Poemas

Foto de Carmen Lúcia

Um dia há de vir...

Em que o semeador colha seus próprios frutos,
Em que o hoje seja boa semente,seja um presente,
Que o amanhã não amedronte,nem nos afronte,
E venha sempre como oferenda das manhãs...
Que a justiça prevaleça e permaneça...
Que o amor se multiplique,não mistifique...
Que seja puro,unificando as nações...
Que nosso credo seja ouvido numa só língua
E que resgate a credulidade do irmão...
Que a honestidade jamais seja um calvário
E sua bandeira,o respeito e a devoção...
Que o abuso do poder se estilhasse,
Cada partícula seja um novo cidadão...
Que a alegria amplifique os sorrisos
E contagie petrificados corações.
Que haja paz sem ser preciso que haja guerra
E que de paz se reescreva nossa história
Para alentar nossa esperança merencória.

Foto de belladona1963

Sou so Sentimentos

Teu cheiro invade meus pensamentos, e é imposível tocar as emoções. Revivo cada momento como se estivesse a teu lado agora, sinto o calor da tua pele a km de distância, e ao fechar os olhos, posso te tocar com todas as partes do meu corpo, tua existência me provoca paixão, grande o suficiente para alimentar a nós os dois e quaise não me importo se tu me sentes assim. Te escrevo com emoção pois desde que te beijei sou só sentimentos, de quem não te esquece.

Foto de Homem Martinho

Fui falar com Deus

Um dia fui falar com Deus,
Montei-me no meu cavalo alado,
Percorri nuvens e mais nuvens
Até chegar a territórios seus,
Mandou-me entrar, sentiu-me cansado.
E logo me Perguntou “Ao que vens”
Respondi –Lhe prontamente:
“Venho em busca de felicidade
Não só para mim, mas para a minha gente”
Fitou-me nos olhos e Exclamou:
“Felicidade; Paz; Amor; Liberdade
Tudo isso, eu há muito vos dou,
Vós é que não vos contentais
Tendes tudo mas quereis sempre mais”
Fiquei como que petrificado
Não sabia o que Lhe responder,
Ele ao ver-me tão atrapalhado
Disse “Se vós vos preocupásseis em viver”
Pedi licença para me retirar,
Precisava voltar ao meu mundo;
Regressar á minha terra, ao meu lugar,
Precisava falar com as pessoas,
Dizer-lhes que tinha novidades,
Mas mais que isso, que eram boas,
Não, não lhes iria mentir
Somente dizer-lhes as verdades
Que temos andado com medo de ouvir.
Deus deu-nos a paz
Nós fizemos a guerra,
Deus deu-nos o amor,
Nós espalhámos o ódio pela terra,
Deus deu-nos a felicidade
Nós semeámos tristezas,
Deus deu-nos a liberdade
Nós fizemos dos outros presas.
Afinal para que pedimos paz, amor,
Ou até mesmo felicidade e liberdade
Se depois provocamos a dor
Em quem só nos pede a nossa amizade.
Admitamos a grande realidade
Só temos o que semeámos,
Destruímos a liberdade
E este Mundo que herdámos,
Esta é a grande verdade
Destruímos algo que não é nosso
Destruindo o futuro da nossa gente
É o quero, mando e posso,
Destruo quem se coloque na minha frente.

Francisco Ferreira D’Homem Martinho
2007/09/12

Foto de JGMOREIRA

A LONGA VIAGEM

A LONGA VIAGEM

Um Cabral entristecido observa o horizonte.
Fura-buchos surpresos interrompem o vôo
para observar a nau repleta de infantes.

Os marujos, parvos de escorbuto,
sem a certeza endurecida do Capitão,
sonham com as moças do Velho Mundo.

Pero Vaz de Caminha, n'outra nave,
acaricia a pena que fará história
sem qualquer paixão além da verdade.

O Padre Frei Henrique, humildemente,
na solidão do convés em chamas,
imagina como trazer Deus à nova gente.

Pedr'Álvares de Cabral, sem sonhar,
sabedor da responsabilidade que encerra,
entende os sinais das gaivotas e do mar.

Sorri, o solitário, já degustando a conquista,
deixando a prôa bem antes que o atalaia
rasgue o ar com o grito de Terra à Vista!

A morte, que visitara a alma da marinhagem
entenebrecida, abala-se par'outros sítios
espantada por repentina alegria selvagem.

Sancho de Tovar, tem barba cerrada
que cofia repetida e lentamente
enquanto a El Rey puxa a esquadra.

São treze as naus, mil e quinhentos os homens,
muitas as armas, grande a fé e pouca
a caridade cristã que o ouro ofusca e consome.

Comanda a Anunciada, Nuno Leitão.
Ela tem em seu bojo os Franciscanos Gaspar
Francisco, o músico Masseu e Frei Simão.

Onde a espada se levanta, Deus se apresenta.
Para o futuro Bispo de Ceuta, marujos e guerreiros
a fé sem canhões não se sustenta.

Açoitada pelos ventos, aguardava a capitânea,
notícias de navios menores
em expedição pela vasta faixa litorânea.

Nicolau Coelho, mau aluno das lições de Colombo,
observa o inconcebível pela Europa:
homens e mulheres em pelo, alegres, sem assombro

Quando os singelos encontram o obstinado Capitão
deparam-se com esplendoroso Comandante
que traz ao pescoço mui reluzente cordão

que a luz das tochas alumia.
O inocente vê a burilada peça e mostra a terra.
É ali, na Capitânia, que a dor principia.

Sem saber que já era o Dominado
e que aquele que o presenteava era o seu Senhor
o antípoda atiça a cobiça da Santa Sé e do
Reinado.]

Para que partira do Tejo essa esquadra
a não ser para ir além das fronteiras,
angariar ouro e conquistar almas?

Acreditava ser Deus o que via ali?
O aborígene, sem o saber,
estava frente a frente com Abaçai.

Agora é acabada a aventura, percebe Pedr'Álvares
quanto tem à sua frente aquela cabeça encocorada
Uma tristeza singra sua alma; ansia outros mares.

Viver tudo de novo.
Recomeçar a luta solitária contra todos
com o denodo do primeiro dia.

O que alimenta o Senhor das almas
de todos esses homens não é fé ou riqueza
e sim uma pureza que com nada se abala.

Enquanto, para o índio que se espanta
inicia-se a história da dor e submissão
para Don Pedro é finda a demanda.

Quem se recolhe ao camarote e suspira
é um homem cansado defumdo acjma
que a marinhagem não reconheceria.

Foto de JGMOREIRA

A CASA

A CASA

De sobre o promontório
a casa é minúscula
liliputiana
À medida em que me aproximo
percebo a amplidão do sítio
a fortaleza das colunas
a firmeza da amarração
o esmero no acabamento
o conforto da varanda.

Circundo a construção, admirado.
A mão, nada subalterna
torce a maçaneta azinhavrada.
A luz do dia fulgura nos cômodos
vazios, enche as paredes nuas.
dentro da obra inacabada, assusta-me
a pequenez do arquiteto
que abusou do excesso em ciência
para estilizar o que é rude
como soe a toda harmonia.

Algumas portas não se abrem
atiçando o rubor da curiosidade
até que se a molde em conformismo
muito embora se possa tentar adivinhações
baseado no conjunto já visto
da obra por terminar.

Tento definir o que vejo
mas todas as palavras são vazias.
Inúteis as canetas.
Como se fora me sufocar
ao ouvir a flauta de Pan,
desando a descerrar janelas possíveis
escancarar as portas que m’as permitem.
Desabalo pelo corredor
até alcançar o alpendre
onde desmonto, calado e imóvel.

Aboleto-me ao sol retirante
aninhando-me no aconchego
de um coração desencantado.

Na modorra, no vazio inútil
de gestos e palavras
apenas contemplo, sem músculos
o que construí de mim
enquanto desvendo outras casas
que vão surgindo ao longo
com outros eus a desmontar nas sacadas.

Foto de JGMOREIRA

45 GRAUS

45 GRAUS

As malas arriadas ao rés do corpo
As mãos frias ao longo
Um peso de medo forçando os ombros
Olhar rotativo querendo guardar
Coisas,
Cheiros que se perderão quando outros odores...

A casa fica
As coisas ficam
Um desejo intenso de incorporar-se
De ser tão parte que a parte seria uma só.
Cimento areia ciúme desejos caibros
Poltronas pessoas livros tardes ruivas

A serenidade das lembranças
Amacia a ânsia pedindo licença
Para se acomodar na sacada
Ver a rua que não mais será visão
Quando as mãos forem arregimentadas
Os braços paralelos
Os passos forem deixando uma marca
Uns sons

Os músculos abandonam
Os joelhos em 45 graus
A casa vai ficando pequena
Antes que os olhos condenem
A distância degusta lembranças

Amanhã nada mais restará de hoje
em nossas Vidas

Foto de Ednaschneider

Doze

Trago doze rosas para teu dia
No teu rosto doze beijos
Doze cheios de desejos.
Uma dúzia de alegria.

Trago doze olhares de ternura
Com doze versos te desperto;
Feitos da forma mais pura.
E te espero de braços abertos.

Doze.O número da sorte.
Doze de junho vi meu rumo norte.
Onde oficializamos nosso amor.
E este número para eternidade ficou.

Joana Darc Brasil *
12 de setembro de 2007
Direitos reservados *

Foto de Ednaschneider

Amo

Eu amo você de muitas formas:
Amo quando me dás Bom dia.
Amo quando não me ignoras
Amo quando comigo sentes alegria...
Amo quando diz que me adora
Amo quando você me ama
Amo quando você me chama
Amo quando me deixas em chamas...
Amo quando me beijas
Amo quando me desejas.
Amo ouvir teus gemidos
Amo tua forma de me envolver
Amo, pois sabe me dar prazer.
Amo ser tua mulher.
Amo teu jeito de ser.
Amo teus beijos...
Amo teus desejos.
Amo você com tanta ternura!
Amo realizar suas fantasias
Amo teus gritos de prazer, loucura!
Amo ver teu sorriso de alegria.
Amo ver teu olhar de satisfação...
Amo você com tanta paixão!
Amo teu jeito de me olhar...
Amo tuas mãos em meu corpo a deslizar
Amo te amar.

Joana Darc Brasil *
*Direitos reservados.

Foto de Cecília Santos

MARCAS NA AREIA

MARCAS NA AREIA
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Construí meu castelo
na areia.
A onda mansa levou.
Em seu lugar,
só a espuma branca ficou.
Nesse lençol tão claro.
Caminho à passos miúdos
Deixando marcado na areia.
Meus passos leves e incertos.
Mas olho pra trás não os vejo.
A onda veio e levou.
Em seu lugar,
só concha vazia deixou.
Minha caminhada prossegue,
calma, serena à esmo.
Procurando encontrar.
A felicidade que não sei,
onde foi morar.
Só sei que já fui feliz.
Quando ao seu lado eu estava.
Mas uma tempestade mais forte,
Levou-o pra longe daqui.
Hoje ainda te procuro, e te espero.
Caminhando ao longo da praia.
O sol pintando o horizonte.
De cores vivas e alegres.
Mas meu coração permanece,
triste, e vazio.
O negrume tomou conta da noite.
A lua se vestiu de prata.
As ondas enciumadas, de rendas
se enfeitaram.
E no doce balanço do mar.
Bailavam, bailavam.
Sem se importar com minha dor.

Direitos reservados*
Cecília-SP/09/2007*

Foto de Sirlei Passolongo

Momentos

Há momentos
em que nos perdemos por completo,
não sabemos onde ir,
onde recomeçar,
onde encontrar inspiração para sorrir.
Derrepente algo acontece
e novas forças surgem
como num passe de mágica.
E hoje, eu consigo perceber
que se lamentar não é o caminho,
que chorar não reconstruirá nossa vida,
tampouco nos fará voltar no tempo.
ah! o tempo!,
talvez seríamos mais felizes
se não tivéssemos essa noção de tempo.
mas enfim, ele existe
e só há um meio de nos aproveitarmos dele,
é olhando para trás
e buscando nele boas recordações,
é olhando para frente
desejando que seja um tempo mais
generoso para com nossa vida,
desejando que ele se torne um
tempo passado a ser lembrado
apenas pelas alegrias,
mas se isso não for possível
que o tempo futuro seja tão maravilhoso
que os problemas se tornarão insignificantes
e apenas encontraremos motivos
para rir de todos eles.

(Sirlei L. Passolongo)

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