Poemas

Foto de Carlos Henrique Costa

Imparcialidade

No rastro do amor verdadeiro, era guiado!
Ministrando o perfeito efeito da paixão,
Intriga ou briga não fazia parte da razão,
Mas as vezes omitia se sentia algo errado,

Talvez... Não sei, o que se passa no coração,
Essas coisas de amor é muito complicado,
Porém quando se ama ou não se é amado,
O ser tenta entender, o outro lado dessa ação.

Solidão, agora é o remédio para esse tédio!
Diz –me que sou imparcial, todavia sou...
Um tolo, na possibilidade desse intermédio.

Na consequência de amar o vento levou...
A folha seca do olhar malicioso do assédio,
E quem te ama, ficará no mistério desse amor.

Foto de Carlos Henrique Costa

Desejo de sonhar

Cálido horizonte flutuante de amargura,
Que vagueia na percepção penosa do olhar,
Abstrai lentamente um pedaço do lugar,
Onde o forte ego canta, clama e sussurra.

Esplendorosa formação de colorida figura,
Que incendeia o coração de quem amar,
Modificai brandamente o desejo de sonhar,
E redige o silêncio alegre da formosura.

Em risos murmurantes no solo sedento,
Veste-se a alva no sufrágio do branco véu,
Despe-se da roupagem do egoísmo intento.

Respira teu bondoso perfume sobre o céu,
E passeia na aragem que sopra pelo vento,
E nesse momento a terra toda tira seu chapéu.

Foto de Fernando Vieira

Eu e Você

Quero você
Perto de mim
Em um dia chuvoso
Nublado assim...

Caminhando pela rua
Pegando na sua mão

Contemplar o vento que sopra seus cabelos
Imaginando alguma solução

Pra nós...

Pra nós dois

A sós...

E o resto?

Ah o resto fica pra depois

Foto de Fernando Vieira

Grades de uma paixão

Não espero mais por você
Hoje tudo mudou pra mim
As vezes é difícil esquecer
E aceitar que chegou ao fim

O fim de uma relação
Que há muito sucumbe em vão
Momentos desagradáveis
Desastres de uma paixão

O tempo é quem vai dizer
Se um dia existiu amor
No momento o que eu posso ver
Sofrimento, martilho e dor

Então me liberto agora
Das grades dessa ilusão
Vou correndo sem demora
Pros braços de outra paixão

E se um dia existiu amor
O destino vai te colocar
Frente a frente com quem te perdoou
Por tudo aquilo que você o fez passar

O mundo da muitas voltas
E ele não gira em vão
Então sentirás falta
Um dia dessa relação

Do seu amigo, protetor
Daquele que te deu valor
Que te amou de verdade
Mas que você não valorizou

Foto de Fernando Vieira

Folha velha

Tai, cheguei...
Agora vamos ver
Peguei meu caderninho
E vamos ver o que vai ser
Caderno?
Que nada!
Eu peguei uma folha velha
Pra escrever parada
Eu venho, eu venho
Eu venho lá de fora
Do mundo, mundano
Que vive a minha volta
Sinistro, trevoso
Sem dó nem coração
Ele não despensa nada
E nem se esconde no salão
Mostrando a sua cara
Corrompida ali no chão
Sem flores, nem valores
Agredindo o seu irmão
Na falta de modéstia
E de compreensão
Quem por ele se apaixona
Eu posso até dizer
Que vai sofrer decepção
Pode crer que vai sofrer
Pois na falta de um Deus
Ele se transforma em atração
Fazendo disso tudo
Uma grande confusão
Trazendo na bagagem
A discórdia e o seu mau
Mostrando tudo isso
Na tela de um jornal
Não preciso nem dizer
Que é em rede nacional
Mostrando para mim
Mostrando pra você
Mostrando para quem quiser ouvir
Basta compreender
Que é preciso uma mudança
Uma mudança radical
No seu jeito de viver
No seu jeito de agir
No seu jeito de pensar
Anteriormente eu já falei
Que é preciso melhorar
Mas a mudança não é só minha
Eu preciso de você
Eu já havia dito isso
Consegue se lembrar?
Mas tudo bem enfim
Deixa essa lembrança pra lá
Mas não esqueça de uma coisa
Que eu sou o seu irmão
E que igual a mim compadre
Tem mais de um milhão
E o mundo te espera
Não pode vacilar
Um mundo camuflado
Que vive a te expiar
Um amigo, um companheiro
Um alguém pra se ligar
Então se liga Brother
Se engaja na missão
Fazendo o bem a todos
A todos os irmãos
Engajado na batalha
De todo coração
Para que no desencarne
Você possa alcançar
E ter a aprovação
Daquele que esta lá
Além, além, muito além das nuvens
Falo do nosso irmão
E daquele que é o mestre
Exemplo de Cristão
Endoçando a nossa prece
Pedindo para mim
E pedindo pra você
A paz que precisamos
Para sobreviver
Tranqüilo, na paz
Fazendo a coisa certa
Sabendo que de fato
A vida é eterna

Foto de DeusaII

Parti..

A noite avizinha-se chuvosa...
Um vento forte levanta-se
E quase me leva alma...
A chuva que cai.. toca em meu coração
Deixando-o molhado e frio...
Tu sem querer, acercaste do meu corpo
Violas todo o meu espaço
Confundes todos os meus medos
Baralhas todos os meus receios....
Aos poucos.. sinto-me partir
Para o outro lado da vida...
Para os outro lado dos sonhos...
E competamente hipnotizada deixo-me ir....
Sinto o teu toque suave em mim....
E deixo-me levar... Fecho os olhos...
E apenas sinto minha pele a arrepiar....
Parto em teus braços...
Aconchego-me em teu regaço...
E deixo-me apenas sentir...
A razão há muito, que me abandonou o corpo
E uma onda de emoção tomou conta de mim...
Parti depois para os teus lábios... suaves...
Quentes... que quase me levaram à loucura
E então... uma onda de adrenalina percorreu
Cada centímetro de mim...
Senti o chão a fugir-me...
Meus olhos deixaram de ver
E meus sentidos atordoados
Não me reconheceram mais.
Colei-me ao teu ser... recreei um mundo perfeito
E apenas por um longo momento... foste meu...
Voamos juntos, para um universo só nosso
E quando teus lábios tocaram minha pele....
Subi acima do céu... das estrelas... do universo
E deixei-me ficar assim....
Perdida em ti... Nesta viagem....
Quase sem regresso.

Foto de DENISE SEVERGNINI

"EU SEI QUE VOU TE AMAR"

Quando o sol deitar-se sobre a noite
E tu te abrires ao luar
Eu sei que vou te amar

_____________________Quando a água descer o véu da cachoeira
_____________________E tu gotejares pingos de mar
_____________________Eu sei que vou te amar

Quando a ave projetar-se sobre os ares
E tu flanares em meus braços
Eu sei que vou te amar

_____________________Quando a brisa revolver as folhas
_____________________E, teu amor, a eu ofertar
_____________________Eu sei que vou te amar

Quando tudo acontecer,
Mesmo que venha se perder
Eu sei que vou sempre te amar!

Foto de DENISE SEVERGNINI

"Luminosidade" de Lua

Quão tolos somos ao sermos seduzidos
Pelo doce cantar da mentira,
Que cintila tal qual "luminosidade" da lua.

No tom da veracidade, somos aos céus abduzidos.
Ela dói, mas não tira
O brilho solar da verdade nua

Se a mentira refrigera por uma estação,
A verdade abranda toda situação.

Foto de Carmen Vervloet

De Cigarro em Cigarro

Como entender
se o maior bem da vida é viver?
Se você tem consciência
dessa sua dependência
e deixa seus sonhos mirrar...
Ah! Nem sei o que imaginar...
Estou literalmente dentro de um hospital,
meus olhos vislumbram um fim fatal...
E neste momento mais importante que compreender
é dizer pra você
grite... peça socorro...
Plante em seus pulmões ar puro...
Vá à praia... suba morros... escale muros...
Vença sua fraqueza,
use de sua astúcia... realize esta difícil proeza...
Supere o vício que te absorve
e sua carência não resolve.
Não seja passiva,
abrace novas expectativas...
Faça-se locomotiva
e reboque outros vagões enfumaçados...
Não esconda atrás da fumaça
seus segredos e seus medos...
O cigarro é uma perigosa companhia,
aparentemente preenche sua alma vazia...
Mas cada baforada que sai da sua boca
vai asfixiando sua vontade,
cortando sua vida pela metade.
Sua voz cada vez mais rouca
dificilmente será ouvida
e sua escolha cada dia mais contundida!
O trago não alivia o peito,
isso é falsa conclusão,
o trago te levará fatalmente ao leito...
Leito da morte... por própria opção!
Se não se importa consigo
poupe quem está ao seu lado
não os mate asfixiados
submetidos ao seu vício,
peça ao cigarro um armistício.
Hoje ainda há tempo...
Mas amanhã... seu corpo cobrará...
E alto será o preço...
Um féretro... flores...
E sobre suas frias mãos um terço!

Carmen Vervloet

Foto de Joaninhavoa

Flor do Mar

*
Flor do Mar

*

«Hoje o manto é de água
de cauda comprida
Fez-se turvo e cinzento
Ungento! E alguém ofereceu

Hoje o manto foi de água
de cauda comprida
Correu! Deslizou! Baptizou
Nasceu "Flor do mar"
De verde que de verde é seu coroar
Lançou rede na distância desse olhar

Hoje o manto de água
de cauda comprida
Esvoaçou! Com dor
Escondida»

Joaninhavoa
(helenafarias)
05/01/2010

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