Vida

Foto de yuri98

CONFISSÃO

CONFISSÃO

Fora o desejo de que esse meu espírito não enferruje
e de que minhas mãos não esqueçam os entalhes e contornos...
Fora a espera pelas auroras mais musicais e serenas
e pela sabedoria de, sem escrúpulos, experimentar os doces
mais doces...
Fora a hipocrisia da moralidade absoluta...
Exceto o medo do tempo e da solidão...
Exceto, também, as culturas impostas que querem cambiar os
meus antigos hábitos...

Fora isto e minha freqüente falta de memória...
e umas coisas mais que não me lembro agora...

a coisa que mais me preocupa na vida é o crivo
dos donos das palavras: os intelectuais.
(Milton Giaretta)

http://apoesiaadolescente.blogspot.com/

Foto de carlosmustang

a passos lentos

Caminhando, tentando em cadência
Em hipérbole da minha vida
Sem tentar olhar de lado, satisfazer-me, porque estou a frente
Portanto, olhar para tráz, indecente

Nem venero meu mestre
Meu ouro derrete!
E algum dia ele entediar-se de mim
Pode puxar meus cabelos, e eu massacra-lo
Find justa minha eterna gratidão

Por isso prefiro ser uma bunda por ai
A procura de uma bundona
Ah te amarei tanto!

Você é igual pra mim
Princesa do revês
Contigo tenho amanhecer
Minha querida irmã, a reproduzir
a mim.

De passos em passo, vou inventando...

Faço parte da pedra
Do emaranhado cubo de encontro e desencontros
Sendo o cisco no universo, que fez anuir-se a DEUS.

Foto de BIENVENUTI

Num tempo...

Uma tarde me encontrei só...
rodeado de pessoas,
pessoas que expressavam afeto,
pessoas que tambem feriam...
Ouvi uma musica,
daquelas que trazem recordação,
falam de um tempo,
um tempo lindo,
um tempo distante...
mas parece estar ao alcance de minha mão...
A musica se repetia,
se repetia, mais e mais...
porque a vida não da reprise?
não traz novamente,
aqueles momentos
que a felicidade era tangivel...
e não uma obra obscura,
que não traz e nem faz felicidade!!!

Foto de sebastiao alves da silva

Uma carta de adeus

Outro dia achei um papel na rua
Uma folha amassada
O vento a veio trazendo
E ela parou debaixo de meu pé
Bem no momento que eu parei
Intrigado com a coincidência
Eu me agachei e peguei o papel
Uma folha de caderno...
Estava escrito umas coisas
Era uma carta
Uma carta de adeus...

Eu tive dificuldade para ler
Estava muito sujo
Mas eu me interessei
E ainda mais quando vi estas palavras
"Amanda por amor a gente vive, ir ao seu encontro é um sonho que nunca se acaba...
Mas Amanda por amor também se morre..."
"Eu fui até os limites do que pode suportar o ser humano, te dei meu coração, te dei minha alma Amanda também, mas te daria se mais tivesse, mas de nada isso valeu minha querida...
Eu não pude suportar, esse é meu adeus"
Lembra de quando nos vimos pela primeira vez
Amanda? Lembra? Naquele dia eu me dissolvi, minha alma perdeu-se em ti, e eu, eu mesmo não sei onde fiquei, pois nasceu um novo ser que passou a viver por mim, e ele saiu de teu olhar, dos teus olhos minha alma migrou para o meu corpo e então eu pude viver, pois até então eu não era mais que uma matéria robotizada que passou a ter animação para esta vida a partir do momento que meu olhar penetrou nos teus olhos e buscou lá dentro de tua essência um sentido para minha vida, e o sentido de minha vida é te amar...
Até então eu não sabia disso...
Eu era um poema a esmo, vivendo sem autoria
Sem senti saudades nem alegria, um poema sem autor, uma dor sem criação, um ser que andava sem caminho
Perdido na vastidão do mundo e do tempo, aquele que perdia sem nenhuma consolação
Mas tudo mudou como mágica, chegou à fantasia que faltava, o sonho que eu não tinha, não tivera até então...
E por que sonhar quando nos está marcado o rosto pelos arranhões do não?
Mas você chegou e pôs tinta em minha vida
Versos a mais em minhas estrofes
Palavras novas entre as minhas já tão usadas...
Você pôs um titulo na minha estrada
Estrelas na minha noite, e cobertor na minha madrugada
Você tirou minhas reticências e acrescentou novos temas aos meus
Eu, com você deixamos de ser quem eu era...
E eu era um poema sem autor, alguém sem identidade, uma afirmação sem verdade
Em outras palavras, eu tinha agora um objetivo, me deste titulo, eu tinha agora um nome...
Obrigado amor por isso
Obrigado amor por ter me resgatado
A partir de então nós caminhávamos juntos
Você era o sonho que me faltava
E então descobri como é namorar na praça
Andar de mãos juntas
Comer no mesmo prato
Sorrir sem motivo
E chorar de tanto amor
Nós vivemos uma vida
Uma vida que ainda tinha muito que me mostrar
Grandes surpresas estariam por vim
E vieram
Surpresas que me degradaram
Verdades que eu não queria ver, nem conhecer
Então eu descobri contigo, a mesma fonte de vida e amor, que há dores muito, mas muito pior que a morte...
Não quero de elas lembrar agora
Não amor
Eu vou te enterrar assim
Assim como tu pareceu ser para mim
Um paraíso
Adeus, adeus, adeus...

Foto de João Victor Tavares Sampaio

Minha Elis – Parte 2

Passaram-se quase três meses desde que escrevi a primeira parte dessa homenagem à Elis Regina. Não mudou muita coisa na minha vida. Continuo o mesmo. Para os americanos, a expressão “loser” serviria para designar o atual momento pelo que passo. O equivalente ao termo em português brasileiro seria “trouxa” ou “vacilão”. Pois bem, eu que me lasque. Quero falar da minha cantora favorita, que nunca terei a oportunidade de encontrar, mas que eleva minha condição e compreensão além das possibilidades naturais. Elis morreu em 82. Não ligo para o tempo. Sua expressão se faz influente e positiva, como artista brasileira, que soube mostrar nossa identidade em uma obra curta, mas consistente.

Voltemos ao ano de 2008. Lá, o bicho pegou um pouco para o meu lado. Eu tinha dois trabalhos, estudava, cuidava da minha irmã e ainda escrevia. Vínhamos de um despejo e da recente morte de um parente próximo. Nada parecia promissor, o que não se difere muito da situação atual, mas quem me dava força era Elis. As pessoas que se lembram da novela “Ciranda de Pedra”, versão de uma novela da Rede Globo de 81, sabem que a nova abertura era a música “Redescobrir”, composição de Gonzaguinha. Tanto ele como Milton Nascimento e Ivan Lins tornaram-se parte do meu gosto musical por influência da saudosa gaúcha. O que escrevo foi orientado de maneira decisiva pelas construções desses artistas. Algo que não tem preço, que tem valor inesgotável e inestimável.

Mas Elis morreu cedo, em demasia. Aos trinta e seis anos. Vítima do abuso de drogas. Da mesma causa faleceu Amy Winehouse, nascida em 83. Era muito talentosa também, a inglesa Amy. Então me pergunto: como seria Elis se estivesse viva? Ou melhor: como seria o Brasil se Elis estivesse viva? Elis, que vendia menos discos que uma Gretchen ou um Sidney Magal, na ocasião de sua partida, provocou uma comoção muito forte, recordada não apenas por seus fãs. Elis provavelmente teria participado dos movimentos de abertura política, dos quais já era simpatizante. Mas será que manteria a condição de mito? Se uma Elza Soares, cantora de nível parecido tem o reconhecimento internacional significante, seguiria Elis o mesmo caminho? Ou iria ao caminho dos tropicalistas, que se envolveram ainda que timidamente com o governo e hoje recebem algumas críticas severas por seu comportamento? De qualquer forma, ficam os vazios da carreira interrompida e do exemplo questionável. A obra de Elis é indelével, seu talento indiscutível, mas seu final foi trágico. Logo essa interrogação se torna mais delicada, tal como a da artista inglesa, o que transforma o paralelo em questão atual, em como o tempo passou, mas a situação da alteração de consciência não foi sequer tocada, frente ao que se

decorre disso. Dói saber que a morte de Elis podia ter sido evitada. Dói saber que isso influencia que outras pessoas também se deixem levar pelos vícios e excessos. O mesmo vale para Amy, e para tantos outros.

Elis Regina, na sua arte, passava uma postura ao mesmo tempo melancólica e otimista, emocionada e realista. Copio, por assim dizer, esse estilo. O subtexto encaixado nas metáforas características da produção da década de 70 é bastante parecido com o que tento apresentar hoje nas minhas linhas. Já Allan Sobral, meu amigo abençoado e crente, que sempre cito pela espécie de rivalidade camarada que nutrimos, vai por uma trajetória totalmente divergente, embora também muito digna e mais interessante. Allan Sobral é um tórrido romântico, tão apaixonado que quase já o admite. Seu estilo de escrever vai diretamente de encontro à proposta do site Poemas de Amor. É um fã confesso de Casimiro de Abreu, e adora o samba mais clássico, de Noel, Cartola e Paulinho. Outro dia, diz ele, sonhou com o João Nogueira. E no sonho recebeu o que todos esperam ter de um grande ídolo: Allan foi agraciado com um dessas bênçãos que só quem merece muito recebe. Ele abraçou o João Nogueira, falou com o João Nogueira. Desnecessário dizer que isso me deu uma inveja daquelas. Ainda assim, fiquei feliz: meu amigo ganhou um presente que nunca podia imaginar. E se ele pode, porque eu não? Tudo bem, o Allão é um grandíssimo poeta, sabe o que faz e vocês o conhecem. Mas, sei lá, a sorte também pode vir para o meu lado, se bem que a Elis deve estar muito ocupada, cantando para Deus enquanto Ele escolhe se teremos seu perdão ou não...

Bom, o que eu quero dizer mesmo é que sempre devemos lembrar-nos de Elis e seu canto. Basta ter a sensibilidade de ouvir sua mensagem, tão brilhante em vida. Se Elis se foi pelo mal, isso não anula o bem que ele nos deixou. Tenho certeza que é isso que ela me diria, se me encontrasse.

(Continua...)

Foto de Hanilto josé Da Silva

ALMA DA MULHER

Alvorada do amanhecer
gotas de pérolas,no riso
dos olhos escorrer.
Poemas poemas na alma
da mulher a nascer,
que ninguém sabe entender.

Palavras cálidas que
a voz da mão toca,
um choque que sufoca
e abrasa clarão,de
visão que tateia,rastros
n'areia.

É áurea de risos que se
encontram,sonhos
querendo sonhar,poema
da alma querendo abrigar.

A garganta arranhando
o beijo fluindo,o desejo
na face,o sol da vida
no colo se abrindo.

A alma da mulher
é novelo novelando
o coração,entre pontas
agudas,em notas rimadas
de uma eterna canção.

É desabrochar,desabrochar
de rosas,como crianças a
brincar fogosas,divino prazer
que ningém sabe responder.

Hanilto 19 08 2011

Foto de Graciele Gessner

Sonho Mágico. (Graciele_Gessner)

Como num sonho, ele veio ao mundo com o destino traçado. Foi na terça-feira gelada, nasceu à noite enquanto chovia. Deu o seu grito, dando ao ambiente inquieto o som da vida.

Quando foste colocado sobre a sua mãe, lágrimas de alegria brotaram em sua face. Nada mais seria igual...

Não esteve nos planos de seus pais, mas Deus reservou a sua chegada. Para Deus você é o sonho mágico que dá sentido à vida. Vieste renascido Dele, e ele escolheu a sua mãe e o seu caminho.

09.07.2011

Escrito por Graciele Gessner.

*Se copiar, favor mencionar a devida autoria. Obrigada!

Foto de Marilene Anacleto

Quero um Novo Lugar

Quero sair daqui
Afastar-me deste tipo de vida
Ir para o lugar
Onde não é necessário ter medidas,
Nem porte, nem pose, nem posse.

Quero um lugar onde haja tempo
De arejar o pensamento
Para amar sem medo
As pessoas e as coisas
Como elas são
E onde elas estão.

Quero um lugar
Para amar,
Decidida,
Sem ter coisas preferidas.
Acima da física,
Além da metafísica.

Integrar-me,
Sem medo ou necessidade
De haver em qualquer tempo
De surgir em algum momento

Amar-te ao sol incandescente
Ao crepúsculo de luzes coloridas
Acordar sem pensar no que fazer
Nem sofrer por alguma despedida.

Foto de MarcosHenrique

sob sugestão =)

Verdadeiramente, p'ra ser um homem.
Pode-se achar que ser mui duro,
Frio como o aço em escuro denso,
Ser inabalável, é o que pensam.

De que serve-me ser impenetrável,
Se viver requer a vida mutável?
Valorizar o simples, o singelo.
Ato assim é que torna o viver belo.

Lindo amanhecer, a inspiração
De lindas poesias duma emoção,
Repentina, leve, sem armadura
De tantos lutares, de amarguras.

O viver assim é o que compensa.
Romântico ser, e que acalenta.
E a uma mulher, poder-lhe dizer
Que conhece o íntimo de seu ser.

Ter o feminino como mil jóias,
Um troféu que só dá-se p'ra alcançar
Com um genuímo ser masculino.

De que serve um homem que não sabe
Ouvir, aprender e, então, sentir
O sentido da vida que o cabe.

Marcos Henrique

Foto de ALEXANDRA LOPUMO SILVA

Feliz aniversário para mim

Parabéns para mim
nesta data reflexiva
mais um ano, mais histórias, mais amores
algumas rugas, algumas lágrimas, e muitas dores

Será que tenho mesmo algum motivo para comemorar?
a mesma vidinha, sem graça, sem esperança
nenhuma mudança

E o tempo passa
a idade chega
e eu assisto tudo, como um filme
o final não sei qual é

Muitas felicidades, muitos anos de vida
Muitas dúvidas, medos, e feridas
E que mais um ano se passe
cheio de dias cansativos, e tediosos
cheio de incertezas
pois a vida não é uma festa

Ale

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