Uma rosa abandonada na praia
À espera de seu amor que partiu
Compadecida de sua sorte
As águas vinham refrescar-lhe as pétalas
Ao sentir o frescor das águas
Ela lembrava-se das últimas palavras
No momento do embarque:
“Hei de voltar, te amo!”
Porém, iam passando os dias
E a rosa na praia passeava
Com os olhos voltados para o horizonte
Perscrutando as águas do mar
Desalentada, murmurava uma canção saudosa
“Foi, pra nunca mais voltar”
Mas, a rosa não perdia as esperanças
Todos os dias voltava à praia
E indagava às gaivotas do seu amor
Que pipilando respondiam:
“Vimos, mas não sabemos se volta
Partiu pro alto mar
Levou a alegria consigo
E a saudade deixou cá”
E assim, passavam-se os dias
E a rosa murchava, fenecia
A saudade a consumia
Mas mantinha a certeza
Do regresso do seu amor
As ondas, suas companheiras
Vinham beijar-lhe os pés
Mitigando-lhe a dor
Lançava objetos na areia
Para alegrar a pobre rosa
Outras vezes, brincavam de desmanchar castelos
O que a rosa fazia maquinalmente
Pensando: “Desfez-se meu castelo de sonhos
Nunca mais hei de encontrá-lo”
Numa destas manhãs límpidas e claras
As ondas jubilosas
Beijavam os pés da rosa
Que cantarolava sua canção de saudades
Eis que surge ao longe
Um barco que volta
Um grito potente é ouvido:
“Voltei, voltei porque te amo!”
A rosa é levada pelas águas até o barco
Para encontrar seu amor
O cravo, que marcara seu coração
Suas fiéis companheiras
Desenham na areia da praia:
“O amor sempre vence!”
Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved
Enviado por Sonia Delsin em Sex, 30/05/2008 - 13:41
A FLOR NO DESPENHADEIRO
Era urgente que eu a apanhasse.
Antes que viesse o vento.
Antes que viesse a chuva.
Ela estava lá.
Linda.
No despenhadeiro.
Eu a buscaria.
Eu me arriscaria.
A flor de cactos no despenhadeiro era um chamado.
Guardo tanta coisa do passado.
Guardo a flor arrancada.
Uma pessoa tão amada...
... a me chamar.
A me implorar.
Que nunca mais eu fosse naquele lugar.
Como o canto que ressoa
daquela baixada,
entre aldeias esquecidas em Shar E Nau
como o canto das grous
ao levantar vôo no fim do verão
Como o canto latente na alma da nativa
Na ilha da esperança
Que ao deixar a confecção
De um novo colar de conchas
Corre pressurora, arfante
em direção as vagas onças
em busca das naus que retornariam
trazendo com o crepúsculo vespertino
amores ou dissabores
Ouço um canto triste
Como o vento que sopra
um choro compungido de saudade
nas frestas
das mata-juntas carcomidas
Como o canto triste
da joaninha
quando as asas da borrasca
furtaram-lhe sua auto-estima
levando sua vida-sombrinha
Ouço um canto triste
Que reboa nas mansardas d’alma
Canto de quem ama e ama
Mas que só recebe,
chuva de granizo
em seu vaso cândido,
em chamas.
Enviado por Sonia Delsin em Sex, 30/05/2008 - 11:58
NO ABRIGO DA MINHA ALMA
Estão guardados no abrigo da minha alma tantos fatos passados.
Estão guardados.
Tantos segredos.
Atos heróicos.
Mentiria se dissesse que não existiram medos.
Muitas vezes fui tomada pela covardia.
Mas quem não se entregaria?
Estão guardados cantos, recantos.
Prantos.
Amigos... tantos.
Estão no mais profundo de mim os teus risos.
Tuas mãos.
Carícias tantas.
Lembranças, quantas!
Estão guardados cheiros, suores, lágrimas...
Dança, música.
Fantasia.
Poesia.
Magia.
Um tímido olhar que sempre conseguiu me emocionar.
Uma vontade incapaz de sufocar.
Estão guardados pra sempre o que consegui criar.
Deito os olhos na estrada da minha vida...
Nas pegadas que o tempo nunca vai apagar.
Não passei simplesmente.
Deixei impregnada na cortina do tempo o meu retrato pra quem quiser olhar.
Enviado por von buchman em Sex, 30/05/2008 - 11:56
Quando te conheci
Minha vida tomou outro rumo
Outro sentido...
Fiquei apaixonado
E comecei a sonhar.
Agradeço-te pelos teus ensinamentos
pelas palavras de apoio e o teu amar...
De me aquecer nas minhas noites frias,
Pelo carinho, felicidade e a paz
que tu me dás...
Teu alento ao despertar dos meus dias...
meu café sempre pronto e quentinho,
o teu incansável amar...
Sei que sou egoísta, pois te quero só para mim,
Te amo sem censura,sem frescura
Eu te amo, com um amor sempre puro.
Sem limites na pura essência do amar..
Meu amor é verdadeiro e nada pode mudá-lo.
Expontâneo, que sai de um coração apaixonado...
Um amor que me liberta e me escraviza,
me faz viajar e me enche de sonhos...
É assim como te vejo e amo,
assim também quero ser amado por ti
Meu sonhar
Meu apaixonar
Minha tesão
Meu viver
E o meu realizar...
. . . . . . . . . . . . . .
Tenhas meu Eterno Admirar!
Mil e Um beijos de Mel....
Mimos de Eterna Paixâo
Neste Lindo Coração
Cheio de desejos . .
Enviado por von buchman em Sex, 30/05/2008 - 10:29
Hoje acordei com saudades de ti
do teu amar,
dos teu carinhos,
do jeito gostoso do teu beijar !
Saudades de te namorar
olhando nos teus olhos
e ver-te sonhar..
Saudades dos teus desejos e fantasias...
Saudades de tua voz,
Do teu amar...
Saudades das tuas palavras,
ousadas e atrevidas
Quando estás a me amar!
Saudades de teus seios intumescidos e exuberantes...
Do cheiro de tua carne a me desejar
Da tua língua atrevida ,
Boca gostosa e sensual que me faz delirar ...
Que saudades tu me traz !
Não demoras vai...
Vem logo,
Pois não agüento te esperar!
Sonho
Paixão
Um eterno AMAR . . .
. . . . . . . . . . . . . .
Tenhas meu Eterno Admirar!
Mil e Um beijos de Mel....
Mimos de Eterna Paixâo
Neste Lindo Coração
Cheio de desejos . .
Ó Portugal
Olê, olê, olêêê...
Portugal,
Nunca vi país igual
Olê, olê, olêêê...
Portugal a cantar...
Olê, olê, olêêê...
Ó Portugal
Olê, olê, olêêê...
Portugal a poetar
Ó Portugal
Olê, olê, olêêê...
Poetizar...
Em poemas-de-amor
Ó Portugal
Olê, olê, olêêê...
Cante canções de amor...
Ó Portugal,
Olê, olê, olêêê...
Receba-nos por favor
Dê-nos inspiração
Para podermos
Poetizar.
Olê. olê, olêêê..
Ó Portugal,
Olê, olê, olêêê...
Somos poetas do amor...
Ó Portugal,
Olê, olê, olêêê..
Sim, somos poetas do amor
E da esperança
Portugal vai ganhar
Vai, vai, vai...
Juntos vamos gritar
Vai, vai, vai...
Ó Portugal,
Vai ganhar os poetas
do amor...
Portugal
Vai ganhar
Portugal.
Olê, olê, olêêê...
Portugal...
O Brasil
Vai cantar...
Portugal!
Portugal!!
Portugal!!!
OBS.: 1 - A letra acima exposta é uma adaptação da Música Portugal, do Conjunto Musical Delfins, à minha entrada à Portugal e cheguei a ela, em face de utilizar a músicas em diversos trechos da viagem e assim a mesma automaticamente entrou em minha cabeça, porém, considero, que tal música poderia ser assumida pelo site com a devida autorização do autor, para quem então poderíamos pedir a LICENÇA DEVIDA.
OBS.: 2 - As outras duas canções são de minha genuína criação, mas, também devo dizer que utilizei uma espécie de inversão da poesia escrita a muito anos pelo Poeta ANTONIO GONÇALVES DIAS, ainda quando ele estudava na Faculdade de Direito de Coimbra, fato que mencionou em uma uma das minhas viagens do TREM ENCANTADO
(11ª parte ), no aspecto em que ele dizia que queria vir para sua TERRA onde canta os sábias, minha terra têm palmeiras, como não encontrou cá, etc, e eu inverto em certo tópico que gostaria de conhecer PORTUGAL,
"Permitas Deus que por lá,
Encontre toda a alegria
Que temos nós por cá
Eis que a vida se principia"
GOSTARIA de ainda observar que o escritor do HINO DOS EXPEDICIONÁRIOS, que serviu de MARCO para os Soldados Brasileiros, também, foi uma adaptação da poesia original de GONÇALVES DIAS, razão pela qual DECLARO, que essa questão deve ser muito bem analisada, mesmo, porque como diz o grande cientista: "Nada se cria, tudo se transforma".
OBS. 3 - Às vezes, a própria criação original, evolui, se transforma em outras poesias derivadas ( como no nosso caso ). Vejam a terceira poesia, escrevi nos comentários de outra poesia de "JOANINHA VOA" e com base em tua resposta escrevi essa CANÇÃO àS MUSAS. Da Canção as Musas, Eu e Joaninha, já escrevemos outra composição em DUETO: O CONDOR E O VIOLÃO. Na verdade é outra canção. Tudo isto é fruto da evolução, da transformação, da correção, da nova interpretação, que forma no meu entender o CICLO DA CRIAÇÃO. Ciclo possível, principalmente, depois da criação deste tipo de tecnologia, que nos permite fazer o que estou fazendo agora, correções, após observações de outra poetisa, a quem agradeço CIVANA. (Em 7/06/2008 )
CANÇÃO DE ENTRADA
Ó Portugal terra por Deus abençoada
Permita-nos que pela Costa de Caparica,
Adentremos às tuas plagas amadas
E vejamos como sóis uma pátria rica.
Deixa-nos ver teus rincões primeiros,
Começando por Estoril e Cascais,
Eis que nessas urbes muitos brasileiros,
Fazem-nos lembrar nossos ancestrais
Não permitas Deus que eu morra,
Sem que tua terra eu conheça
E nada de mal nos ocorra,
Pois somos poetas da esperança,
De encontrar entre as flores
Do jardim encantado de poesia
Entres os fados e dos amores,
Esta arte que nos extasia.
Permitas Deus que por lá,
Encontre toda a alegria
Que temos nós por cá
Eis que a vida se principia
No encanto da integração
E que os cantos dos poemas
De - amor faça a unificação
Sob a égide do emblema
Das gloriosas bandeiras
De Portugal e do Brasil,
E que em frente ambas altaneiras
Ergamos nosso peito varonil.
CANÇÃO ÀS MUSAS DA LÍNGUA PORTUGUESA
Esta é uma canção em poesia...
Muito linda muito linda canção...
Arte perfeita, que nos extasia
E toca no fundo do coração.
Ah! Nossa Senhora, quanta alegria
Ouvir o fluir dessa inspiração,
Receber o influxo dessa melodia
Que nos enche de sublime emoção.
Louvamos Nosso Senhor, a primazia
Este grande privilégio e galardão
De recebermos neste lindo dia,
O fruto d’alma dessa emanação
De carinho e terna fidalguia
D’uma Amiga, Musa, Mulherão!
ANÚNCIO
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Áspera brisa,
que sopra.
Punhal de vento
à roçar.
Dói no corpo.
Dói na alma.
Qual chicotada
no ar.
Arrebata-me
às forças.
Letais angústias
à aniquilar-me.
Mata lentamente,
agonizante.
Como uma alma
à tombar.
Brisa que fere
e machuca.
Feito faca de
dois gumes.
Que prematuramente
anuncia.
Uma saudade latente.
E no anonimato assina.
Um simples vento
passageiro!