Verdade

Foto de Osmar Fernandes

Você se já se viu no espelho?

Você já se viu no espelho?

Tem gente que, ao se olhar no espelho, humilha-se... Ou porque é alto ou baixo, gordo ou magro, branco ou negro, comum ou diferente... Você já se viu no espelho?

Já agradeceu a Deus por ter conquistado a sua maior vitória, a vida? Já O agradeceu por ter nascido fisicamente perfeito? Tem gente que tem vergonha da própria imagem, evita o espelho e a balança a qualquer preço. Esse sentimento negativo pode levar qualquer pessoa ao precipício do estresse, e até a morte. “Se eu me odiar, quem vai me amar? Se eu me achar feio, quem vai me achar bonito? Se eu me depreciar, quem vai me valorizar?”

Um cego de nascença nunca se viu no espelho. Jamais discernirá o belo do feio...Nunca poderá ver a beleza do pôr-do-sol, nem as cores irradiantes do arco-íris... Jamais viu o rosto da mulher amada e a face do filho querido... Mas consegue enxergar a vida com os olhos da alma. Agradece ao Todo Poderoso por ter nascido. É feliz assim.Você já pensou nisso alguma vez?

Um surdo-mudo, vive num planeta construído e preparado para os fisicamente perfeitos. A todo instante tem que enfrentar barreiras e vencê-las ou adaptar-se a elas. A cada conquista agradece a Deus... É um guerreiro vencedor. Estuda ferozmente cada passo do mundo, adquirindo conhecimento e sociabilizando-se para entender a linguagem e a política da sociedade em que vive.

Um ser humano sem pernas e sem braços, para ir ao banheiro fazer suas necessidades fisiológicas, precisa da ajuda eterna de uma pessoa qualquer. Alguém tem que levá-lo nos braços, despi-lo (nunca vai poder manter sua vergonha em secreto). Depois, sentá-lo no vaso, segurá-lo (pois não tem ponto de apoio), e após defecar, necessita que este alguém limpe o seu bumbum e suas genitálias. Ele vive sua vida dependente vinte e quatro horas por dia. Como você viveria numa situação dessas?

Um deficiente vive desafiando o seu limite a todo o momento. Busca forças inimagináveis para a realização do seu objetivo. Trava batalhas de vida e morte na superação de uma tarefa, seja ela qual for. Ter nascido é a sua maior vitória, é o seu pódio, sua medalha de ouro. Aceita seu corpo, como é. Estar vivo é sua felicidade sem preconceitos, seu presente, ele agradece ao céu por isso.

Se você nunca se viu no espelho, veja-se agora. Nunca é tarde demais para nascer de novo. Ninguém está isento de se tornar um deficiente. Em verdade, digo que o verdadeiro pobre coitado é o pobre de espírito; que o pior assassino não é aquele que mata o inimigo: é aquele que mata a si mesmo, o próprio sonho. Enfim, é aquele que só carrega o ódio no coração e morre de inveja dos perfeitamente felizes.

Você realmente já se viu no espelho?!!!

Para alguém muito deprimido, estressado, tenho dito: Antes de fugir de si mesmo, cometer qualquer bobagem ou até pensar em suicídio – visite uma APAE, UM ASILO, UM HOSPITAL PSIQUIÁTRICO, UM LIXÃO, UM PRESÍDIO, UM ORFANATO, UMA IGREJA, UM CEMITÉRIO OU UM HOSPITAL QUALQUER...e seja voluntário por um dia. Tenho certeza que vai sair de lá com vergonha do seu problema, e vai agradecer a Deus pelo seu livre arbítrio, por ver, ouvir, falar, andar, amar e ser amado. Vai redescobrir o valor incalculável de viver. Vai reaprender a ter respeito, humildade e o amor por si mesmo; tornar-se-á um ser humano espiritualizado a tal ponto que voltará a sorrir de novo e a ver nas pequenas coisas o verdadeiro sentido da vida – a dádiva de Deus

Foto de Sonia Delsin

CONFISSÃO

CONFISSÃO

Hoje eu vou contar o que sinto por você.
Palavras conseguem expressar?
Claro que não.
Mas podem dar uma idéia.
O mar ama a areia, e ama a sereia.
A flor ama a abelha e a abelha é louca pela flor.
Sou louca por você, meu amor!
Diante da fogueira eu quedo silenciosa.
Fico a observar as chamas.
Elas se erguem e meu pensamento voa.
Incendiada pelos sentimentos vou ao encontro das lembranças.
Revivo cenas.
Vejo de novo todo o passado.
Momentos bons que tive ao seu lado.
Pra quem vou contar que eu o amo tanto?
Ao vento, que pode levar até você minhas palavras?
Ou elas cairão no mar e se afogarão antes mesmo que uma sereia as possa acolher?
O amor não pode nos fazer sofrer.
Saudade é uma forma de reviver.
Entre as chamas que se agigantam diante de meus olhos um casal enamorado eu quase posso ver.
Verdade.
Eles dançam agora; se abraçam, se beijam.
Correm pela areia e riem despreocupados.
São dois apaixonados.
Agora caminham lado-a-lado.
Estão vindo ao meu encontro e os recebo de braços abertos.
Os dois fazem ninho no meu peito ardente.
Me deixam tão contente.
Meu amor está declarado.
Sei que antes eu já tinha falado.
Mas o que sentimos não pode ficar guardado.
O amor não pode ser sufocado.
Ele sempre precisa ser revelado.
Agora que já falei tudo, posso descansar, meu amado!

Foto de elcio josé de moraes

O MEU OLHAR QUER LHE DIZER

Eu não sei como dizer-te o que sinto,
E nesta angústia, eu não sei o que fazer.
Se eu digo a verdade, ou se lhe minto,
E nesta dúvida, eu vou vivendo sem viver.

Não consigo mais dizer-te adeus,
Pois meu bem, não sei ao menos disfarçar.
Que você tornou-se o sonho dos sonhos meus
E o meu sonho oh! Amor é só te amar.

Não faça assim,
Tem dó de mim,
Tente entender.

Que o meu olhar,
Quer lhe falar,
Que quer lhe ter.

Escrito por elciomoraes

Foto de CarmenCecilia

OLHOS

OLHOS

Olhos nos meus olhos...
Olhos risonhos...
Sonhos...
Meus olhos...

Nos teus olhos...
Olho...
Azulejando
Teus castanhos olhos...

Olhos...
Misteriosos...
Confusos...Difusos!
Convergentes e divergentes

Olhos de toda gente...

Olhos que falam a verdade...
E que mentem...
Que camuflam...
O que sentem...

Olhos calientes...
De enchente
E lágrima quente
Lente da alma...

Olhos nos meus olhos...
Que me olham...
Acolhem-me...
Que falam e calam...

Sensuais olhos...
Que me desnudam....
Mudam-me...
Penetram-me...

Olhos que adentram...
Vêem-me por dentro...
Olhos meu alento, Tormento!
Olhos do momento!

Somente olhos...
Olhos somente...

Carmen Cecilia

Foto de Leynee

Amor pra vida inteira

Eu espero um dia amar e ser amada, sentir meu coração bater mas forte mas lento ao mesmo tempo.
Espero que um dia o amor chegue a porta do meu coração, que nesse dia eu esteja preparada para amar
sentir de verdade o amor. Que seje tarde, que seje cedo mas que o amor chegue mas não de passagem
que venha pra ficar.
Para que no fim dessa viagem que é a nossa vida de encontros e desencontros, eu possa dizer com voz
já suave e cansanda: que eu amei de verdade é sentir o amor nascer dentro de mim e não vi o amor morrer
pois o amor verdadeiro vai além da morte, vai além da vida, vai alem de tudo pois é infinitamente AMOR.

Foto de jeffsom

Poema das Almas

Vagamos pelo mundo a fora, seguindo destinos que só o vento conhece.
Correndo por vias tão largas quanto a arqueadura de uma agulha.
Vivos ou mortos, seguindo ou apenas persistindo.
Partimos de um ponto certo; para um destino incerto.
Caminho que ainda sigo, mas que tu não conheces e se quer ousou desafiar.
O odio é tão amigo de nosso amor quanto é tão longa a distancia ente unha e carne.
Mentiras ou verdades, as sendas que seguimos podem ser diferentes ou não.
Sabe-se lá quem terá esta verdade ou mentira!
Sigo e perseguindo um, ou algo; nada ou tudo.
Só o tempo é mestre, mas nem mesmo esse mestre pode dizer o que lhe é reservado!

Foto de Sonia Delsin

COM NATURALIDADE

COM NATURALIDADE

Sabe o que eu te dei?
Eu te dei meu sorriso.
De presente... assim com a maior naturalidade.
Era preciso mais que isso?
Era?
Na vida muito pouco se guarda. Muito pouco se guarda de verdade.
É preciso muito pouco para se ter felicidade.
É preciso ter a leveza.
É preciso ser como a natureza.
Natural.
Não existe felicidade artificial.

Foto de Dirceu Marcelino

A BAIANINHA

BAIANINHA

Sequer me lembro de seu nome.
Talvez, em razão de um bloqueio inconsciente.
Um trauma, provavelmente, de uma namoradinha fugaz. Daquelas que surgem de repente e momentaneamente em nossas vidas e depois desaparecem.
Desaparecem mais deixam marcas profundas em nosso inconsciente, como disse.
Só recordei-me dela, provavelmente, em razão do conflito que estou sofrendo.
Conflito de transferência de personagens.
Pois, tudo indica que transferi o amor imaginário para outra pessoa imaginária, mais real que a primeira, posso dizer, pois esta existe mesmo que a conheça virtualmente.
Mas não consigo compreender porque me lembrei da “baianinha” desta maneira.
Encontrava-me parado na esquina da Avenida São João, em São Paulo.
Aguardava um amigo que passaria de carro e me levaria ao Fórum de São Paulo.
Fazia frio. O vento fustigava minhas costas, pois, esquecera o paletó no carro do amigo e para se livrar das rajadas de vento encostei-me em uma banca de jornal.
Escolhi aquele local, pois ficava a uma distancia de uma linda morena, parecidíssima com aquela “baianinha”.
Mas está já não era tão jovem.
E, justamente, por não ser tão jovem passou-me a fazer recordar de outra musa virtual.
Aquela que impregna minha mente em todos os instantes.
Musa de olhos verdes, penetrantes e femininos.
Lindos e indecifráveis.
Olhos de gata que vejo me espreitando por todos os cantos. No meio da multidão e até em meu sono.
Tanto pensava nela, que fiquei meia hora ligando meu celular. Revezando em ligar para o cliente e para ela. Ninguém atendia e o vento frio continuava a fustigar minhas costas.
Bastava-me encontrar um bar e ir tomar um cafezinho e automaticamente sairia do frio.
Mas não sei ao certo porque não o fiz.
Provavelmente, era porque queria permanecer vendo a morena.
E o que vi.
Uma mulher esbelta, pernas torneadas exibidas de forma formosa em um salto alto de no mínimo 12 cm.
Rosto tão lindo, olhos negros, cabelos da mesma cor, longos e bem penteados, um lábio carnudo e sensual que se delineava naquela face de princesa.
Mas o que me cativava.
É que ela abraçava e aconchegava ao seu corpo um menino de seis ou sete anos de cabelos pixaim,
Pensei:
“_É um baianinho”.
Ah! Preconceito. Porque um “baianinho”.
Agora. Passados alguns dias, consigo decifrar meus pensamentos.
Mas antes de chegar a esta interpretação, já mantivera contato com minha musa virtual.
Transmite-lhe num primeiro momento o que sentira.
Contei-lhe que havia naquele frio pensado nela.
Mandei-lhe uma poesia. Sequer sei se leu. Pois, pedi-lhe agora que me mandasse, pois perdi minha cópia e ela também não encontrou a sua.
Na realidade, não consigo me lembrar exatamente das palavras que escrevo nas poesias. Já houve casos de vê-las em mãos de outrem e sequer saber que eram minhas.
Mas, retornemos à “baianinha”, pois é dela este conto, “Baianinha” da qual jamais havia relembrando nos últimos quarenta anos.
Conto-lhes que aquela “baianinha” foi a primeira moça que me beijou.
Eu era um adolescente inocente.
Um caipira do interior.
Ela, afinal, era uma “baiana” que viera da Bahia, com toda sua família, permanecerá por algum tempo na Capital de São Paulo e agora estava ali, morando perto de mim, em uma pacata cidade do interior.
Por isso achava-a esperta, a final ela já era viajada.
E eu sequer conhecia uma praia.
Na verdade ela saiu de minha vida, tão rápido como entrou.
Só a vi mais uma vez: Em plena avenida São João.
No mesmo local, onde agora passava frio.
E, como a vi.
Estava fardado, pois era um policial.
Ao vê-la corri de encontro dela.
Percebi que se assustou.
Titubeou.
Olhou-me nos olhos
Vi que os delas brilharam.
Não sei os meus.
Mas no mesmo instante aquele brilho se transformou numa vermelhidão e algumas lágrimas verteram de seus lindos olhos escuros e ela se afastou, rapidamente, ao final correndo.
Corri atrás. Não alcancei a e só parei quando um velho senhor me disse:
_”Soldado pare! Essa putinha é boa gente”.
_ “Deixe-a”.
_“Ela é uma pobre menina”.
_ “Não a prenda”.
_ “Essa linda menina é sozinha”.
Não entendi naquele momento, o que o velho quis dizer:
Só agora compreendo, deveria ter lhe dito:
_”Senhor! Não quero prendê-la. É ela que me traz preso desde a adolescência”.
E, agora te digo.
Ainda estou preso até a envelhescência.
Só agora compreendo.
Porque olhava a linda morena, que subiu ao ônibus, sentou-se em uma banco do lado direito, de onde poderia me ver melhor e comigo conversava com os olhos.
Igual a “Baianinha”.
O ônibus saiu rapidamente e ela olhava-me com os olhos umedecidos, virou-se para trás, igual a “Baianinha” que de mim fugira e não sei por que tenho a sensação de tudo acontece agora, em minha envelhescência com outra também “Baianinha”.
Uma “Baininha” tão linda, como aquela fadinha, ressurgiu virtualmente como uma companheira de jogos de xadrez.
Tão inteligente e sábia.
Tão honrada e trabalhadora.
Uma bela professora.
Não pode ser a mesma, pois é mais nova.
Mas pode ser
A filha.
Era isso que eu queria que aquela “Baianinha” fosse:
Uma Mulher como você.
Agora minha Musa.

Foto de Izaura N. Soares

Abraçando o Mundo

Quando estou escrevendo...
Não é na minha solidão
Que penso e sim na solidão
De outrem que vive só sem
Esperança enganando a si
Próprio que és feliz!

Entrega-se ao amor pensando
Que és amado.
Finge sentir um calor que na
Verdade não sente o que sente,
É apenas frio e muita dor.

Quando estou escrevendo...
Não é em mim que penso,
E sim naqueles que sonham
Com a liberdade, mas que sentem
Medo de se abrir para a vida ao
Encontro da felicidade.

Abraça-se o mundo sem sentir
O abraço.
Sentem saudades, sentem vontades.
Sentem um enorme desejo de abraçar
E ser abraçado.

Quando estou escrevendo...
Não é em mim que penso,
E sim em você que vive a
Sonhar de um dia encontrar;
Alguém sincero; para poder amar!

Escrevendo o amor penso em você,
A todo o momento.
Retiro do peito todo o meu tormento
E a ti eu ofereço um novo amanhecer,
Entre as flores do jardim a florescer.

Foto de Edson Cumbane

A minha glória

Eu canto e recanto
Em cada momento,
A verdade da vida,
Na esquina do tempo.

Ah, eu não quero glória
Mundana,
Pois, ela é:
Leviana.

Eu quero apenas, saborear
O apenas de cada
Sentimento,
Tormento,
Desta vida macabra.

Pois, esta é a minha
Glória:
Desvendar misterios,
Em cada mentira,
Encapada de verdade.
Em cada verdade,
Encapada de mentira.

Ah, eu não quero saber
Se o mundo:
Me aceita,
Me rejeita,
Eu só quero:
Desvendar a verdade
Da vida.
Desvendar a mim
Próprio.
Essa é:
A minha glória!

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