Vez

Foto de Carmen Lúcia

Sempre tua

Em teus braços alivio meu cansaço,
Meu regaço se regala em teu abraço,
Minh’alma cala toda vez que me embala,
Meu corpo sorve teu amor que me consome.

Se estou triste, o teu beijo me consola,
E me beijando, a tristeza vai embora,
A cada toque de tua mão, eu estremeço,
E entorpecida, em teu colo eu adormeço.

Se porventura, a vida então nos separar
E apagar o brilho azul de teu olhar,
O meu caminho será só escuridão...
A imergir no mar cruel da solidão.

Foto de Dirceu Marcelino

NUVENS DE FUMAÇA II

O vapor forma uma nuvenzinha fina!
Mas desta vez estou dentro do trem.
Acompanhando aquela menina,
E a apóio para não cair no vaivém,

Do trem! Pois, agora é mui grã-fina!
Senhora do interior com seu neném.
Formosa e radiante não se amofina
Com nada, pois, sabe que a mantém.

Um marido que a ama e se fascina,
Com seus olhos verdes que o entretém
E que a segura, amarra e o domina.

Viajam assim sem pensar em ninguém.
Ali está a representação divina
Da família: “pai, mãe e mais alguém”.

Foto de HELDER-DUARTE

Voltou

Ai meu Deus! Que ela voltou, mas eu não sabia!
Qu'ela em força e em acção de novo voltaria.
Queimou os pecadores e ainda os santos, sofredores.
Eis que ai está. Já se sente, seus horrores e calores.

Oh tribunal de fogo do inferno! Filha de Babel e de Hitler.
Porque voltaste? Mulher de venenoso fogo fatal. Não era mister!
Oh Santos de Cristo! Não pequeis! Pois ela vos mata e queima...
E vós, que pecais! Tendo, bastante cuidado, pois a vós matar teima.

A mim, sem razão me excomungou da minha casa, da casa do trigo, dessa.
Da casa do pão e das mansas, ovelhas. Também da do verde vinho casa;
E ainda da cidade, do meu nascimento, que eu amei e amo tanto, tanto.

Para longes terras, de nome Babilónia, me transportou e deportou...
Depois cai e ela me cobriu de aroeiras. Em vez de me ajudar, fogo atiçou.
Mas Deus, que é total e real, me está dando vida e já novo cântico canto!

HÉLDER DUARTE

Foto de Dirceu Marcelino

PERMITAM O ENCANTO DE NATAL

É época de Papai Noel!
Ruas todas enfeitadas,
Imagens de Anjo Gabriel
Em janelas penduradas...

Todos andam pelas calçadas,
Crianças puxam seus pais
As esposas estão abraçadas
Aos maridos, uma vez mais...

Toda crianças pequeninas,
Olham-nos mui sorridentes,
Tantos os “ninos” ou meninas
Passam-lhes o que tem em mente...

O pai caminha até a esquina,
Entra à rua Tiradentes,
Para defronte d’uma vitrina
E compra um lindo presente...

Entrega-lhes os presentes,
Sabem ser ele é o “Papai Noel”
Todas ficam mui contentes
Dormem, sonham e louvam...

Sim! Deixem-nas que sonhem...
Vejam em seus sonhos luz,
E como anjos que cantem...
Louve ao Menino Jesus.

Não quebrem esse encanto...
Por favor...
Pelo Amor de Deus.

Foto de Noslen

Obrigado

haaaaaaaaaaa...
Não consigo dormir,
Cada vez que tento fechar os olhos penso em ti...
Navego no escuro do meu quarto e rompo as paredes inflexíveis deste silencio ensurdecedor...
Consumo e absorvo toda esta catadupa de pensamentos que me invadem a mente...
Afogo-me nas ondas de sentimentos que me inundam o peito...
O destino quis que seguissemos caminhos separados...
Mas aqui mando eu...
No mundo dos sonhos mandamos nós...
Sem precisar-mos de pensar no que irão os outros pensar ou sentir...
Somos donos e senhores para divagar á vontade...
Volto aquele beijo meio roubado...
Aquele tempo de inocência...
Reescrevo a nossa historia...
Mas...
Na realidade agradeço por ter a tua amizade...
Mais importante que qualquer outro sentimento guardado no tempo...
Não mudes, continua a seres tu mesma linda...
Obrigado por me deixares fazer parte da tua vida...
Que a nossa amizade perdure acima de tudo...
Obrigado pelo teu sorriso...
Obrigado por estares desse lado...
Simplesmente, OBRIGADO...

Foto de TerrArMar

Milagre de Natal

Milagre de Natal

Há muitos anos, havia um país onde viviam dois irmãos, eram completamente diferentes um do outro, um, o mano mau, vivia só par fazer maldades ás outras pessoas, só ficava contente quando conseguia fazer mal a alguém, o outro, o mano bom, era precisamente o contrário, vivia para espalhar o bem, só se sentia feliz quando conseguia ajudar alguém.
Um dia, o mano mau foi ter com o mano bom e disse-lhe:
- Olha lá, tu já viste, que todo se aproveitam d tua bondade? Tens mas é de fazer como eu, deixares de t importares com os outros e pensares mais em ti.
O mano bom respondeu unicamente:
- Consegues ser feliz assim?
- Ser feliz, o que é lá isso de ser feliz?
O mano bom resignou-se, ele sabia que nunca conseguiria mudar o modo de viver do irmão, contentava-se em o ir desculpando perante as pessoas a quem ele magoava e ofendia.
Passados dias o mano mau foi ter com o mano bom e disse-lhe:
- Mano, estou desgraçado.
- Desgraçado porquê o que é que e aconteceu?
- Meti-me numa trapalhada e agora estou desgraçado.
O mano bom que não podia ver ninguém mal, muito menos o seu próprio irmão, disse-lhe:
-Oh Homem, senta-te e conta-me o que se passa.
- Mano, preciso urgentemente de uma grande quantidade de dinheiro, tenho uma divida e ameaçam matar-me se não pagar.
- Mas quanto homem?
Mano mau disse-lhe quanto e o ma bom fico incrédulo, onde iriam arranjar tanto dinheiro.
- Mano, o que acabas de me contar é e facto complicado.
- Tu é que me podias valer, toda a gente gosta de ti, podias pedir no banco e eu ia-te pagando.
- Não, o banco não me empresta tanto dinheiro.
- Podias ao menos tentar, promete-me que tentas. Só tu me podes salvar a vida.
O mano mau sabia como enganar o mano bom.
- Está bem, prometo-te que vou ao banco, mas não te prometo mais nada.
- Obrigado mano, eu sabia que não me virarias as costas. Agora tenho de ir falar com o tipo a quem devo o dinheiro.
Saíram ambos, o mano bom em direcção o banco e o mano mau em direcção ao encontro de um homem.
- Então, conseguiste enganá-lo?
- Claro, caiu que nem um patinho, vais ver que não tarda muito temos o dinheiro para ir festejar o fim de ano como nunca festejámos.
- Podes acreditar, isto é que vai ser, tudo do melhor.
Passados poucos dias mano bom lá conseguiu o desejado empréstimo e assim que recebeu o dinheiro apressou-se a entregá-lo ao mano mau. Quando soube que tudo não passara de mais uma mentia do irmão ficou em pânico, ele tinha ido embora, desaparecera e agora quem pagaria o empréstimo? Bem talvez o irmão voltasse rápido, o seu bom coração não lhe deixava pensar mal de ninguém.
Foi na semana do natal que a noticia chegou, o mano mau morrera, tinha apanhado uma grande bebedeira e caíra ao mar, não conseguiram resgatar o corpo. Estava desgraçado, como iria pagar o empréstimo? Pensou em suicidar-se, preparo uma corda e fez o laço, atirou-a sobre a viga da velha casa e preparou-se para o desfecho final, subiu ao banco, colocou a cabeça entre o laço e…
Aquelas três pancadas na porta acabaram por lhe salvar a vida.
- Amigo, tu! O que estavas a pensar fazer?
O mano bom acabou por contar a sua desgraça ao amigo providencial.
- Tu vens comigo para minha casa, logo arranjaremos uma maneira de resolver o problema.
O mano bom aceitou a ajuda, caminharam rua abaixo e passaram defronte de uma casa de apostas:
- Anda ali comigo, quem sabe se está ali a resolução de todos os problemas, os teus e os meus.
- Qual quê, amigo. Há quanto tempo tu jogas?
- Desde que começou o loto.
- E o que é que já te saiu?
- Bem, na verdade nada. Mas tenho fé, estamos no Natal e é por uma boa causa.
Lá foram, entraram e o mano bom disse:
- Tenho estado a pensar no que me disseste, ser Natal e não sei quê mais e também vou jogar.
Assim o fez. Passaram-se os dias e nunca mais se lembrou do loto, era a primeira vez que jogava, além de que andava preocupado.
- Amigo, tu já viste o teu loto?
-Eu não, nem sei ver isso.
- Onde está o bilhete?
- Aqui mesmo.
Deu-o ao amigo, este desdobrou-o, fitou-o muito bem e começou a ficar pálido.
- O que foi homem, sentes-te mal?
- Não meu amigo, sinto-me muito bem. Tu estás milionário, tu acertaste no loto. Tu tens o teu problema resolvido.
O mano bom nem queria acreditar o que ouvia, ajoelhou-se, apertou as mãos, elevou-as ao ar e exclamou:
- Obrigado meu irmão, se não fosses tu eu nunca jogaria.
Levantou-se, abraçou o amigo contra si e passado um pouco colocou-lhe as mãos nos ombros, olhou-o nos olhos e disse:
- Há aí uma coisa que não bate certo.
. O que é que não bate certo, homem?
- Tu disseste que eu estou milionário e que o meu problema está resolvido.
- Sim.
- Não.
- Mas como não?
- Eu não, nós estamos milionários e os nossos problemas financeiros estão resolvidos, tu ajudaste-me na pobreza e eu não te iria abandonar na riqueza.
Levantaram, ambos, as mãos ao céu e exclamaram:

“Milagre de Natal”

Moral da História: “ Não hesites em ajudar quem nada tem, porque será ele quem te poderá valer um dia”

FrancisFerreira

Foto de Paulo Gondim

O tempo

O TEMPO
Paulo Gondim
17/05/2007

Nas asas do tempo, vai a solidão
Como reboque, como companhia
Um passageiro a mais
Que à carga se alia
E assim se faz
Nesse leva-e-traz
Nesse dia-a-dia

Com ele, também, vai a paixão
Como força viva, definitiva
Como combustão
Que se move à frente
Que se faz presente
Que se faz ação

Nas asas do tempo, vão todos os sonhos
Paixões, desamores
Vão os dissabores
Que a vida assim fez
E nada ficará
Tudo acabará
Assim, de uma só vez

Foto de Joaninhavoa

O meu coração parou

Ontem meu coração parou
Não sei bem o que aconteceu
Só sei que estava mais triste
que os tristes qu`alguma vez já viste

Rompi p`la noite fora
Em busca d`algum alento
Que me apaziguasse o tormento
E aliviasse meu intento

Andei, voei, deslizei
E naveguei também
Em esferas que a vida tem
E sem me fartar parei

Uma tortura constante
É como uma mágoa ganha
Que quando aceite fica
Pr`a toda a vida

Pergunto a mim e ao Mundo
Que garras são estas meu Deus
Que parecem fogo sem fundo
São garras fatais como os ais
Que eu dei e dou
Ontem quando o meu coração parou!..

JoaninhaVoa, em
04 de Dezembro de 2007

Foto de TerrArMar

Porque Hoje é o dia do orientador educacional

Porque Hoje é o dia do orientador educacional

PAULO FREIRE

Mil novecentos vinte e um decorria,
Quando Paulo Freire Nasceu,
Em dezanove de Setembro seria,
E no recife, Pernambuco, aconteceu.

Aí, sua meninice viveu,
E, a ler, sua mãe o ensinou,
Um grande volte face se deu
Quando para Jaboatão se mudou.

Aqui conheceu a dor,
Quando seu pai faleceu,
Mas a solidariedade e amor
Também ele conheceu.

Conviveu, nas suas brincadeiras,
Com os meninos das favelas,
Conheceu a vida das lavadeiras
E também aprendeu com elas.

Podemos dizer que aquela dor,
Provocada pela paterna partida,
Fez de Paulo Freire o Educador
Que Aprendeu na escola da vida.

Foi aqui que se interessou
Pela problemática do Português.
Muitas dificuldades passou,
E, ainda novo, homem se fez.

O segundo ano do secundário,
Só aos dezassete anos o começou,
Foi um homem extraordinário,
Aluizio P. de Araújo que o apoiou.

Em quarenta e quatro casou
Com Elza, uma professora primária,
Cinco filhos é a prole que ficou
Dessa relação extraordinária.

Nesse meio tempo foi convidado,
Pelo colégio Oswaldo Cruz, a leccionar
Ali se vira, outrora, abrigado
E agora, ali podia servir a ensinar.

Director do sector da educação
E cultura do Sesi, órgão recém-criado,
É a sua futura ocupação,
Mas não é homem de ficar acomodado.

Nos anos cinquenta tem projecto novo,
É no campo da educação escolarizada,
Descobre-se o educador do povo,
Faceta, em si, cada vez mais vincada.

No recife, um instituto é criado,
Capibaribe, mas não está sozinho,
Tem muita gente a seu lado,
Que quer, prá educação, outro caminho.

Paulo Freire educou a educação,
Mas também a vida politica,
Mereceu a sua atenção e dedicação,
E em prol delas sua vida sacrifica.

Ao exílio se viu condenado,
Foi um homem incompreendido,
E escreveu, já no Chile exilado
A obra “Pedagogia do Oprimido”.

Esta “Pedagogia do oprimido”
Seria a sua obra maior
Mas Paulo Freire ficaria conhecido,
Por ser um grande educador.

Este exílio lhe deu alento novo
Para explanar um projecto pioneiro,
Mas preferia dar ao seu povo
O que ensinava ao mundo inteiro.

Trabalhou com afinco e confiança,
“Cultura popular, educação popular”
E também, “Pedagogia da esperança”
Outros livros que viria a publicar.

Livros, escreveu muitos mais,
Fez poesias de cariz educativo,
Colaborou com pedagogos mundiais,
O seu método mantém-se activo.

Foi homenageado por onde viveu,
América Latina, Estados Unidos,
E outros onde desenvolveu
Projectos ainda hoje reconhecidos.

Varias escolas o adoptaram,
A Europa rendeu-se ao seu valor,
As ex-colónias portuguesas despertaram
O seu espírito de educador.

Dois de Maio de Noventa e sete,
A morte o apanha à traição,
Um enfarte do miocárdio o acomete.
Morria um nome grande da educação.

O Brasil chora a sua morte,
Mas não esquece o seu contributo,
O mundo enaltece esta alma nobre,
Que fez da educação o seu culto.

Com Ivan Illich se cruzou,
E António Sérgio conheceu,
Com mais nomes trabalhou,
A todos ensinou e com todos aprendeu.

A dizer, muito mais havia,
Mas para não ficar complexo,
As fontes e a bibliografia,
Juntámos em páginas em anexo.

Terminamos a nossa reflexão
Com uma questão sempre nova
“De que servirá a educação
Se não for, permanentemente, colocada à prova?”

Foto de vargas17

Amor antigo

"Queria dizer que sou livre,
que nunka fikei preso no passado,
que ja eskeci tudo o que passamos juntos
mas naum posso,pois me coração ainda
sente a sua falta e ele queria mais uma vez
bater junto ao teu para mais uma vez,sermos felizes."

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