Poemas

Foto de DAVI CARTES ALVES

AVANÇAM TEUS EXÉRCITOS DE AMOR

Lá vem teus exércitos de novo
derramando dos teus olhos
nevados em mel
o amor em corcéis de volúpias

velozes, vorazes,
sagazes, atrozes
recamando de brasas famintas,
meu céu

sobrepujam-me
teus exércitos de novo
alvejando-me
com teu Sol de delicias
com tépidos feitiços
e felinas caricias

pousando tuas sedas
meneios, perfumes,
sorvendo a vertigem
nas tuas maviosas veredas

vem teus exércitos sublimes
em coleante poesia de rendas sutis
sonetos entremeados num belo corpete
bucólicos haicais
em melífluo corselet

vem teus exércitos
faz-me teu despojo de cruel diversão
novelo estapeado pela pata felina
a rolar pelo chão

flor de tiara,
teu estojo de strass
sopra minha queda
fulminando-me uma e mil vezes
Zás-Trás!!!

faz-me mais um subjugado prisioneiro
do seu vasto império
de fascínio, encanto, graciosidade
e sedução

caem sobre mim teus exércitos de novo
receber teus abraços confeitos
na louçania de buganvílias perfumadas
enternecidas, lagrimadas
pelas renovadas manhãs

sem dor, em ardor
quão dóceis e enamoradas
teus exércitos em flor

enlear-se na ternura
das tuas mil vozes macias
o verbo amar sussurras
dos teus poros, balbucias

e vem sobre mim
teus exércitos de novo!

Vem !!!

Visitem-me :)
poesiasegirassois.blogspot.com

Foto de Sérgio Carapeto

Sou aquele que morre

Sou aquele que morre,
Afogado em sonhos e desejos...
Amarguras e dores,
Pensamentos e loucuras,
Contemplam o meu ser!

Tudo o que sou,
Te pertence...

Se me chamarem louco,
Gritarei que sim!
Que sou louco,
E deus me fez assim!

Um louco em devaneio,
Que clama por ti:
Grita por entre as chamas do nevoeiro,
E sente o que senti!

Foto de Sérgio Carapeto

Hoje

Hoje vou fugir,
Mas não me vou esconder,
E quem se esta a rir,
Amo e quero esquecer.

Foto de Sérgio Carapeto

O que é o homem

O que é o pensamento,
Senão dor.
O que é o amor,
Senão uma flor murcha,
E sem cor.

O que é a morte,
Senão a desejamos?
O que é a vida,
Senão a amamos?

O que somos na verdade,
Se matamos,
E desejamos a maldade?

Porque procuramos o mal,
E não o bem?
O que é o homem racional,
Quando não ama ninguém?

Foto de Sérgio Carapeto

O que penso eu da vida

O que penso eu da vida?
O que penso eu do mundo?
Quando penso na vida,
Não penso no mundo!

Mas se eu parasse,
E talvez pensasse,
A vida não seria assim,
E talvez o mundo para mim,
Tão duro, cruel e impuro,
Não fosse assim.

Se tudo fosse bom,
E tudo o que é bom fosse melhor,
De que serviria a dor,
Quando existe o amor?

Foto de Sérgio Carapeto

Por entre as florestas virgens

Por entre as florestas virgens,
A vida caminha errante,
Desprovida de sentido,
Como era antes.

Sem sentido,
E sem razão,
Caminha o homem,
Preso as correntes,
Da sua própria destruição.

A caminho da morte,
Da cruz ou da salvação,
Encontra-se o homem,
Preso a destruição.

A destruição,
Errante e inconsciente,
Trava no homem,
O que o homem não sente.

Foto de Sérgio Carapeto

Quem me dera

Quem me dera estar lá fora,
A brincar e ser feliz.
Crer?
Quero ir-me embora.
Fazer?
Nunca o fiz!

E porque não o fiz?
Talvez assim seja feliz!

Foto de Sérgio Carapeto

O que é a poesia

O que é a poesia?
Senão sentimentos sem sentido,
Um verso escrito,
Pela mão do autor invicto.

O que é a poesia?
Senão versos de amor,
Levados pelo vento da manhã.
Escritos pela dor,
Este é o pecado do amor.

O que é a poesia?
Senão o pecado do sentimento,
E o sentir o que não se sente.
O coração não mente!
O coração só sente!

Foto de Sérgio Carapeto

O menino bem amado

Com o olhar fechado,
Jaz morto e abandonado,
Fitando lá longe o céu acabado.
(Esperam o regresso do menino bem amado).

Mas a vida pereceu,
Lá longe no plaino abandonado,
Enfrentou a solidão,
Mas caiu trespassado.

A guerra é cruel,
Essa não perdoa!
No amor,
Infiel!
E a vida dura,
Somente impura.

E a mente corrompida,
Nada mais é que obscura,
E o homem pervertido,
Nada mais é que a besta sadia,
Que a muito não procria.

Foto de Sérgio Carapeto

Correntes de aço

Com correntes de aço,
Prendo-me a ti,
Não te quero deixar,
Não desejo partir.

Com correntes de aço,
Prendo-me a ilusão,
De não te querer deixar,
Mas já não sinto o coração.

Com correntes de aço,
Vejo e revejo-me,
Sou eu a abandonar-te,
Creio?
Mas não quero acreditar!

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