Poemas

Foto de von buchman

ESTOU MUITO TRISTE . . .

Hoje a tristeza ancorou em meu coração...
Sinto saudades tuas e nem um minuto sequer tive de sossego...
Teus olhos estão em todos lugares...
Tua voz ecoa nos meus ouvidos
O perfume que tu usavas ainda está em minha cama...

Paira um medo em meu coração...
De não mais te ver,
De não mais escutar tua voz...
De não mais te amar...

A ausência de teu calor não vou suportar...
Teus beijos...
Teus dengos ...
Que fazer ?
Pois tu não queres mais me amar...

Só escuto não, de tua boca,
Me trocaste por outro até no olhar...
Hoje tu me desprezas,
Me fazes de gato e sapato..
Me largas ao relento,
Sem uma resposta ao meu amar...

Mais uma noite só,
Cama vazia,
Leito de lágrimas
Repouso da angústia
e leito do lamento..

Os minutos são horas...
Os dias, se tornam semanas...
E as semanas se tornam anos..
Peito apertado,
Coração em flagelos..
Olhos inchados de tanto por ti chorar...

Já é muito tarde...
O sol já desponta no horizonte...
Com ele vem a esperança de voltar a te ver ,
E quem sabe você se dispor, ao menos,
a me olhar...

.ME SINTO HONRADO E PRIVILEGIADO,
POR VOCÊ TER LIDO MEU POEMA...
TENHAS MEU ETERNO ADMIRAR E O MEU CARINHO...
1001 BJS DE MEL E LINDOS MIMOS DE PAIXÃO
NESTE LINDO E PURO CORAÇÃO...

ICH LIEBE DICH . . .

Foto de Cecília Santos

DE OLHOS FECHADOS CAMINHO

DE OLHOS FECHADOS CAMINHO
.
.
.
Amar você é caminhar de olhos fechados.
É amar sem medo de errar.
E se errar, erro consciente.
É se entregar sem medo de me arranhar.
Já entregue, entre rosas e espinhos.
Amar você é olhar o céu e desejar voar.
Já voando em desejos e paixões.
É desejar ser o infinito,
É deitar em cama estreita.
Com espaço pra nossa paixão.
Te amo na medida certa.
Nem de mais, e nem de menos.
Nunca está distante de mim.
Estas sempre ao alcance das minhas mãos.
Nem tão longe, e nem tão perto.
Sempre em meu coração.
Nada separa nossa vidas.
Nada separa nosso amor.
Nada separa nossos corpos.
Pois agora somos só um.
Amo você sem alarde, e nessa loucura gostosa.
Tenho certeza que o tempo passa, e seu amor permanece.
Amar você é ter confiança no presente, sem temer o futuro.
É saber que nem tudo é perfeito.
Mas é entender que tudo é possível ser feito, se o coração
assim o desejar.
É aprender a conjugar o verbo amar, usando a pessoa certa.
Pois desde que te conheci, “eu” deixei de existir.
Agora somos “nós” à conjugar o verbo amar!

Direitos reservados*
Cecília-SP/06/2008*

Foto de Ana Botelho

O AMORRRRRR É UMA DORRRRRRRR

O AMORRRR É UMA DORRRRRRRRR...

Vem de longe, não se sabe
A lança rápida e certeira
Que perfura e rasga vestes
Fere, contamina e mata...
Com veneno feito o fel
Chega e toma conta, é cruel
Leva às nuvens, embobece,
Abestalha e adormece,
Os sentidos se confundem,
Perde-se a noção de tudo,
Vê-se estrelas em dias claros,
Viaja-se para o mundo da lua
E lá se permanece, alienado.
A mente flutua no ar
Como se não tivesse tino
Perdoa e emburrece...
Jamais pensa em despertar
E vai sem rumo, que destino!
O tempo fica estagnado,
Entre poemas e canções
E promessas de amor sem fim
Carregados de fortes paixões
Mas eis... que, de repente,
Arde a tristeza que acende
As dores desenterradas
Que se pensava encerradas.
Ó, querubim do gostar,
Jogue essa flecha no mar
Deixa que seja sem dor
A tal aventura de amar...

Foto de Teresa Cordioli

Festa di São Juão, i o arraiá...

*
Festa di São Juão i u grandi arríá...

*

Hoje é dia de São Juão...
Vamu lá, vai tê arraiá.
Recebi u cunvite da cumadi CECI,
U casamento vai sê nu Quintar,
(Genti chik fala Bufêt)...
POEMA DI AMÔ...
Armaru lindas tenda pur lá .
Vai sê bem à tardinha,
Pra sê iluminado com o pô do sór.
A festança vai ser boa e noite adentro vai avançá,
Lampião num vai fartá.
E de fundo musicár?
Vamus tê o cantarolá da passarada,
Chegando nas árvore pra reposá...
Vai chegá sabiá cantando,
Beija-frô voando,
Só pra alegrá gurizada!
Us Senhôres, chegarão contente
Acompanhando o moço imponente
Qui vem com cravo na lapela...
É u noivo! STACARCA...
Que chega bem anti da hora
Di medo di si atrasá.
E as gurias? Ah essas!!!
Vão chegá pirfumadas.
Eu já vô vesti meu vestido de chita
Pra esperá a festa cumeçá.
Vou sentá debaixo do pé de Ipê,
Só ieu e o cê...pra ninguém vê,
Os beijos qui vamo trocá...
Lá fora da sombra, bem no meio do terrero,
A guria com saia godê, cumeça a dançá
Rodopiando em vórta do morenu,
Que acabô de chegá...
Aqui, o meu amô infeita meu cabelo,
Com a frô do ipê,
Só prêle vê...(diz qui eu tenho donu)...
É frô rosa, que frorece no outono
Com cheiro de amô perfeito.
Canta Sabiá Rei...
Voa beija-frô...
Canta, canta..toda passarada
Anima essa gurizada...
Que a noiva FERNANDA acaba de chegá!
Bunita Cuma ela só,
Vestida com vestido de filó.
E por favô, meu beija-frô:
Abençoa esse amô,
Que Padre Marcelino vai selá,
Nessa hora, dus meus zóio core água
Seguro forte na mão do meu amô,
Falo baixinho, pedindo pra ele,
Pra sempri cumigu ficá!
Em resposta mi tasca um bejo
Mi “carrega” nu cólu pra festa (ainda ta dificir de andá).
Ahhhhhhhhh.que fartura!
Na mesa; muita CASTANHA, verdadero castanhal.
No fogão de brasa, os pinhão assandu...
Na panela, milho verde pra cozinhá,
Ah! Mi isquici de avisá... Pros guris acanhadus,
Tem até receita pra se criá coragem e esquentá coração.
A base de: Vinho quente, anisete e quentão...
Pipoca estorando sem pará...
E na minha boca...Bejo! Bejo! Bejo!
Só prô cê... saboreá...
VIVA S. JOÃO... esse eu gostu di muitão!

Cominicado: Graças a Deus já estou andando, (igual pata, mas estou rsrsrs) dores? Poucas, ainda de repouso, mas muito bemmmmmmmmmm.
OBRIGADA A TODOS PELO CARINHO.

Foto de Carmen Lúcia

Rascunho de mim

Em processo de construção
Sou esboço de uma obra
Alicerce em formação
Teto escorado pela aspiração
Calha por onde escorre imperfeição
Caminho sem direção
Águas de rios correntes
Confluentes com meus desvios
Em busca de vir a ser...
Do ser que um dia será
Na ânsia de aprender e viver
Sem precisar se escorar
Nem do que se envergonhar
Se chegar a ser mar...
E não morrer sem chegar.
De esperança moldar o futuro
Sem ter medo do escuro
Que revela estrelas brilhantes
Mais intensas do que antes
Ser aprendiz numa estrada sem fim
Acabar o inacabado que há em mim
Recomeçar a cada dia, partir cada vez mais
Até quando o coração suportar
O peso que já não for capaz.

(Carmen Lúcia)

Foto de ANACAROLINALOIRAMAR

♥Sonho Lindo Que Se Foi!♥

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*
*
Video Paulo Ricardo. Música -Sonho Lindo!

Sonho lindo que se foi,
Levando todos meus sonhos,
Levando minhas fantasias.
Você era meu ator principal.
Da minha história.
Agora só tenho na memória.

Meu lindo sonho acabou,
Sonho lindo que virou
Sentimento sofrido,rompido.
Minha história de amor,
Acabou minha, trilha.

Sonho lindo que se foi,
Porque sinto que te perdi.
Te perdi com meu amor.
Com o meu alento.
Sonho, tornou-se sofrimento!

Tive medo de perder-te!
E meu medo foi tão cauteloso.
Que acabei por te perder.
E junto levou meus sonhos.
Sonhos que já não, sei por onde.
Se estacionam....esta vagando.

Sonho lindo que se foi,
Por que eu amei tanto,
porque tanta entrega,
Porque o medo da perda,
Acabei perdendo,e agora sofrendo.

Hoje busco,choro pelo amor cauteloso.
Sonho lindo que se foi, junto levou minha razão.!
Quantas fantasias tínhamos para realizar.
Sonho lindo se pós à acabar.
E meu anestesiado coração te pedi pra voltar.
Precisei te perder...para te conhecer.
E reconhecer que sem você não sei viver.
Sonho lindo que se foi.

Anna *-* A FLOR DE LIS.
Manter a autoria do poema.

Foto de Joaninhavoa

VISLUMBRE...

Meu sorvete alucinado
Meu tormento tacteado
Doce por mim a modos
Que mordiscados

Vislumbre encantado…

Água suspensa dourava
As arestas montanhosas
Por onde passava
O tornado! Dengosas

Vislumbre adocicado…

De quando em quando
Pingos escorriam extasiados
De cristas rubras arrepiados
Gemendo pelo esperado

Vislumbre exaltado…

Flor nua vai subindo
Degraus d`água
Antes gelo lambido
Espelhos de prata

Vislumbre de serafins
Aos molhos…
Gelados!

JoaninhaVoa, In “Vislumbres”
(19 de Junho de 2008)

Foto de Carmen Vervloet

IV EVENTO LITERÁRIO DE 2008

Festa No Arraiá Di Seu Dogo

A sanfona ábri a festa
no arraiá de São João!
Síntu um fríu isquisítu
e por dentro sórto um grítu!

Pipoca, minduím e quentão...
Fuguêra ardendo no terrêro
aquece meu friu isquisitu,
trupica meu coração!

Mi sobi um calor tão istranho
Olhando ocê tão bunito!
Sou tomada di assanho...
Ai Jesuis! Eu tô é frito!

O povo si trumbicando,
Correndo do busca-pé
Minina, di saia rodada, dançando
I os homi gritando olé!

Barraquinhas cheinha de prenda...
Tiro ao arvo i pescaria
Cocadas feitas na venda
du Nerson, da dona Maria!

A quadria pega fogo,
Dança homi, dança muié!
Chega di surpresa seu Dogo
I fraga a dona Duzé
dançando com um pião,
cheia di assanho i tesão!

I ta feita a confusão
O padre querendo acarmá
E o efeito do quentão
Fazendo o povo atiçá!

Fica lôco o seu Dogo
Sorta brasa, ispalha fogo
Quer acertá o machão
Que bulinou seu mueirão!

Seu Dogo pega a garrucha
I começa a atirá...
Mas são balas di festim
Para o povo alegrá!

Era só uma brincadeira,
Prá isquentá o festão
E o bate-cocha continua
Sem aperreio, sem questão!

Carmen Vervloet

Foto de Carmen Vervloet

AUTO-RETRATO

AUTO-RETRATO

Atrevo-me em fazer
um auto-retrato,
que em tinta traço.

Pinto-me flor...
Colorida, cheia de cor!
Depois, pinto-me semente...
Mas logo apago descrente!

Pinto-me árvore frondosa,
Violeta mimosa...
E depois fogo ardente,
afinal sou gente!

Tenho oscilações
e muitas emoções!
Rabisco tudo sem receio
e volto ao devaneio!

Agora sou beija-flor,
sugo o néctar do amor!
Bato asas... Equilibro-me no ar!
Amo a liberdade de voar!

Sou dançarina delicada,
parto em revoada
Sem rota, nem direção...
Sou bailarina da ilusão!

Agora, pinto-me criança,
boneca da esperança!
Boneca de louça, de trapo, de pano,
boneca da vida, cheia de enganos!

Boneca de pano encardido,
trapo velho, corroído,
galopando na garupa do tempo...
No rumo do vento!

Mas tudo não passa
de errônea interpretação...
Fantasias da minha imaginação!
Apago tudo, sem restrição!

Pinto em pastel a minha alma!
Em paz... Calma!
Essência da minha vida
Jamais corrompida!
Carmen Vervloet
Todos os direitos reservados à autora

Foto de Sandra Ferreira

Sem sentido…

Sem ti, sou pó, cinzas, gelo,

Cinzento que passa no céu,

Terra escura e seca, poluído rio,

Mar revolto e solitário…

Noite sem Lua

Reflexo de tristeza, solidão

Rua que percorro sem saída

Em busca da tua mão…

Árvore sem ramagem,

Fruto, água ou vento

Que pouco a pouco vai esmorecendo…

Casa envelhecida

Sem telhado, janelas

No seu interior, falta de vida

Que resplandecia, com alegria,

Que existia no passado…

Quarto, sombrio e gélido

Sem lençóis, edredões

Cortinas, ou tapetes…

Quadro sem moldura

Sem desenho, aguarela

Ausência de alma na tela…

Páginas

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