Vida

Foto de Carlos Henrique Costa

O vou da liberdade

Voa libélula bela, ao ermo constante,
Das estiagens envoltas nas paisagens,
Que transfigura aquarelas e plumagens,
Num lume radiante de um instante.

Pousa mariposa qual borboleta brilhante!
Naquela flor cintilante pelas suas viagens,
Pois, pouco tempo de vida aqui tu tens,
Porém, te basta essa tua beleza elegante.

E aquele passarinho! Meigo e cantador!
Nos encanta logo pela manhã com amor;
Voa tu, oh! Passarinho, do galho do ingá,

E desperta essa tua liberdade de sonhar,
Em que toda criatura, todavia assim terá,
Se a caça sempre ganhar do caçador.

Foto de Glangel

E o vento levou

E o vento levou

Cai á noite, a chuva paira no ar, e por aqui se latejam as minhas dores de parto, dores oprimindo-me como um rato. Um prisioneiro ansiando por liberdade, um consciente benéfico repleto de maldade.

Á noite ainda permanece me atordoando, continua ainda me sufocando e me deixando cada vez mais desiludido de presenciar um novo amanhecer, não preciso dessa vida, tudo que preciso é viver.

Para que o tempo e o clima não me apavorem, á eles darei ordem para que a si mesmos ignorem. Que fujam pelos céus, que lutem uns contra outros, que se faça uma guerra, para que assim valorizem e não incomodem os habitantes da terra.

Que sumam, que desapareçam, isso um dia irá acontecer, a terra se abrirá e será que suas obras o farão lembrar de você? Quem se recordará de suas malícias, de seus egoísmos se não os céus? O jugo?...

Quem é você que me abisma e me faz flutuar em imaginações férteis e improváveis? Mas certo estou de que irei te esquecer, de que será um dia como nunca a tivesse conhecido, mesmo que para isso eu saia deteriorado e um vivo com o coração endurecido.

A chuva molha, você me olha, o dia irradia e você com seu jeito me enche de alegria, você é tudo e eu sem você nada sou, e tudo que sonhávamos juntos em solidão, lixo virou, o tempo soprou e o vento levou!

Glangel de Almeida

Foto de Glangel

Quem sabe...?...

Quem sabe...

Quem sabe introduzo este pequeno texto com simples palavras, com o intuito maior de apenas desabafar...

...Quem sabe, me objetivarei e destinarei meus pensamentos para o seu interior, o seu intelecto, sabendo talvez do amanhã, sabendo o que possa lhe acontecer e conseqüentemente a avise sobre o que o futuro reserva a você.

Queria eu, ser um vidente, daqueles que usa o dom maligno para trazer a sociedade benignidade, vivendo para DEUS e me afastando da crueldade. Não ser apenas um humano, ter o discernimento e a força de separar o santo do profano...

Quem sabe pretendo te iludir, te atrair para mim, e futuramente com frieza a oprimir? Tome cuidado com a vida, se reserve o máximo possível, não corra atrás do que a atrai, e sim, faça com a sua vida o que lhe for cabível.

Lute, batalhe, guerreie, se preciso grite. Apenas deixe o espontâneo da vida tomar conta da situação, não acredite no futuro, pois ele pode trazer uma sábia decepção.

Glangel de Almeida

Foto de Glangel

O "marti" do convencido

O “Marti” do Convencido

Enquanto escrevia, em minha vida refletia, pois fui derribado pelas pisaduras da amargura e deteriorado pela força da ingratidão.

Hoje quando acordei e pensei em correr, pensei em morrer, talvez por tamanha incompetência, talvez por falta de experiência, não conclui minha missão, minha escolha. Ainda hoje pretendo sentir, reagir, me desiludir, para quem sabe ao menos em algo com a vida consentir.

Para que não me deleite em minha ambição pela morte, concedo-me o direito de se desconsiderar um humano, um ser vivente, não quero ser mais dessa vida um mero e servente, que na luta se faz presente e no “gring” final é dado como ausente.

Não mais aceitarei tal humilhação, trabalhar arduamente sem nenhuma remuneração. Jogarei a toalha, fugirei da batalha, posso morrer nesta terra, mas sobreviverei e vencerei esta guerra!

Glaidson de Almeida Ângelo

Foto de José Manuel Brazão

O nó... que desatei!


Existia um nó,
muito apertado,
que enlaçava a vida,
a minha vida!

Desfeito o nó,
respiro a vida
com outro fôlego,
com outro olhar,
sorriso aberto,
coração renovado!

Com nó
ou sem nó,
mantive princípios,
sentimentos
e o amor,
amor intocável!

Existem nós
que asfixiam,
mas não matam!

Chegou a hora de voar!

José Manuel Brazão

Foto de myrian Gommes

Eu escolhi você

Eu escolhi você para reinar em todo meu ser.
Vem me mostra o caminho
De um novo destino, de uma vida renovada
E coberta de paz, alegria e amor.
Acompanha-me a seguir pelas estreitas estradas do amor,
Ensina-me a progredir nesse espaço tão pequeno
Que é minha maturidade e o meu saber,
Como eu preciso de teus carinhos de toda tua compreensão
Sinto lá no fundo de meu coração
Que só em você encontrei tudo que preciso
Por isso escolhi você
Pra ser meu homem e eu sua mulher.
Olhas nos meus olhos fixamente
Segura em minhas mãos suavemente
Beija-me docemente
Diz que me amas e que me queres,
Quero descobrir esse mundo novo
Sentir toda essa emoção
Que é está amando fascinadamente.
Construir uma vida a dois, dar frutos de nosso amor.
Só você pode esquentar as chamas deste fogo de amor
Ao qual você mim deixou
Eu escolhi você!!!

Foto de Carlos Henrique Costa

Amor platônico

Na possibilidade te amarei loucamente,
Mesmo que eternamente assim viverei,
Não sei o que é paixão, mesmo que ausente,
O amor está presente, naquilo que sentirei.

Platônico! Será mesmo impossivelmente
Assim obter a semente, que plantei?
Ou colherei só a mágoa simplesmente?
E na mente pousar um sonho que terei.

Na acepção afetuosa, tortuosa e vulgar!
Amar no ardor verdadeiro é bem maior!
Pelo melhor valor, que a vida pode dar.

Não viverei apenas sentindo -me só,
Em menor tamanho nessa coisa impar,
Quero o par perfeito, para amar melhor.

Foto de Carlos Henrique Costa

Pela noite e pelo dia

No caminho da sombra silenciosa,
A noite interroga a escuridão fria!
Já que ao nascer da aurora do dia,
O sol brilha mais que a lua ociosa.

-Por que já sou noite triste e sombria,
Que alegria vo-lo transmitir a rosa?
-Terá para mim alguma lei grandiosa?
Dia, ao despertar do sol, tudo ouvia!

-Minha cara e célebre noite; escuta!
Quando escureces é para a vida em si:
Descansar, tu és a prova absoluta,

De também descansar eu no teu surgir!
Somos dependentes nessa nossa luta,
De pertencermos a Deus no seu agir.

Foto de Fernando Vieira

Amor no coração

Não adianta fujir
Não adianta chorar
Não adianta mentir
Nem muito menos negar

Mais cedo ou mais tarde
Você pode esperar
Um encontro, um acaso
Uma pessoa, um lugar

Lembranças de outra vida
Um amor para recordar
Uma provação que te ensina
Colocar tudo no lugar

Passar por isso sabe lá
Será que você que escolheu?
O que importa é encontrar
Solução pro que aconteceu

Viver a vida sem errar
Passar por ela sem sonhar
É como nunca ter vivido
Nem nunca tido alguém pra amar

O acaso não existe
Acidentes também não
Mas nessa vida o que resiste
É o amor que se tem no coração

Foto de Carlos Henrique Costa

Nas estações

Tempos , chegaram vários anos na minha sorte!
Os ventos, levaram- os numa incontida dimensão,
Não sei se foi para o leste, oeste, sul ou norte,
Mas um eco ouvi, cego não vi, a sua imensidão.

No frio de uma noite, de inverno com chuva forte,
No calor, da tarde de 40 graus de um verão,
Na primavera, que traz as flores com seu porte,
Ou no outono que despoja, o clima da estação.

Verei um dia, que o tempo voltará na minha vida,
Rama alegre, amor que me leve, para te encontrar,
Tais estações voltarão a passar em outra lida.

Com a certeza, que hei de vencer em outro lugar,
Sei que será mais doído, mas caído na mesma ferida,
Vou ter tento, no tempo e época que chegar.

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