Sonhos atordoados
Numa noite de verão
Sentimentos confusos
Olhares apaixonados
Inebriados por uma paixão avassaladora.
Sentidos perdidos,
Entorpecidos pelos dias que passam.
Amores desfeitos, refeitos,
Perdidos no horizonte da vida.
Passa o tempo, passam os amores, passam os ódios.
Transformam-se mundos, pessoas, sentimentos.
E no entanto, permanece sempre a esperança.
Esse sentimento que faz mover barreiras,
Que dá paz aos apaixonados,
Liberta tormentas,
Constrói paraísos,
ora destruídos pelas ondas de remorsos.
Permanece sempre a esperança,
Esse sentimento que tudo constrói,
Tudo transforma.
Amores passam,
Desamores morrem e no entanto,
A ordem do mundo permanece sempre a mesma!
Enviado por Sonia Delsin em Qua, 18/06/2008 - 11:49
OS OLHOS SÃO AS JANELAS DA ALMA
Estes olhos eu fito.
Que bonito!
O que vem lá dentro.
Os olhos são janelas da alma.
Que linda é tua alma, meu filho!
Que linda!
Como eu chorei um dia!
Temi que tua visão fosse perdida.
Que encontrasses dificuldades na vida.
Mas não.
O que te faltava na visão física de outro lado parece que tudo compensava.
E uma graça maior foi obtida.
Um milagre se deu.
Muito da visão Deus te devolveu.
Teus olhos são tão lindos... tão lindos...
E tua alma...
Como eu te amo, meu filho!
Teve um dia que tu eras tão pequenino e eu pensei.
Por que não posso te dar os meus olhos?
Se eu pudesse teria arrancado.
Em ti colocado.
Filho.
Meu filho amado.
Enviado por Paulo Gondim em Qua, 18/06/2008 - 00:59
LINHA DE CORTE
Paulo Gondim
16/06/2008
Em meus devaneios, me perco sempre
Viajo por vias tortuosas, longas, infinitas
Deixando um sonho em cada parada
Um desejo ao longo da caminhada
Uma vontade esquecida
Alguns espinhos
Na alma ferida
E aí faço um balanço da vida, um acerto de contas
Alguns ajustes aqui, uns arranjos ali
E pouco sobra, pouco faz sentido
Meu lucro foi todo perdido
Poucos créditos de amor
E do pouco que ficou
Só um débito com a vida
E me vem a cobrança, na figura da idade
Nua, crua, implacável, sem vaidade
Me arresta tudo, do pouco que sobrou
Confisca com esperteza o pouco que sou
E como muita clareza, nada deixou
Até a esperança, também levou
E nessa vil contabilidade, não existe soma
Só se diminui, nada mais se divide
Tudo se encerra nessa linha de corte
Quando tudo definha, pouco se alinha
Ao homem, só resta rezar sua ladainha
Para que se retarde, quem sabe, a morte
Enviado por von buchman em Qua, 18/06/2008 - 00:56
É toda feita de ti...
Do teu jeito simples de ser,
do teu sorriso, que é demais...
Dos teus cabelos loiros e sedosos ,
dos teus olhos amendoados e sedutores,
do brilho de teu corpo, que ofusca qualquer estrela ,
da tua boca gostosa e da tua língua atrevida,
das palavras ousadas sussurradas aos meus ouvidos...
Do teu jeitinho sedutora e safadinha de ser,
do teu corpo de menina mulher fatal...
E aquela marquinha do teu biquini provocante,
no teu corpo dourado pelo sol,
despida e deitada numa banheira Uau...
Dos teus anseios e desejos que me levam ao delírio...
Saudade das tuas mãos que me acariciam e me fazem viajar...
Dos teus lindos seios brancos,
que parecem gostosos bolos de chocolate branco
com morangos em seus cumes...
Do teu néctar do amor ,
que molha teu corpo num simples toque de minha mão...
Dos teus beijos quentes
e sufocantes que atiçam meu corpo a te querer..
Fecho meus olhos,
E posso sentir tua presença,
Sinto até o teu cheiro embriagador,
que me faz delirar e sair da realidade...
As tuas carícias que ainda estão comigo
deixando marcas e ícones de prazer em todos os sentidos.,,
Esta saudade de ti, dilacera meu pobre coração ...
É a tua falta viva, em meu corpo,
na minha alma,em minha vida,
Só me resta morrer com você em meus pensamentos,
viver da saudade e das lágrimas do meu coração,
com o sonho quase palpável de te ter um dia...
ME SINTO HONRADO E PRIVILEGIADO,
POR VOCÊ TER LIDO MEU POEMA...
TENHAS MEU ETERNO ADMIRAR E O MEU CARINHO...
1001 BJS DE MEL E LINDOS MIMOS DE PAIXÃO
NESTE LINDO E PURO CORAÇÃO...
Eu corro sem pressa
Corro sem pensar em que lugar vou chegar
Eu reparei no céu
Em como é azul
Nas nuvens capuchos imensos de algodão.
Eu corro sem pressa
Corro sem pensar em que lugar vou chegar
Dei valor a tudo que tive
Quando já tinha fugido das minhas mãos
Eu só lembrei que eu precisava ter ali
Quando tudo aquilo estava longe de mim.
Eu hoje sou algum dia bem distante
Amanhã certamente no café um passado constante
O abrir e fechar de portas
Meu peito ao léu
Pedindo suas mau criações de volta.
Correndo para ganhar a vida
Correndo pra ter coisas que nunca vou precisar.
Naquele domingo cinza eu chorei
Espero ainda acordar desse pesadelo
Porque pra mim isso é um pesadelo
Os sentimentos verdadeiros são difíceis de achar
E na tua inocente perseguição
Eu descobri que eu poderia ser feliz
Vá com os deuses do seu mundo próprio e intocável
Vá que eu ficarei bem
Saudades aqui não me ferem mais
Capuchinho de algodão.
11/06/08
Texto dedicado ao meu gatinho que faleceu, sei que parece ridículo, mas, não escolhemos o quê ou a quem amar!
Enviado por Carmen Lúcia em Ter, 17/06/2008 - 21:48
Ama-me assim como sou,
Não como imaginas ...
Nem como desejas que eu seja,
Não além do que eu possa ser...
Nem mais, nem menos.
Exatamente como sou...
Com meus inúmeros defeitos,
Meus pecados, delitos e trejeitos,
Meu jeito alegre de ser
Ou meu modo triste de viver ...
Ama a mim, não ao que idealizas,
Não ao que esperas, ao que mentalizas,
Deixa-me ser assim como sou...
Em meus dias ruins,
Quando a vida se põe contra mim
E se torna um fardo sem fim
Ou em meus dias bons...
Quando faço prevalecer os meus dons
E então danço, canto, poetizo,
Concretizo meus devaneios,
Libero meus anseios, vôo, aterrizo...
Ama-me assim como sou,
Com meus ímpetos de paixão,
Em meus arrojos de emoção,
Ama-me com devoção...
Jamais, por causa de...
E sim, apesar de...
Apanhou no lixo uma boneca
Levou pra casa sorrindo
Seus olhos se encheram
De vida...
Deu a ela o nome de Aninha
Pediu a mãe um pano velho
Pra remendar o vestidinho...
Penteou o seu cabelinho
Amarrou sua única
Maria Chiquinha...
Não era uma simples boneca
Era o seu sonho de menina
Se fazendo realidade... Agora,
Era a luz da sua felicidade...
A boneca foi sua companhia...
Até ser levada por maldade
Alguém...
Muitas bonecas lhe prometeu
E hoje, é mais uma criança
Desaparecida...
E uma boneca era o bastante
Para seu mundo colorir.
Aninha...
Vive numa cama, triste...
A espera da menina
Que um vestido novo lhe deu.
Esse poeta que me encanta,
Que canta a minha língua,
Que de longe sente meu cheiro.
Sabe que meus versos e pra ti.
Não posso fingir.
Esse poeta me atiça.
Meche com minha cobiça.
Faz bagunça na minha mente.
Me desperta desejos nada inocente.
Fico contente quando, sou correspondida
Em versos seus.
Esse poeta,que me escreve.
Sabe que me enlouquece.
Minha libido se enfurece,
Meus sentimentos por ele,
A cada dia amadurece.
Fico à imaginar, ganhar.
Um beijo seu.
Imaginar tuas mãos
Escorregar em meu corpo.
Feito as escritas de tua poesia.
Que me corresponde com nostalgia.
Na sua mente sou real, sua fantasia.
Deixe-me ser sua,
Pelo menos, por um dia.
Esse poeta, é apaixonado,
Ama a vida, ama o amar.
Estou louca por esse poeta,
Quero , esse poeta conquistar.
Não escondo que sei ousar,
E me atrever.
Quero em poesias te conceder,
Até o dia de poder, sentir você.
Ah!...Poeta deixe-me amar você!
E mostrar que muito te farei...
Um homem amado.
Venha sentir, meu sabor do pecado.
Por ti já conquistado.
Enviado por Sonia Delsin em Ter, 17/06/2008 - 17:24
TUA PARTIDA
Não te amarrei.
Não te agarrei.
Deixei-te ir...
Deixei-te partir.
Se fiquei chorando?
Chorei sim.
Por que vou mentir?
As feridas mais sanguinolentas com o tempo vão se curando.
Eu sabia que sofreria.
Mas jamais te seguraria.
Querias tentar outra vida.
Querias...
E eu fiquei aqui.
Bem aqui onde fomos felizes.
Se criei raízes?
Não sei.
Fiquei.