5º concurso

Foto de Gideon

A deusa da minha paixão

As coisas tomam formas diferentes dependendo do ângulo em que são vistas.
No meu ângulo, tempos atrás observando embasbacado uma escultura falante, viva, alegre, ligeira e inteligente, posta em um lugar poético e historicamente cultural, o elegante Café do Odeon.
Ela, a escultura, a medida em que eu a observava fazia surgir em minha mente formas em revoluções sobrepostas, meio psicodélicas que passeavam pelo meu interior desarmando-me e imobilizando-me completamente.

Restava-me, ali, indefeso, continuar inebriado e imobilizado pela beleza dinâmica da deusa.
Claro, o trato era, e acabou sendo cumprido, o de estudar português do Décio, prof. da Academia dos Concursos.
Foi produtivo, e não poderia ser diferente. A eficiência dela é inigualável.
Entrego-me confiante ao seu ritmo, certo de que ela sabe o que faz.
Ainda não assimilei completamente o impacto da beleza que invade o meu interior.
Esta beleza que embala as minhas noites e intrometida apodera-se da minha mente impondo uma nova arrumação, espanando com certa arrogância lembranças obsoletas que já deveriam ter saído de lá há muito tempo.
E assim ela vai apoderando-se dos meus pensamentos.

“Meu Deus! Não me desampare nesta hora poética!” Talvez gritasse o salmista Davi, em seus passeios matinais pelos montes de sua inspiração.
Não ouso orar como Davi, mas o sentimento talvez seja bem parecido.
Ele era um homem sempre apaixonado, diria até meio exagerado a ponto de se apaixonar pela mulher de Urias, o coitado capitão e guerreiro de seu exército.
Mas, com a mesma valentia com que enfrentava o inimigo também, quase que candidamente, tangia de forma magistral a sua velha harpa, elevando-se ao nível dos deuses poéticos…

“Meu Deus, traga-me de volta à terra dos homens mortais!” Oro agora desesperado querendo retornar do devaneio que a imagem da deusa me remeteu.
Mas isto tudo foi ontem, somente por duas horas corridas que confirmaram as teorias de Einstein, sobre a relatividade do tempo.
Como passou rápido, voando! Mas foram suficientes para presentearem-me com uma noite descansada e revigorante, depois de tocar a minha guitarra até meia-noite, claro, embalado pela imagem da deusa, que àquela hora já se apoderara completamente da minha decência e vontade.

Talvez ela ao ler isto assuste-se pela impetuosidade das palavras, mas digo-lhe: Leia somente, é tudo muito leve e respeitoso, sem planos ou esperança de qualquer conseqüência.
É o fenômeno humano atuando em um homem que de repente depara-se diante de uma beleza poética que a deusa, talvez, nunca imaginara inspirar nos homens.

Aliás, ela nem sabe que é uma deusa.

Foto de Gideon

A esfiha fria

A tarde fria
Esfria a esfiha
Que como na esquina
Observando as meninas
Que vendem pastilhas
Para pessoas insensíveis
Que não esmolam
Nem simpatias.

A tarde fria
Esfria a esfiha
E faz tremer a minha mão
Que afaga o meu coração
Que não sabe mais
O caminho da paixão.

A tarde fria
Esfria a esfiha
Que diluo displicente
Observando o movimento
Da sexta-feira sombria
Na Cinelândia caliente.

A esfiha fria
Esfria minha tarde
De melancolia doentia
Por falta de um amor
Prá dividir a esfiha.

Foto de Ana Botelho

PÃO E VINHO

PÃO E VINHO

( In memorian: Eurípedes (Macedônia), Omar Khayyan e F. Pessoa)

Sem vinho, onde haveria amor?
E quando o inverno nos batesse à porta,
Que ares deveríamos logo assumir?
Recorreríamos aos do Mediterrâneo,
Filtrando o binômio trigo/vinha
E passaríamos as tardes os saboreando.
À noite, quando tudo parecesse dormir,
Ficaríamos inertes até nos pensamentos,
Buscando somente uma cristalina taça
E o que houvesse de precioso a acompanhá-la.

E sem pão, qual fibra vibraria em nós?
Tudo fluiria, pegaria o veio do vento
Passaria eqüidistante por entre dois pólos,
Dentre os quais existiriam indiferentes
Apenas os dias, o que foi e o que virá,
Já que o hoje seria o bastante
E completo para nos alimentar.

A vida pode até ser boa, mas o vinho
Ah, esse sim, é muito, muito melhor!
Quem sabe amanhã a lua nos procurasse em vão,
Sentemo-nos ao relento, sentindo-nos, apenas...
E o regresso do sol apagaria as estrelas
E desvaneceria as luzes mais soberbas
Das tantas salas requintadas e vazias.
Tudo a nos mostrar o curso da vida,
De que ela deveria ser simples e natural.
Com luta para nunca nos sentirmos sós
E sempre brindarmos a um prenúncio
Dos bem - vindos e necessários amores.

Foto de Ana Botelho

MIRAGEM POSSÍVEL

MIRAGEM POSSÍVEL

Atordoada, mil palavras me envolveram,
Recostei-me então, ao tronco da oiti,
Com a mente fervendo de tantas imagens
Adormeci e este primeiro soneto eu teci...

Minha cabeça rodou e voou para longe,
Viajou por seqüentes montanhas e prados
De repente, parou numa antiga estalagem
Onde inúmeros felizes pares enamorados

Recitavam os versos do mestre Khayyan
Que ao Deus Baco faziam total alusão,
À meia-luz e sentados em macios divãs.

Cantavam os prazeres da entrega total,
Parecia estarem em nirvana eterno,
Uma visão, um postal, que quadro divinal!

Foto de Sandra Ferreira

Luz lunar...

Luz lunar,

Encoberta

Negras nuvens

Escuridão

Que me envolve,

Joelhos retraídos

Onde descansa

Meu rosto,

Camisa de seda

Que me dá conforto,

Alças, que deslizam

Desnudando

Meu corpo,

Mãos inquietas

Tremulas, nervosas

Cabelo, cascata

Sobre os ombros

Escondendo meu olhar,

Indeciso, entristecido

Espelho da alma

Que lamenta

A distância

Do enleio

Dos teus braços.

RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS
Obra registada na
SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES

Foto de carlos alberto soares

homenagem as mulheres

Que Deus abençõe, suas curvas, seus cabelos e seus lábios.
Que Deus abençõe sua alma feminina que um dia foi menina e hoje é mulher.
Que Deus abençõe seu olhar, seu jeito, seu caminhar cada passo.
Que Deus abençõe por seu dia ser em março, pois; também sou de março, então me dê e receba um abraço.
Que Deus te abençõe, por por seu jeito felino que me faz parecer menino, quando me acaricia me afaga, me acalenta ou me ama.
Que Deus te abençõe, por me trazer ao mundo ser minha mãe,
por me fazer crescer, ser minha irmã,
por me acalmar, ser minha amiga,
por me mostrar o céu, ser minha amante, minha amada, minha estrela e minha guia,
por ser minha filha e me mostrar a beleza da vida.
enfim, que Deus me abençõe, para que eu possa dizer obrigado mulher.

Foto de Sonia Delsin

VISITA AO MEU REI

VISITA AO MEU REI

Eu chego.
Não trago nas mãos um presente.
Mas entrego o meu olhar quente.
Trago o que ele mais deseja ganhar.
Meu rei não é de muito falar.
Das coisas do coração.
Mas eu compreendo seu jeito calado.
Vejo seu olhar machucado.
Meu rei.
Que faz parte do meu futuro, presente e passado...
Sei tão bem do que ele necessita.
Sei quando sua alma grita.
Eu vou visitá-lo.
Vou beijá-lo... amá-lo.
E parto.
Mas ele sabe que eu vou voltar.
E estará sempre e sempre a me esperar.

Foto de Sonia Delsin

PÁRA, TEMPO

PÁRA, TEMPO

Se eu pudesse ordenar ao tempo.
Ó, se eu pudesse ordenar!
Daria ordens ao tempo.
Para parar.
Aquele momento eu queria imortalizar.
Morreu meu melhor momento?
Flutuou no vento?
Tudo vira lembrança, pensamento?
Não. Engano meu.
Não morreu.
Volto a ele.
Meu coração dispara.
Dispara.
Se aquieta.
Quase pára.
Por aquele momento anos eu esperei.
E para a vida inteira guardei.
Quando a saudade muito grande ficar a ele vou voltar.
E ele conseguirá a fornalha da minha alma alimentar.

Foto de Dirceu Marcelino

BOM DIA, HOJE É DOMINGO, RECEBA UM BEIJO CARINHOSO DE UM AMIGO...

*
* Homenagem às amigas com que tive o prazer de contactuar neste domingo
*

Feliz aquele que poderá aconchegá-la no peito
Enquanto tua nau navega em céu de brigadeiro
E poderá olhá-la no fundo de teus olhos do jeito

Que gostas e dizer-lhe sempre, todo dia, o ano inteiro.
És uma mulher muito sublime e sem preconceito
Tão suave, altaneira, aquele amor verdadeiro,

Quantos homens gostariam de ti ser o eleito
E ouvir de tua voz suave dizer que é o primeiro...
Ah! Como a isso, não posso, e não estou sujeito,

Vou fazer o que posso cuidar do meu canteiro
Bem, pelo menos com isto eu me ajeito,
Vou tirar as ervas daninha, pois, sou o jardineiro.

Tiro alguns capins, colho uma rosa e aproveito
Para cheirá-la, profundamente, e vou ao jasmineiro.
Não é primavera, encontro um jasmim e fico satisfeito

Apanho-o e junto com a rosa rose eu cheiro,
E penso como és boa p’ra mim. Com todo respeito...
Receba um beijo carinhoso, do modo mais maneiro,

Deste teu amigo, teu “fã”, ora até um pouco suspeito
Mas que te quer olhar assim, como um cavalheiro.

Foto de Pagani

Dor De Um Grande Amor

Sentimento estranho me toma conta, me trás angustia,
Sentimento no qual se resume em não poder amar-te com todas as minhas forças,
Sou sim fraco e pecador, mas te digo que não fiz por mau, não o que me toma nas horas de raiva,
Desculpa-me se não fiz seus sonhos se tornarem realidade,
Desculpa se nossos planos foram frustrados eu não queria que isso acontecesse,
Resta-me amargar essa dor que me domina e me afoga neste mar de tristeza,
Mas digo-te ainda que toda a culpa nasce de um erro, e todo erro merece perdão!

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