Vida

Foto de elcio josé de moraes

MERA ILUSÃO

Ser enganado,
É bem melhor
Que estar sózinho.

Mesmo sendo
Amor fingido.
É melhor que a solidão.

Melhor se iludir
Que é amado,
Que ficar amargurado,
Sem ninguém no coração.

Viver a vida,
É mesmo deste jeito,
Existe amor perfeito?
Ou é mera ilusão?

Escrito por elciomoraes

Foto de Izaura N. Soares

O Universo Te Espera

O Universo Te Espera

Quando você saiu do meu caminho
Eu senti a tristeza que envolvia sua áurea.
Há muito você queria partir.
Mas protelava cada minuto, cada instante.
Eu cheguei a pensar: que loucura é essa
Que me envolve num mar de sentimentos
Sem nenhuma esperança aparente.
Percebi que já estava na hora de mudar.
Mudar o tempo, deixar de sentir saudades
E partir para um novo recomeço.
Mas com meus sentimentos confusos,
Chego a confundi tristeza com solidão,
Amor com paixão, insensatez com razão.
Mas tudo começa, tudo termina...
Mais um lampejo de esperança se inicia...
Mais um dia amanhece em minha vida!
Vasculhei o universo a procura de uma
Estrela que representasse você.
Encontrei várias estrelas brilhantes.
E não consegui te ver.
Persistir na busca e avistei uma
Estrela tão pequena, isolada naquele
Imenso universo, sozinha, mas ela não
Estava triste, ela apenas observava
A vaidade das estrelas brigando entre si
Para saber qual delas brilhava mais.
Mas dentro de meu coração já tinha
Minha estrela preferida mesmo pequenina
Brilhava todo o universo.
Pena que a vaidade das outras não
Permitiram que elas vissem o brilho de luz
Que aquela pequena estrela radiava em
Torno do Mundo.
Com a sabedoria do meu coração pude
Enxergar o pequeno astro cintilante
Cintilava como nunca, como jamais visto.
Essa estrela é você!
Brilhe... Que o universo te espera!

Respeite os direitos autorais

Foto de Lede Poeta Paulista

Incógnita recordação

15/09/07

Distante da realidade de vida
Vivida em minha trajetória
Rumo à esperada vitória
Deparo com minhas lembranças
Remoendo meu passado
Recordando os passos dados
Junto à felicidade
Momentos de alegrias
Que insistem em castigar
O meu pensar
Num caminho sem sentido
Inverso, mas regresso.
Já não me apresso
O pensamento inerente
Diferente e contente
Dentro da mente
Só consegue recordar você
Vida inseparável
Incógnita recordação
Fere o coração...

Ledemir Bertagnoli

Foto de Cecília Santos

CINZAS AO VENTO( VÍDEO POEMA)

CINZAS AO VENTO

Pedra Grande, a cidade inteira, à seus pés,
Vento cantando, e o sol intenso a brilhar.
E nesse recanto tranüilo, e mágico que a natureza criou.
Você se transformou, em milhões de pontos cintilantes.
Cada partícula de cinza, do que se transformou seu corpo,
Foi levado pelo vento, livre e solto pelo ar.
Nas asas transparentes, de um anjo lindo à voar.
E recebendo os raios do sol, ia se transformando.
Em milhares de borboletas coloridas, que voavam pelo céu.
Nesse lugar lindo, e imenso, que quase se mistura ao céu.
Com certeza você, vai continuar a voar,
por entre as nuvens brancas de algodão.
Por entre as pedras esculpidas, pelo força da chuva, e do vento,
Vai cantar e dançar, com a brisa leve, e perfumada.
Fará parte do dia, da noite, do sol, e será arco-íris colorido.
Depois que a chuva cair, como uma gigante gota transparente,
Flores nascerão, por entre as pedras.
E a vida vai permanecer, sobre esses rochedos.
Assim como as ervas daninhas, e as flores, você também viverá.
Pois o espírito não morre nunca, é eterno.
E no espaço, e no tempo, você se eternizou.
Reluzirá em cada raio do sol, todos os dias.
E cada estrela do céu, terá o seu brilho.
A brisa será leve, e perfumada como seu riso.
As chuvas que caírem, serão suas lágrimas,
que apagará o pó, e aliviará a alma sofrida!
Você será isso, e muito mais...!
Você será a própria existência...!

Direitos reservados*
Cecília *Poema feito p/minha filha Fernanda em 10/04/07*

Foto de Fernanda Queiroz

Apenas por um momento...

Apenas por um momento...

Apenas por um momento
Eu queria acreditar
Que o sol da liberdade entoada em hino
Iria brilhar neste instante
Que a igualdade que se diz penhor
Seria conquistada por pernas fortes
E há liberdade um dia bradada
Seria desafio até a morte
Pátria, amada
Brasil!

Que o sonho intenso vivido
Em 180 milhões de corações
Em amor e esperança
Resplandecesse no céu
Onde o azul infinito desponta
As estrelas resplandecem
E que o gigante por natureza
Belo, forte fosse mesmo virtuoso.
E não desrespeitasse tua grandeza
De terra adorada
Pátria amada.
Brasil!

Mas caminhando placidamente pelo gramado
Ao som onisso de um brado profundo
Entregastes a taça do hexa
Deixando de ser campeão do mundo
Impondo que a Bandeira em haste
Seja enrolada por mais quatro anos
Onde teus campos de matas verdes
O verde tornou-se dólar
De um bosque sem vida
De um amarelo com cor de ouro
Onde as maiores estrelas
Perderam o brilho que cegava os olhos
Que umedecidos acompanharam os abraços
De um acordo bem feito
Que fez doer dentro do peito

Mas amor será nosso eterno símbolo
E nossos corações serão as estrelas
Onde um tapete verde aguarda tua chegada
Mesmo amarelados pela omissão
Do compromisso com tua Nação
Relembraremos glórias passadas
E jamais fugiremos a luta
Adoraremos-te até a morte
Porque és tu Brasil
A minha Nação
País do meu coração
Mesmo que por um momento
Tenha sido esta enorme decepção.

Fernanda Queiroz
Direitos Autorais Reservados

Foto de Fernanda Queiroz

Eu... Você...

Eu... Você...

Eu
Você
No sonho
Ou realidade
No abstrato
Ou no fato
No calar
No relato
No sol
Na chuva
Na brisa
No ciclone
No riso
No pranto
No doce
No amargo
Do dia
Da noite
De magia
De medo
De sonhos
De pesadelos
No grito
No silencio
Na vida
Ou na morte
No verso
Ou reverso
Por um momento
Ou pela eternidade
Eu e você.
Juntos.....

Fernanda Queiroz
Direitos Autorais Reservados

Foto de Sirlei Passolongo

Fera Faminta

As folhas, fagulhas, fadigas

As folhas dos anos
Fagulhas da vida
Nas folhas do tempo
Fadigas de amor

A fera, a fuga,

A fera dos medos
A fuga dos sonhos
Nas folhas dos dias
Fagulhas feridas
Fadigas do sonhador

A filha...

A filha das folhas,
Da fera dos medos
Fagulhas nos fios
Na fera que há em mim

Faminta de amor.

(Sirlei L. Passolongo)
.

Foto de JGMOREIRA

SOUTAMÉRICA

SOUTAMÉRICA

Na América do Diabo
brilha a lua,
inocente e bela
sem saber que a espreitam
espanhóis e portugueses
somente por brilhar amarela.

Para trazer Deus aos silvícolas
urgem espadas, algemas, arcabuzes
bestas de todos os tipos.
Cortez, Pizarro e outras delas,
com a empunhadura em cruz
das lâminas afiadas
esfolam ouro nas peles que, dígnas,
postaram-se contra a fidalguia esparolada
dos cristãos que movem cruzadas
ocultando ouro na fé, esmeralda e muita prata.

Em busca do Eldorado
devastaram Potosí, Montezuma
Ouro Preto.
Venceu os índios o deslumbro,
não a força ou medo.

A América do demo propiciou,
com sua riqueza,
o requinte das realezas,
que se reerguessem reinos falidos
às custas do negro e do índio.

Contraste que emociona o esteta:
a morenez do índio
o negrume do preto
as pepitas amarelas
que guardava o chão
florindo sobre a terra
riqueza de aluvião.

América, açúcar preparando
ouro.
Negro cativo, índio massacrado,
ouro.
Ouro abrindo as portas do céu expansionista
financiando grandes conquistas.
Acumulado na matriz
gera empresas, centros urbanos
Hércules de potentíssimos neurônios
restando a América do abandono.

A América do inferno
Édem terrestre de outrora
esburacada, vazia, destripada,
assesta seus milhões de famintos
contra a América do sonho
que, herdeira protestante da crueldade cristã espanhola,
Escraviza, dizima, espezinha
impera, destrói e desola.

A América, herdeira de Espanha e Portugal,
ensarilha suas baionetas úmidas
arma seus soldados comerciantes
com desprezo por quem não lhe é igual.

Da América do sacrifício
ouve-se a voz do índio:
‘Pai de todos os pobres, de todos
os miseráveis e desvalidos,
ajudai-me a fugir de Tinta!’

Clama a voz no fundo da mina.
O pai de Todos não escuta clamores,
adormecido no seio Inca.
Mastigando coca, ouvindo tambores,
esqueceu-se dos irmãos da Mita.

‘Pai de todos os tortos, entrevados
e opressados nessa liça,
ajudai-me a fugir da Mina’’
Clama outra voz no céu de Tinta

Túpac Amaru, para falar aos índios,
necessita de língua, perdida em Wacaypata
necessita de sua cabeça, em Tinta
do braço direito, em Tungasuca
do esquerdo, em Carabaya
da perna esquerda, em Santa Rosa
da direita, em Livitaca.
Túpac quer seu tronco
lançado em cinzas no Watanay,
quer ouvir seus filhos, enviados
para o lado direito do Pai.
Amaru quer regressar à vida
para tirar de dentro da Mita
seus irmãos que clamam ajuda
contra a força que os executa.

Túpac Amaru, sentado no chão batido
de uma tribo no olvido das batalhas
chora em Potosi, Zacatecas, Guanajanauto,
Outo Preto, Colque, Porto, Andacaba, Huanchaca.
Cura as feridas gangrenadas
de Atahualpa, do Caribe, dos Maias,
Tenochtitlán, Cajamarca,
Cuzco, Cuauhtémoc, Guatemala.

Observa, com olhos sulfurados,
Colombo, Fernão Cortez, Pedro de Alvarado
Fere, com mágoa, a lembrança de Pizarro.

’Ó Pai de todos os mendigos,
inimigo dos dueños de la tierra,
ajudai-me a fugir dessa América!’
Gane uma voz no sétimo inferno da Mita
com os pulmões endurecidos de sílica

Túpac Amaru, sem lágrimas ou ferocidade,
abre seus braços de morto que dão a única fuga
abrigando, em sua redoma, os irmãos da Mita
que rapidamente ascendem aos céus de Tinta.

Os índios centro-sul americanos
acolhem-se na morte aos braços da liberdade

Foto de emersonpoemas

Memorias

Memorias

Hoje é o inicio, talvez o fim
Talvez o inicio de meu fim
Mas enfim...
É o começo que mereço
Não esqueço...
Foram muitos momentos
Foram tormentos ao relento
Que um dia talvez vivi
Que senti e sofri, mas vivi
Foram vidas, se foram vidas
Eu estou, mas não sou
Ou quem Sabe vou ser,
Ser o que? Ser pra que!
Mas vou ser
Enfim...
São memorias, historias
Que se passa que se passou
Não Olhou, nem piscou
Como pássaros flutuou
Nesta vida quem me diga
Cheia de intriga
Que pisei, que amassei
Que chorei, rezei
Mas enfim
Tentei...

Emerson O Souza

Foto de Carmen Lúcia

Sem rumo

Oh, Deus! Será que enlouqueci?
Transgredi os limites da razão,
Fui além dos sonhos, das medidas da emoção,
E em meio a desequilíbrios e turbilhões
Nem sei quem sou, onde estou, pra onde vou...

Vesti e desvesti inúmeras fantasias...
Transvesti-me de sábia e aprendiz...
Na louca vida de encenação e ostentação,
Querendo ser eu mesma, fui atriz,
Onde ser verdadeira é mera ilusão.

Busquei no túnel escuro a flor do dia,
Para espantar meus medos, fiz poesia...
Subi ao pódio, sem ter vencido a luta,
Tentei me enganar e contornar os fatos,
Fui santa, fui puta...no decorrer dos atos.

Levanto o pano vermelho, me olho no espelho...
Frinéia ou Messalina, Pompadour ou Marie...?
E tenho a sensação de que nunca me vi...
Desconheço-me...Silêncio contemplativo...
E permaneço no gerúndio, perdendo-me no infinitivo.

Enfim, a quem recorrer, senão a Ti?
Quando tudo esmorece, ainda resta a prece...
E a esperança de um dia Te ouvir...
Santa, puta, demente...ou carente...
A verdadeira alma a Ti eu esculpi!

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