Poemas

Foto de Arnault L. D.

Grito

Estou sendo massacrado
sem conseguir me reconhecer
todos os dias torturado
andejo a solidão do anoitecer
lá me escondo do enfado
dos que amo a me enlouquecer

Apenas criticas e reclamação
corrompem a cada hora
em que me cobram a exaustão
meu descanso é arrastar toras
nesta lama ardo em combustão
afogo e a obrigação me âncora

Não gosto mais do que gosto
não encontro mais minha paz
não quero nada ou aposto
não quero ganhar, nada apraz
não vivo, vegeto e desgosto
não há futuro só resta o atrás

Socorro! Piedade! Por dó...
Se de ninguém ao menos Deus.
Eu nem mais sou, resulto em pó
virei um resto, menos que adeus
minhas linhas são tortas em nó
escreva Ele os caprichos seus.

Preciso calar antes que erre
ou antes que a Deus blasfeme
antes que o verbo se encerre
por mais que não haja leme
mas o grito, grita: Berre!
Que esse urrar alivio de-me.

Foto de Carmen Lúcia

Se eu pudesse recomeçar...

Se eu pudesse recomeçar,
externaria o que guardei em mim.
Momentos que marcaram meu viver;
complementos de meu ser.
Recomeçaria minuto por minuto.
Com toda intensidade, cada segundo.
E a cada instante reviveria o torpor
inebriante...desses que unem os amantes
como se dois fossem um...

Recomeçaria do jeito que foi
do começo até o ...fim.
Fim?Nós não queríamos assim.
Expandiria, ainda mais,
a dimensão de nosso amor
e todo espaço seria insuficiente
para conter a eloquência inconsequente
de um sentimento que não se submete
aos limites impostos pela vida...

Se eu pudesse recomeçar,
não haveria ausência...
Dessas em que o sofrer cala demais
e cada um passa a viver num patamar...
outra dimensão, sem se verem jamais.
Haveria nossa eterna presença
a nos completar, nos confortar
nos invernos da vida
em que só o amor sopra as feridas.

Se eu pudesse recomeçar
dispensaria essa saudade
que ocupa teu lugar...
Essas lembranças tantas
que me fazem chorar,
a despedida vazia que não dá pra suportar.
Inventaria um jeito de te fazer voltar...
ou contigo me levar...

Carmen Lúcia

Foto de Cecy

Alma, minha alma

Clamo pelo teu amor
singelo e simples ei de ofertar tudo aquilo que me ofertas.
Satisfazer-te será meu maior objetivo
Eternamente ao seu lado ei de ficar,
pois não sentira por outra o que sentes por mim
Juntos seremos uma única alma, um único coração
seremos mais do que qualquer um deseje ser
Finalmente com amor e por amor
Viveremos intensamente,
Morremos profundamente
E renasceremos completamente.

Foto de José Manuel Brazão

Recordando: Amor...só amor! e Amar você

Amor... só amor!

Sem ti,
dilacera meu coração,
sinto-me só,
sem forças para reagir
e procuro-te!

Ansioso
nessa espera,
porque sem ti,
fico sem jeito!

Aflita,
sabes
que estou assim;
chegas,
abraçamos,
com ternura,
encanto
que este amor
vive:
amor… só amor!

José Manuel Brazão

Amar você

Sinto-me como se estivesse a sonhar
Quando me vejo na luz do teu olhar
Ao teu lado desejo sempre estar
O teu sorriso me fascina
tornando-me assim refém dos lábios teus.

E quando a noite fria chega
O teu amor aquece o meu coração
Desvendando no breu de uma noite triste e escura
Uma linda e iluminada constelação

Tu és a luz que faltava em minha vida
Minha paz
Minha dádiva
Eterna alegria

Amar-te é assim
Estar sempre juntos
De mãos dadas
Parceiros no mundo
Se querer todo segundo.

Amar você é assim
A melhor coisa do mundo.

Nanda Salles

Os últimos poemas em conjunto de Nanda Salles e José Manuel Brazão

Foto de José Manuel Brazão

Esqueci! (Que Deus me acompanhe )


Tua imagem
andava comigo
dia e noite
e nada nos parava
ou calava!

Um dia
surgiram dúvidas
se era paixão
ou amor?

No amor
Não podem existir dúvidas!

Paixão na vida
senti algumas!

Amor
por mulher
apenas
as que mereci,
dando
tudo de mim,
o corpo e a alma!

Dei mais do que recebi,
mas não importa;
enquanto viver
serei assim!

Com a mulher
que marcou o meu tempo,
com intensidade vivi
e no seu “acordar”,
reagi:
disse adeus
e esqueci!

José Manuel Brazão

Foto de Carlos Henrique Costa

A psicologia da indagação

A mente desmente a emoção da razão,
Em busca de uma conclusão eminente,
De onde vim? Para onde vou? Qual dimensão?
A alma irá perdurar no corpo imanente.

Descrente o coração pulsa pela solução,
Da inquieta indagação que rouba a mente,
Sem respostas a aposta é agora na paixão!
Para aferir a pulsação da artéria latente.

Sou eu que vou condicionar essa pressão,
Ta qual desmentirá a psicologia artificial
Que pousa no nexo artifício da criação.

A ação é encontrar um mundo sobrenatural...
Em que o mal jamais extinguirá essa ação!
Na vocação dessa fé, acharei o amor real.

Foto de Carlos Henrique Costa

Quimera

Vês, o que assiste no seu ínfimo ser,
O deserto incerto retrata seu penar,
Alegria impoluta reluta a alma vulgar,
A vagar, na escuridão absoluta do viver.

Mas, ao que não crê, trata de conhecer,
Aquilo que o coração quer mostrar,
No ato descomunal, de seu terno pulsar,
O que não via, no azul, na magia, no poder.

Agora de olhos abertos é certo o amor,
Sereno e meigo, daquela bela mulher,
Em que o horizonte é a fonte desse sabor.

E nesse velho dilema, do tema dessa fé,
Amar e ser amado como mesmo esplendor,
É quimera que acorda quando quer.

Foto de Carlos Henrique Costa

Abstração do ser

Homem caído na sombra de um exílio!
Dimensão abstrata do ser que se levanta,
Ao cair no abismo, na dor que suplanta!
Corte profundo em coma de delírio.

Abstração inerte atingida no idílio!
Assombro do medo, que a sim replanta:
Na raiz da semente da espinhosa planta,
Calvário insistente, persistente martírio.

Eco ouvido na luz de todo pensamento!
O grito e desespero de um não exagero,
Na vida da errante criatura, em sentimento.

Qual amor extinguirá o seu exaspero?
Ainda caído no tempo e esquecimento!
Quem será? Qual vai ser o primeiro?

Foto de Carlos Henrique Costa

Favorecida

Vislumbro este dia, até de novo vê-la!
Sobre a passarela da alegria e da vida;
Querida é ela nas manhãs assim obtida,
E nas noites belas, de lua cheia e estrelas.

Como foi bom naquele dia conhece-la,
Meu coração ficou aprazível na batida,
Na pulsação que a paixão é favorecida,
Sentimento em conseqüência de tê-la.

Emoção talvez dos neurônios da mente!
Pensamento tão presente que me inquieta,
Razão do desconhecimento que se sente;

Amor ou desamor, alcançar alguma meta!
Para ter-te e sentir-me, ou seja, eternamente...
Ou que seja bom, até quando ao fim se veta.

Foto de Carlos Henrique Costa

Lágrimas

Chora meu amor, nessa noite ativa!
Que enxugo as tuas lágrimas caídas,
Pode durar um pernoite a tua lida,
Mas ao amanhecer a alegria nasce viva.

Chora que ao entardecer a lua altiva...
Ainda não surgiu pela noite perdida.
O teu gemido irradia o açoite da vida,
Que grita neste gesto de alternativa.

Estou aqui ao lado teu, também a chorar,
Para trazer-te o amor e tudo que mude;
Como forma real, de a ti me mostrar.

Mas bem perto, a alegria é minha atitude!
E também por certo a ti sempre te amar,
Para que possas desfrutar a virtude.

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