Vez

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"SONHOS"

SONHOS.

Oh doce menino de olhar esperançoso
Quantos sonhos te vão à cabeça
Do trem de ferro ao jato veloz
Da bolinha de gude ao mago de oz

E a juventude irrompe na pele
E os sonhos continuam
Hora astronauta noutra bombeiro
Nessa odisséia nunca te censuram

Homem já feito tarefas difíceis
E os sonhos não te abandonam
Vez ou outra em momentos terríveis
São eles que a tudo solucionam

Só de sonhos não é possível viver
Mas quem vive e não sonha
Esta fadado a morrer.

Foto de Mabel

O meu amor

por você é um amor verdadeiro, sincero, único e sem igual.
Eu sou sim, muito verdadeira, muito franca, muito honesta e muito apaixonada por você, quando te falo de sentimentos.Eu sei que nesta vida eu fiz de tudo para provar o meu amor e creio que tenha conseguido, você sempre foi feliz comigo, independente de filhos, porque nós dois sabíamos que nosso amor era diferente do qual temos por eles. Este amor enfrentou preconceitos, barreiras, processo e, como criminosa fui levada a julgamento, mas ainda assim ele não passou e mas ainda assim ele não passou e se não passou é porque é verdadeiro. Como é a lei da vida: o que é bom permanece, jamais se modifica ou se acaba com o tempo. Assim é o meu amor por você, porque se ele não fosse verdadeiro e fosse apenas passageiro já teria passado, ficado em algum tempo no ontem, mas, ao contrário, ele prevalece, permanece e se faz mais intenso a cada dia. Há os períodos de calmaria, mas há também os períodos em que ele desespera e se queixa a sua Assim será a minha vida toda... terei os momentos calmos e terei os momentos de aflição porque há de ter sempre aqueles momentos em que sentirei mais saudade, tristeza e desespero, mas, terei que aprender a conviver com essas fases da vida sem você. Você jamais será esquecido por mim. Você jamais será amado dessa forma porque... amor assim se não passou é porque é verdadeiro. ausência. Quando um dia você receber um recado de alguém dizendo que eu te esqueci, reze por mim, porque nesse dia eu morri, mas, vá me ver..., pela última vez vá me ver porque você, só você vai estar sabendo que eu morri mas não te esqueci. Quando eu morrer não tenha medo de ninguém e vá me ver... não fuja de mim mais uma vez... vá me ver. Pela última vez vá me ver porque eu estarei lhe esperando para a última despedida. Você vai saber que ali vai estar uma mulher que te amou com todas as forças do seu coração e que fez de tudo para ter o seu amor. Ninguém mais precisará saber, mas você vai estar sabendo que ali estará o resto de alguém que te amou... que já sorriu, mas que também já chorou muito por você. Ali vai estar apenas um resto de um pedaço de vida que se foi. Ali vai estar um corpo sem vida, mas que ainda assim vai estar carregando um coração. Um coração que já não estará mais pulsando mas que, congelado na surdez da morte vai estar te carregando para toda a eternidade. Assim estarei feliz num pedaço qualquer do universo esperando pelo seu amor. Te amei... te amo... te amarei para sempre. Me perdoe por ter encontrado em você a pessoa que sonhei para mim,me perdoe pelos meus sentimentos, por te amar assim....

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"SÃO PAULO"

SÃO PAULO

O dia mal se inicia
E lá vou eu sob tua garoa
Andando nas tuas grandes avenidas
Imaginando como esta cidade pode ser tão boa.

Na sua correria constante
Sinto um pulsar de futuro
Uma megalópole exuberante
Com sinais de um tigre maduro

São Paulo sem preconceitos
Que aceita a todos sem discriminação
Trata a todos com muito respeito
E acolhe aqueles de boa intenção

Na ânsia de atender cada vez mais
São Paulo nem perguntou meu nome
Mas com certeza ela sabe o que faz
E não deixa ninguém de bem passar fome

Dia desses ainda vou lhe render uma homenagem
E tenho certeza que o coro será intenso
Pois até quem esta aqui só de passagem
Tem por esta cidade um amor imenso.

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"MERGULHO"

MERGULHO

Quando mergulho no silencio profundo
Acesso áreas do meu cérebro desconhecidas
Viajo por quase todo o mundo
E relembro de coisas já adormecidas.

Vez ou outra me distraio com o som da respiração
Até nessa hora me disciplino
E diminuo o arfar dos meus pulmões
E na prospecção do meu eu me declino.

Vou bem fundo nos quadrantes da mente
E inicio um safári intelectual
Quem vê pensa que estou ausente
Mas só estou fazendo um estudo mental.

No fim desta viajem introspectiva
Sempre algo de bom acabo trazendo
Soluções, resultados, alternativas.
E é assim que meus problemas vou resolvendo.

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"ENTREGA ESPECIAL"

ENTREGA ESPECIAL

Na sombra da esperança
Depositei meu corpo cansado
Na cascata das ilusões
Lavei as feridas dos maus feitos
E no berço suntuoso do anoitecer
Repousei os sonhos de toda uma vida.
E no cofre inviolável dos meus sentimentos
Acomodei com carinho a tua lembrança.
E é com muito amor que sussurro teu nome
Pedindo que me aceites do jeito que sou.
Quero me entregar cada vez mais a este louco amor que me enlouquece, me acalma e me engrandece.
Como é bom me entregar a ti.

Foto de Maria Goreti

A HISTÓRIA DE ANA E JOAQUIM – UM CONTO DE NATAL.

Chamavam-no “Lobo Mau”. Era sisudo, magro, alto, olhos negros e grandes, nariz adunco, cabelos e barba desgrenhados, unhas grandes e sujas. Gostava da solidão e tinha como único companheiro um cão imundo a quem chamavam “o Pulguento”. Ninguém sabia, ao certo, onde morava. Sabia-se apenas que ele gostava de andar à noitinha, sob o clarão da lua.

Ana, uma pobre viúva, e sua filha Maria não o conheciam, mas tinham muito medo das estórias que contavam a respeito daquele homem.

Num belo dia de sol, estava Ana a lavar roupas à beira do riacho. Maria brincava com sua boneca. Eis que, de repente, ouviu-se um estrondo. O céu encobriu-se de nuvens escuras. O dia, antes claro, tornou-se negro como a noite. Raios cortavam o céu. Ana tomou Maria pela mão e correu em direção à sua casa. Maria, no entanto, fazia força para o lado oposto. Queria resgatar a boneca que ficara no chão. Tanto forçou que se soltou da mão de Ana e foi arrastada pela enxurrada para dentro do riacho. Desesperada, Ana lança-se nas águas na vã esperança de salvar a filha. Seu vestido ficara preso a um galho de árvore e ela escapara, milagrosamente, da fúria das águas. Desolada, decidiu voltar para casa, mas antes parou na igreja. Ajoelhou-se e implorou a Deus que lhe tirasse a vida, já que não teria coragem de fazê-lo, por si. Vencida pelo cansaço adormeceu e só acordou ao amanhecer. Ana olhou em derredor e viu a imagem do Cristo pregado na cruz. Logo abaixo, ao pé do altar, estava montado um presépio. Observou a representação da Sagrada Família: Maria, José e o Menino Jesus. Pensou na família que um dia tivera e que não mais existia. Olhou para o Menino no presépio e depois tornou a olhar para o Cristo crucificado. Pensou no sofrimento de Maria, Mãe de Jesus, ao ver seu filho na cruz. Ana pediu perdão a Deus e prometeu não mais chorar. Ela não estava triste, sentia-se morta. Sim, morta em vida.

Voltou à beira do riacho. Não encontrou a filha, mas a boneca estava lá, coberta de lama. Ana desenterrou-a, tomou-a em suas mãos e ali mesmo, no riacho, lavou-a. Depois seguiu para casa com a boneca na mão. Haveria de guardá-la para sempre como lembrança de sua pequena Maria.

Ao chegar em casa Ana encontrou a porta entreaberta. Na sala, deitado sobre o tapete, havia um cão. Sentado no sofá um homem magro, alto, olhos negros e grandes, nariz adunco, cabelos e barba longos e lisos, unhas grandes. Ana assustou-se, afinal, quem era aquele homem sentado no sofá de sua sala? Como ele conseguira entrar ali?

Era um homem sério, porém simpático e falante. Foi logo se apresentando.

- Bom dia, dona Ana! Chamo-me Joaquim, mas as pessoas chamam-me “Lobo Mau”. Mas não tema. Sou apenas um homem solitário. Sou viúvo. Minha mulher, com quem tive dois filhos, Clara e Francisco, morreu há dez anos e os meninos... Seus olhos encheram-se de lágrimas. Este cão é o meu único amigo.

Ana, muito abatida, limitou-se a ouvir o que aquele homem dizia. Ele prosseguiu:

- Há muito tempo venho observando a senhora e o zelo com que cuida de sua menina.

Ao ouvir falar na filha, os olhos de Ana encheram-se de lágrimas. Lembrou-se da promessa que fizera antes de sair da igreja e não chorou; apenas abraçou a boneca com força. Joaquim continuou seu discurso:

- Ontem eu estava escondido observando-as perto do riacho, quando começou o temporal. Presenciei o ocorrido. Vi quando a senhora atirou-se na água, mas eu estava do outro lado, distante demais para detê-la. Também não sei se conseguiria. Pude sentir a presença divina naquele galho de árvore na beira do riacho. Quis segui-la, mas seria mais um a nadar contra a correnteza. Assim que cessou a tempestade vim para cá, porém não a encontrei. Queria lhe dizer o quanto estou orgulhoso da senhora e trazer-lhe o meu presente de Natal!

Ana ergueu os olhos e comentou:

- Prometi ao Senhor, meu Deus, não mais chorar. Mas o Natal... Não sei... Não gosto do Natal. Por duas vezes passei pela mesma situação. Por duas vezes perdi pessoas amadas, nesta mesma data.

Joaquim retrucou:

- Senhora, a menina está viva! Ela está lá dentro, no quarto. Estava muito assustada. Só há pouco consegui fazê-la dormir. Ela é o presente que lhe trago no dia de hoje.

Ana correu para o quarto, ajoelhou-se aos pés da cama de Maria, pôs-se em oração. Agradeceu a Deus aquele milagre de Natal. Colocou a boneca ao lado de sua filhinha e voltou para a sala. O homem não estava mais lá.

Um carro parou na porta da casa de Ana. Marta, sua irmã, chegou acompanhada de um jovem casal – Clara e Francisco, de quinze e treze anos, respectivamente. Alheios ao acontecido na véspera, traziam presentes e alguns pratos prontos para a ceia.

Ana saiu para recebê-los e viu o homem se afastando. Chamou-o pelo nome.

- Joaquim, espera. Venha cear conosco esta noite. Dá-nos mais esta alegria.

Joaquim não respondeu e se foi.

Quando veio a noite o céu estava estrelado, a lua brilhava como nunca!
Ana, Marta, Clara e Francisco foram à igreja. Ao retornarem a porta estava entreaberta. No sofá da sala um homem alto, magro, olhos negros e grandes, nariz adunco, sorridente, cabelos curtos e barba bem feita, unhas aparadas e limpas. Não gostava da solidão e trazia consigo um companheiro - um cão branquinho, limpo, chamado Noel.
Antes que Ana pudesse dizer alguma coisa ele disse:

- Aceitei o convite e vim participar da ceia e comemorar o Natal em família. Há muitos anos não sei o que é ter família.

Com os olhos marejados, Joaquim começou a contar a sua história.

- Eram 23 de dezembro. Minha mulher e eu saímos para comprar brinquedos para colocarmos aos pés da árvore de Natal. As crianças ficaram em casa. Ao voltarmos não as encontramos. Buscamos por todos os lugares. Passados dois dias meu cachorro encontrou suas roupinhas à beira do riacho. Minha mulher ficou doente. Morreu de paixão. A partir do acontecido, volto ao riacho diariamente para rezar por minhas crianças. Ontem, mais um 23 de dezembro, vi sua menina cair no riacho e, logo depois, a senhora. Fiquei desesperado. Mais uma vez meu “Pulguento” estava lá. E foi com sua ajuda que consegui tirar sua filhinha da água e trazê-la para cá.

Clara e Francisco se olharam, olharam para Marta e para Ana. Deram-se as mãos enquanto observavam o desconhecido.

- Joaquim, ouça, disse-lhe Ana. Há dez anos, meu marido e eu estávamos sentados à beira do riacho. Eu estava grávida de Maria. Eu estava com os pés dentro d’água e ele estava deitado com a cabeça em meu colo. De repente ouvimos um barulho, seguido de outro. Meu marido levantou-se e viu duas crianças sendo levadas pela correnteza. Ele conseguiu salvá-las, mas não conseguiu salvar a si. Entrei em estado de choque. Fiquei sabendo, mais tarde, do que havia acontecido por intermédio de minha irmã, que mora na cidade. Foi ela quem cuidou das crianças. Não sabíamos quem eram, nem quem eram os seus pais.

Aproximando-se, apresentou Marta e os dois jovens a Joaquim.

- Joaquim! Esta é Marta, minha irmã. Estes, Clara e Francisco.

Ana e Joaquim olharam-se profundamente. Não havia mais nada a ser dito. Seus olhos brilhavam de surpresa e contentamento.

Maria brincava com sua boneca e com seu novo amiguinho Noel. E todos cantaram a canção “Noite Feliz”, tendo como orquestra o som do riacho e o canto dos grilos e sapos.

Joaquim, Ana e Maria formaram uma nova família. Clara e Francisco voltaram com Marta para cidade por causa dos estudos, mas sempre que podiam vinham visitar o pai.
Joaquim reconquistara sua fama de homem de bem.

O povo da região nunca mais ouviu falar do “Lobo Mau” e do seu cachorro “Pulguento”.

Autor: Maria Goreti Rocha
Vila Velha/ES – 23/12/07

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"COMPROMISSO"

COMPROMISSO

O fardo pesado que hora carrego
Representarão plumas no fim da jornada
Aos desígnios do mestre agora me entrego
Só ele sabe o tamanho da minha estrada.

Tentações já não mais me abalam
As privações me fortalecem
Os problemas me revigoram
E meus propósitos não esmorecem.

Vou cantando e seguindo este longo caminho
Vez ou outra escorrego, mas aprumo e não caio
De cabeça erguida sigo meu destino
Não aceito proposta daqui eu não saio.

A minha frente caminha o filho do criador
E seus passos insisto em continuar a seguir
Por onde ele passa espalha o amor
E me sinto feliz, pois tenho aonde ir.

Foto de jlp

Aplausos dos loucos

Desagua em mim
Um sonho de realidade.
Onde estou e porquê.
Porquê sempre os porquês.
Quero acabar, deixar de existir,
Pelo puro prazer de gostar de ser o que sou,
Sem mais.
Hoje não sou,
Nem sei se por acaso alguma vez fui.
Quero deixar de ser,
Numa coerência de quem por ela é o que é.
Riqueza ou alienação
De quem não sabe ser diferente.
A vida é um palco,
Sinto os aplausos dos loucos.

Foto de Sirlei Passolongo

Por saber que você existe

Por saber que você existe.

Todas as manhãs,
Tenho um motivo para abrir os olhos
e enfrentar mais um dia...
Saber que você existe me faz existir
Saber que você caminha
sobre o mesmo chão que eu,
me faz desejar continuar.
A esperança de ter você
é a razão que encontro para sorrir
mas também para chorar.
Te sinto tão perto...
Por onde quer que eu vá,
no ar que me rodeia...
Fico feliz por saber
que o sol que aquece minha pele
tem a mesma chama dos raios
que aquecem a tua ...
A chuva que molha meus cabelos,
molha os teus...
O vento que toca meus cabelos
traz o perfume dos teus cabelos.
E agonizante...
Vivo a esperar por você...
Ironicamente,
meu peito grita em silêncio
repleto da sua presença...
E tudo me leva a você.
Me perco sem chão
quando vez por outra me vêm a razão.
E não há como descrever
essas sensações que me tomam...
Não há poesia
que possa definir essa vontade de você,
Não há canção
que posso narrar esse querer,
Não há nada que possa explicar
a força desse amor não correspondido,
a dor que rasga o peito... A loucura de sorrir
por saber que você existe,
e de chorar por não te encontrar.

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados Autora

Foto de Izaura N. Soares

Alma obscura

Alma obscura
Izaura N. Soares

Entre os prazeres de um corpo
Descobre-se uma alma obscura.
Que verseja em pensamentos frágeis
De tanto sonhar perde-se na própria
Loucura.
Os sonhos devaneiam por caminhos
Sem brilho, e põe-se a lamentar.
Lamentar um amor que perdeu a
capacidade de amar!
Tantos sentimentos, tantos desejos,
Ficaram sem respostas.
Palavras duras foram pronunciadas para
Afogar-me no meu silêncio
Que cada vez mais se prende numa
Saudade permanente.
Olho para o espelho da vida...
Não vejo minha imagem refletida,
O que vejo é apenas um espelho embaçado
E nele vejo um vulto passar rapidamente
Diante do meu olhar!
Penso ser minha sombra, mas não era.
Era o vulto de um amor que partiu, sem que,
Pelo menos me dizer; até breve... Irei voltar!

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