Vida

Foto de Rafael Pleutin

Planos...

Espero viver da melhor maneira possível, cumprir todo o meu papel na Terra, e deixar boas lembranças àqueles que passaram em minha vida. Desejo acreditar para sempre que as pessoas não são más por natureza, que Hobbes me desculpe! Espero nunca perder a fé no homem, por pior que ele possa agir, quero acreditar que ele sempre terá a oportunidade de mudar. Quero acreditar que as pessoas não mentem por maldade, mas sim por covardia. Não quero nem imaginar que o homem seja egoísta, mas sim alguém que ainda não descobriu os milagres que a caridade pode fazer. Quero viver de tal forma, com que eu não sinta raiva nem rancor de ninguém, por mais que me magoem 490 vezes ao dia. Mas para que eu consiga alcançar tudo isso, eu preciso querer também que Deus me dê forças para suportar todas as provas, e fé para acreditar que eu possa ser assim um dia. E se no final das contas, eu não puder ter mudado o mundo, espero ao menos ter mudado a mim mesmo.

Foto de yale pereira martins

o que é o amor???

O que é o amor?
O amor é a fonte da vida inabalável
É a mais bela jóia que existe nesse mundo..
O amor, nunca envelhece e nem nos envelhece!!
Muito pelo contrario ele nos deixa mais jovens e cheios de vida
Como nunca..

E onde podemos encontrar esse tal de amor?
Isso eu não sei responder!
Pergunte para aquele que é o mestre da sabedoria
Aquele que nos faz trilhar pelos caminhos certos...
aquele que nos faz sentir felizes como nunca nos sentimos antes!!
O CORAÇAO...

Olhe para sua alma...
Sinta o pulsar do seu coração ao ver aquela pessoa mais que especial
Entrar no livro da sua vida e começar a fazer parte da sua historia!!!

Se nos entregarmos de corpo e alma,
Seremos finalmente felizes para sempre...
E nossas historias mudarão o trajeto do destino..
POR TODA A ETERNIDADE.....

Foto de fina

VIDA,VIVA,VIDA

Viva a vida,vida linda
Vida minha ,louca vida
Vida longa,vida curta
Esta vida, outra vida
Viva a vida,nascida vida
Vida eterna, bem vinda à vida
Vida vida
Vida vivida,vida morrida
Vida sentida,sofrida,arrependida
Vida ,pura vida
Simplesmente viva
Viva a vida

FINA
06/12/2008

Foto de Dirceu Marcelino

VÍDEO-POEMA: SONETOS DE SAUDADES - DUETO ( DIRCEU & LU LENA)

DUETO – SONETOS DE SAUDADE

Eu sou feliz por que tenho você para amar,
Eu sou feliz, pois tenho você para ver,
Choro só com a sensação de ter perder,
Imploro, fiques, preciso sempre te olhar.

Sem você não sei como fazer para viver,
Sinto-te como o sol, a água e o ar,
No vento e na luz que ilumina o meu querer
E traz na flor o teu perfume para eu cheirar.

Vejo o brilho de teus olhos cintilantes,
Num buque de rosas champagne, emoldurando
Tuas faces coradas e magnetizantes

Expelir do fundo de tua alma e elevando
Aos céus a força de teu espírito contagiante,
O ânimo apaixonado dos que te estão amando.

(Dirceu Marcelino)

DIGO-TE, AMOR...

Dizes que é feliz porque me tens e me amas
Digo-te que em teu olhar decifrei o segredo
Na paixão lírica consumindo-me em chamas
Num amor adormecido que agora te concedo

Dizes que sem mim o que fazes para viver
Digo-te és a vida e o ar que respiro lá fora
Na brisa suave que sopra a cada amanhecer
Enxugando-me as lágrimas vazias de outrora

Vês em meus olhos o magnetismo que brilha
Nos teus eu vejo uma quietude que me acalma
Numa profundidade que apaixona e me extasia

Dizes que te elevas quando sente minh’alma
Em jubilo fico nessa junção que nos contagia
Transcendendo num beijo que atiça e me cala.

(LU LENA)

Foto de Zinara

Mendigo

Mendigo dos meus olhos,
Porque tens medos,
Revela-me os teus segredos
E não escondas essa face de mistério

Olha Para ti

Renasces nos becos, nas ruas
Alimentas-te da solidão e da esperança
Teus sonhos são escassos
Tua vida é inútil, aos olhos dos que não te entendem

Tua imagem reflecte-se
Nos rios da cidade
Nas sombras das esquinas e
Nos bancos solitários

Eu percebo-te,
Não te ouvem
Não te deixam viver,
Olham para ti com olhos de desprezo

Preferes o teu cobertor
A quentura das ruas
Optas pela tua humilde liberdade

Acabas por vezes
Num beco sem saída
Onde os pesadelos se libertam
E entranham-se na tua pobre mente

Esqueces-te do que és
Desprezas o teu sorriso
Carregas contigo a dura realidade
Transportas os pesadelos que te amedrontam
Todos os dias

Vives da esmola miserável
Comes o que nós desperdiçamos

Mendigo diz-me,
Diz-me o que não sei,
Conheço apenas um pedaço de ti,
E gostava que me segredasses o que os
Meus sentidos não vêem
Ou ouvem ou sentem

Por mais que te escondas
Eu quero encontrar-te
Pegar-te pelo braço
Levar-te para bem longe daqui

Então aí vias
O que a tua mente
Não te deixava ver

A brisa da paz
A luz da esperança
A beleza do amor

Consegues ver?

Com os teus olhos
O verdadeiro homem que és?
E não os que te pintam de forma cruel?

14-Outubro-2008

Foto de tiago morao

Meio homem inteiro

Meio homem para viver
Meio homem para morrer
Mei homem para amar os que os ama
Meio homem para falar com aqueles que o admira
E um Homen inteiro para dizer como e bom a vida
Enquato a vida a esperança na paz da terra e no mudo inteiro.

Foto de Sonia Delsin

BEIJOS DE AMOR...

BEIJOS DE AMOR...

Lábios entreabertos...
Chamando para um beijo.
Era tanto desejo.
Tanto querer e tanto sofrer.
A mulher os tinha úmidos.
Ávidos.
Quentes.
Exigentes.
Os dois caminhavam por uma estrada vazia.
A vida corria.
Imaginavam tantos nãos.
Quando a vida dizia sim.
Quando tudo podia ser tão simples assim.

Foto de Darsham

Perdão Meu Deus!

*****
****
***
**
*
Mais um dia de terror. Não conseguia aguentar mais. Ela simplesmente bateu a porta e disse não ao seu presente. Deslizou pelas escadas, encontrou caras, ouviu vozes dispersas, de conteúdo vazio. Procurou na sua memória onde estava estacionado o seu carro. Desejava teleportar-se naquele momento para os confins do universo, onde não fosse mais que uma pequena partícula, desejava que as vozes que teimavam em toldar-lhe a mente se dissipassem nos segundos que marcavam o tempo e que se transformavam em passado.

O frio que se fazia sentir, naquele dia, apesar de o sol se querer mostrar, gelava-lhe a alma e no entanto sabia-lhe bem, atordoava-lhe os pensamentos, sacudia a sua mente e transportava-a para outro plano.

Chegou ao carro, entrou, trancou as portas, ligou o rádio e chorou…baixinho, para que só ela ouvisse. Ficou assim apenas durante o tempo em que a música, tão sua conhecida, ecoou naquele lacrimejado silêncio.

Já na estrada, a sua condução era absorta…se o carro se movimentava, era porque sabia onde tinha que chegar…
Até que, algo lhe rasgou o manto taciturno em que estava envolvida e naquele momento temeu pela sua vida. Uma força desconhecida apoderou-se de si e travou o carro a fundo embatendo fortemente com a cabeça no volante. Naqueles milésimos de segundo, ela penetrou a escuridão e as trevas, para de novo alcançar a luz…

Tomou o comando do carro, agora com extrema atenção e lançou-se dali para fora, querendo apagar aquele momento da sua existência. O seu coração ainda estava acelerado pelo susto, na sua fragilidade recordou porque se encontrava naquele estado e chorou novamente…as lágrimas caíam desgovernadas pela sua face, para depois morrerem no seu pescoço.

Dirigiu-se para a praia. Só o mar lhe poderia dar o aconchego de que precisava naquele momento. Enquanto via a estrada à sua frente e o movimento frenético das ruas, tão próprio da quadra natalícia, apenas conseguia pensar que não pertencia a este mundo. Seriam as pessoas que não a compreendiam ou o inverso? Porque razão olhava para as pessoas próximas e lhe pareciam estranhos, defendendo a sua clausura, deixando que esta a absorvesse? O mundo era um lugar desconhecido para ela…

Sentia-se no término das suas forças e aos poucos ia abandonando o seu corpo. Parou o carro e dirigiu-se à praia. Descalçou-se e começou a caminhar junto à água.

As ondas batiam ferozmente nas pedras, enquanto o dia escurecia e a lua o anunciava…
Na vastidão dos grãos de areia, vislumbrava-se apenas um corpo prostrado, uma alma perdida que gritava na sua muda voz…

Num acto de extremo desespero brada aos céus:
- Deus? Estás aí? Não me ouves? Não me vês? Estou sozinha! Não tenho nada, já não acredito em mais nada, não sou nada! Ajuda-me! – E chorou, desesperadamente, como se a raiva e o desespero das suas lágrimas contivesse algum veneno lancinante, que acabasse com aquela agonia.

Desafiando todas as suas convicções e crenças, levanta-se do chão, ergue as mãos ao alto e berra:
- Acreditei em Ti, depositei em Ti toda a minha fé e hoje vejo que acreditei numa ilusão. Se Existisses não Deixavas que eu morresse em vida, vazia, desabitada…Já não tenho mais fé, já não sou ninguém… – Deixou-se cair sobre a areia e assim ficou, impávida a olhar o mar.
Repentinamente o vento acalmou, dando lugar a uma brisa suave. A água deveio cetim e as estrelas pronunciaram-se sobre o céu, ganhando vida própria.

Ela continuava exactamente no mesmo lugar, mas agora já não estava sozinha. Ao ouvir o seu nome, ao longe, reconheceu aquela voz e virou-se para se certificar. Ao levantar-se sentiu-se inundada por uma sensação de estranha paz e sorriu perante a confirmação do que havia pensado quando ouviu o seu nome ser chamado. Era a sua amiga, aquela a quem tantas vezes havia chamado de anjo por sempre a tentar resgatar da solidão em que vivia.

Abraçaram-se cúmplice e carinhosamente. Após um olhar repleto de palavras, deram as mãos e caminharam até à ausência dos grãos de areia. Ela apertou a mão do seu anjo, em sinal de agradecimento, fechou os olhos e disse baixinho:
- Perdão Meu Deus!

Foto de sinhinho

Teu Beijo

Quero me libertar do tempo
Imagino como será além desta vida
Queo me deixar levar
As minhas esperanças não as encontro
Estão perdidas, perdidas no tempo
Perdidas no espaço

Olho em volta e pergunto-me
-” Terei eu forças para lutar???”
Queria saltar para uma nuvem
E assim aprender a voar

Estes sonhos vãos, que se afastem,
Estas ilusões que se quebrem
Estou cansada da solidão
Estou cansada da dor que permance no meu coração

Queria apenas sentir o vento
No cimo de uma montanha
Abrir meus braços, sentir minha dor aliviar
Queria sentir a dor destas cicatrizes sarar

Queria permanecer assim , à mercê de ti
Vazia de dor, saudade, solidão
Queria sangrar, esperar teu calor
Entregando-me ao teu doce beijo
O beijo que me irá acordar.

Foto de Joaninhavoa

Onde Vais Rio Que Eu Canto...

ONDE VAIS RIO...

Onde vais rio que eu canto
Onde vais pra onde vais
Entre terras d`amor e pranto
Onde correm águas termais

Que eu desbravo num lavrar
Desmedido! Medindo
Ternuras armadilhas do tempo
Mendigam pão no Tua e no Dão
Rios do meu coração...

Assim é a vida! Equívoca
E em vão...

Joaninhavoa
(helenafarias)
05 de Dezembro de 2008

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