Solidão

Foto de jucabala157

Porque eu a amo?

Preciso de você

O vento bate a minha porta,
Mais um dia de solidão,
Não posso ter quem eu quero,
Não posso beijar a tua mão;

Mais um dia de luta,
Olhos nos olhos,
Eu busco você,
Porque não me entende?

Meu amor por você,
É como uma lua,
Quando você fala comigo,
Já estou a brilhar;

Se me deixasse tocar você,
Faria de você uma criança,
E ao chegar a noite,nunca,
Te abandonaria;

Pois nos meus sonhos,
É você quem está,
Tu és minha vida.

É só com você

Posso não ter força,
Mas,com você ao meu lado,
Posso ganhar;
Posso não ser veloz,
Mas,com você posso tentar;

Você é meu todo,
Meu amor,
Só com você quero estar,
Você é minha razão de viver.

Foto de fisko

Queimem-me os olhos, com razão, também sou filho de Deus.

Romperam-se as vidas, os prados repletos de alegria, a alma que tresandava a tudo o que era o que eu queria. E eu? Que é feito de mim que também sou filho do divino? Não era mais sensato queimarem-me vivo ou atirarem-me ao mar grande do que me dar a provar esta loucura que é o adeus de quem se afeiçoou à vida deste pobre homem?
Não há Primavera mais fria que esta, para um homem que sempre deu tudo e agora se vê obrigado a apagar uma vida.

Há quem me mereça, divino iníquo, mas então porque razão puseste tal sentimento à frente do olhar e do coração deste homem se não é este o seu fado mesurado?

Vós Deuses, que não vivem porque alguém já vos tirou a vida, nem que tivesse sido uma constipação pelo caminho de casa ou a solidão que a morte nos dá, vós que não existem por razão qualquer senão essa mesmo, existir, exijo aqui perante a lei da vida saber o motivo de me consumirem com este sufoco! Ah, pudesse eu guardar-vos as estrelas e só as repor no céu na altura em que me explicassem o sentido disto.

Para que foi então tudo isto? Expliquem-me, vá! Fiz eu assim tão mal a alguma alma? Terei eu perdido a vontade de sonhar sozinho?!

Ah, arranquem-me já a alma fraca deste corpo farto de alucinações e paixões sem sentido e já, que quero esvaziar-me de sentimentos ambíguos e despedidas que nunca chegaram a acontecer certamente, pelo menos para mim.

Meu Deus, mas que mal fiz eu?
(...)

Foto de Wilson Numa

O Retorno

Já te foste embora e aceitei
E os dias já não são os mesmos
Mas tenho que me aguentar
Essa solidão é tudo que tenho agora

Cada dia que passa é mais duro
Porque frequento os mesmos lugares de antes
E tudo vem para minha mente como se estivesse aqui
E tudo volta de maneira tão real

Procuro maneira de esquecer
Mas não dá, a cada retrato, cada situação que vejo
É o teu rosto que me assombra, está tudo de volta
Tento esquecer-te de vez, mas tudo volta para mim.

Foto de Carmen Lúcia

Madrugada

Madrugada fria...
O ar me congela...
Nada me aquece...
Cobertas me guarnecem,
acaloram o meu corpo,
mas de minh’alma se esquecem...

Madrugada vazia...
Os minutos não passam,
as horas se resfriam
e preguiçosamente
empurram os ponteiros
de um relógio cansado,
querendo parar.

Minha solidão aumenta
nessa madrugada fria,
que não quer terminar...
Os cantos do quarto
parecem me olhar...
Desejam me abrigar,
mas, permanecem calados.
Seres inanimados.Coitados!(?)

O guarda apita, lá fora,
rondando e afrontando o passar das horas.
Sente o frio na pele que o impele
a rondar e a vigiar. E o frio na alma?
É o pior que há!
Talvez não o sinta...
Mas, ele está lá.
Me faz ponderar
que não estou só...

Também os anjos da guarda,
apesar da fria madrugada
fazem-me companhia...
Quem sabe me façam poesia!
E a manhã nasça ensolarada,
clara, iluminando, iluminada...
Fruto da angelical fantasia
de uma madrugada fria e vazia.

Agora minh’alma não mais se arrefece...
Ao crer no amanhã, se aquece e adormece.

(Carmen Lúcia)

Foto de giogomes

Improvisação

Improviso, escrevo direto...
Sem pensar em nada concreto...

Estou desnorteado, cansado...
Pensando em tudo o que está errado...

Minhas fraquezas, minhas tristezas...
Minhas alegrias, minhas franquezas...

Misturadas em conflito total...
Não sei mais o que é normal, real...

Certo, errado, discreto, complicado...
Pensamento jogado, sentimento renegado...

Não sei onde vou, não sei o que pensar...
Não sei onde estou, nem para onde caminhar...

Não sei simplesmente o que fazer...
Só quero que isso pare de doer...

Me sinto ingrato por tudo que recebi...
Mas não é o que eu queria, não quero estar aqui...

Improviso neste momento de solidão...
Escrevo direto, sem revisão...

Rezando para que as palavras me confortem...
Implorando para que elas se importem...

Tanta responsabilidade para carregar...
Como posso tudo isso aguentar ?

Com tantas dúvidas e incertezas...
Apenas uma coisa me vem com clareza...

Eu amo uma Rosa, o Tigre a ama de verdade...
Queria que ela me salvasse desta infelicidade...

Como ela poderia novamente acreditar nesta emoção...
...por alguém que até agora, só fez improvisação....

Foto de Sandro Nadine

Deserto de Areia

Me vejo num deserto,
Onde o homem é a própria Areia...
Que com o tempo se espalha ,
Povoando o silêncio que me rodeia...

O que antes era vivo,
Agora passa a ser Inanimado...
Apenas o calor do vento,
E a frieza do orvalho...

O que deveria ser coração, vira pedra,
O que poderia ser luz, vira treva,
O que deveria ser sentimento, vira sela...

A solidão vira tormento,
A sede se transforma, em desejo incontestável...
À noite, impiedoso relento,
Traz para a alma, fome interminável...

E em meio a essa paisagem, o vazio,
Que em mim tranforma-se em lágrima...
É a prórpia Terra imersa no cio,
Sem Brilho e sem Mágica...

(Sandro Nadine)

Foto de João Victor Tavares Sampaio

A Última Cruz

Não foi o primeiro pai de família que existiu, nem o último que faleceu. Sua vida, assim terminada, refletiu a solidão que quer queremos ou não, nos faz sentir saudade, amor, essas coisas de gente viva. Deixou uma falta que não se sacia nos dias de finados, aniversários, missas de sétimo dia. Foi, e não voltou mais. Quem sabe um céu lhe aguardava.

Sua morte foi trágica, solitária, isolada. Ninguém deu-se conta de tanto, ou melhor, poucos. Seu corpo ficou ali, largado por dois dias entre o chão da cozinha e a entrada do banheiro, era uma casa de pobre, mas bem assentada, na periferia de uma cidade periférica. Morreu e o esqueceram, ali na sua morte. Houve um vizinho não se preocupou com sua recente podridão, razão de seu óbvio enterro.

Uma coisa deve ser explicada, para melhor entendimento do texto. Ninguém quer a morte. Ela é um processo doloroso, traumático. Não há um ser humano que não responda aos seu instinto de não sofrer, sentindo uma dor que só se apagar com a entrega ao sono final, o último descanso injusto ao redor que lhe agride, a última cruz que se carrega para se manter a existência.

Mas o mundo é um quente, corrosivo, oxigenado pelos ares das novidades. Não há lugar para o sofrimento eterno e improdutivo, ainda mais o próprio. Sua dor cessou, mas foi uma pessoa útil. Assim merece essa homenagem.

Foto de Anderson Maciel

VOCÊ ME ENSINOU A AMAR

Sintia-me muito sozinho
o frio da solidão apertava aqui dentro
sofria sem saber o motivo, pranteava
atordoado por dentro sem esperança

Até que você entrou em minha vida
foi como um presente dos céus pra mim
e eu que achava que não tinha saida
cresci e aprendi o que é o amor

Pois você me ensinou o que é o amor
me deu motivos pra eu levantar alegre
cantar hinos de felicidade, alegria
pois você entrou na minha vida
e pra sempre vai ficar, sempre. Anderson Poeta

Foto de Anderson Maciel

O TRISTE FIM

O mundo está morrendo aos poucos
E com ele a minha vontade de viver
Sozinho vou vagando na noite escura
Com o frio, dor e solidão

Passos pequenos firmam minha triste vida
Já não há razão nem esperança para mim
Perdido vago nesta estrada sem volta
Caminhando ao lado da triste ilusão

Tragado pelo poder do Ódio vejo a desgraça
Pessoas indo embora sem avisar
Outras chegando sem bater na porta
Neste mundo que em breve morrerá. Anderson Poeta

Foto de raziasantos

Será que Vai Sobreviver?

Será Que Vai Sobreviver?
Apocalipse Urbano
Abri os olhos, vejo grade e concreto é zica
Hoje é visita, eu quero ver minha família
Sonhei com morte a noite passada
Nem me liga da minha mina, dos manos quero ter notícias
A alguns dias meu irmão veio me visitar
Ficou lá fora, devido as normas do lugar
Depois de muito tempo só lembrando e com saudade
Eu pode vê acenando de fora das grades
Minha coroa hoje chegou na portaria aflita
Logo de longe eu percebi que ela estava abatida
Se aproximou, me abraçou, notei que não queria
Que eu soubesse na real o que acontecia
Falsa amizade, trair agem, pilantragem
Fez meu irmão sentir o gosto da crocodilagem
Pra minha mãe desilusão, só decepção
Tendo um filho quase morto e outro na prisão
[refrão]
Será que vai sobreviver?
Não sei não
Falou mais alto o grito da DP
Foi pro chão
Infelizmente não tem nada a fazer
É caixão
Mais uma mãe que vê o seu filho morrer
Traição
Eu um criminoso que não perdoava ninguém
Fui enquadrado pelo desespero e feito refém
Nem pensei em orar, pela sua recuperação
A sede de vingança envenenou meu coração
Maluco, uma arma velha, um tiro só
O meu mano numa cama de hospital vai de mal a pior
Eu distante do bem e mal informado
Me pergunto quem será o culpado, Deus ou o diabo?
Resultado do seu erro e do meu ódio pegou pesado
Um dia antes do enterro eu fui comunicado
Eu algemado, policia pra tudo que é lado
Eu vi meu sonho de família sendo enterrado
Olhar inconformado, cai lágrima, do céu cai chuva
Enquanto isso, seu corpo desce a sepultura
Naquele instante só Jesus tinha o que eu queria
Descanse em paz, amanhã é outro dia!
[refrão]
Só restam lembranças daquela velha infância, em que a inocência tomava conta dos nossos olhares
Que a maldade era encarada como uma brincadeira
Que um puxar de orelha não nos trazia tristeza
Que a falsidade eu ainda eu não conhecia
E quando muitos choravam, para mim era só alegria
Que o choro vinha quando eu queria e não podia
Aí eu percebi o valor que a vida tinha
Essas palavras são para você entender
Que a vida nos oferece surpresas der repentes
Que devemos estar sempre crentes e não desanimar
E sempre caminhar para a vitória alcançar
Tudo na vida tem o seu lado contrario, seu mundo imaginário
Existe o certo e o errado
Nem tudo o que queremos nós obtemos
Temos que aprender a ganhar, não se contente em perder
Para que nos momentos das fraquezas saibamos nos fortalecer
Eu vou tentando entender certo faz das vida
Em que momentos de alegria, se transformando em grandes feridas
E que um pensamento se perde ao relento
E que o domínio da solidão é só uma questão de tempo
Isso não é heresia e sim a pura verdade

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