Poemas

Foto de Raiblue

Uni Versos In sustenidos

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O piano risca o céu
Adágios in color
Estrelas tocam
Faíscas no corpo

Cai a noite
Sobre mim
Sussurra Chopin
Trilhas em segredo...

Sonoras texturas

Clássica
A música
Embriaga sentidos
Agita dedos
Tatua na pele
Versos molhados
De mãos dançarinas

Suor escorrendo
Luas crescendo
No ritmo da respiração
Céu ofegante
Disritmia
Explosão !

Ápice do concerto
In sustenidos
Gemidos
Acesos !!

(Raiblue)

Foto de Gideon

Selinhos

Beijos.. simplesmente beijos,
somente beijos,
talvez selinhos,
beijos talvez selinhos.

Selinhos são safados,
porque fingem serem inocentes,
mas são sarcásticos, salientes…
pois nos fazem chegar perto do prazer
da língua escondida lá dentro,
pronta pro bote,
mas que não vem
escondendo-se no alvéolo.

A boca até saliva preparando-se para o ataque,
mas o selinho não deixa,
retesa os lábios que ficam durinhos,
fechados… e se selam..
com um sonoro estalido.

Beijos de selinhos...
hoje, somente hoje.
Fique com os selinhos,
que a língua não perde por esperar…

Foto de Rosita

É A S S I M . . .

Embriagada
Deslumbrada
Apaixonada
É assim que estou.

Acelerado
Desesperado
Descompassado
É assim que meu coração está

Suando
Pulsando
Desejando
É assim que meu corpo está

Vem comigo ficar
Vamos nos amar
Pois é contigo que quero estar.

Rosinha Barroso
11/03/2008

Foto de madim_shakur

momento

Num segundo
nasce o momento,
aquele que marca
a vida.
Num segundo
para o tempo,
pela felicidade
querida.

Quem dera,
que toda a vida
fosse um momento,
pelo qual ri o
pensamento,
Uma vida sem fim
certo,
onde reinava o
sentimento.

infelizemente existe
uma realidade,
em que nem tudo
é felicidade.
Por vezes vivemos
tristeza,
mas nunca deixa
saudade

Por isso vivo com
uma convicçao
viver cada momento,
cada um como
uma paixão.

Foto de Gideon

Ter você e nada mais

A urgência de estar com você
Um beijo molhado que tem de logo secar
Um abraço apertado que não pode deixar dor
Um olhar profundo que pouco depois se vai
Uma esperança de ficar que logo se esvai.

A urgência de estar com você
Continuar com você...ter você
Logo se desfaz a esperança frente a realidade
Do seu lar, sua vida, sua sina, talvez,

Hoje já quero ter você sempre
Não um encontro fortuito
Que força uma irresponsabilidade
Que roça, somente roça, meu coração.

Quero acordar com você
Ver você cabelos ao léu.
Olhos pegajosos da noite,
Bochechas marcadas com linhas do sono.

Quero acordar com você
Uma preguiça da noite bem transada.
Dos beijos estalados misturados aos gemidos
Do prazer de ter nós dois.

Quero correr para o banheiro, fazer barba
Você em pé na porta a espreguiçar-se, me observando.
Depois fazendo um café prá nós dois...
Que já embaraçados nos braços mistura creme de barbear
A alegria de nos termos.

Quero correr pro banho pela manhã
Você trazer a toalha e me apressar pro trabalho
Me puxar para a cama pro último amasso
Catar pedaços de linhas presos ao meu corpo.

Quero correr atrasado pro trabalho
Te acenar o último cumprimento e gritar, já na esquina,
Que te amo... te quero sempre.

Vale sonhar, devanear.
Vale quando quase se tem
O que não se tem bem pertinho de si,
Parece que para sentir o gosto de ter você sempre...
Para mim.

Sei que acho que não sei esperar você.
Sei que sei e quero te amar...
Quero contar para os meus próximos o quanto
Vale ser meio louco quando se tem a quem amar.

Quero ver você no luar, fazendo sombra na grama
Que logo nos terá agarrados, espremidos, esmagados,
Prá amar debaixo das estrelas
Como a sua fantasia te faz lembrar.

Quero você hoje, agora e sempre...
Seu amor assustado com um turbilhão
De paixões que parece se aproximar...
Com beijos saudosos que nunca acabam...

Foto de Gideon

Amor adolescente

Viver e não somente amar.
Amar o que?
Ah, é besteira,
Pára, pára, pára!
Não escrevas estas coisas...
Serão besteiras...
Eu vou ficar calada.

Por favor, meu amor pára!
Ashdh!
Gostoso, hum, rhum...
Oh, pára...
Não escrevas, tá?

Na linha proibida...
Ela se mostra, ama, e quer.
Liga dizendo:
Amor meu!...
Suspira, sorri com o timbre infantil...
A vozinha trêmula...

Deita-se na cama. Sente frio...
Enrola-se no edredom,
Mas não abaixa a música
Insisto que vá abaixar a música...
Ela vai,
mas não encontra o controle remoto...

É linda... Simplesmente linda...
E diz:
Ah Gato!

Foto de Gideon

A esfiha fria

A tarde fria
Esfria a esfiha
Que como na esquina
Observando as meninas
Que vendem pastilhas
Para pessoas insensíveis
Que não esmolam
Nem simpatias.

A tarde fria
Esfria a esfiha
E faz tremer a minha mão
Que afaga o meu coração
Que não sabe mais
O caminho da paixão.

A tarde fria
Esfria a esfiha
Que diluo displicente
Observando o movimento
Da sexta-feira sombria
Na Cinelândia caliente.

A esfiha fria
Esfria minha tarde
De melancolia doentia
Por falta de um amor
Prá dividir a esfiha.

Foto de Ana Botelho

PÃO E VINHO

PÃO E VINHO

( In memorian: Eurípedes (Macedônia), Omar Khayyan e F. Pessoa)

Sem vinho, onde haveria amor?
E quando o inverno nos batesse à porta,
Que ares deveríamos logo assumir?
Recorreríamos aos do Mediterrâneo,
Filtrando o binômio trigo/vinha
E passaríamos as tardes os saboreando.
À noite, quando tudo parecesse dormir,
Ficaríamos inertes até nos pensamentos,
Buscando somente uma cristalina taça
E o que houvesse de precioso a acompanhá-la.

E sem pão, qual fibra vibraria em nós?
Tudo fluiria, pegaria o veio do vento
Passaria eqüidistante por entre dois pólos,
Dentre os quais existiriam indiferentes
Apenas os dias, o que foi e o que virá,
Já que o hoje seria o bastante
E completo para nos alimentar.

A vida pode até ser boa, mas o vinho
Ah, esse sim, é muito, muito melhor!
Quem sabe amanhã a lua nos procurasse em vão,
Sentemo-nos ao relento, sentindo-nos, apenas...
E o regresso do sol apagaria as estrelas
E desvaneceria as luzes mais soberbas
Das tantas salas requintadas e vazias.
Tudo a nos mostrar o curso da vida,
De que ela deveria ser simples e natural.
Com luta para nunca nos sentirmos sós
E sempre brindarmos a um prenúncio
Dos bem - vindos e necessários amores.

Foto de Ana Botelho

MIRAGEM POSSÍVEL

MIRAGEM POSSÍVEL

Atordoada, mil palavras me envolveram,
Recostei-me então, ao tronco da oiti,
Com a mente fervendo de tantas imagens
Adormeci e este primeiro soneto eu teci...

Minha cabeça rodou e voou para longe,
Viajou por seqüentes montanhas e prados
De repente, parou numa antiga estalagem
Onde inúmeros felizes pares enamorados

Recitavam os versos do mestre Khayyan
Que ao Deus Baco faziam total alusão,
À meia-luz e sentados em macios divãs.

Cantavam os prazeres da entrega total,
Parecia estarem em nirvana eterno,
Uma visão, um postal, que quadro divinal!

Foto de Sandra Ferreira

Luz lunar...

Luz lunar,

Encoberta

Negras nuvens

Escuridão

Que me envolve,

Joelhos retraídos

Onde descansa

Meu rosto,

Camisa de seda

Que me dá conforto,

Alças, que deslizam

Desnudando

Meu corpo,

Mãos inquietas

Tremulas, nervosas

Cabelo, cascata

Sobre os ombros

Escondendo meu olhar,

Indeciso, entristecido

Espelho da alma

Que lamenta

A distância

Do enleio

Dos teus braços.

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