Solidão

Foto de Carmen Lúcia

Não gosto do poeta

Não, não gosto do poeta...
Ele vê beleza em todo lugar,
beleza que meus olhos não conseguem enxergar.

Não, não gosto do poeta...
Suas atitudes certas de liberdade
são incoerentes com as incertezas de minha verdade.

Não, não gosto do poeta...
Que sabe fazer da dor uma prece, uma canção,
enquanto morro todo dia de desafeto e solidão.

Não, não gosto do poeta...
Ele é um rico pedidor de esmolas
E eu, pobre de idéias, nada me consola.

Não, não gosto do poeta...
Ele pode voar onde só os deuses conhecem,
desvenda mistérios que céus e terras desconhecem
e eu, prisioneira de valores descabidos,
construo para mim um cárcere de pedra.

Não, não gosto do poeta...
Como um louco, esbanja plena lucidez,
e eu, lúcida, sou fruto da insensatez.

Não, não gosto do poeta...
Que me faz sorrir, quando quero chorar
e me faz chorar ao sentir o desejo de amar.

Não, não gosto do poeta...
Sua alma é transparente
e se a tenho, é impura e insolente.

Não, não gosto do poeta...
Ele e as estrelas caminham juntos,
e eu, perdida em meu mundo,
preciso tanto de sua luz...

Ah...Como invejo o poeta!

_Carmen Lúcia_

Homenagem aos poetas no Dia Nacional da Poesia.

Foto de Elenildo

Tardes Solitárias

Tardes solitárias, estou sentado no banco da praça, vejo que os namorados que passam, nem notaram minha solidão, tardes como as outras tardes,
tardes vazias, onde a tua ausência é minha companhia, tardes iludidas por uma normalidade falsa onde a tranquilidade superficial que no meu rosto
se reflete nada retrata o transtorno que sinto por dentro.
Tardes tenebrosas com claridades obscuras que só ilumina minha amargura, tardes que me fazem lembrar das vezes em que eu sonhava e até mesmo
planejava planos para uma eternidade que só existia nos meus sonhos alimentados por uma realidade passageira, tardes com ventos frios que me causa
calafrios aterrorizantes, e como as outras tardes, essa tarde se despede com o decline do sol levando consigo todos os que estavam a minha volta.
agora, o silêncio que prevalece do lado de fora não é mais forte do que a guerra que permanece do lado de dentro de um coração atormentado
pela solidão...

(Elenildo Soares)

Foto de Marilene Anacleto

A Estrada da Minha Casa

A estrada da minha casa é o caminho do paraíso.
Anseio com o encontro daquele ser mais querido.

Versa e conversa, a pluma do pensamento,
Dança e regressa com as luzes do vento.

Gotas diamantadas num raio de sol
Descem em cascatas a desfazer nós.

Manacás explodem seus violetas e lilazes
Em suaves bordados com brancos e rosas.

A rua de asfalto, de verde ladeada,
Imensos bailados de flores, tesouros ainda guarda.

Danças de borboletas, orquestras de pássaros,
Grandes espelhos d’água, corais de sapos.

Bem-te-vis, sabiás, quero-queros, pica-paus
São a voz do silêncio, da solidão sem preço.

Palavras, imagens, perfumes, cores, cantares,
Raios de sol sobre orvalhos, estrelas tão perto dos olhos.

A onda da mata a brilhar; na face, perfumada brisa,
Caminho de casa, em riso, sem vergonha e sem juízo.

No final da estrada se ri, aquele que divide comigo
Cantigas de vários amores, na estrada do Paraíso.

Marilene Anacleto
14/12/06

Foto de fernandags

DOR

Não há nada que possa conter
Essa dor que estou a sentir
A dor de não ter você
Perto de mim
A dor da solidão
Que você deixou plantado
Em meu coração
Foi embora
Me abandonou
Em seu lugar
Só a dor deixou
Deixou saudade
Deixou solidão
Deixou uma tristeza
Insanciavél
Em meu coração
Um coração
Que senti mais que dor
Um extremo sofrimento
Causado
Por este amor...

Foto de fernandags

A SAUDADE EM VOCÊ

A saudade em você
É um estado constante em mim
É uma sensação
Que não da pra conter
Misturada ao sentimento de não te ter
Vira solidão
Vira a mais profunda tristeza
Hospedada em meu coração
Hoje chorrei
Não aguentei
Lembrei de você
E do amor
Que um dia te dei
Ao sentir a vontade
Do seu abraçar
Em planto fiquei
Tamanha a angustia
Em que mim ficou
E agora
O que fazer
Que só a lembrança
E a saudade
Ficou...

Foto de bongarten

Selvagens queimados

Eu queria ser;
Um observador;
Atento sempre a ver;
O perigoso fogo caçador;

Sinto-me inseguro;
Não vejo meus irmãos;
Ando tanto no escuro;
Com fraqueza e solidão;

Estou com medo;
Acuado estou;
Presa em Alimento;
Procurando vou;

Dias sozinho;
Somente com a fome;
Nem um riozinho;
Só a mata o calor consome;

Ó meu DEUS, cadê meu espaço;
Sinto-me tão invadido;
Corro muito mesmo cansado;
Não tem jeito estou encurralado;

Ó, Não tenho escolha;
Fecho meus olhos estalados;
E vou como fagulha centelha;
Para o mundo dos selvagens queimados.

Foto de Antonio Zau

Quero mais uma chance

Peço-te mais uma chance minha flor
Tenho saudades da tua pessoa
Quero mais 1 vez sentir o teu calor
A tua ausência bastante me magoa

Não quero que me vires as escostas
Esqueça o que no passado aconteceu
Agora quero que em mim encostas
Mesmo se esta dor causada excedeu

Mais uma chance é tudo que eu quero
Ainda reconheço os erros cometidos
Peço perdão, na minha vida te espero
Os problemas todos serão resolvidos

Quero mais uma chance tua
Prometo desta vez tratar-te com carinho
Sem você a solidão todos dias me actua
E as vezes lacrimejo quando estou sozinho

Foto de João Victor Tavares Sampaio

O Pequeno Ditador

Era uma era, onde não havia vez. Nesse tempo vivia um pequeno ditador, cujo nome só podia ser entendido na sua própria língua, e esse pequeno ditador massacrava seu povo, e esse pequeno ditador promovia orgias com as riquezas acumuladas por meio da sua opressão. Num lugar esquecido pelo resto do mundo, ele, figura exótica, de nada lembrava as caricaturas chaplinianas do cinema ocidental. Era o fragelo da era, há meio século no poder. Quase um imortal.

Mas acontece que ele não era imortal. Certo dia, após uma entrevista para uma televisão estrangeira, o pequeno ditador teve de esperar a chegada de seu motorista oficial. Logo ele, o pequeno ditador, tendo que esperar! Não costumava ter um minuto de sossego, com bajuladores indo e vindo. Mandou todos para longe da sua presença e, aborrecido, pôs-se à meditar solitariamente na solidão de seu poder.

Teve a idéia de rezar. Não soube bem explicar à si mesmo a causa. Não precisava de mais nada. Viu-se na obrigação de orar por proteção divina, mas com tantos seguranças, e um exército à disposição, não tinha tanto o que pedir. No seu país era mais poderoso que Deus. Sua palavra era o que apontava a salvação e determinava a morte.

Mas, que poder era esse, poder de bombardear a própria pátria; de destruir sonhos de mães, filhos, irmãos; de arrasar um deserto, vejam só, um deserto, tornar a vida impossível num lugar que já é árido; prender aqueles que tanto sofrem pela liberdade, ao ponto de viver num lugar onde ninguém mais poderia para preservá-la.

O Pequeno Ditador, como um Narciso que lambe a própria imagem, curvou-se hipócritamente diante de seu superior imediato, e implorou brandamente a piedade de seu universo. Por um momento se envergonhou. Por um momento foi humano, em se titubear. Por um momento acreditou que o mundo é bom, mas as pessoas são egoístas e o estragam por besteiras. Um instante que revelou toda a sua vida.

Mas foi somente um instante. Alguém bate forte à porta. Será o motorista? Tomara? Ou não, será o inesperado, pedindo a passagem do imponderado...?

Nesses tempos nada é tão improvável.

Foto de odias pereira

" MEU OUTRO LADO "...

Quem me ve assim sorrindo,
Pensa que eu sou feliz.
Meu sorriso esta mentindo,
Não é nada doque ele diz.
A minha face esconde a tristeza,
Mostrando um sorriso falso.
Por dentro não existe mais beleza,
Me sinto num cadafalso.
Quando chega a noitinha,
Me recolho em meu canto.
Ai vem aquela dorzinha,
Misturada com meu pranto.
A minha solidão começa,
Quando saio do trabalho.
Chegar em casa, não tem pressa,
Em qualquer bar eu encalho.
Depois que me separei,
Eu vivo nessa rotina.
E na bebida eu me encontrei,
Essa é a minha sina.
Mais tenho fé que um dia,
Deus nosso senhor vai querer.
Que retorne a minha alegria,
E que eu volte a sonhar, ser feliz, e a viver...

Foto de raziasantos

Saudade.

Saudades.
Da sua beleza nos jardins ao amanhecer!
Nas flores orvalhadas...
Das primaveras distantes.
O fulgor e a magia do teu amor!
Á meiguice e beleza dos teus olhos.
Tão belo como um anjo!
Tua imagem em minha lembrança
É a ternura da saudade.
Saudade de seu brilho!
Da luz dos teus olhos...
Você é a imagem da perfeição.
Que hoje busco em meio essa imensa
Solidão.
Procuro-te entre os orvalhos.
Há como sei que estas tão perto
Que nem consigo te ver!
Assim nesta imensa angustia os dias se passam
E as horas se vão...
A saudade é tanta, mas sei que é em vão.

Páginas

Subscrever Solidão

anadolu yakası escort

bursa escort görükle escort bayan

bursa escort görükle escort

güvenilir bahis siteleri canlı bahis siteleri kaçak iddaa siteleri kaçak iddaa kaçak bahis siteleri perabet

görükle escort bursa eskort bayanlar bursa eskort bursa vip escort bursa elit escort escort vip escort alanya escort bayan antalya escort bayan bodrum escort

alanya transfer
alanya transfer
bursa kanalizasyon açma