Vida

Foto de TrabisDeMentia

A torre da vida

Da vida, da torre, do alto
A tristeza tomou de assalto
O peito. Ao se encher de dor

Num tombo, num pulo, num salto
Mostrou-me o quanto eu me falto
Em braços, em colo, em amor

Do fundo da torre da vida
A alegria em nova investida
Mostrou-me quão feliz eu sou

E é neste querer, neste não ter nada
Que pulando cada vão de escada
Seguindo os meus passos vou.

Foto de Flower Medeiros

Desabafos

No começo era bobagem,
no começo era apenas brincadeira.
Mas algo foi crescendo,
algo foi sufocando.

Foi ficando mais forte,
os pensamentos já não podiam mais ser controlados,
cada passo que era dado, remetia a cada lembrança tua,
e pontos de interrogações,
passaram a fazer parte da vida.

Perguntas já não calavam mais,
Desejos já não eram mais saciados,
Porque, porque, por quê?
Se já não éramos mais um,
Se já não estavas mais aqui.

Se tudo que fosse feito.......
Se ao menos tivesse sido feito.........
Tantos "e Se"...
Tantos "talvez"...tantas "????"

Mas e tu ligaste?
Ao menos ligou?
Por um acaso ligará?
Talvez não ,
Talvez sim ,

Deixou de ser poesia
Deixou de ser alegria
Deixou apenas a paixão que sufoca, mais uma e mais uma,
Milhões de vezes mais.

Sonhar já não sacia o desejo.
Beijar.....Não tem mais gosto
Amar..... apenas o vazio

Autora: Flower

Foto de Carmen Lúcia

Lembranças

Eucaliptos contornam estradas de chão,
Florinhas colorem beirais de caminhos,
Maritacas acordam todos passarinhos,
Olores campestres invadem o rincão.

O ranger das rodas do carro-de- boi
( Saudosa lembrança,tempo que se foi)
Desperta o sorriso no rostinho corado
Da menina que sonha com carro-de-boi-alado.

No morro o gado, o rastelo,o arado,
Vaquinhas leiteiras ... mato capinado,
Sem cercas de arame farpado, som de riacho...
E doce cascata bailando montanhas abaixo.

Os ultra-violetas do sol acariciam manhãs,
Fumaça de fogão à lenha sai das chaminés,
Cheirinho de doce de pêra,de cidra e maçã,
Bolo de fubá sobre a mesa,biscoitos de nata e café.

Ao pé da colina, em branco, uma capelinha,
A cruz trabalhada, telhado em tons rosa-grená,
Na hora da Ave-Maria silêncio e harmonia
E uma romaria sugere ao povo rezar.

Varanda da casa,calada... uma namoradeira...
Que guarda segredos, suspiros da vida inteira,
Nos cantos samambaias,avencas,xaxins pendurados,
Fim de tarde...Um berrante tristonho,chorando...
chamando o seu gado.

Foto de Mimizinha

Para sempre

No dia que você sentir que meu
coração não bate mais por você,
e que não tem mais sua presença nele...
...É porque ele parou totalmente,
e não há mais vida em mim,
e mesmo assim ainda te amarei,
em algum lugar no infinito.
Pois meu coração estará morto,
mas minha alma ainda assim
levará seu amor por onde quer que for...

Foto de Ednaschneider

Duas Mulheres

Duas Mulheres

Você ama duas mulheres
Uma conhecida outra anônima.
Ambas te querem
Para compartilharem a vida, e a fama.

A vida comum do dia -a-dia
A anônima quer.
A outra que escreve poesias
Expõe nas palavras seu desejo de mulher.

A anônima é tranqüila é carente
A poetisa tem romantismo
Ambas te amam loucamente
Cada qual amando com seu estilo.

Ambas entregam-se sem medo
Pois te desejam profundamente
Não guardam segredo
Querem você eternamente;

Com qual delas ficarás?
Você, que elas tanto amam!
As duas ao seu amor te chamam.
Qual delas escolherás?

Faço uma sugestão
Escolha as duas
Pois elas apenas uma são
E são tuas
E te amam com grande emoção.

Ela é anônima e famosa
Simples e carinhosa
Ela é modesta e fogosa
Que escolhe entre rimas e prosas
Ofertam-te de maneira formosa:
As belas poesias tal como rosas.

Fundem-se e juntam-se
As duas se tornam cúmplices
E nesse amor tríplice
Deliciam-se.
Você e ela(s) simplesmente.

26/06/07
Joana Darc Brasil* *direitos reservados à mesma®

Foto de Fatima Cristina

Despedida!

Podias ter-me dito que ias sair da minha vida. A paixão é mesmo isto, nunca sabemos quando acaba ou se transforma em amor, e eu sabia que a tua paixão não iria resistir à erosão do tempo, ao frio dos dias, ao vazio da cama, ao silêncio da distância. Há um tempo para acreditar, um tempo para viver e um tempo para desistir, e nós tivemos muita sorte porque vivemos todos esses tempos no modo certo. Podias ter-me dito que querias conjugar o verbo desistir. Demorei muito tempo a aceitar que, às vezes, desistir é o mesmo que vencer, sem travar batalhas. Antigamente pensava que não, que quem desiste perde sempre, que a subtracção é a arma mais cobarde dos amantes, e o silêncio a forma mais injusta de deixar fenecer os sonhos. Mas a vida ensinou-me o contrário. Hoje sei que desistir é apenas um caminho possível, às vezes o único que os homens conhecem. Contigo aprendi que o amor é uma força misteriosa e divina. Sei que também aprendeste muito comigo, mais do que imaginas e do que agora consegues alcançar. Só o tempo te vai dar tudo o que de mim guardaste, esse tempo que é uma caixa que se abre ao contrário: de um lado estás tu, e do outro estou eu, a ver-te sem te poder tocar, a abraçar-te todas as noites antes de adormeceres e a cada manhã ao acordares. Não sei quando te voltarei a ver ou a ter notícias tuas, mas sabes uma coisa? Já não me importo, porque guardei-te no meu coração antes de partires. Numa noite perfeita entre tantas outras, liguei o meu coração ao teu com um fio invisível e troquei uma parte da tua alma com a minha, enquanto dormias.

Foto de Fatima Cristina

Camisa Branca!

Assim que cheguei à porta de casa percebi que estavas lá dentro. Rodei lentamente a chave na fechadura e nessa fracção de segundos fui assaltado por mil pensamentos. Estarias mesmo ali? Ao fim de tantos meses, depois de um silêncio tão grande? Claro que sim! O aroma do teu perfume é inconfundível e desde que cheguei ao Hall que fui invadido por ele.
Lentamente abri a porta e, como eu desejava, à minha frente estavas tu. Exactamente como sempre te imaginei. Tinhas a minha camisa branca vestida. Adoro ver-te com ela. E tu sabes disso, por isso a escolheste. As mangas levemente dobradas deixam ver a candura da tua pele, os botões, meio abertos, meio fechados, insinuam a curva do teu peito, a brancura do tecido deixa ver os contornos do teu corpo. Atrás de ti, e devido à claridade que entrava pela janela, visualizei a tua lingerie preta, as tuas pernas, e lá estavam as meias-ligas (huumm que sempre achei tão sexys).
Olhei-te nos olhos e percebi que lias os meus pensamentos. Tive vontade de te tirar a camisa branca, de te despir, de fazer amor contigo ali, no hall de entrada, e matar assim, todos os desejos, todas as saudades que tinha tuas. Mas tive medo de te assustar… (talvez por também eu estar assustado).
Aproximei-me, abracei-te com suavidade, com medo que fosses uma miragem e que eu estivesse a delirar. Com medo de te apertar com força e que tu te dissipasses como uma bola de sabão. «- É bom ter-te aqui.» Foi a única coisa que sussurrei enquanto senti o meu rosto tocar no teu. Senti o teu corpo tremer. Nunca percebi se tremias de frio, porque lá fora a neve baptizava os incautos que passeavam na rua, e tu vestias apenas a minha camisa branca, se tremias de emoção por me sentir ali tão perto. Não sei quanto tempo durou aquele abraço, mas senti que podia continuar assim o resto da noite… o resto da vida… e enquanto o abraço durasse, sabia que não ias voltar a partir.
Desprendeste-te do meu abraço e levaste-me para a cozinha. À minha espera estava uma mesa requintadamente preparada. Não esqueceste a elegância da toalha, a magia das velas, o meu vinho e o meu prato favoritos. Durante o jantar falaste de trivialidades e eu olhava-te sorridente e conversadora, com a minha camisa branca, e senti que não te podia voltar a perder, e que o teu lugar era ali.
Fui preparar o café. Continuei a observei-te e percebi que apesar do teu corpo estar ali tão perto, o teu espírito tinha-se ausentado. Vi o teu olhar perdido na janela, observando a Vida a fluir lá fora. Num flashback recuperei a memória dos dias em que te perdias na paisagem da minha janela.
«- É bom voltar a estar aqui.» Disseste, parecendo regressar. Por um momento senti a tua voz embargada e pensei que estivesses a chorar. Olhei-te novamente. Lá estavas tu, debruçada sobre a janela, com a minha camisa branca… e à contra luz voltei a ver os contornos do teu corpo…a tua lingerie preta… a renda das tuas ligas…Como uma trovoada inesperada de Agosto, aproximei-me de ti e tomei-te de assalto. Não pedi licença, não me fiz anunciar, tomei o teu corpo, no meu corpo, porque é meu, porque me pertence, porque ardia em desejo, porque quis fazer amor contigo desde que te vi ao entrar. E tu, entregaste-te como sempre fizeste, sem perguntar como nem porquê, deixaste-te ir como um rio que corre para o mar, como a folha que se deixa guiar pelo vento. E enquanto a neve gemia ao tocar nos vidros lá fora, tu gemias de prazer nos meus braços.
Fizemos amor ali, na mesa da minha cozinha, com a minha camisa branca a testemunhar aquela união dos nossos corpos. Levei-te para o quarto, para aquela cama tão fria desde que foste embora. Fizemos amor o resto da noite, como se quiséssemos recuperar todo o tempo perdido, como se tivéssemos medo que o tempo ainda nos voltasse a separar.
Adormeci exausto. Adormeci feliz. Estavas ali outra vez, em minha casa, no meu quarto, na minha cama, protegida pelos meus lençóis.
De manhã acordei… sozinho… uma brainstorming assolou os meus pensamentos. Teria sonhado contigo? Terias realmente estado ali? Teria feito amor contigo? Sinto tanto a tua falta que já não distingo os sonhos daquilo que é a realidade… mas parecia tão real… Fechei os olhos na esperança de voltar a sonhar contigo, aninhei-me no teu corpo imaginário, deslizei as minhas mãos pelo espaço que naquela cama te pertencia e senti, debaixo da almofada algo que me era familiar… Esbocei um sorriso. Levaste novamente o teu ser, o teu corpo, a tua alma, mas deixaste o teu perfume… na minha camisa branca.

Foto de Mell_22

Retorno as palavras...

O retorno nem sempre é facil
As vezes nos esquecemos de quem somos
Ou do porquê estamos aqui
Eu ainda nao sei qual é a minha missão
A vida nos dá sempre dois caminhos
Mas infelizmente nao nos diz qual seguir
As vezes dá medo ter que escolher um.
Amadurecemos com o tempo,
Mas ainda acho que nao vai dar tempo de fazer tudo,
Estou retornando...
Talvez melhor, mais madura...mas sempre
com esperança, amor, divertimento e porque nao com safadezas,
Com a familia, aprendi a respeitar,
Com os amigos, aprendi a conviver
Com vc aprendi a amar,
Aprendi o que é o amor
e pela primeira vez na vida sou feliz.
A vcs digo obrigada por tudo
e porque não aquela famosa frase "vcs vao ter que me engolir "
Este retorno...
não é apenas um retorno para a criatividade,
e sim para uma essencia que achava estar perdida...
as palavras sempre circulam em minha mente...
mas quando a escrevo, me sinto viva
é maravilhoso...
e espero nunca mais me distanciar...

Foto de Ednaschneider

Meu amor

Meu amor! Minha vida!
Minha paixão. Meu ponto de partida
Amo-te tanto!
Quero você por toda a eternidade!
Não quero juras, nem prantos!
Ao teu lado só felicidade.
Meu raio de Sol matinal.
Meu guia espiritual,
Meu oxigênio,
Meu amor, minha luz!
Meu gênio epiceno
Que tanto prazer em minh'alma produz
E ao êxtase me conduz.
És tudo isso e muito mais
São muitas as palavras para te qualificar.
É o porto e o cais.
E eu sou o mar
Em você me encontro
Quando estou perdida na imensidão
De meus pensamentos, quando estou em prantos.
Ancoro meu coração
E você acalma
A minha dor salgada
E deixa minha alma
Mais sossegada.
E nessas idas e vindas
Amo e sou amada.

24/06/07
Joana DArc Brasil*
*direitos reservados à mesma®

Foto de Paulo Zamora

Dois Poemas

Instante
Do alto do morro desse coração chamo por você, mas sou simples noite fria; que percorre o espaço, um homem sem o universo, um sol procurando a lua para namorar.
Vê se corre para meus braços, eu sou feliz quando tenho você, no aperto dos braços que rodeiam meu corpo sinto que nada é tão importante como o instante em que sinto você em mim.
No sangue percorrente em minhas veias, não dispenso uma paixão vulnerável, o que eu sinto por você é maior do que o meu limite poderia alcançar... sente-se perto de mim, toque em mim como se fosse agora o primeiro instante.
Voe! Me encontre quando abrir os olhos, sufoque minha boca no suspirar de um beijo enlouquecente.
Já estou acordando, você não está, até mesmo eu não estou... o instante também não se encontra presente, me perdi em meio a mim, e não encontrei outra vez você querendo ser amada como uma flor na madrugada.
Do alto do morro desse coração ninguém me vê; você não vê... nem mesmo o instante.
(Escrito por Paulo Zamora em 14 de junho de 2007)

Neblinas
Na pior das noites, perdido entre as neblinas, são horas de uma madrugada, eu ainda acordado, pensando...
Do céu para mim nada veio e ainda estamos inteiros como sempre fomos, mas falta algo na alma.
Não mandou me avisar que estava indo embora, não me deixou recados na caixa postal; nem deixou beijos em meu coração. As neblinas molham meus sentimentos, passo a ser a relva frágil e sensível; uma vez mais, outra vez estou sozinho na lucidez e no desequilíbrio, mas vou seguindo pensando...acordado, na pior das noites; sentindo solidão.
O barulho do trovão toma conta do meu quarto, já é uma tempestade, é verdade que delírios tomam conta de mim; não sei o que vou fazer para viver sem ter você.
As neblinas falam, choram, sorriem, elas querem perturbar deixando a noite ainda mais escura que o meu próprio coração.
Noite... neblinas... tempestade... solidão e apenas um coração que suporta tudo, de frente ao mundo, de costas para a felicidade, um homem pensando, caminhando entre as neblinas da escuridão de uma vida; da minha...
(Escrito por Paulo Zamora em 19 de Junho de 2007)

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