Enviado por Sonia Delsin em Sáb, 26/07/2008 - 20:53
AFAGO A LUA
Com meus dedos eu a toco.
Retoco.
A maquiagem da lua.
Eu a quero sorridente.
Capricho numa sombra fosforescente.
Azul.
Ó, lua!
Ó, lua!
Nós duas...
Somos amigas.
Confidentes.
Numa hora estamos tão contentes.
Noutra choramos.
Saudade do amado.
Guardamos todos os tempos, lua.
O presente... o futuro e o passado.
Enviado por Sonia Delsin em Sáb, 26/07/2008 - 20:43
REALIDADE IMPRECISA
A vela chora.
Cera derrama.
Fixo o olhar.
Na chama.
Como esquecer alguém que se ama?
Na pequena labareda começo a viajar.
Vou meu amado encontrar.
Começamos a nos abraçar.
Beijar.
A chama aumenta.
Me tenta.
Me testa.
Me empresta.
Uma realidade imprecisa.
Fico indecisa.
Com o olhar na chama meu corpo desliza.
No chão me estendo.
Estou te vendo?
Não.
É sonho.
Mas que bom sonhar! Ainda mais quando no sonho o nosso amor podemos encontrar.
Se a vela acabar?
Ah, eu vou me levantar.
Vou andar.
Esperar o tempo passar.
Logo vamos nos encontrar.
Enviado por Sonia Delsin em Sáb, 26/07/2008 - 20:41
SEMBLANTE
Ele me chega tão lindo.
Na manhã tão fresca ele me chega.
Chega na aragem.
Sim, no sopro do vento.
Se divago? Se me perco em pensamento?
Sim. Não vou negar.
É que sinto saudade.
Da tua boca.
De teus olhos.
Do teu semblante.
No teu sorriso doce.
Ah, vento!
Fecho os olhos.
Finjo que o vento me trouxe.
O meu amado que dorme noutra cidade.
Noutro lugar.
Mas logo vamos nos encontrar.
Então deslizarei meus dedos nas tuas sobrancelhas.
Suavemente.
Como sempre gosto de fazer.
Das horas que passamos longe vou esquecer.
Nos teus braços vou é morrer de prazer.
A lembrança de teu semblante enfeita minha manhã, meu dia.
Me traz uma intensa alegria.
Tus ojos negros son suaves como carícias
Musa de mis sueños y son tan lindos
Y brillantes como estrellitas de las galáxias
celestiales que nos ojam aplaudindo
Y atrayen para el cielo, tu morada y donde te inicias
Y compones esos cantos con los que blindo
mi alma con los influxos de tus poesias
Que nos ofrece em copos com lãs que brindo
Tu presencia o entoces em tu ausência
Puedo leer tus obras y com ellas guiandome
Junto a tu jardín em utopia
De sueños, mas presiento que está viniendo
Y entonces me reanimo y aparto la nostalgia
Es que te siento despertando o durmiendo.
AHORA
Hoy ella esta a bailar
Y me mira y se aproxima
Y con a boca retira da solapa
Di mi chaqueta a rosa roja
Y coloca em sus cabellos
Una rosa roja mui bella
A representar mi paisón
Y ahora leva a bailar
Demonstrando su amor
Embora no acredite en mi...
CARÍCIAS III
Sinto ainda em meu corpo as sensíveis carícias,
D os teus dedos e das tuas unhas pontiagudas,
Roçando suave e ardentemente as malícias
Iniciadas em tua’alma e libido profunda
E ainda sinto a sensação suave e macia
Dos teus lábios iguais as pétalas felpudas
Da rosa que desabrocharia e nascia
Tão sensual e suave em tua boca carnuda
A atingir o eixo e o ponto de excitação
Do meu corpo de macho que se expandiria
Até o máximo da volúpia da extensão
Da atração em que teu órgão abarcaria
E atrairia para o seu antro e o coração
Seu ponto de tesão então te saciaria
Enviado por LuzCintilante em Sáb, 26/07/2008 - 13:19
*
*
ACRÓSTICO
*
*
F uja das pessoas volúveis
E nalteça atos de bondade
L uzindo muita maturidade
I magem de coração doentio
C om rancor e agressividade
I rradiando muitos dissabores
D e pensamentos maldosos
A tos de prepotência e carência
D istanciando a doce esperança
E levo meu coração de perseverança
Enviado por Ana Botelho em Sáb, 26/07/2008 - 13:18
LIVRE POR EXCELÊNCIA
Jamais
Quero ser
Casada
Outra vez
Se eu
Repetir
Esse intento
Infeliz
Garanto
Que fiz
Crescer
Meu nariz.
Eu saio
E durmo
À hora
Que gosto,
Jamais
Vou pensar
De novo
Em casar.
Nem mesmo
Promessa
Ou jura
Sem fim
Consegue
Mudar
O que quero
Pra mim.
Conheçe-se
Anjinhos
Com cara
De gente
Mas quando
Mistura
A escova
De dentes
Revela
O que é
Egoísta
E doente.
Não sei
Como podem
Gostar
De ficar
Em prisão
Dolorida
Nas mãos
De alguém
Que lhe crava
Feridas,
E você
Diz amém?
Tenha piedade!
Amar
Não é isso
É vôo, querida
É cuidar
De algúem
Que liberta
Dá vida.
Não pense
Nem camufle
Com pose
E disfarces
Fingindo
De morta.
Quem fica
Pensando
Que engana
Os outros
Com cara
De bofe
Que pode
E não sofre
E escondido
Se enche
De drogas
E cofres,
Só vive à toa
Em carros
De luxo,
Tem cara
De broa
E dorme
Com bruxo
Se mira
No espelho
Socorro
Que susto!
Vive alheia
Sem norte
Prefere
Ser burra,
Mas quando
Sozinha
Blasfema
E urra.
Tem máscara
E jeito
De gente bonita
Mas chora
E grita.
Tomara
Que nunca
Precise
Acordar.
São poucas
E boas
Que também
Já passei
Em meses
E anos
De dias vazios
Chega,
Cansei.
Mais valem
O bom sono
E a solidão
que ferir
E esquecer
O meu coração.
Enviado por Carmen Lúcia em Sáb, 26/07/2008 - 05:01
Meus lábios molhados sorvem os beijos...
...que nunca te dei...
Meu peito ofegante reflete o calor dos teus braços...
...anseia teus abraços...
Meu corpo febril tremula com o orgasmo...
... prazer que nunca senti...
Em meu rosto o rubor da paixão que revela...
...desejos por ti...
O meu todo é loucura, é procura, é tortura...
Carência...sede de tua querência...
Os meus sonhos, suspiros e ais denunciam...
... fantasias sexuais...
E minh'alma vagueia aturdida, perdida, iludida...
...a te buscar...
...ansiosa...ociosa...
...pra me entregar...
Opostos se atraem sempre,
na alma, no corpo, nas entranhas.
Como ímãs percorrem caminhos,
por vezes turbulentos, sofridos,
mas sempre desejados.
Buscando amor e prazer,
se atraem em todos os sentidos,
até colidirem numa explosão
de paixão, luz e tesão,
encaixando-se como peças
de um jogo,
iluminado, amado,
completo!
(por Manu Hawk - 25/07/2008)
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Inspirado no poema "Os Opostos se Atraem" de Anna A Flor de Lis.
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° Respeitem os Direitos Autorais. Incentivemos a divulgação com autoria. É um direito do criador que se dedicou a compor, e um dever do leitor que apreciou a obra. [MH]
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