foi presente em nossa vida.
É a lembrança de todos os sonhos.
Momentos felizes, que não voltam mais.
O passado está presente em tudo.
Basta fazermos uma retrospectiva
que tudo vem à tona,
O passado é uma esfera dividida ao meio,
De um lado a tristeza, do outro a alegria.
Pois choramos, ou sorrimos ao trazermos,
O passado de volta.
Ele não renasce, ele nos mostra...
Que o ontem, virou recordação...
Que o ontem, é simplesmente
uma página virada...!

Direitos reservados*
Cecília-SP/05/2007*

Foto de elcio josé de moraes

MENINA DENGOSA

Menina mulher,
Me tirou da solidão.
Alegrou meu coração,
E sou eu quem mais lhe quer.

Menina dengosa,
Mulher carinhosa,
És pura emoção.

Mulher tão formosa,
Menina vaidosa,
Tu és minha paixão...

Escrito por elciomoraes

Foto de POETISA SOLITARIA

ANÚNCIO...

O céu, com seu semblante cinzento e frio,
Anuncia sua dor!
Dele escorrem lágrimas sombrias,
Que se confundem com sangue...
Escorrendo quentes e marcantes sobre a face terrestre!
São o pressagio do ódio sobre aqueles que ousaram,
E desafiaram a ira daquela que reina ...
Sobre seus corpos mortais descerá a vingança,
Em sua pele, a fina e fria lâmina da traição,
Cortará teu coração, que serviu de abrigo da dor e da solidão.
Ela não perdoa ser enganada, ela não considera a traição...
Ela tem como missão lutar pelo que deseja,
E cumprirá a risca esta tarefa, nem que para isso ela tenha que,
Eliminar o que não for de seu restrito interesse.
Soberana ela luta, em busca de seu ideal,
Seguirá em frente sempre!
Há aqueles que dizem que sob ela existe uma maldição,
Ao certo ninguém sabe dizer...
Mas sabem que tudo aquilo que ela desejou e não teve
Foi para sempre amaldiçoado...
E jamais ninguém foi feliz em seu poder!!!!

Foto de POETISA SOLITARIA

CARTA A SOLIDÃO

Muitas pessoas, mal sabem o que vem a ser isso, outras vivem sob a eterna sombra da solidão. Eu sou uma delas que mesmo cercada por pessoas vivo na solidão. Sem mais nem mesmo bate dentro de meu peito uma dor...
É estranho, pois de repente quero me isolar, ser só neste imenso mundo...fugir!
Não dá vontade de sorrir, apenas de chorar! Não dá vontade de viver, parece a única solução é morrer...
Preciso de alguém para me consolar, nem amigos, nem mesmo família!
Alguém que esteja sempre a meu lado, para que eu seja feliz novamente.
Sonhar é preciso, pois é minha única opção, já que na realidade o amor ainda não pousou sobre mim.
Senhor, Criador do céu e da terra... Tu que fizeste o homem e a mulher para se amarem, trazei para mim alguém para amar e ser amado, para transmitirmos felicidade um ao outro. Só para que eu não me jogue no abismo do esquecimento.

Foto de Luana Carla Ribeiro

FÊNIX

Viver
Algo de extremo cuidado
Saber viver
Algo de valor estimável e delicado
Saber viver bem
Algo que é mais, é uma arte.
Quando comecei a viver, achei que sabia de tudo, achei que sabia viver e, principalmente a viver bem.
Tola Mortal!
Caí na armadilha do tempo
Na escassez da rotina
No escurecer da ansiedade
No ludibriar da solidão.
Mas a vida é um mistério
E, como súbito florescer da primavera em meio solo sem vida, assim fui eu ao ter você
Renasci das cinzas ao poder do fogo forte
Do seu amor por mim
Do meu amor demorado por você
Mas às vezes é difícil acreditar que não morri em meio as cinzas da solidão, em meio a dor da ingratidão
E agora, ao florescer de um novo dia
Aqui estou
Vivendo com ardor
Lutando contra dor
Caminhando com a luz do tom do amor.

Foto de Luana Carla Ribeiro

TEMER

Temer
Algo a se esconder
Inspiração vazia de medo intenso
Temer
Força do escuro ao entardecer
Poder nostálgico do esquecer
Tristeza maior ao não te ver
Temer
Solidão imensa, escuro eterno
Visão do belo anoitecer
Temer
Não ter você
Não ser viver
Olhar manhã sem ter você
Entristecer

Foto de Luana Carla Ribeiro

SINTO

Sinto-me saudável
Mas não consigo me mexer
Sinto-me segura
Mas tenho vontade de correr
Sinto-me aliviada
Mas tenho vontade de chorar
Sinto-me amada
Mas tenho vontade de recuar
Sinto-me feliz
Tão feliz que fico triste
Sinto-me lúcida
Lúcida tanto de enlouquecer
Sinto-me curada
Mas ainda sangro
Sinto-me animada
Mas ainda durmo
Sinto-me viva
Com vontade de morrer
Sinto-me morada
A ponto de ruir
Sinto-me à vontade
Com vontade de fugir
Sinto-me perdida
Tentando me encontrar
Sinto-me esquecida
Com vontade de gritar
Sinto que ninguém me entende
Mas não consigo esconder
A dor que de repente insiste em doer
Sinto muito mais que isto
Sinto que perdida tudo isso encontrei
Sinto-me sozinha
No meio da multidão
Sinto que em algum momento
Acabará a solidão.

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