Poemas

Foto de tchejoao

Dedicação

Durante muitas, muitas vidas,
Subi a montanha do teu Palácio,
Para ofertar-te perfumado incenso
E delicados lírios que andei colhendo.

Durante muitas, muitas vidas,
Pús-me, lua após lua, a adorar-te,
Forjando, na aridez do desencanto,
Preciosas melodias para encantar-te.

Teus olhos, com serenos ares de muralha,
Observavam-me em ensolarado silêncio.

Quando, ó, minha luz, abrirás as portas
Do teu Castelo luminoso?
Quando, meu Deus, virás me receber?

Durante muitas, muitas vidas,
Subi a montanha do teu Palácio...
Para ver-te o esplendor imenso...
Sem cansaço... Sem lamentos...

Foto de tchejoao

Negação

Ah, como eu quisera, jamais,
Sentir o amor que sinto agora!
Ter a lascívia existência da noite
Que, soberba, ignora a luz da aurora.

Ah, como eu quisera, jamais,
Jamais, ter desejado a primavera!

Ó, doce frio de meu coração invernal...
Ó, minha pálida e desfolhada alma outonal...
Ó, minha pobre vida portoalegrinal...

Tudo é tão triste... Tão inútil...
Tão irreal...
Que até um sorriso, agora,
Eu chamaria sobrenatural!

Foto de tchejoao

Pastor de Ventos

Errante, entre montanhas,
Pastor de Ventos me criei.
Sempre achado em terras estranhas,
Levado por ventos que não sei.

Andar, que a vida é ir-se,
Sem descanso nem apego,
Não seria pastor, se não partisse
No mesmo vento em que chego.

Meus caminhos não são tristes,
Nem alegres - Sequer existem!
Quem já soube de alguém
Que, nos ventos, algum caminho visse?...

Não sei porque insisto
Em tão desvairado ofício.
- Só se esses ventos, também,
Por alguma razão que desconheço,
Carregam, no seu vai-e-vem,
Os motivos por que existo.

Então, pastoreio ventos,
Por montanhas inalcançáveis.
Quando a vida julgar que é o momento
Certo para desabitar-me,
Que eu possa dizer dos ventos,
Que sopraram sem cansar-me:
Errantes – bem os sei -,
Porém, Notáveis! Notáveis!

Foto de Logan Apaixonado

Poeta Morto

Junto meus pedaços um a um
Surge então um mosaico colorido
Disforme, sem nexo
Um misto grande de várias sensações
E de vários sentimentos
Não sei mais quem eu sou
Perdi-me a algum tempo
Meus desejos mais sinceros
Foram fulminados
Viraram pó, sem condições de reconstruir
Um estranho vazio habita meu peito
O nó na garganta não se desfaz
Nos olhos molhados de lagrimas
Um olhar vago, triste
Não tenho forças para levantar
Então permaneço deitado
É inútil remar contra a maré
A realidade dói
Dói mais do que imaginava
Ao olhar ao meu redor
As sombras se levantam friamente
O som da chuva lá fora me acalma
A pior morte não é a física
É a morte dos seus sonhos
Pois a sua visão não escurece
Você nem descansa em paz
Você enxerga tudo o que não aconteceu
Você sente que tudo já não será possível
Você se dá conta que tudo foi em vão
Que nada adiantou
Ninguém percebeu, ninguém notou
Sua devoção era vã e inútil!
Seu desprendimento era rélis!
Suas boas intenções eram mentiras!
A sua esperança era uma fraude!
O que sobra depois disso ?
Se alguém souber a resposta, conte-me
Pois somente assim
Ressuscitará o poeta
Pois ele morreu na última linha deste poema.

Foto de Logan Apaixonado

Fim do Espetáculo

Apagam-se as luzes
Fecham-se as cortinas
O espetáculo maravilhoso
Finda em um escuro aterrorizante
Sinto meu peito dilacerado
Agora mais do que nunca
Sinto o gosto da derrota
Meus olhos molhados estão cobertos
Por um manto de dor
Sem teu calor
Minha angustia infinita
Companheira tão cara
É a dor minha parceira
E a saudade minha esperança
Sentado em meus anseios
Esqueço que sou tão só
Porque ao meu redor
Só há dor e culpa
Padeço diante do fel
Amargo do desamor
Selado nosso destino
Quem sabe há uma razão
Para tamanha desilusão

Foto de Jósley D Mattos

Opúsculo

Desapego étimo,
girias, ciências e eugenia,
eufemismo e eter, deitado orfeu
em berço estulto.
O ser humano solícito,
sequestrado num estupro sôfrego
da mídia.
Um ser que não é...
de vida interna mortalôbrega,humanitária...
e externo luzidio, lúrido, hipócrita sentado à mesa famélico banqueteia-se da hóstia infecta do egoísmo e empanturra-se de preces para aliviar seus pecados, enquanto compunge,digere o perdão hostíl, insípido que cerva e dura a alma...
e assim salvo, afoga-se no sal da saliva alheia a seu sustento
devorando a fé em comunhão solitária.

Foto de Jósley D Mattos

luz

O sol, eu sei...
são teus olhos castos
de sonhos em braços,
de abrigo em flores,
líbido e amores
onde deitei.

(A ti que em mim de amores fez o eu alma, músculo e entranhas...)

Póis o universo é uma ignóbil faulha dançando nos palcos da procela torrente e incessante se comparado ao amor que nutro por ti.

Foto de Adriano Saraiva

Reflexões sobre um amor improvável

REFLEXÕES SOBRE UM AMOR IMPROVÁVEL

Intangível para mim é teu amor, e corpo também
nem ao tempo a esperança pertence
amor, sexo, luxúria e desejo meu
infinitas vezes quisera
acariciar teus cabelos e com
recebimento de um beijo roubado
afagar tua pele com fervor

Enquanto isso a vida continua
Inacabada
Inalterada
Inacessível...

Foto de Boemio

Cuidado faça o que achar melhor

Não se enganem comigo
Pareço inofensivo
Mas nem sempre
Assim sou,
Bate-me às vezes uma saudade de repente
Que chego a perder o controle
E nunca sei pra onde vou,
Tenho a juventude nas veias
E garotas na minha teia
Teia essa de mentiroso,
Sou quase sempre um pouco medroso
Daquilo que não precisava temer
Melindro querer resolver
Os problemas do mundo que não é meu,
Afinal quem o criou foi Deus,
Ele que resolva sua desavenças
Nossas incoerências,
Por mim não movo uma palha,
Logo então é bom ser um nada
Pois não preciso me importar só viver
A minha vida calma sutil em paz
Creio nisso não ter nada demais
Vem de cima da pirâmide, só preciso receber
Quer vida melhor que essa que vivo
Sem nada ser preciso
Sem pensamento ou critica...

Esse é o problema quero vida.

Foto de Boemio

A culpa é de quem?

O menino tem uma arma na mão
E se encaminha pra frente do portão,
Cada passo seu o aproxima mais e mais
Da tragédia iminente,
Na sala conversa um rapaz
Com olhar intransigente,
Ria, se divertia com aquela situação
E não percebia o perigo, a arma está carregada,
De repente ouve-se um estridente grito
Que emudece todos ao seu redor,
O rapaz cai morto com um suspiro
Preso na garanta cheia de sangue e de suor,
O menino sai tranqüilamente como se não tivesse acontecido
Como se ele não tivesse dado seu primeiro tiro,
Os colegas de turma saem correndo
Em meio ao assassino horrendo
Que sorria feliz, aliviado
Por ter finalmente saciado
A sede do diabo,
Todos estavam com medo mas o que ninguém sabia
Que o pobre rapaz que estava morto
Dias atrás tinha batido no menino que jurou por sua vida
Que ia se vingar por aquele estorvo.
Quem teve a culpa?
Quem atirou ou quem deu a arma?
Quem provocou ou quem soltou a bala?
O pequeno menininho foi pra casa sozinho,
Sua mãe lhe deu carinho e proteção
A policia bateu a porta e disse:
_ “seu filho matou rapaz rico!”
E quisera o levar mas sua corajosa mãe o protegeu,
Então a policia matou os dois pra se defender
Quem tem razão?
A culpa é de quem?

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