Vida

Foto de Gaivota

** COM 100 GRAMAS DE SOL **

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COM 100 GRAMAS DE SOL

De meu cérebro desgovernado fugiram as imagens poéticas! Os grãos de areia escaparam-me dos pés, vida sólida e cruel! Rouba idéias e sonhos. Da tinta que pintava o papel branco sobrou o nada da cor. Desce a lágrima sem tilintar, escorre límpida sem brilho, estremecida borra estrelas, que antes brincavam em minha cabeça empapada de risos.
Vida sem cor, pálida, eternizada nas pinturas descascadas! O tempo roubou, pegou o pedaço de mundo carregado de cor. Apagou sorrisos, escondeu a música da chuva e deixou-me na calçada vazia, fria, escura e triste.
Voltarei amanhã, jogarei tudo no lixo, comprarei 100 gramas de sol, planto no jardim, semeio, arranco ervas daninhas que insistem em danificar o sonho. Rasgo o coração, flecho a dor que não conheço, viro-lhe as costas, ponho-me a conversar com o primeiro reflexo de serenidade. Sei que é leve, suave e azul. Abrirei o sorriso guardado na caixa angustiante e um novo dia há de surgir.

RJ – 02/09/2005
** Gaivota **

Foto de Carmen Lúcia

Re(nova)ção

Caminho por calçadas e ruas...
Madrugada de lua e estrelas...
Confabulo comigo mesmo...
Em pensamentos,andando a esmo...
Seguindo a luz tênue do luar
Que preguiçoso, se esconde atrás das nuvens,
Para não ter que brilhar...exausto de iluminar!
Observando o cintilar das estrelas
Que,cansadas,já querem se apagar...
Logo estarei só...então virá a manhã...
Preciso encontrar novo caminho,mudar...
Antes que seja tarde,antes do Sol acordar...
Preciso me renovar,amanhecer diferente,
Reverenciar o dia,ser mais complacente,
Cumprimentar o Sol,dizer bom dia ao novo,
Reavivar a vida,agradecer-lhe a acolhida
Que por tanto tempo deixei vazia
Ouço os tropeços de meus próprios passos...
Que cansados,já não encontram espaço...
Agora só me acompanha a minha sombra
Já não há estrelas, tampouco o luar...
Cumpriram sua missão e foram se deitar...
Tenho que decidir pra onde ir...
Desfazer-me do fardo triste,enfadonho,
Despir-me do passado embrutecido,
Tornar-me leve,correr atrás dos sonhos,
Que se mantiveram adormecidos,esquecidos,
Enquanto eu me adentrava na solidão...
E a órbita de meu mundo era a escuridão.
Pronto!Fim do caminho...não há mais ruas...
Despojo-me de minhas vestes,sinto-me nua,
Entrego-as a minha sombra,que não mais me assombra
Que se espalha feito fumaça de incenso
Purificando-me a alma,despertando-me o bom senso
E some levando consigo a minha parte escura...
Volto-me aos primeiros lampejos da manhã...
Faminta e sedenta,aguardo as oferendas do amanhã.

Carmen Lúcia

Foto de Homem Martinho

Inauguração do meu blog

Para abrir o meu blog, decidi agradecer a todos os que por aqui andam e deixar uma mensagem de boas vindas aos novos companheiros.

A minha vida no Poemas de amor

Como a vida está diferente,
Que aperto tenho no coração,
Conheci muita nova gente,
A quem pedi a opinião.

Nesse outro tempo de caminhada
Passava horas sem fazer nada,
Escrevia só para mim,
Guardava tudo numa gaveta,
Agora tenho uma janela aberta
Onde divulgo o que escrevi.

Não me arrependo do registo,
Conheci muita gente interessante,
Normas formas de pensar avisto
E faço amizades. O mais importante.

Continuo a escrever sem parar,
A escrita me faz sonhar,
Faz-me sonhar e faz-me intervir,
Intervir nesta sociedade
Onde o ódio toma o lugar da amizade
E os homens se matam, sempre a sorrir.

Que os outros não sou melhor,
Apenas desejo ser o que sou,
Na televisão vejo cenas de horror
E todos falam fingindo que nada se passou.

Embrenho-me neste meu pensar,
Sinto-me com vontade de continuar
A escrever os meus pensamentos,
Podem até não valer nada,
Mas por vezes, nestes momentos,
Revolta-se uma voz amordaçada.

Foi assim que aqui cheguei,
Nesta minha ânsia de participar,
Gente muito boa aqui encontrei
E, eu, fui-me deixando ficar.

Devagarinho fui crescendo,
Os temores foram desaparecendo,
Foi como que uma porta aberta,
Onde tinha quem me aconselhar,
É por isso que sou professor e sou POETA.

Francisco Ferreira D’Homem Martinho
2007/07/0/10

Foto de Cecília Santos

MEU CORAÇÃO

MEU CORAÇÃO
*
*
*
Porque meu coração dói tanto,
Que dor é essa?
Que me sufoca,
Que me tira o fôlego,
Tudo me parece irreal,
Tudo me parece um pesadelo,
Um sonho ruim, que me faz chorar,
Tenho medo de abrir meus olhos,
Quero fazer de conta, que nada aconteceu,
Quero pensar no ontem, no anteontem,
Quando a vida era real,
Quando um bom dia, um beijo, um eu te amo,
Era parte da vida, e da realidade,
Queria tudo isso de volta...
Queria a vida que foi ceifada,
Queria continuar, vendo o tempo passar,
E voce do meu lado,
Ver o dia nascer, e a noite chegar,
Sabendo que voltarias pra casa,
Mas o sonho acabou...
Não posso viver assim, de olhos fechados,
Sei que a vida, segue a diante,
Como as águas, de um rio caudaloso,
Que corre seguindo seu curso,
Sei que esse caminho, que você percorreu,
Todos nós percorremos um dia,
Eu sei dessa triste verdade...
Mas, meu coração não sabe...
Ou sabe, e não quer aceitar,
Por favor coração entenda, e aceita os fatos,
Me ajude a manter, meus olhos abertos,
Me ajude a conter o meu pranto,
Me ajude a não sofrer tanto,
E em troca...coração!!
Eu te ajudo a voltar a sorrir.

Direitos reservados*
Cecília-SP/04/2007*

Foto de Cecília Santos

REGRESSO

REGRESSO
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*
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Regresso à antiga casa, onde fui tão feliz,
Tudo está como antes, parece que nada mudou...
Coração aos saltos, dentro do peito,
Passos apressados, querendo chegar,
Ao passar pelo portão, queria a felicidade habitando ali.
Os degraus rangem, ao peso dos meus passos,
Folhas secas, e poeira amortecem meu caminhar,
Trepadeiras e ciprestes crescem, ao longo do antigo corrimão,
Flores belas e perfumadas, que enfeitaram dois corações,
Queria adentrar, e encontrar vida ali,
Mas tudo é vazio, tudo é solidão...
Permaneço entorpecida, teias de aranha, e poeira,
Se misturam à minha agonia,
Cerro os olhos por um momento...
Ouço vozes, risos, sinto o amor de outrora.
O calor da lareira aquece minha alma, será tudo real?
Será que a felicidade está ali, ou é devaneio meu!
Sua imagem surge diante de mim,
Seu riso cristalino entoa amor,
Tudo está como antes, eu, você, nosso amor?
Um sobressalto, me trás de volta à vida...
Tudo é desolação, solidão pro meu coração,
Nada mais é real ali...
Retorno sobre meus próprios passos,
Os degraus rangem mais alto, aplacando meu sofrer,
A casa dos sonhos está ali...
Entre as quatro paredes, estão as doces recordações,
No meu coração, elas estão gravadas a fogo,
Deixo tudo pra trás...
Sem tua doce presença, é impossível viver ali,
Quero sua companhia, não a sua saudade,
Deixo aqui entrelaçados, com as trepadeiras, e ciprestes,
Meu amor... e meu coração.

Direitos reservados*
Cecília-SP/04/2007*

Foto de Cecília Santos

O TEMPO

O TEMPO
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O tempo, não parou no tempo,
nem pra me dizer.
Que o tempo, já não tem tempo,
pra esperar pra depois.
No reflexo, do espelho,
vejo o que o tempo me fez.
Marcou, com sulcos profundos,
a vida que o tempo meu deu.
O tempo, determina regras,
o início, meio, e o fim.
O tempo, não para nunca,
caminha rápido e ligeiro.
Marca, o início da vida,
mas também o seu final.
O tempo, não para nunca,
nem pra mim, nem pra você.
Trabalha, o tempo todo,
só pra me fazer ver.
Que as marcas, são pra sempre,
que nem o tempo, pode esconder.

Direitos reservados*
Cecília-SP/04/2007*

Foto de Cecília Santos

SEM MÁSCARA:

SEM MÁSCARA
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*
*
Escancarei a porta da minh'alma.
Não quero mais sofrer.
Vasculhei todos os cantos.
Arrastei todos os sentimentos,
e coloquei-os do lado de fora.
Pesei os prós e os contras,
e pouca coisa sobrou.
Da vida tranqüila que eu tinha,
nada mais restou.
Ela se tornou um emaranhado de caminhos,
que todos me levam a um ponto em comum"você"
Mas de nada adianta chegar até você.
Pois simplesmente nada que houve entre nós,
teve importância você.
Você sempre foi tão evasivo com seus sentimentos.
Brincou de me amar, fui um joguete em suas mãos.
Quebrei tabus, me dei por inteira, saciei seus desejos,
te amei de verdade.
Mas de nada adiantou meu amor.
Você anavalhou meu coração
me aniquilou por completo.
Estou tentando renascer das cinzas,
realinhar meu amor-próprio, ser eu novamente.
Sem máscara, para me ocultar a face.

Direitos reservados*
Cecília-SP/04/2007*

Foto de elcio josé de moraes

AMOR ETERNO

Meu amor! Hei de amar-te eternamente!
Desde agora, além da vida, para sempre.
Pois que tu és, a minha amada, simplesmente!

Amar-te hei, amada minha, ardentemente.
Como nunca eu amei, tão loucamente.
Pois na vida, só voce me faz contente!

Oh! amada, que desfez tão docemente.
A solidão que me deixava tão doente,
E tornou-me, em um ser, bem diferente.

Tu agora, já não sai da minha mente,
Só voce me faz feliz e alegremente,
Eu me sinto, neste amor, que a gente sente!..

Escrito por elciomoraes
elciomoraes

Foto de Sérgio Carapeto

Porque não

Porque não amar sem pensar,
Fazer pulsar o coração,
Com o desejo de amar,
Em tórrida paixão?
Porque não?

Porque não sentir,
Sentir o que não se sente,
E amar vivamente,
Sem preconceito de raça ou cor.
Amar sempre por amor!

Porque não beijas a lua,
E te mostras nua.
Abre o teu coração,
Ao sabor da paixão.

Não penses mais não,
Segue o teu coração!

Não queiras a morte,
Não queiras sofrer.
Se forte!
A vida é para viver.

Foto de Homem Martinho

Apresentação

Para abrir o meu blog, decidi agradecer a todos os que por aqui andam e deixar uma mensagem de boas vindas aos novos companheiros.

A minha vida no Poemas de amor

Como a vida está diferente,
Que aperto tenho no coração,
Conheci muita nova gente,
A quem pedi a opinião.

Nesse outro tempo de caminhada
Passava horas sem fazer nada,
Escrevia só para mim,
Guardava tudo numa gaveta,
Agora tenho uma janela aberta
Onde divulgo o que escrevi.

Não me arrependo do registo,
Conheci muita gente interessante,
Normas formas de pensar avisto
E faço amizades. O mais importante.

Continuo a escrever sem parar,
A escrita me faz sonhar,
Faz-me sonhar e faz-me intervir,
Intervir nesta sociedade
Onde o ódio toma o lugar da amizade
E os homens se matam, sempre a sorrir.

Que os outros não sou melhor,
Apenas desejo ser o que sou,
Na televisão vejo cenas de horror
E todos falam fingindo que nada se passou.

Embrenho-me neste meu pensar,
Sinto-me com vontade de continuar
A escrever os meus pensamentos,
Podem até não valer nada,
Mas por vezes, nestes momentos,
Revolta-se uma voz amordaçada.

Foi assim que aqui cheguei,
Nesta minha ânsia de participar,
Gente muito boa aqui encontrei
E, eu, fui-me deixando ficar.

Devagarinho fui crescendo,
Os temores foram desaparecendo,
Foi como que uma porta aberta,
Onde tinha quem me aconselhar,
É por isso que sou professor e sou POETA.

Francisco Ferreira D’Homem Martinho
2007/07/0/10

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