6º Concurso

Foto de the girl with kaleidoscope eyes

Devaneios Juvenis

Mas, afinal somos bons amigos. Certo?
Porque a gente fala de qualquer coisa e um pouco mais. Porque a gente faz três piadas por segundo. E a gente concorda que coisas loucas é que nos mantêm sãos. E que a guitarra é melhor que a festa de formatura.
Porque a gente não sente a hora passar. Porque a gente sonha junto. Porque a gente fala de qualquer assunto. Porque a gente se entende.
Porque a gente ouve o mesmo rock, a gente usa o mesmo tênis. A gente é parecido e totalmente diferente.
Porque eu gosto do jeito envergonhado que ele faz com o canto da boca. Porque a voz dele me dá arrepio. Porque gosto de como ele mexe no cabelo. E gosto do jeito como ele tranca a risada.
Porque eu odeio quando ele me corrige. Porque eu odeio quando ele está de mau humor. Porque eu tenho raiva dele - muita raiva. Até ele contar uma piada.
Porque eu fico feliz sem motivo, fico louca, fico confusa; e caio de novo em desespero bom. E eu preciso. E penso. E sonho.
Porque eu sinto aquela vontade de sair de bicicleta por aí, de inventar uma música. Porque eu sinto aquela agonia inexplicável, porque eu quero gritar bem alto.
Por que então? Por que duvido de mim? Por que travo este jogo comigo mesma? Por que amo? Ou não amo?
Por que? Seria eu mera desconhecida de mim mesma? Quem é essa que escreve afinal?
Pois aquela outra de outros anos não precisava amar. Ou não conhecia o amor.
E se o amo...e se realmente o amar? O que faço? Bom ou ruim? Certo ou errado? Somos bons demais em ser amigos, mas desconhecidos de ser amantes.
Porque a gente vive em um mundo a parte. E a gente se provoca, e a gente discute e a gente não vive sem. E é tudo o que eu preciso. Ou preciso de algo a mais? E ele...será que precisa?
Mas foi sempre assim.
Porque eu dependo dele, e ele de mim. Porque eu amo o que temos. Porque às vezes o odeio. Porque não quero que acabe. E não quero que continue.
E eu odeio, adoro, preciso, respeito, admiro, amo. Sim, está bem, eu amo. Ou acho amar, porque o amar dito pelos outros parece conter este mesmo sofrimento, essa mesma euforia.
Pois se for isso amar, então amo mais que tudo, amo sem ter como explicar, sem palavras bastantes para isso. Amo e amo demais, amo doentio, amo louco.
Amo porque amo. Amo, e só.

Foto de Elias Akhenaton

Almas gemeas

Nossas almas são gemeas, vibrando
em uníssono no mesmo sentimento...
Somos cúmplices no amor
que brota de nossos corações...
Minha alma é o complemento da tua
e a tua se completa na minha...
Nossas almas são animadas pela sensibilidade,
ternura e o encantamento do amor...
Por onde passamos, deixamos no ar
a contagiante vibração do nosso amar...
Nosso amor está entrelaçado por todos os tempos
e em todos os planos de existência...
Nossas almas têm a candura da flor,
são gemeas, por isso viveremos, um para o outro,
eternamente ligados na doçura deste amor!

Elias Akhenaton

Foto de Osmar Fernandes

Labirinto

Você foge de mim como o descanso da cruz.
Eu lhe procuro em toda esquina da cidade.
Desse jeito, você apaga a minha luz.
Meu destino perde a realidade.

Nesse labirinto estou sofrendo.
Caminhando sem saber pra onde ir.
Sinto que estou lhe perdendo.
Meu sonho de amor vai ruir.

Por você, dou a minha vida.
O seu amor é tudo o que mais quero.
Minha esperança está quase perdida.

Amor, me dê uma chance pelo menos uma vez.
Minha vida sem você é um inferno...
Não me deixe nessa eterna dúvida do talvez.

Foto de Carmen Vervloet

Manhã de Domingo na Praia do Canto

Manhã de Domingo na Praia do Canto

Surge o rei sol no horizonte
Mira-se no espelho do mar
Mistura-se ao reflexo dos montes
Encanta-se com seu esplendor
Sente-se absoluto, senhor
Espalha-se sobre a Praia do Canto
Calma nesta manhã de encantos!
Sente por ela grande afinidade
Um paraíso de sonhos, afetividades!

Um barquinho desliza sobre o mar
Neste domingo de luz e paz
Minha alma menina a velejar
No barquinho que desliza
No macio azul do mar!

Misturo-me a esta beleza
Surfo nas marolas deste mar
Envolvo-me na ternura que me invade
Entre raios ensolarados
Que dançam sobre a cidade!

Ao meu lado, minha doce mãezinha
Com sua sabedoria me diz:
“Veja filha o poder da natureza,
O motivo que nos deixa tão feliz!
Deus se mostra assim
Entre delicadezas e belezas sem fim!”

Sorrio, motivada por tanto fulgor...
Tatuo no coração,
Inundado de emoção,
Tela viva do Criador!

Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados à autora.

Foto de LuizFalcao

"Fica em Paz"

De Luiz Antônio de Lemos Falcão

Ao recolher-me, ainda forte o vazio,
Herança da ausência tua!...
Deitado, as memórias não me permitem um repouso.
E como dói essa presença que tais memórias me trazem!...Esse vazio tão cheio de saudades!...
E nos teus lugares preferidos, e em cada canto da casa, sinto-te ainda tão presente!...
Vejo passares de um cômodo ao outro nos teus afazeres diários e rotineiros,
E o cansaço que nos últimos dias, te afligia o corpo enfermo.
Vejo no rosto estampada a tua tristeza e no olhar as tuas alegrias que são os teus amores, os teus rebentos.
O Olhar teu, desvendando os segredos dos olhares nossos, decifrando-nos os sentimentos.
Das mãos tuas, o calor intenso do amor que nos aquece o coração.
Sobre as nossas cabeças, as mesmas mãos nos ungem de bênçãos,
E com orações protege-nos o teu amor, movendo o céu, o dedo de Deus ao nosso favor.
Longe, em nossa infância, vão buscar-te mais lembranças trazendo-te pelas mãos.
Novamente aos nossos ouvidos a doce voz do passado que embala o sono,
Ao mesmo tempo em que corrige os nossos erros com severas advertências.
Sinto no rosto, os peitos que naqueles dias mataram a minha fome,
Teu cheiro me faz descansar seguro.

Memórias!...
Levam-me de um lado para o outro e em segundos, tantas lembranças!
De tantos sorrisos, de muitas lágrimas, de esperanças e de força, muita força...
Quanta força em tão frágil ser!...Quanto ser em tão frágil corpo!...
O corpo... Cárcere, sofrido, doido!...Cansado de viver!...
Exausta, minha alma não descansa, e novamente vêem as lembranças.
Tão tristes... doídas...recentes! Novamente me põem diante da pedra fria.
Pedra... Aonde o teu cárcere envolto em mortalha, me fez chorar.
No desatar das amarras, descobria o corpo nú, ao qual novamente cobri com teus melhores vestidos.
Debrucei-me sobre o peito, ainda quente, do corpo pálido e inerte.
O coração em silêncio não fazia mais fluir em tuas veias a minha vida rubra.
Enquanto te olhavam os olhos meus, meu coração perguntava por ti:
Onde estavas minha vida? Para onde foras minha querida?
Onde estava o consolo de tua presença vívida?
Confuso, incrédulo da ausência tua, desesperava-me a saudade.
Saudade!... Salgada, molhada, brotada da lamina dos olhos, dói no peito, rasga a alma!
Quanta saudade se pode sentir, sem sufocar, sem morrer?
Quando enfim, com voz embargada e tremulante pronunciei a palavra adeus, ouvi em meu íntimo tua voz de criança dizendo-me:

“Não sofras...Fica feliz! Estou transpondo os portões da cidade dourada! Minha cidade amada...Meu lar! Vejo todos. Os que amo, me aguardam. Entre eles, o mais Amado! Nos braços Dele, do meu Senhor, de toda luta e dor, de toda lágrima, enfim... Descansar! Sei que sofres, pois também já senti essa dor, mas creia em mim...Tudo passa! O tempo é como a água que escorre entre os dedos e logo se vai. Há de chegar o dia em que estarás transpondo os mesmos portões e eu...Eu também estarei lá aguardando para te abraçar e tu estarás feliz assim como estou agora. Então, viva o tempo que tens da melhor maneira. Viva com intensidade cada segundo, cada momento até que chegue o nosso dia de estarmos juntos outra vez. Fica feliz! Fica em paz!”

E nesse consolo que não consola, novamente me vi chorando num misto de dor e de raiva...Tanta raiva!
E tanto amor! O amor que vinha do fundo das entranhas e que socava as vísceras até explodir na garganta um canto.
Melodias vibravam as cordas vocais e jorraram como um rio não represado, posto que os olhos secaram como a terra sem chuva.
Meu lamento era sonoro. E sonora foi toda aquela noite!
Enquanto outros velavam seus mortos, as notas sofridas fluíram alto... Muito alto na madrugada!
Meu corpo tremia levitando o meu lamento! Elevei as alturas minha dor em cânticos de amor e de saudades.
E nesse instante viajei pelo tempo. No passado distante e no recente.
E lembrei de tudo o que foi e não seria mais.
Pensei nos cantos vazios da casa. Nos olhares que estariam ausentes.
Nos sons dos sorrisos. Nas brincadeiras. Nos beijos molhados em minha face.
E na voz que sempre ouvia abençoar minhas partidas: “Deus te abençoe e te traga em paz”
Enquanto contemplava teu rosto em profundo sono, ouvi em meu espírito novamente ecoar as palavras:
“Fica em paz!”... “Fica em paz!” “Paz!...”

Estas últimas, porem marcantes lembranças, gostaria de esquecer e guardar apenas aquelas que sempre me farão sorrir, mais a vida não é toda feita de momentos felizes apenas, nem de presenças perpetuas, mais com certeza, alegres ou tristes, sempre presentes estarão as lembranças, e nelas mamãe querida, comigo sempre estarás, por onde quer que eu vá. “Te amo”

Em memória de minha mãe Maria de Lourdes Lemos Falcão.
De Luiz Antônio de Lemos Falcão. Rio 19/11/1998.

Foto de CarmenCecilia

PAI VIDEO POEMA EM HOMENAGEM AO DIA DOS PAIS DE SIRLEI PASSOLONGO

POESIA: SIRLEI PASSOLONGO

EDIÇÃO E DIAGRAMAÇÃO: CARMEN CECILIA

MÚSICA: PAI ( FABIO JR.)

PS: SIRLEI AMIGA, ESPERO QUE ESTEJA MELHOR!
UM GRANDE BEIJO!

Foto de eda

"Você"

"Você"

Nesta linha imaginária
do real e virtual.
Encontrei você.
todo oculto no pudor
proibido.
No calor da emoção,
que apoderou-me do coração
pela espera da paixão.
Que me ilude.
não me confundo
ao aceitar-me que nesta selva
de conquista e desamor.
a verdade é o elixir,
mentir,
é a completa decadência.
Pela falta de vivência.
Por palavras que confundem.
E difundem intenções.
Que após suas ações.
Você releva meu pedido,
ao sentir-me decidida.
Elevando-me a vontade.
Ceder aos meus desejos
Me entregando os teus beijos,
aos meus lábios.
E saindo desta tela surreal
pra tornar-se meu.
O mais belo
O eterno namorado.
O princepe da poesia.
A magia no meu sonho.
A quem tanto procurei,
e encontrei no virtual.
Mas que logo,
passara a ser real..
"você"

Autora:Eu.

Foto de Elias Akhenaton

A sensibilidade da poesia


A poesia me encanta com
sua sensibilidade e magia.
Verdadeira pedra de Alquimia...
Me acalanta em todos os
momentos do dia...
Inspira-me, falando de sentimentos
que tocam ao coração,
são expressões d’Alma triste ou feliz
recitadas com emoção...
A poesia é a Luz que clareia
meu caminhar,
fonte de contemplação
do meu amar, do meu sonhar...
Contemplação que nasce do jardim
secreto de minh’Alma,
na delicadeza de uma mística
rubra flor
com suas suaves pétalas de amor...
A poesia enleva meu espírito a
transcender o universo,
como nestes simples traçados
e versejados versos.

Elias Akhenaton

Foto de Osmar Fernandes

Prazer e dor

Eu a vi na rua,
Fiquei alucinado...
Imaginei-a nua,
Corpo arrepiado.
Eu fiquei na sua...
Loucura tomou conta.
Imaginei-a nua,
Ela estava pronta.

Toquei seu corpo,
Ela estava quente.
Era meu porto...
Eu todo carente.
Entrei em transe.
Flutuei, amei...
Essa transa,
Foi tudo que sonhei.

Foi lindo, foi sonho.
Foi amor divino...
Acordei tristonho.
Ela no paraíso,
Eu no meu inferno...
Caminhei sozinho,
No meu longo deserto,
Sem o seu carinho.

Quanto mais o tempo passa,
Mais eu gosto dela.
No chuveiro em casa,
Sonho com ela...
Esse sonho de amor,
Está me matando.
É prazer e dor,
Vivo sonhando.

Osmar Soares Fernandes

Foto de Leonilson Veras

Selva de Pétalas

Ó linda, bela e doce luz,
tão linda quão a luz do sol!
Talvez cultive em mim um girassol
que condenado esteja a ir pra cruz.

Garota de livre e suave olhar
tua face ressalta singular beleza.
Tocar-te é um sonho afastado, ou não, da natureza
que retoma o desejo de em ti pensar.

Os teus lábios me levam a meditar
Teu sorriso entoa divina melodia
Minha mente te procura, como a noite busca ao dia
e sinto na boca o desejo de beijar.

Mas agora chega!
Chega de rimas,
chega de céu,
chega de mar
chega de rosas!
Chega de sofrer sem aparente motivo!

Vês! A aula acabou!
ninguém indagou sobre teu dia!
Ninguém!

Mas não será o amor o derradeiro motivo?
então eu quero sofrer,
eu quero amar
e quero rimar.

Quero fazer da solidão uma saudade,
supérflua saudade
que me batia como se fosse eu lixo
e me xingava como se fosse eu fútil
que me ingeria como se fosse eu bixo
e me beijava como se fosse útil

Que agora destroça meu corpo
sem a mínima e absurda gentileza
E que esquarteja minha alma
como um animal
ou um predador que devora sua presa.

Preciso me despir
de toda e qualquer norma
de completa e total insegurança
Tal receio me desarma e põe-me em xeque
Preciso tocar teu nome
de qualquer forma

Como vai, Odete?

Páginas

Subscrever 6º Concurso

anadolu yakası escort

bursa escort görükle escort bayan

bursa escort görükle escort

güvenilir bahis siteleri canlı bahis siteleri kaçak iddaa siteleri kaçak iddaa kaçak bahis siteleri perabet

görükle escort bursa eskort bayanlar bursa eskort bursa vip escort bursa elit escort escort vip escort alanya escort bayan antalya escort bayan bodrum escort

alanya transfer
alanya transfer
bursa kanalizasyon açma