Se ao acaso o irônico destino,
Ou a mera fatalidade do viver
Trouxer hoje o janeiro do meu ser
De uma maneira inesperada
Não quero choro, nem risos, nem nada
Não quero vela, nem o pranto mudo
De uma gazela desesperada.
Flores... Para que se não há mais nada?
No meu esquife, não há mais necessidade
Pois que a matéria ali repousada
Não carece de ser decorada.
Sei que gostas de flores perfumadas
E eu, do simples, das flores e das floradas.
Em vida, somente em vida e mais nada!
Pois que em morte minha, já não gosto de coisa alguma,
Porque tudo tem um sabor de nada.
Tenho medo dos vermes,
Da escuridão da lápide,
Do gelo quente da madrugada
E esse medo faz com que te suplique
Que faças minha matéria ser cremada
E das cinzas: fazei um carnaval, uma levada
A travessia de São Paulo, o Morro
Da rampa do mercado, sairás na madrugada.
E em noite de Lua cheia
Por estrelas guarnecida
A poucas milhas da chegada
Espalha ao vento sobre o mar
Minhas cinzas flamejantes
Que outrora foi bela morada
Desta alma diminuta
Louca e eternamente apaixonada.
direitos autorais reservados. Poema in "Anjinho de Carvão".
Enviado por Drica Chaves em Sáb, 08/03/2008 - 21:07
Quando a primavera mostrar que é bela
E variadas flores de todas as cores
Desabrocharem para mim,quero encontrar o meu amor.
Na mais pura descrição dessa estação
Eu quero estar com você...
Sinto já a felicidade da sua presença
Que alimenta o meu despertar para um mundo novo.
Agora é aproveitar cada instante e que seja sempre cintilante
quero andar por entre jardins e espelhos
Que reflitam a satisfação que sinto em distinguir amor de medo.
Eis que sou uma eterna sonhadora...
Lua nua,crua,dirigindo seus raios
Para a relva de aromas especiais
Que nos embebedam e nos guiam
Na vida delineada pela mão do destino
Que nos faz cantar o seu estribilho:
É Primavera...quase sempre Primavera!
Enviado por Sonia Delsin em Sáb, 08/03/2008 - 20:47
À BEIRA DO PENHASCO
Eu era uma menina.
O cacto nascera ali.
À beira do penhasco.
E floria.
Como ele floria!
Meio que me arrastando até ele eu ia.
Ia sorrateira.
Como era arteira!
De ir até lá colher as flores minha mãe me proibia.
Ela dizia que até risco de vida eu corria.
Mas a beleza das flores me seduzia.
E mesmo com medo eu ia...
Eram lindas as flores que ali nasciam.
Ainda mais belas porque eram proibidas.
Parece que convidavam a serem colhidas.
Enviado por Drica Chaves em Sáb, 08/03/2008 - 20:32
O amor é um espetáculo:
radiante,oscilante
Arma o circo,convida,diverte.
Desarma;o reverso.
O amor é luta e sabor
É mel,é a fina flor
Que perfuma e enfeita a vida.
É rio que corre,
Que encolhe,
Que enche,
Que encontra,
Que,às vezes,transborda.
O amor é a energia que rege o mundo
É o vento que sopra dos horizontes
Fazendo da vida a arte dum eterno encontro.
Acendem-se as candeias no pátio da vida
Onde te rasgo um sorriso que me faz ferver
O sangue nas veias que transbordam de emoções
Honrando o momento com sorrisos de ar fresco
Em remoinhos de vento quente que me beija a pele
Percorrendo-me ardente e intenso o peito marcado
Pelo desejo de mergulhar em ti e ver-te arder
Em loucura nas brasas do meu toque explosivo
Que sem uso de magia ou truques se entranha em ti
Prolongando provocar ao longo do teu olhar
Um brilho que me dá asas com cores de alegria
Para voar pelo céu infinito segurando tuas mãos
Sob o trilho galáctico de uma paixão inédita
Derretendo o gelo que sem voz desaparece
Em lágrimas jorradas por felicidade
Que aquecem a verdade então fria
E chegas até mim com um longo olhar
Ao longo dos instantes que me desejas
Enquanto mulher que sabes tão bem ser
Ó tu feminina
***
“Mulher... Por Deus tão querida....
Ai de quem nessa vida... Fizer seus olhos chorar...” ( Rose Feliciano )
***
“Somos nós mulheres virtuosas.
Temos alma de menina,
Espírito de mulher.
Podemos então dizer,
Que somos mulher-menina e menina-mulher”. (Vanessa Brandão)
***
"“Mulher é ser amável,
Incomparável,
Ser com dom divino,
Amamenta, acalenta, protege
É corpo, É alma. É sensual
É ser que ama...” (Ana Aparecida )
“Mulher...
Que fecunda a semente...
Parteja a vida como nascente...
Água pura... Cristalina...” (Carmem Vervloet )
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“Mulher,
Símbolo de vontade,
Símbolo de ternura,
Símbolo de aventura…” ( para_o_amor_da_... )
***
"Somos fortes!
Gostamos de rosas,
De flores,
Desejamos amores...
Enfim, somos Poderosas,
Pois somos Mulheres... " ( Poder Rosa )
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“Mulher. O corpo do homem gera força, o teu mulher, gera a vida.
“...em ti que se firmam os pilares da família” (Joice Bastos )
***
"Mulher, assim fostes criada
Para ser amiga e companheira
Por muitos poetas imaginada
Como flor em bela jardineira. (Rosinha Barroso )
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“De mim Deus te fez.
Antítese de formas
E sentimentos.” ( Ronaldo Martorano Bathke )
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SONETO ÀS MULHERES
Ó mulheres luzes de nossas vidas,
Não me canso de chamar-lhes de rosas!
Não existe símbolo melhor queridas,
A expressar como são maravilhosas.
Desde o início dos tempos são destemidas,
Guerreiras fortes e muito garbosas,
Dão-nos à luz e nossas sobrevidas
E dão-nos o mel de formas gostosas.
Sim! “Mulheres... por Deus são tão queridas”
“E ai de quem nessa vida”... Chorosas,
Tornares-te! Hão de ainda nesta lida,
Pagarem da forma mais amargosa.
Receberão como contrapartida:
Um não e não o beijo de uma Rosa.
Enviado por Carmen Lúcia em Sáb, 08/03/2008 - 16:17
Linda mulher...
Fazes do amor o motivo dos motivos,
Combustível pra voar, correr mundos
Sentimentos a divagar, profundos...
Anseios que pulsam, sem descanso,
Águas agitadas e remanso,
És tempestade e calmaria,
És vida e poesia...
Hoje é o dia, parece que tenho que falar!
É mesmo inevitável já não o posso adiar.
Contente fico por haver, num ano, um dia
Para a mulher, que é a mais bela maravilha,
Ainda maior que o universo feito de mar,
Por entre céus e céus em forma de luz que brilha.
Mas agora vamos lá um pouco brincar.
Feliz eu estou por haver para si um dia no ano,
Como é bom o homem, desta forma, assim ficar
Com os restante 264 dias… que grande plano!
Quem criou este dia só nos quis ajudar!
Foi de propósito ou por mero engano?
Não leveis a mal esta maldade sem mal.
Esta invenção foi feita com uma anomalia,
Para a mulher não há apenas um só dia,
São todos os anos desde o começo da vida afinal.
Esta ideia foi só por alguém um dia concebida,
Para tornar uma flor natural em interesse comercial.
Mas eu vos digo, vós não mereceis as flores,
Por mais belas que sejam, elas irão murchar.
Vós sois dignas de ter vastos jardins a flutuar
Deixando em todos os lugares os seus perfumes.
Poderia ficar aqui a devagar uma vida inteira,
E jamais escrevia a mulher na sua forma verdadeira.
Que aborrecido seria para vós afinal este poema,
De tanto escrever e nada conseguir dizer deste teorema.
Assim eu vos desejo muito amor, nesta minha brincadeira,
Feita de modo simples, como vós, à minha maneira.