Poemas

Foto de Claudio Ferreira Borges

Torturas do amor...

Um olhar,
Um sentimento proibido.
Um amor,
Um amor perdido.

Lembro do tempo de infância...
Lembro do que fiz.
Tentei te entregar para outro só para saber se era a mim que você queria.
Fiquei feliz, contente, sorridente,
Sabendo que era você minha pretendente.

O primeiro beijo parecia um sonho, um sentimento tão forte tomou meu coração,
Guardo na lembrança aquele dia de criança,
O dia mais lindo de minha infância.

Mas nem tudo é alegria,
Enquanto no quartel eu servia,
Você se distraia.
O destino preparava uma armadilha,
Quando percebi você não era mais minha.
E o pior aconteceu,
Quando percebi que seu amor não era mais meu.

Cegaram-me,
Fui ferido,
Por terem o meu amor escondido.
Para onde ela foi?
Só descobri depois.
Foi rápido demais,
Descobri que estava com outro rapaz,
De boa família,
De boa situação,
Foi o suficiente para a sua união.

Enquanto eu bebia em um bar,
Ouvia na Igreja o festejar,
Bebi calado pensando,
O meu amor está se casando.

Como se não fosse suficiente,
Levou ela para longe para sempre.

Foi aí que minha vida se transformou,
Tive várias mulheres,
Mas nenhuma me completou.
Andei perdido,
Andei pensando...

Só lembranças,
Tenho no coração,
Esperança...
Tarde demais.

Olho para o céu e percebo que podes estar vendo o mesmo céu,
Combustível para minha vida,
Respirando o mesmo ar que eu respiro,
Vendo as estrelas que vejo,
Prazer em saber que ela vive,
Mesmo sem ser ao meu lado.

Uma surpresa,
Uma emoção,
Quando ela voltou e me fez uma confissão.
Acreditei e alegre fiquei,
Em saber que era meu o coração da mulher que me apaixonei.

Ela foi embora,
Eu na esperança,
O tempo passando,
E ela teve uma criança.

Ela voltou e afirmou,
Que de saudades de mim ficou.
Eu acreditei,
Sonhando sozinho,
E ela partiu,
E teve um menino.

Tanta facada no meu coração,
Com tanta esta dor não agüento mais não.
O amor é forte,
Supera a mágoa,
E mais uma vês eu a esperava.

Ela voltou e me confessou,
Que eu era a pessoa que sempre amou.
Eu estava confuso,
Não sabia mais se acreditava,
Mas o amor que eu sinto logo me cegou.
Acreditei,
Fiquei pensando,
Naquela mulher que estava amando.

Foi quando percebi que o tempo passara,
Que meu amor só me magoava.
Envelhecer sozinho por causa de um amor...
Já tomei uma decisão,
Vou tocar minha vida sem meu coração,
Não vou mais viver de ilusão,
Esperar por alguém que brinca comigo como num parque de diversão.
Vou viver com essa dor dentro do meu peito,
Encontrar uma pessoa que por mim tenha respeito,
Que esteja comigo quando eu quiser,
Esteja do meu lado,
Seja a minha mulher.

Ter os meus filhos,
Vê-los brincar,
Dar a eles muito amor e muito carinho,
Dar a minha mãe uns netinhos...

Estou cansado,
O tempo passa rápido e agente não vê,
Se bobear nem vejo meu filho crescer.

Vou levar minha vida,
Tentar encontrar,
Uma pessoa para ser parte do meu lar.

Não posso mais viver acreditando,
Em promessas,
Em palavras.
Só sei o que eu sinto,
Não sei de você,
Uma pessoa que só me faz sofrer.
Eu sei que tivemos muitos momentos bons,
Mas isso ficará guardado em nossos corações,
Ou no meu,
Não sei,
Parei,
Acordei,
Vou viver.

Aproveite sua vida a cada segundo,
Ela passa rápido demais.
Seja feliz,
Viva em paz.

Eu vou viver minha vida nessa ilusão,
Queria ter nascido se coração.

Foto de Ivy Gomide

* DESEJOS QUE FORAM DORMIR *

.

Ivy Gomide

Hostil dia de palavras ameaçadas
choram dedos a teclar inúteis
desejos que foram dormir
O jantar que não foi posto à mesa
Lápis desarrumados
no painel des colorido
das letras.
Por onde andam as palavras
trazidas pelo vento sul
no perfume do jasmim que de flora?
Não !
acordei insone
buscando horas
impressas no papel
sem dúvida havia ameaça
da página abrir-se
desenjaulando um sol que prometia
sorri a luz desfeita
na palidez do dia
devorada pelos gatos que
perambulavam esquinas

RJ – fevereiro - 2007

Foto de Ivy Gomide

* ENTORPECE E NÃO TECE *

.

Ivy Gomide

Zonza
aspiro sol encardido
arrancado da fumegante cabeça
Ocaso de linhas
entorpecem e
não tecem.
Torto e vulnerável
enigma
queima lava acesa

RJ- dezembro - 2006

Foto de Cecília Santos

MORANDO COM A SOLIDÃO

MORANDO COM A SOLIDÃO
#
#
#
Magia, que me inebria.
Que me inspira, a falar de você.
Você que me roubou o encanto,
Que me deixou o pranto.
Que me deixou assim.
Como ave sem ninho,
como estrada sem fim.
Você deixou minh'alma ferida.
Deixou-me a solidão,
e levou contigo meu coração.
Coração que canta e chora.
Feito menino triste,
querendo a amplidão.
Coração que é feito de
grãozinhos de areia.
Que com um vento mais forte,
vai pra um lugar mais distante.
Coração vai vagueando,
e buscando a ilusão.
Não me deixa aqui sozinha,
morando com a solidão!

Direitos reservados*
Cecília- 06/2007

Foto de fer.car

DUAS ALMAS EM UM SÓ CORAÇÃO

Não queria lhe amar, ou quem sabe, nem deveria
Você é oposto daquilo que seria o certo
Mas algo me impulsiona aos seus braços
Em seus beijos já não sinto os pés no chão
Tentei me desviar, mudar de rumo e de estrada
Mas no fim do túnel avistei um sentimento puro
Seu rosto sereno e seus olhos tocando os meus
Suas mãos passeando sobre meu corpo
E neste exato momento penso que não consigo evitar
Porque aquilo que mais fujo é o que mais desejo
E se não existe união sem amor, somos o retrato da luz
Se existe perfeição não sei, mas sem você meu peito nem sente
Como planta sem água, música sem refrão
Passos sem direção, e alma sem emoção
Assim apenas deixo que o momento venha
Invada meu ser, prove aquilo que não quis acreditar
Mas tão evidente e claro que já não duvido
Você me ama e este amor é tão lindo
E sendo você meu oposto, tem em si algo único
Como água e vinho, dia e noite
Ao seu lado, vejo, Nós
Como dois em um, duas almas em um só coração

Foto de JGMOREIRA

O AMOR QUE ACABA

O AMOR QUE ACABA

O amor que acaba
produz vazio,
cratera de canhão.
Urgem sertralinas
na fuga de endorfinas
remédios para o coração.

O amor que acaba
amor não era
que amor fica
amor resta
presta atenção no amor
pronto para qualquer dor.

O amor que acaba
era amor que não amava
que amor não esquece
Se o amor desaparece
se ausenta do duplo
permanece vivo nos unos

que amam em separado
guardando cada um
um amor isolado
que nunca esquece o amado
Que seu fim seja torvelinho:
do amor que é amor fica o carinho.

O amor que não acaba
é o amor que suporta
que se esconde atrás da porta
dá sustos nas noites ardentes
que brinca de paciência
nos dias de ausência

O amor que acaba
deixa apenas solidão
Rasga a carne
enfia as unhas em desespero
puxa entranhas
para matar o desejo

Quando o amor acaba,
sei bem, urgem sertralinas
que o amor, minha cara
é pura química
que a gente não entende
a ciência não explica.

Quando o amor termina
ficam os vazios repletos
as noites no deserto
nebulosas no universo
que astrônomos não atingem
a poesia não define.

Quando acaba
silencio na sala
frio no quarto
dores do parto
perda da cria
vida vazia

Foto de JGMOREIRA

NASCIMENTO

NASCIMENTO

P/CB e George Henrique

De onde viestes
Os meninos voam
Todas as frutas são boas.
Lá, ser valente é sorrir contente.

No lugar que habitavas
Trabalhar é construir
Falar é olhar nos olhos
Ter uma casa é saber morar dentro de si.

Agora que chegastes, ao nosso chamado
Terás uma vida, conhecerás nosso mundo
Vens descobrir nossos mistérios profundos
Sentir todo o nosso amor guardado.

Com o passar do tempo saberás
Que nossas crianças não voam
Que nem todas as frutas daqui são boas
Mas, também, aprenderás a escolhê-las.

E quanto mais aprenderes a escolher
Mais conseguirás entender
Que precisamos de ti para construir
Um mundo melhor com o que temos aqui.

Este é destino árduo
Que exigirá fé e muito trabalho,
Muita esperança na fé
Amor em todos os atos.

E. além de tudo,
Precisará de uma inalterável
Confiança no mundo
Que deixarás aos que vierem ao teu chamado.

Este é meu desejo, Eduardo,
Que aprendas a escolher as frutas boas
Para que, nesta terra onde as crianças não voam
Possas ser um homem feliz.

Foto de JGMOREIRA

NÃO SEI DANÇAR

NÃO SEI DANÇAR

Nas tardes e noites que passei à janela
Aguardando tua presença, aprendi
Que o amor não perdoa nada, nunca
Amar como te amei, não poderia supor
Quando nada mais esperava do amor
Esse Deus debochado me atira ao teu fado.
Eu, logo quem, nem sei dançar.

Nos anos na janela, na esperança dela
Criei os filhos que não teríamos
Que choram no limbo dos tristes.
Enquanto choram, finjo que durmo
E choro junto que são noites de viúvo
As que vivo sem tua sombra pela casa.

Da minha janela vejo a arte do mundo.
Durante a vigília que sacrifica o atalaia
Fui arranjando espaços em minha alma
Para guardar-te em meu passado
Até que não mais doesse tua simples lembrança.

Agora, abastecidas as esperanças
Lanço-me a vôos solitários sobre o idioma
Procurando inventar a palavra necessária
Para esquecer a primeira emoção:
Quando a vi, a ela já pertencia
Rebanhos dando cria, pólen na ventania
Casais levitando pelo salão.
Já esqueci, tento me convencer que sim,
Mas do teu amor, restam esses punhais
Que atravessam os anos vazios
Encravam-se em minha vida
Fazendo tão sem sentido
O que resta a ser vivido.

Foto de JGMOREIRA

NÃO SÃO TRISTES OS QUE AMAM EM VÃO

NÃO SÃO TRISTES OS QUE AMAM EM VÃO

Não são tristes os que amam em vão
Mãos suadas
Testas peroladas
A gemer pelos cantos da casa
Na ânsia de uma ausência
Que nunca se recheará.

Não. Não são tristes
Com seus olhares oblíquos
Lábios dormentes
A fumaça dos cigarros
A matá-los
– pena não seja de uma só vez.
Lamentam.

Não são tristes. Nem infelizes.
Que a tristeza é a ausência do amor.
A infelicidade, a não existência dele.
Se não são tristes
Se não são infelizes
O que serão os que amam em vão?

Com suas vozes recuadas
As gargantas embargadas
Se em solidão.
As pistolas sempre engatilhadas
Renda envolvendo punhais de prata.

Não são tristes esses tresloucados
Que sem o menor alento
Repousam em santa astenia
Sobre lençóis amarfanhados
De uma noite de solidão
Quando dormiram sono vão.

Não são infelizes
Os que jamais serão felizes
Por amarem em vão.
Com suas caminhadas a esmo
Em pânico pelas ruas
Quase desmaiando
Invejando os que amam
Que caminham enamorados
Com gargalhadas que lhes ruem a emoção.

Será que amam os que amam em vão
Ou apenas sofrem
Por ser o sofrimento o concreto
Contido no abstrato amor quando é em vão?

Notebooks, CIAs, câmaras, assembléias,
Grandes empreendimentos
Celestiais construções
Seminários, submarinos
São, todos, provas do amor em vão.
Não que seja vão o amor com
Que os constroem ou os detonam,
Sendo apenas provas do amor vão.

Ternos impecáveis
Lúgubres moradas
Palácios, trincheiras
Em qualquer lugar encontra-se exemplar
De quem ama em vão.

Insistentes esses recrutas,
Continuam a amar.
Mesmo sabedores de que é em vão.
Será que sabem?
Será que é em vão?
Que força impulsiona esses estóicos
A prosseguirem nessa direção?

Não. Definitivamente, não são infelizes
Os que amam em vão.
O amor os redime
O ser em vão os sublima
Para que passem, gasosos
Pelas tristes lâminas
Que sangram os infelizes
Que amam em vão.

Foto de JGMOREIRA

AGULHINHA, TALVEZ

AGULHINHA, TALVEZ

Arroz
Arroz do bom
Solto e branco
Navio solitário
sem marinheiros
Arroz de tacho
preto no fogão de lenha
que estalava
que exalava
cheiro d'alho
misturado com linguiça
toicinho e chouriço
que defumavam

No tacho preto e enorme
de D. Olívia
ficavam imersos pedaços
de carne que pegavam
gosto na borra da gordura de côco
Lata bonita
pintada de coqueiros
Dali emergiam costelas
peitos de frango
bifes de tresontem
amaciados
Que delícia!

Angú bonito, espirrante
com taiobas do quintal

Feijao

E arroz, agulhinha
se me lembro bem
Branco. Branco como
a pomba No livro de Tostói
como a bandeira branca da paz...

E solto!

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