Poemas

Foto de Paulo Gondim

CHATEAÇÃO

CHATEAÇÃO
Paulo Gondim
08/03/2009

Chateação. Como parte da vida
Figura amorfa que se espelha
Na parede fria da alma
Fere a pele, dilacera as entranhas

Parece praga. Não há antídoto
Vem pra ficar, como sombra
Como companhia insólita
Entra, nem sequer bate a porta

Se faz presente como vigia
No prazer mórbido de quem a traz
Como troféu de falsa vitória
Sem saber o mal que isto tudo faz

E o que fazer? Nada...
Apenas silenciar, como resposta
Deixar o tempo passar
Como melhor remédio
Só o tempo sabe curar.

Foto de Manoel Lúcio de Medeiros

MULHER INDOMÁVEL.

Soneto de Malume (Manoel Lúcio de Medeiros).
Fortaleza – Ceará – Brasil. 08/03/2009. 09h12min.

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A mulher indomável é assim,
Em tudo tem seu jeito singular,
É viva como a cor de carmesim,
E sabe tudo administrar!

É sempre invencível nas batalhas!
Não perde a luta se entra na guerra,
Não vive presa em quatro muralhas,
No peito oculto é uma fera e ferra!

Em tudo quanto faz é implacável,
É firme quando toma uma decisão,
E não se arrepende do que faz!

É dura, forte, é mesmo indomável,
Não nega o que deseja o coração,
Em nada teme porque é capaz!
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Direitos autorais reservados.
Poeta Malume.

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!
Parabéns a todas as mulheres!

Foto de Joaninhavoa

Um Gozo Majestoso!

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Um Gozo Majestoso!
*

Sou nuvem de esconde esconde
Branca e leve
Algodão! Branca de neve

Deslizo no ar e em terra
Tenho proveito
De ti em mim! De nós

Mas é no ar que eu gozo
Um gozo majestoso
Um riso! Risota com siso

Uma idiota gargalhada
Não! Não é pura irracionalidade
Simplesmente um alegre desinteresse

Sou nuvem de esconde esconde
Branca e leve
Algodão! Branca de neve

Sou aquela que sem dúvida
Morreria
Entre duas gargalhadas

Uma vez! Houvera dito

Joaninhavoa
(helenafarias)
08/03/2007

Foto de Joaninhavoa

O Invisível Banquete!

*
O Invisível Banquete!
*

Naquele tempo confundia-te com a brisa
quando de leve me tocava
Com o veludo das pétalas da rosa
vermelha que aflorava
Os leflúvios aureos da minha pele
envolta de seda
Tecida pl`as lagartas! Amostras
de dóceis reptéis
Despontavam airosas
o banquete! Nos seus preliminares
a vida e sua absorção
Pl`os exércitos invisíveis
maquiavélicos
Delírios em masmorras
sanzonais
Ciclícas! Rotinas estruturais
Destróiem e vivem! Nesta batalha
de ninguém

Joaninhavoa
(helenafarias)
08/03/2009

Foto de Joaninhavoa

Lágrimas! Choravam...

*
Lágrimas! Choravam...
*

Eu sei dar-te carinhos de amor
E quero dar-te! Ternuras sem dor
Num vai vai vai...
Num vem vem vem...

Ouviste!?
Gritos! Lamentos
Vindos da ala abobada
de um coreto! Abro a janela
Oiço um solista entusiasmado
Cantar com a sua voz
Enquanto passeava a sós
Lágrimas choravam
Portos d`abrigo! E a sua foz
Num vai vai vai...
Num vem vem vem...

Joaninhavoa
(helenafarias)
07/03/2009

Foto de Joaninhavoa

Como Toda A Mulher...

*
Como Toda A Mulher...
*

Eu sou aquela parra
da parreira
Da videira

Eu sou aquela uva
sedosa
De ser provada

Eu sou a videira
que revive
Ao ser podada

Eu sou como a mulher
que sonha
Com o sol e o luar

Com seus raios
E pingos
D`orvalhos

Sou feminina
E sinto
Ao cortarem os galhos

Que podem cortar
Demais
Os excessos

Dos ramos ou ramais
Brutais
Nos meses sem “R”

Me poda! Enquanto
Durmo
Em Junho ou Julho

E eu te agradeço
Em Agosto
Como “Um Sol Posto”

Joaninhavoa
(helenafarias)
07/03/2009

Publicado no Recanto das Letras em 08/03/2009
Código do Texto: T1475307

Foto de Rosinéri

O HOMEM PENSA, A MULHER SONHA

O homem é o mais elevado das criaturas.
A mulher o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono e para a mulher um altar.
O trono exalta e o altar santifica.
O homem é o cérebro, a mulher o coração.
O cérebro produz luz, o coração o amor.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
A aspiração do homem é a suprema glória.
A aspiração da mulher é a virtude extrema.
A glória traduz grandeza, a virtude traduz divindade.
O homem tem a supremacia, a mulher a preferência.
A supremacia representa força.
A preferência representa direito.
O homem é forte pela razão.
A mulher é invencível pela lágrima.
A razão convence, a lágrima comove.
O homem é um templo, a mulher um sacrário.
Ante o templo nos descobrimos.
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem é o oceano que tem a pérola que o embeleza.
A mulher é o lago, com a poesia que o deslumbra.
O homem é a águia que voa, a mulher o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço, cantar é conquistar a alma.
O homem tem um ramal, a consciência.
A mulher tem uma estrela, a esperança.
O rala guia a esperança, salva.
Enfim o homem esta colocado onde termina a terra.
E a mulher onde começa o céu.

Foto de Manoel Lúcio de Medeiros

MULHER TALENTOSA

Soneto de Malume (Manoel Lúcio de Medeiros).
Fortaleza – Ceará – Brasil. 07/03/2009. 12h12min.

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Tens nas tuas mãos grande talento,
Dom entregue pelo criador,
Sabes preparar o alimento,
E levá-lo a mesa com sabor!

Tens na vida uma pedagogia,
Uma herança do teu próprio ser,
É na alma desta antologia,
Que a criança aprende a viver!

Nela somos, pois, edificados,
Educados com tanto sucesso,
Não se nega este fundamento!

São, portanto, os homens afilhados,
Deste nobre ser que aqui confesso:
Aceita, mulher, todo o cumprimento!

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Direitos autorais reservados.
Poeta Malume.

Foto de Manoel Lúcio de Medeiros

MULHER COM MÃOS DE PERNA!

Soneto de Malume (Manoel Lúcio de Medeiros).
Fortaleza – Ceará – Brasil. 07/03/2009. 09h20min.

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A ti mulher, que não tens tuas pernas,
Mas que no peito tem um coração,
Saiba! O amor é que governa,
Não importa a mutilação!

Quantas pernas não vão para o mal?
Estas se tornam deficientes!
A virtude é referencial,
Não os membros do corpo, ausentes!

Muitos fazem dos braços as pernas,
E como é tão puro este andar?
Que mexe no profundo lá da alma!

Como água, que vaza da cisterna,
Minhas lágrimas descem pra te honrar,
Mulher, anjo de Deus que me acalma!

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Direitos autorais reservados!
Poeta Malume!

Há muitas pessoas que perderam suas pernas, e que fazem de seus braços, sua locomoção! Apesar de não possuírem seus membros inferiores, superam as dificuldades da vida, e isto é maravilhoso! Louvável!
A verdadeira deficiência, não estar na falta dos membros, mas na falta do caráter! Dedico este soneto a você que perdeu estes membros! Saiba, você não é deficiente, é um herói, uma heroína!

Foto de Joaninhavoa

Um Dia Eu Fiz Um Poema...

*
Um Dia Eu Fiz Um Poema...
*

Um dia eu fiz um poema
E pensava na ave gigante
Como que hipnotizada!
Ruborizava! Declinava
Como é possível...
Subir tão alto
E descer tão baixo
E como se de um grande
amor se tratasse...

Eu voava nas asas brancas
Que me acolhiam
como um ninho! Laborado
Óh lindo pássaro
Quem és tu -, e eu sem saber
Ao sabor dos ventos
E das marés
Voava sem destino
Até quando?! Até quando?!
Me perguntava...

Um dia eu fiz um poema
E traçava os traços
Do teu rosto
Dos braços
que me enlaçavam
dos beijos
que trocávamos
quando nos olhávamos
E olhamos
Como se de amor
Se tratasse
Meu amor
Voamos! A todo
O instante.

Joaninhavoa
(helenafarias)
07/03/2009

Publicado no Recanto das Letras em 08/03/2009
Cócigo do Texto: T1475316

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