Poemas

Foto de Paulo Gondim

Senha

Senha
Paulo Gondim
19/02/2010

Segui por vias e ruas vazias
E em esquinas desertas
Busquei restos de um sonho
No frio da noite
Na minha solidão

Só o vento em rajada fria
Aumentava o tédio
E tornava maior
A necessidade
De tua companhia

Impossível não pensar em ti
Se tua lembrança me ronda
Dá voltas em órbitas
Vai e vem em mil voltas
E chego a pensar que estás assim
Aqui, bem pertinho de mim

E nos devaneios da mente
Sinto-te à luz de vela
Num romantismo intenso
Invento, finjo e penso
Com as piores intenções
Que a volúpia revela
Espero por ti e como senha
Ansiando que voltes
Deixo o pano por fora da janela

Foto de Thiago dos Santos

O fim

Preciso dizer como começou
No início tudo era amor
Lindo e puro com a mais bela flor
Me lembro de cada sorriso
Hoje então não visto

O tempo passou
E com ele o amor
Foi se desencaminhando para algum lugar
Antes dava-se para ver o horizonte em seu olhar
Depois nem a cor dos olhos dava pra enxergar

Só se via amor em vosso coração
Não se vê mais nada dentro dessa solidão
Perdoa-me se estou sendo cruel
Queria ter sido pior, ao menos infiel
Pois sofreria o que senti
Agora sim consigo sorrir
Pois não vivo mais um amor de mentira
Vivo apenas a vida
Agradeço que acabou
Esse foi o fim de um amor que nem se começou.

Foto de Thiago dos Santos

Apenas seria

Foi apenas uma sonho
Mas poderia ter sido realidade
O pensamento foi amante
Do desejo constante
Mas assim que se vive a vida
Nem sempre tudo nela se realiza
Queria eu poder tudo falar
Mas o melhor é se calar
Pois tem palavras machucam o coração
E pra essas não existe perdão
Talvez quem sabe lhe reste a solidão

Foto de Isa-Retalhos

*APENAS AME*

Ame sem pudor
Sem o véu
Sem o "se"
Apenas ame

Ame nossos momentos
Poucos, mas tão nosso
Que o mundo parece não existir
Entregue-se ao amor,

Deixe seu coração gritar meu nome

Solte as amarras de suas mãos e toque-me

Sinta minha pele arrepiada

Beije minha boca de lábios rubros

Olhe dentro de meus olhos castanhos

Navegue neles, veja o reflexo do teu amor

Entre em mim de forma arrebatadora

Me tome faça-me louca

Tirando de mim todo o amor guardado

Desse momento tão esperado

Sinta o suor brotar em meu corpo

Em um movimento louco...

Você amor só você pode desse mel beber!

Foto de Luis222

Chuva

Enquanto eu andava esta tarde senti que algo estava mudando
Senti algo diferente do sol em meu rosto
Estava começando a chover
A água que caía me trazia boas lembranças

Eu via as pessoas tentando se abrigar dela
Mas eu não, fiquei na chuva
Fiquei ali porque sabia que ela me faz sentir-se menos sozinho
Junto com a poeira que ela limpava das arvores ela lavava minha saudade
Limpavam minhas magoas

E te peço que não pare de ler até o final
Pois isto é muito importante para min
Sei que dentro de cada um existe magoas e ressentimentos
Ninguém é capaz de sentir a dor que cada um tem em si
Você pode ter passado por sentimentos horríveis
Os quais talvez eu nunca saiba

Mas também peço que não os guarde para sempre
Toda a tristeza que você sentiu talvez eu não possa apagá-la de sua memória
Porem eu quero estar junto a você, pra te fazer feliz
Acordar e te ver sorrir, te fazer sorrir

Agora, só mais um ultimo pedido te faço

Deixe a chuva levar embora seus ressentimentos e
Abra seu coração para o amor e a felicidade

Foto de Tuela Lima

OLHAR LUZENTE

Mergulho nesse olhar luzente
Com carinho navego em teu mundo
Vejo um caminho de luz ardente
Sou tomada num sentimento profundo

Que avassala o meu coração
Na manhã escuto tua melodia
Sol que atravessa o pavilhão
Noite que guarda segredo na coxia

Atmosfera vibrante perfume reinante
Numa loucura te faço feliz em um segundo
Entre a lua e as estrelas sou amante
Afogo-me no teu orbe fecundo

Neste silêncio que na alma flutua
No orvalho com a tua fragrância, uma saudade
O amor ancorado no peito continua
Sonho viver esse sentimento até a eternidade

Foto de Paulo Gondim

O vento da serra

O vento da serra
Paulo Gondim
07/05/2000

O vento sopra bem leve
Trazendo a brisa fresca da serra
Sozinho, rumo incerto, deserto
Lá vou eu, errante nesta terra

No sertão é assim
No duro fio que interrompe o passo
Do caminhar lento, do olhar perdido
De pouca esperança em descompasso

E vejo homens da terra
Bravos, corajosos, grandes guerreiros
Numa luta desigual, quase impossível
Porque aqui são sempre derradeiros

Mesmo assim, sopra o vento
Embalando o pouco sonho sertanejo
Um sonho bom, sonho de vida, de paz
Como miragem, que ao longe sempre vejo

No sertão a esperança foge
Na sobrevida cruel, fria e desumana
O homem é forte mas já se faz descrer
Na mudança desta sina tão tirana

E o vento da serra ainda sopra
Desta vez mais quente, nas savanas
Já não há mais homens fortes, lá se vão
Tristonhos, feios, fugindo em caravanas.

Foto de Joao R.Costa

T O Q U E

TOQUE

Hoje não precisamos
usar palavras
para nos comunicar,
basta deixar que nossos corpos
se toquem e falem
de amor.

Foto de Ayslan

Não tire seu amor de me

Hoje estou preparado com papel e caneta na mão, dessa vez acho que conseguirei escrever... Apesar de esta sozinho suas lembranças me fazem companhia e sem você aqui quero lembrar, quero voltar no passado, quero diminuir a distancia, quero alimentar a solidão e transborda de lagrimas meu coração. Meu amor em sonhos você pode me ouvir... Peço-te apenas não tire seu amor de me... Volta... Volta logo.
Sem você minha vida é uma canção sem letra e as notas mesmo assim fazem chorar. Preciso ainda pelo menos te amar viver na esperança de um dia você voltar. Sei agora por que não conseguia escrever para você, seriam palavras de sentimentos que já os guardo comigo e se você não está aqui para ler e senti-los é para me que devo escrevê-los, quando amanhã eu se lembrar de te e não poder ver seu sorriso, e não poder olhar em teus olhos e sua imagem já estiver se apagando irei ler e chorar e te fazer voltar pelo menos nas minhas lembranças... E essas três palavras que te quero falar irão esperar, e esperar... Você precisa ouvir eu não irei escrever por que essas palavras aqui são para me. E não preciso me lembrar que “Eu te amo”

Foto de Evandro Machado Luciano

Jazidas Aluvionais

Um estampido acorda a madrugada
Predizendo na aurora, os homens do rei
Fardados, gritando: - Vigésima Brigada!
Trazendo nas mãos, o sangue da lei

Nos bolsos cheios de ouro
Choram anjinhos perdidos no céu
Nas patas vermelhas do pingo crioulo
A herança da triste ganância cruel

Mal sabem que a volta é mais curta
Para os que traçam intricados caminhos
Quando notarem a barba hirsuta
Estarão jazidos sob o ouro – sozinhos.

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