4º concurso

Foto de Rosita

MUITO PRAZER.... SOU A ROSA

Sou mulher sedutora
A bailar no palco dos sentimentos
Sou amante
Que se entrega totalmente
Sou cupido
Querendo alguém encantar
Sou menina
Desejosa de carinhos ganhar
Sou ternura
Que envolve e aquece
Sou encanto
Que não deixa o pranto derramar
Sou paixão
Que quando ama entrega sem reservas o coração.
Sou sereia
Que se faz amar pelo canto
Sou uma lágrima
Onde está a tristeza ou alegria
Sou gatinha manhosa
Que pede carinho dengosa
Tenho nome de uma flor
Muito prazer... sou a Rosa.

Rosita Barroso
13/11/2007

Foto de Paulo Gondim

Adão e a costela

Adão e a Costela
Paulo Gondim
05.05.2006

Tristonho no Paraíso
Certa vez estava Adão
O Senhor lhe perguntou
Se tinha preocupação
Adão disse, -meu Senhor:
Minha vida está vazia
Viver só é muito ruim
Eu quero uma companhia

Na grande sabedoria
Logo assim disse o Senhor:
-Eu já sei isso o que é
E em seguida arrematou:
-Homem quando está assim
Está querendo mulher
Então vou lhe arrumar uma
Do jeito que você quer!

Ela lhe será fiel
Far-lhe-á muito carinho
Será sempre companheira
Nunca o deixará sozinho
Não reclamará de nada
Nem mesmo do futebol
Vai esperar por você
Sempre embaixo do lençol!

Lavará a sua roupa
Vai lhe fazer cafuné
Sempre pronta para o amor
Como você bem quiser
Você pode ir ao bar
Enquanto ela ver TV
Agüentará os seus porres
Mesmo sem querer beber.

Então adão perguntou
-Quanto isso vai custar?
-Dois braços e uma perna
Disse o Senhor, devagar
Adão logo perguntou:
-E só com uma costela
O que eu consigo arranjar?

O resto dessa estória,
Todos vão saber um dia
Não fora adão tão mesquinho
E dera o que Deus pedia
Se d'uma simples costela
Deus fez a mulher tão bela...
Imagine de uma perna...
Como a mulher não seria? !!!

Foto de Dirceu Marcelino

LEMBRANÇAS DO MENINO QUE QUERIA SER MAQUINISTA DE TREM

Eram três crianças de 8, 6 e 4 anos de idade.
Iriam viajar da cidade de sua infância para outra grande metrópole regional.
A viagem de trem:
Enquanto aguardavam na estação a chegada do trem que os levaria para uma cidadezinha próxima, um importante tronco ferroviário que interliga várias ferrovias que vem do interior do estado ao litoral, mais propriamente ao Porto de Santos, o que viam.
Viam as manobras das locomotivas a vapor.
Entre várias, tal como a chamada “jibóia” enorme, gigante, com várias rodas, as “Baldwins”, a que mais chamava a atenção do “menino” era uma “Maria Fumaça” pequenina. Tão pequena que nem tender ela tinha.
Ia para frente apitando, estridentemente:
Piuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuu!
Retornava, repetia os movimentos para frente para trás, tirando alguns dos vagões de várias composições estacionadas nos diversos trilhos da estação ferroviária.
E o Menino sonhava. Queria ser maquinista de trem.
Tanto que ele gostava, que em outras ocasiões, quando levava comida em marmitas para o pai, que trabalhava nas oficinas, permanecia várias horas sentado nos bancos da estação.
Via as manobras das “marias fumaças” e também a passagem das longas composições de carga puxadas por máquinas elétricas, verdes oliva, chamadas “lobas”.
Até que um dia sua mãe resolveu levá-los em uma viagem.
Nesse dia enquanto aguarda o Menino avistou ao oeste um único farol que surgia no horizonte da linha ferroviária, amarelado e a medida que se aproximava ouvia-se o barulho característico daquela famosa locomotiva elétrica, que zumbia como um grande enxame de abelhas: “zuuummmmmmmmmm”
A locomotiva devagar passava do local de aglomeração das pessoas e aos poucos deixavam em posição de acesso os carros de passageiros de segunda classe e lá quase ao final da plataforma um ou dois vagões de primeira classe.
Eram privilegiados, filhos de ferroviários.
O Menino sentia orgulho desse privilégio.
Lembra-se que naquele dia sentou-se no último banco do lado direito.
Dali podia ver que poucas pessoas permaneciam fora da composição. Alguns parentes, que gesticulavam se dirigindo aos parentes acomodados nos carros de passageiros.
Ao longe. Via um senhor uniformizado de terno azul marinho e “quepi”, com o símbolo – EFS.
Aos poucos esse Senhor vem caminhando pela plataforma, desde o primeiro carro até próximo da janela em que o Menino se encontrava.
Para e tira um apito do bolso superior de sua túnica e dá um apito estridente: “piiiiiiiiiiiiiiiirrriiiiiiiii”
Em seguida, a locomotiva apita “Foohhooommmm..”
Novo apito.
A seguir, começam a ouvir-se os sons característicos dos vagões que retirados de sua inércia estrondavam um a um e começavam a se locomover lentamente até que o carro e que o Menino está começa a se locomover, mas, sem fazer o barulho característico, o seja, o “estralo” ao ser acionado, pois os solavancos que se sentem nos primeiros vão diminuindo gradativamente e quando atingem o ultimo praticamente são imperceptíveis.
Justamente, por essa razão é que os vagões de primeira classe são colocados no fim da composição.
Este carro diferia dos demais por ter os bancos revestidos, corrediços, que permitiam serem virados e propiciar as famílias se acomodarem em um espaço particular.
Assim iniciava-se o percurso até a cidadezinha, onde passariam para outra composição, a qual seria tracionada por uma locomotiva a vapor.
Como era linda a paisagem.
Muitos locais dignos de cartões postais, o primeiro, por exemplo, a ponte sobre o rio Sorocaba, que nasce na serra de Itupararanga e desemboca no rio Tietê
Lindos lugares que por muito tempo permaneceram esquecidos, mas que hoje podem ser registrados em fotos e filmes das câmeras digitais.
Fotos que nos fazem afagar a saudade dos dias de outrora.
Mas, além dessas fotos antigas ou digitais, temos a capacidade de guardar no fundo do nosso inconsciente outras imagens e filmes de nossas lembranças.
Revendo tais filmes, verificamos que inconscientemente queremos alcançar trilhar os nossos sonhos, mas, geralmente em razão das dificuldades da lida, não o atingimos, ou então, ultrapassamo-nos e exercemos outras atividades ou profissões que nada tem a ver com aqueles sonhos.
Eu, por exemplo, adoro trens.
Simplesmente, queria ter sido “maquinista de trem”.
Mas termino este conto, simplesmente, para dizer:
À poucos dias, nesta cidade, de onde o Menino iniciou a viagem teve oportunidade de ver, aquele Senhor, em uma comemoração do retorno da “Maria Fumaça” que estava em outra cidade, onde permanecera sob os cuidados da Associação de Preservação Ferroviária, ser chamado entre outros velhos aposentados, pelo Prefeito:
_”Agora para comemorar o retorno de nossa Maria Fumaça - “Maria Eugenia” - chamo o mais velhos dos aposentados.
Puxa! Que felicidade do Menino, ao ver aquele Senhor caminhando pela plataforma da estação.
Sim. Era motivo de felicidade.
Pois o menino, já não é mais tão criança, já é um envelhescente e aquele Senhor continua vivo.
Noventa e um anos.
Era o “Chefe da Estação”.
O mesmo “Chefe de Trem” que vira caminhando a quarenta anos pela plataforma da estação.

Foto de carlosmustang

"PERDIDO NA NOITE"

Na noite...Sou um rei sem responsabilidade
Tenho toda liberdade
De pensar e de agir
Posso abrir a geladeira
E namorar as guloseimas que estão por ali!

Ligo então a tv, pego o nosso JÔ contando uma piada
Dou uma bela gargalhada!!!
E volto ao jornal
Procuro o artigo, que separei, por não ter tempo de lêr
durante o dia...

Fóco o olhar numa mensagem de amor,
Que alguém dedicou a outrém
E diz estar com muitas saudades!

Olho ao meu redor, não vejo ninguém!
Essa é a vantagem de viver só!!!

Mas quando deitar-me, sem ela pra sonhar
Ficarei mais frio quando acordar.
E anoite novamente vai chegar...
E eu perdido na minha liberdade.

Foto de Sirlei Passolongo

Mel com limão

     
     

Nosso amor tem gosto
de mel com limão
O prazer da chuva
Em tarde de verão.

Momentos de dengos
Outros felinos
Tem cheiro da relva
E os uivos da selva
Assim que se completa
Feito a taça e o vinho.

Tem calor do sol
E mansidão das nuvens
Às vezes insano, Inferno
E paraíso... É assim que amo
Assim que te preciso.

(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora

Foto de PoderRosa

Felicidade

Felicidade

Olhar o céu azul
Ver as ondas do mar
Pisar na areia fofa
Sentir na pele, o ar
Olhar crianças brincando
Flores se abrindo sem parar
Pássaros brincando no ninho
Cheiro de brisa do mar
O sol iluminando a manhã
O frescor da água salgada
A espuma indo e vindo
E eu, sempre sorrindo.
Percebendo a felicidade
Correndo pelo tempo
E a mão de Deus
Repousa no meu pensamento
Agradeço a cada dia
Por ter olhos para ver
Coração para sentir
E mãos para escrever

Foto de Cecília Santos

MEU NOME(ACRÓSTICO)

MEU NOME( OH! MINHA DOCE ALMA)
*
*
*
C- ánticos de louvores à ti,
E- ntoo, oh! minha doce alma.
C- ánticos, que retrato com minha.
I- nspiração e imaginação.
L- iberdade, feita com pura ilusão.
I- nstiga-me a idolatrar-te oh! minha.
A- lma esplendorosa!

D- eusa de magnitude e
E- terna bondade.

M- orada perfeita que.
O- stenta o mais belo tesouro.
R- azão de tamanha perfeição.
A- lma que me ilumina e me guia.
E- m tuas mãos entrego meu coração.
S- eja minha guardiã pra vida inteira.

D- oce e perfeita alma!
O- onde fores me leva contigo.
S- ozinha não quero ficar.

S- eja minha sombra amiga.
A- onde quer que eu vá.
N- outra vida, seja meu baluarte.
T- emplo do amor eterno.
O- nde quero estar, para todo o
S- empre, oh! minha doce alma!!!

Direitos reservados*
Cecília-SP/5/07*

Foto de PoderRosa

Porta-Jóias e a Bailarina

Porta – Jóias e a Bailarina

No final da tarde
O sol caindo no horizonte
Traz devagar a saudade
Que arde e queima
E o céu se escurece
Cobrindo a luz natural
Com o brilho das estrelas
E a sutileza da lua cheia
Iluminando minha alma
Trazendo a paz que acalma
Transformando o coração triste
Em caixinha de música
Cheia de jóias
Que ao som da chuva
Mostra a bailarina
Rodopiando sem demora
Percorrendo minha memória
Recordando as tristezas
Mas sem perder a esperança
Começa a bailar
Ao redor do meu coração
Fazendo tudo mais tranqüilo
E nessa linda dança
Traz muita alegria
E no lugar do tédio
A paz e harmonia...

Foto de PoderRosa

A liberdade de pensar

A angustia permanece enquanto a cabeça pensa
O coração dói enquanto o corpo avança
Passo a passo, pé ante pé
A vontade de chegar demora
O tempo não anda, parece parado
O pensamento voa longe
Vai até o fim do mundo
Viaja entre as estrelas e passeia pelos cometas
Viro poeta enquanto penso
Sinto o frescor do vento no rosto
E minha vida passa pelas lembranças
E percebo que não adianta
Só o tempo vai poder me dar a resposta
Minha vida, seria diferente se seguisse outro caminho?
Seria eu outra pessoa?
Conseguiria enfrentar tudo e todos?
O relógio continua num tic tac incessante
E nunca chega...demora muito
O aperto consegue chegar até na garganta
Os olhos se fecham por alguns segundos
Uma lágrima cai...mas o relógio continua no tic tac
E eu espero mais uma vez
Só pra ver se é hoje...
Percebo que ainda não é
Mas cuido do pensamento
Que ninguém consegue reprimir
Só meus pensamentos me pertencem
Este ninguém pode controlar
Sou eu, a dona dos meus pensamentos
Sou eu quem pode controlá-los
Somente eu...mais ninguém...
Pelo menos, isto ainda não tiraram de mim...
A LIBERDADE DE PENSAR...

Foto de Maria Goreti

ANDANÇAS

(microconto)

Era um tal de sobe e desce morro!
É o pipoqueiro? Perguntavam uns.
É o pipoqueiro. Afirmavam outros.
Só porque a desculpa era a de comprar pipocas.
Mas não era o pipoqueiro, era o alfaiate.

©Maria Goreti Rocha
Vila Velha/ES - 19/5/07

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