Sonhos

Foto de elcio josé de moraes

À NOITE

A noite chega
E com ela a solidão.
Estou sozinho,
E sem ninguém no coração.

No travesseiro,
Eu me pego a imaginar.
Que bom seria,
Ter voce pra me amar.

Mas é impossível,
Voce é de outro alguém.
Que com certeza,
Tem em voce um grande bem.

Me resta então,
Os meus sonhos, pra sonhar.
Sonhar contigo,
Pra poder me consolar...

Escrito por elciomoraes

Foto de ivaneti

O Silêncio do Sorriso

Silêncio do Sorriso

Teu sorriso me vestiu de seda
No teu paraíso encontrei a paz
Você foi o companheiro de jornada
Pois contigo fui as estrelas

Me encantou no teu corpo de menino
Me fazendo mulher de sonhos e fantasias
Nesta noite danço só a dor da esperança
E no relógio as horas parece não passar

Me assusto com a musica da saudade
Fico esperando o amanhecer do arco íris
Para passear no universo de tua pele
E ver o despertar de mais um dia juntos

Com você sou a mistura das cores em tuas mãos
Sem teu amor sou o quadro negro da solidão!

Ivaneti

Foto de Minnie Sevla

Pedaços de sonhos

Pedaços de sonhos

Nas águas mansas e cristalinas de um lago, descanso minha esperança.
Minha sombra refletida na água
não oculta a tristeza errante.

Um cisne como testemunha navega calmo,
lamentando cada lágrima que dança no azul incomparável das águas onde um único ser se faz navegante.

As lágrimas vão esculpindo imagens que desaparecem em segundos.
Nuvens, sol, pedras, um resquício de areia, cabelos avermelhados como deusa
e toda a natureza se rende a dor de uma sereia.

Na exuberância do dia, um ser inanimado
recolhe seus pedaços, seus sonhos mais ternos
as margens de um lago.

Ramgad/Minnie Sevla

Foto de Carmen Lúcia

Acalma meu coração

Acalma meu coração
Fala-me com jeitinho
Com todo o teu carinho
Envolve-me em tua emoção...
Leva-me em teus sonhos
Dorme comigo meu sono
Embala-me em tua canção...
Aperta-me junto a teu peito
Conforta-me com esse teu jeito
Me pega de jeito,no leito...
Liberta todos meus medos
Encosta teu corpo ao meu
Que vibra ao contato do teu...
Sinta minh’alma atrevida
Buscando a tua... que é minha
E juntas, suave combinação
Mistura de amor e paixão
Iremos os dois pela vida,
Nos seremos eterna guarida.

Foto de Sonia Delsin

ACORDAR NOS TEUS BRAÇOS

ACORDAR NOS TEUS BRAÇOS

Sinto desejo de acordar nos teus braços.
Sentindo-me presa nos teus laços.
Sinto um desejo de ser acordada com beijos.
Sinto desejos...
Sinto uma vontade louca de viajar contigo.
De ver o dia nascer noutro lugar.
Tenho estes sonhos.
Quero contigo mais tempo estar.
Contigo dormir, contigo acordar...
Nos teus braços repousar.
Te amar.
Acariciar...beijar...

Foto de Fernanda Queiroz

Esperança de outrora.

Muitas vezes,
sou arremesso no tempo.
Em um mundo diferente,
paredes nuas e cruas,
ornamentam uma visão.
Pessoas de rostos inexpressivos,
desfilam plácidamente,
incógnitos á minha dor.
Apenas um frio corredor,
opaco na cor
sem vida ou odor
me faz perdida,
reabre ferida.
Como se fosse dono,
ou imperador,
de momentos vividos,
jamais esquecidos.
Mutila tuas pernas,
na lentidãodo momento,
impregna de inércia
tira dos braços os movimentos,
coíbe pensamentos,
espalha fragmentos,
anestesia sonhos,
faz da cama o abandono,
onde apenas o coração,
cravado em um punhal afiado,
desafia a melancolia,
saindo da letargia
gritando sem rendição,
faz do apelo uma vocação.
E como um ternor agudo,
mais forte que uma canção,
ecoa um forte grito,
por esperança, por união.
Grito que resseca a garganta,
umedece os olhos,
que copiosamente choram
diante da incapacidade
de ser mais que amor,
mais que carinho.
Que atravessa a porta
em uma hora morta,.
porque sem você,
nada mais importa.
Veja-me, estou aqui,
segure em minha mão,
deixe eu ser proteção
sem ser ilusão.
Olhe em meus olhos,
penas por um momento,
transforme este sofrimento,
na esperança de outrora.
Deixe-me dar-te minha vida,
Ou na morte me leve embora.

Fernanda Queiroz
Direitos Autorais Reservados

Foto de Rosinéri

VOCÊ

Como companheiro me fascina
Como amigo me extasia
Como homem me enlouquece
Você é carne que eu sempre quiz
É a alma que eu procurava
Seus gestos me alucinam
Seus olhos me enternecem
Sua voz me encanta
Seu corpo e alma me transportam paro o além
Você tem brilho nos olhos
Eu apenas a vontade insaciável de contemplá-los
Você dorme aos afagos de belos sonhos
Eu pobre insône, vivo a imaginá-los
Preciso de você para viver
Preciso de você para sonhar
Preciso de você pra amar
E enquanto essa chama me queimar
Ninguém em cinzas vai transformar

Foto de Rosinéri

ESTOU TRISTE

Ser feliz eu tenho tentado.
Daquela disposição para tudo, restou somente desânimo.
Dos amigos sinceros e das poesias, acho que ficaram juntos no meu caderno.
Das palavras de amor, não sei.
Acho que deixei cair pelos caminhos que percorri.
Da vontade sincera de amar cada vez mais,restou só desânimo.
Do rumo certo que eu tinha e dos sonhos, eu perdi.
Da vontade louca de ficar, restou a de partir.
Do seu falso amor, restou apenas a "dura realidade."

Foto de Naja

O AVESSO DAS PALAVRAS

O AVESSO DAS PALAVRAS

Hojer preciso escrever, é imperioso
escrever sobre esse vazio em
minh´alma .
Sem saber o que dizer, o que narrar...
pois estou ôca, estou só, sem ter com quem falar, conversar...
Alguém que entenda o que digo
nessa minha confusão de pensamentos,
transtornos que parecem levar o meu sentir,
deixando-me no ar, sem sentido, sem razão,
sem eu mesma, sem meu ser.
Penso que cheguei ao avesso da vida
sem nexo, sem sentido, sem nada...
vazia.
Não sei mais como comunicar-me; tudo mudou e eu fico aqui,
no reverso da medalha,
a procura de um sentido para a vida,
de palavras coerentes, mas nada sai...
Vivo ocmo num sonho, percorrendo caminhos por onde andei, por sonhos
que não realizei, pelo amor que perdi.
Me perdi...e não mais me achei!

ANDARELA

Foto de JGMOREIRA

POEMA DO MENINO JESUS - ALBERTO CAEIRO

Poema do Menino Jesus

Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu tudo era falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque nem era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E que nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar para o chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que ele as criou, do que duvido." -
"Ele diz por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam ?

Páginas

Subscrever Sonhos

anadolu yakası escort

bursa escort görükle escort bayan

bursa escort görükle escort

güvenilir bahis siteleri canlı bahis siteleri kaçak iddaa siteleri kaçak iddaa kaçak bahis siteleri perabet

görükle escort bursa eskort bayanlar bursa eskort bursa vip escort bursa elit escort escort vip escort alanya escort bayan antalya escort bayan bodrum escort

alanya transfer
alanya transfer
bursa kanalizasyon açma