Solidão

Foto de Carmen Lúcia

Entre as miragens

Transformei em doce saudade
o seu amor, essa ausência sem fim
e tudo o que me lembra distância,
trazendo-o para perto de mim..

Nem mais solidão eu sinto
quando a saudade entra pela janela
que aberta fica quando pressinto
a dor trazendo seu sinal de alerta.

Então me acerco das lembranças
que retêm meu pranto e me fazem sorrir,
crer que tudo ficou como era antes
sem o medo de um dia vê-lo partir.

Perco-me em fantasias, faço-o ressurgir
entre as miragens que me vêm encontrar
e me pego a dançar ao som da melodia
vinda das estrelas , tema de nosso sonhar.

_ Carmen Lúcia_

Foto de Hanilto josé Da Silva

POEMAS MEDIOCRES

As violetas choraram
nas asas do colibri,
adentraram os sonhos
que furtavam desejos,
se entorpeceram nas
carícias de pálidos
beijos.

E os ventos do norte
trouxeram a morte,
perdida ilusão chora
os sentidos nos requintes
da solidão,a palavra amarga
que espedaça explode coração.

Escondido poema sem
raiz,fria tristeza querendo
ser feliz,nos versos mediocres
que falam do rosto sereno
da bela imperatriz.

No ósculo do tempo
no lábio furioso,
assenta sombras de almas
banidas bandoleiras das selvas
da angústia,com gritos de astúcia.

É o amanhã caido
caiado em desespero,
num grito de alerta ou quase
apelo.

Querendo amor
sombreado de uns
olhos mareados,tão belos
ponteados.

Hanilto 17 06 2011

Foto de Hanilto josé Da Silva

VERSOS CARENTES

No aço do teu
beijo,
alma perdida escrava do
desejo,
dormindo no suspiro presa
calcinada no delírio.

Sou filho do silêncio
sombra e rastro solidão
a dor maior que a paixão.

Sou talvez a loucura
da visão,
agarrado na cintura da
ilusão,sorvendo o mel do
teu fel,desfolhando vendavais
gemidos de puros ais.

Alma sangue coração
talhados nos susurros
do teu olhar,morro inteiro
por te amar.

Febre ansiosa de pensamento
na mortalha do meu sentimento,
já não sou amor,sou saudade a todo momento.

Sou cinza esparça
no vento em espaços
de versos carentes,com o manto
do tempo,em eterno rimar sobre
as trevas de furioso mar.

Hanilto 16 06 2011

Foto de Diario de uma bruxa

Viajando em minha mente

Esta sou eu
Livre em sonhos
Doce em pensamentos

Prisioneira de meus desejos
Afetada por desafetos
Triste na solidão
Esta que eu mesma crio

Sou surfista em minhas lagrimas
Lagrimas que descem e deságuam no rio
Confusões de pensamentos
Orgia fugaz de risos

Constantemente distraída
Vivo sem saída
Presa na fantasia do meu único
Universo.

“Estrelas cintilam em minha mente
É único é mágico
Sou eu viajando novamente.”

Poema as Bruxas

Foto de João Victor Tavares Sampaio

O Orfanato

- O Orfanato

No orfanato
Toda linhagem de enjeitado
Toma a forma de legião

Todo o povo da região
Passa-nos com o ego apontado
Acusando nossa rejeição

E a sombra que aqui relato
Desnuda a treva em ebulição
Sonho irrealizado

Presente desembrulhado
Futuro em suspensão
A humilhação em seu recato
Frio, destrato

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O Sol é falso, losango angular.

Umas poucas crianças cantam.

Outras tantas crianças gritam.

A volta da escola é lenta e singular,
Pois não há ninguém há esperar.

O vento espalhar seu vento, e a folhagem.

Uma nuvem nos faz pajem.

Nosso ritmo é policial e folhetinesco.

Reside o medo do grotesco.

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Os moleques do orfanato são feios e não têm receio em admiti-lo, já que no verso de sua condição morava o adverso, o ridículo dos corações partidos, a brevidade de sua relevância.

Um deles riu-se automaticamente:
- Somos completos desgraçados!

Esta frase correu sem gírias ou incorreções.

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Os moleques
Sabendo serem desgarrados
Destravavam seus breques
Em serem desencontrados

Faltava-lhes o saber da identidade
Descobri-se em um passado plausível
Ver-se na evolução da mocidade
Em um lar compreensível

Mas não lhes foi dada explicação
Nem sentido da clemência
Nem pedido, nem razão
Para sua permanência

Viviam por viver
Por invencionice
Viviam por nascer
Sem que alguém os permitisse

Abandonados
No porão de um orfanato
Sendo assim desfigurados
No humano e seu retrato

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Os moleques eram órfãos
E eu estava no meio deles sem me envergonhar!
Minha vida é curta
Dura, diante dos comerciais contrários!
Meu cárcere é espesso, grosseiro, não derrete nem sob mil graus!
Subo mil degraus e não encontro o final da escada
E a realidade é tão séria como o circo ao incêndio dos palhaços,
Pois nem meu hip-hop consola mais a sombra da minha insignificância
E nem toda a ostentação suporta o peso da veracidade

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O mundo me usa
Ao agrado parnasiano
E me recusa
O verso camoniano
Não tenho honra nem musa
Não tenho templo nem plano
A vida é pouca e Severina
Louca e madrasta carnificina

Solidão
No meu retiro na multidão

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Somos uma falange
Outrora negada pelo sistema
Zunido como abelhas de um enxame
Invadindo os isolamentos propositais;
Nação sem cara
Homericamente mostrando seu rosto
Olhando a palidez da polidez
Sendo enfim mortos de fome.

Sendo enfim cheios de vida!
O braço que nos impede a pedir banha-nos com seu sangue;
Nós somos encharcados
Havendo assim a benção que ignoraram em prestar
A afirmativa de um futuro inevitável;
Matamos e nutrimos
O pavor que nos atira para a vida;
Somos assim não só uma falange como uma visão intransponível.

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Em esperar ter condições
Só restaria estacionar
Ao choro das lamentações

E logo quando o meu lugar
For definido às lotações
Na margem sem quem se importar

Ou mantenho insurreições
Ou vou me colocar
Abaixo das aspirações

Se calar minhas intenções
Alguém vai me sacanear
E se buscar santas missões
Cair no desenganar

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Estamos descontrolados!

- Foi ele, tia, eu vi!
- Não, eu não fiz nada!

- Cala a boca molecada!
Ou vai entrar na porrada
Cambada de desajustados!

Nem suas mães os quiseram
Desde o dia que vieram
E ainda bem que não nasci
No mesmo mal em que estiveram

Enquanto existir distração
Restrito será seu contato:
Problemas não chamam a atenção
Ao veio da escuridão
Silêncio do assassinato

Eu me calo e penso então
Em como o mundo é ingrato
Por sobras ajoelhadas
Firmo-me em concubinato
Em estruturas niveladas
Para minha exploração

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A noite chega aos esquecidos
E com ela sonhos contidos
De um sono forçado

Sinto-me encarcerado
No meu instinto debelado
Pelo pânico dos inibidos

E os olhares entristecidos
Cerram-se em luto fechado
Da morte sem celibato

Estamos envelhecidos
Tão jovens e tão cansados
Estamos aprisionados
Na cela de um orfanato

Foto de Hanilto josé Da Silva

VERSOS COLHIDOS

Beijo da solidão
aflorando outonos
e vendavais,
meu coração desabotoando
a ventania desses temporais.

Trazendo o manto
bordado,da saudade
costurado cristalizado,
na lembrança real do bem
e do mal.

Mastigando palavras
na ternura que teus olhos
sentiu,
nos lábios do meu sentimento
em detalhes curioso,que ficou
no pensamento.

A face do teu riso
é tão bela são versos
colhidos,nos gemidos
de um poema no cio de uma
fera.

Destila frases da flor,
desfolhada na janela,em
instinto aquebrantado de uma
exposta aquarela.

E para que eu não me
atropele,
eu me imagino abraçado
laçado,a cor suave e morena
da tua pele.

Hanilto 15 06 2011

Foto de Amy Cris

Sua

O que há em mim?
Memórias, pensamentos distantes de algo que não aconteceu mas ficou gravado em mim
Lembranças de um futuro que nunca viverei
Descobri que pertencia a você no dia em que acordei e pensei estar fazendo tudo errado
Me afastei e depois me torturei por estar sentindo sua falta
Agora estamos distantes e não há como voltar atrás
A presença das outras pessoas já não é suficiente para acabar com minha solidão
Os outros corroem toda a sanidade que ainda resta em mim
Não quero os outros, quero você
Não preciso de mais nada além daquilo que não posso ter...

Foto de Lucianeapv

TEIMA

TEIMA (de: Luciane A. Vieira – 10/01/1985)

O meu ressentimento de paixão
Não dá mais pra chamar sua atenção...

O meu ressentimento é ironia
Retrata uma pobre emoção
Que já faz parte de minha euforia
Da vida que eu tenho nesse chão...

O meu ressentimento de paixão
Não dá mais pra chamar sua atenção...

O tempo que eu passo divagando
Sobre a vida: um porque e um não querer
Já cobrem o meu vulto nesse mundo
E parte já fazem do meu viver...

O meu ressentimento de paixão
Não dá mais pra chamar sua atenção...

As folhas de meus passos nesta vida
Voam a um palmo de meu coração
É o espelho que mostra a desarmonia
Refletem tão somente uma solidão...

O meu ressentimento de paixão
Não dá mais pra chamar sua atenção...

O mundo e o ser: desesperança
A vida é fantasia e revelação
O amor e a paixão desapropriam
Destroem toda nossa ilusão...

O meu ressentimento de paixão
Não dá mais pra chamar sua atenção...

Foto de betimartins

Rosa encantada.

Rosa encantada.

Era uma bela roseira
A roseira do amor
Amor seria perfeito
Se a nobre roseira
Não tivesse espinhos!

Espinhos do desencanto!
Espinhos da triste traição!
Espinhos da desilusão!
Espinhos da solidão!
Espinhos da morte!

Minha roseira encantada
Minha roseira do amor!
Cortei-te em ti uma bela rosa
Vermelha e tão perfumada!

Rosa! A da vida, a rosa da fé
Rosa! A da cruz, a rosa do caminho
Rosa! O nome de filha de Maria
Rosa! Apenas a bela flor!

Rosa que o beija-flor amou
A bela rosa do meu amor
Que na minha roseira foi cortada
No jardim da minha alma encantada!

Betimartins

Foto de Carmen Vervloet

Sobre A Ganância

A ganância leva os homens
para as frias ruas do egoísmo...
Devasta o amor, a paz, a solidariedade,
empurra a bondade para o abismo.

Caminha indiferente aos apelos,
pisa os que se interpõem em seu caminho,
esmaga a tantos em seus atropelos,
perfura a todos com seus espinhos.

A ganância caminha sem compaixão,
destrói convivência pacífica, sonhos, encarna Caim,
leva em seu cerne indiferença sem fim
e no final do caminho mergulha num lago de solidão.

A ganância é um poço sem fundo,
inimigo-mor que destrói a perfeição,
na sua voracidade esvazia e destrói o mundo,
faz da vida um palco em confusão!

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