5º concurso

Foto de Dirceu Marcelino

RESPINGOS DE PAIXÃO V - NINFAS

Ó N I N F A

Que aparece nas espumas flutuantes
Das ondas azuis marinhos
Dos nossos mares
E estouram embraquecidas
Nas areias das praias.
Como champagnes espumantes,
Trazidas pelos cisnes que te acompanham
Em um barco azul.

Suas fulgarações emitem
Raios estrelares azuis.
E com o vermelho de Eros
Fulminam-nos,
E, fazem-nos deliciar com sua leitura.

Recordar-nos de nossa juventude.

Agradecemos por nos aceitares
Com tanta ternura
E incitarem-nos com tuas virtudes.
Por ofereceres tuas bocas ardentes
Para nos degustarmos,
Com o licor embriagante
Dos teus beijos,
Com os quais nos tornam ébrios,
Sem estarmos
Alcoolizados.

Até a pouco não sabíamos com o que?
Hoje, temos conhecimento,
E vislumbramos em poesias,
Que nossas almas extasiam,
Com esse néctar,

O mel.

Que soltas voluptuosamente,
Não só nos teus beijos,
Mas em teus gozos.

É o vinho embriagador
Do amor.

Servido-nos em tuas conchas

Por ti Ninfas,
Musas.

Como fossem taças cristalizadas
Por seus amores e paixão,
E nos revigoram o coração,
Impregnas as setas de Cupido
Com esses líquidos,
Essas secreções,
Esses hormônios:

Sim, é a endomorfina,

Que exalas
Com seu condões
E fazem com que até hoje,
As flechas de Cupido
Ao atinjir nossos corações,

Mas do que recordações,
Faz com que sintamos a mesma vontade,
O mesmo tesão,
De desembainhar nossa espada de aço
E guardá-las no espaço
Que ofereces nesse templo
De amor e de paixão,
Onde só tu és a guardiã.

Foto de Sonia Delsin

O MISTÉRIO DAQUELA SALA

O MISTÉRIO DAQUELA SALA

Surgia uma luz na escuridão.
Algo para clarear as suas idéias, para comover seu coração.
Algo acontecia enquanto ela escrevia.
Uma depuração.
Um encontro com o ser em construção.

Se naquela sala um mistério existia?
Claro que existia. O tempo lhe diria.

Magia? Fantasia?
Pura utopia?

O tempo lhe diria...
Ele mostraria.

E mostrou.
Foi um sonho.
Acabou.

Mas a sala na lembrança ficou...
Como algo que lhe marcou.

Aquela sala lhe trouxe a compreensão do passado.
A compreensão do seu verdadeiro estado.

De graça.
E de absolvição.
De renovação.

Não era a sala da ilusão.
Era a sala da salvação.

Foto de Ana Botelho

REVELAÇÃO

REVELAÇÃO

Como tudo na vida vale o tempo da dedicação,
E por conta das desmedidas e incontáveis paixões,
Companheiras fiéis dos frágeis e descuidados corações,
Que quase nunca sobrevivem aos reveses do amor,
As poesias brotam incessantemente desde os primórdios,
E provam que não existem palavras certas, bastante capazes
De evitarem que os seus turbilhões deixem de nos aniquilar.
Ainda que estejam esmaecidas pelo correr do tempo,
Revelam a dor da morte de um lindo encantamento,
Restos de projetos de vida desfeitos, os mais preciosos,
Ou belas verdades poéticas que não pertencem a ninguém,
São palavras buriladas e contextuadas sem destino certo
E a cada poeta cabe apenas a dor do seu nascimento.

Para quem não tem rima e gosta de encadear com arte,
Ou o que as entona em lindos sons numa marcha sem fim,
Escrevem como quem tropeçasse em vários traços mágicos,
Mostram logo, de cara, todo o bom compasso e enlaçam,
Repousam no papel a sua cria, que cuidaram noite e dia,
Gastam o seu tempo empenhado em dar-lhes belo trato,
Alimentam-lhe com fascínio e esmero mais que exatos.
Muitas são tecidas pelo criador por horas e horas a fio
Algumas ainda jovens, já florescem, formosas e plenas,
Outras chegam até a fase adulta para se perpetuarem.

O ser poeta é um mergulhador do âmago da vida,
Sem comprometer com isso a sua sobrevivência,
É o lançador destemido das máximas cartadas,
No criar, no sonhar e no se envolver nas essências.

Como que levado num redemoinho incandescente,
Com naturalidade, surge o tal clarão inesgotável,
Que ilumina a alma de cada pensamento mais íntimo,
Rasgando-lhe as vestes e deixando-a devassável.

Ele absorve a magia de todas as fases de luzes da lua,
Buscando em zonas abissais todo o mistério submerso,
Energiza-se no sol, sempre, como um amigo maior,
Pondo isso tudo o que lhe alimenta num só verso.

O poeta como ser é um mago inebriado que inebria,
Cantador de encantos, desencontros e da plenitude da vida,
Busca revelar, em palavras, o semblante do seu semelhante
Que ares demonstra e, logo, os descreve-lhe as desditas.

Como se fora um guru especializado em almas,
Segue a sua sina sem reclamar, porque ama,
Ama o outro como a si mesmo e sabe disso,
Porque perpassa as agonias e delas não reclama.

Especialista, é sábio conhecedor da dor alheia sem fim,
Seja esta colhida tenramente, ou até quando madurar.
Mestre em metáforas, em rimas e métricas, mas me vem à mente:
Nunca vi nesta vida, um poeta "expert" na própria arte de amar...

Foto de Edson Milton Ribeiro Paes

"GOTAS DE PRAZER"

“GOTAS DE PRAZER”

O seu gosto escorria pelo meu rosto...
O seu grito era meu querer...
O seu gemer incentivado por meu corpo...
Juntos enlaçados em busca do prazer!!!

Suor, suco ou néctar...
Grito sussurro ou gagueira...
Explosão, implosão, barulho espetacular...
Visão, aparição ou cegueira!!!

Espasmos, tremores ou orgasmos...
Tontura, vertigem ou tezão...
Loucura, candura ou entusiasmos...
Canseira, zonzeira ou realização!!!

Amores, temores ou admiração...
Cuidado redobrado parece um renascer...
Começo recomeço o fim da solidão...
No universo colorido do prazer!!!

Foto de Inês Santos

Depois das doze badaladas...

Hoje depois das doze badaladas...
serei mais velha um ano...
É altura de analisar...
O tempo deixado atrás do pano...
Todas as coisas boas e malvadas...
Que a vida me fez provar...

Depois de um tanto pensar...
Interrogo-me e apenso...
Para quê crescer?
Quero continuar a brincar...
Ter os cabelos entrançados...
comer guloseimas e rebuçados...
E passar o dia a sonhar...
Para quê,tudo prever?
Que serve as etapas e provações....
barreiras e encontrões...

Deixa-me ser criança...
Eu pago a fiança...
Quero ser pequenina...
A Inês menina...

Foto de Paulo Gondim

Ajuste de contas

Ajuste de contas
Paulo Gondim
24/11/2006

Da janela superior
Vejo natureza morta
Apática, fria, exposta
Em pessoas não menos apáticas
Que revivem velhos filmes do passado

E se movem entre promessas vãs
De falsas ideologias
De credos difusos, confusos
Na mística de suas liturgias

E se repetem na mesmice
A cada dia que começa
Sem fins determinados
Não percebem, mas são enganados
Por falsos rabinos, suspeitos
Mas, facilmente, idolatrados

Essa é a grande massa de manobra
Devedores da consciência universal
Em tudo crêem, e nada fazem
E se afundam mais nesse lamaçal
De injustiças, de cobiças, de consumo

Todos esses devem alguma coisa
Não há desconto de pecado
Pagarão o preço justo e dobrado
Pela insensatez, pela mesquinhez
Na justa medida em que serão julgados
Pela vida, que não perdoa conta
Aí, não haverá remédio
Todos, um a um, serão cobrados

Foto de helo Paulinha

Geraçao de amantes !

Seremos a eterna geraçao de amantes do amor,
amaremos o amor,
mais talvez do que a pessoa amada.
Amar e conhecer os misterios do amor,
conhecer sua voz e desejar sempre ouvi-la
será sempre o maior dos nossos desejos,
o maior dos nossos desafios será nunca parar de amar .

Foto de helo Paulinha

Decifrando Sentimentos !

Porque é tao dificil falar sobre sentimentos ,
tao dificil dizer sobre o que sinto,
sobre tudo que se passa no meu coraçao
é dificil de entender e tambem de explicar .
Posso nao saber muita coisa,
posso nao saber a hora certa de te ligar,
a hora certa de te encontrar,
posso tambem nao saber o motivo pelo qual
tantas vezes desejo ficar junto de você .
Porem se existe uma coisa que eu sei
é que dentro de meu peito existe um sentimento que é
estranho,é perfeito,é insubstituivel, é complicado,
é calado, e é a unica voz que escuto .
Um sentimento que decifrado alguns chamam de paixao,
outros de emoçao,eu chamo de parte de mim que transformou-se em você ,
porem tambem posso resumir chamando de amor.

Foto de Sonia Dias de Freitas

QUEM NUNCA SOFREU DE AMOR

QUEM NUNCA SOFREU DE AMOR

Dizem que os poetas famosos...
Só conseguem ser famosos porque já sofreram por amor...
Acho que não é bem assim...
Quem nunca sofreu de amor...
Quem nunca amou e não foi correspondido...
Ou aquele amor, que um gosta mais que o outro...
Sofrer de amor e inevitável...
Todos nós um dia iremos passar por isso...
E sofrer pela espera do outro...
Pelo orgulho ferido...
Pela vaidade... E por palavras mal interpretadas...
Se isso tudo e sofrer...
Todos nós temos um pouquinho de poeta.

Autora Sonia Dias Freitas

Foto de Sonia Dias de Freitas

AMOR PLATÔNICO

AMOR PLATÔNICO

Bastou um olhar... Logo me apaixonei...
Está atração que não passa de um amor platônico...
E sabemos que nunca poderá chegar há lugar nenhum...
Um amor, que o mar separa... A realidade está longe de nós dois...
Sem cobranças... Sem apego... Sem sofrimento...
Mesmo que o nosso coração, venha a sofrer de amor...
Nada poderá ser feito...
Somos diferentes... Com pensamentos e sonhos diferentes...
Este desejo, esta fascinação, está ansiedade de estar o tempo todo com você...
Não tem jeito... Nunca poderemos concretizar este amor...
Preciso do seu amor... Mas sei que nada posso pedir.
E começo a perceber que já sofro por você...
E tudo, que eu não queria... Era sofrer por amor...

Autora Sonia Dias Freitas

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